Retornados

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Antigas províncias ultramarinas portuguesas.

Retornados é a designação dada aos portugueses que, após a independência das colónias em África (Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e, em especial, Angola e Moçambique) regressaram a Portugal.[1][2]

Outros usos[editar | editar código-fonte]

Também são chamados retornados os tabom, que são os escravos libertos no Brasil (afro-brasileiros) retornados ao Gana, em África em 1835-36. E os amarôs ou agudás que são os afro-brasileiros retornados ao Benim, Togo e Nigéria.[3]

Foi uma palavra muitas vezes utilizada com sentido pejorativo.[4]

Influência[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Os retornados das colónias portuguesas africanas foram objeto de um tratamento nos seguintes filmes:

e nos documentários:

  • Adeus, até ao Meu Regresso (1974);
  • O Fim do Colonialismo (1976);
  • Retornados - Instrumentos e Vítimas (1981);
  • Retornados ou os Restos do Império (2002).

Literatura[editar | editar código-fonte]

Apesar de prevalecer a ideia do vazio editorial sobre a questão dos retornados, existem diversos livros relevantes:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Quem eram os "retornados"?». Ensina RTP. Rádio e Televisão de Portugal. Consultado em 4 de outubro de 2016 
  2. Matos, Helena (20 de agosto de 2014). «Os retornados começaram a chegar há 40 anos». Observador 
  3. «Os Retornados». Cartas d'África. Ministério das Relações Exteriores. Consultado em 4 de outubro de 2016. Cópia arquivada em 4 de janeiro de 2011 
  4. Caetano, Maria João (4 de novembro de 2015). «Retornar, ou seja, tornar vivas as memórias que temos de África». Diário de Notícias. A antropóloga Elsa Peralta, comissária da exposição, explica que "a palavra retornado foi usada como alcunha, como ofensa, era um termo pejorativo. 
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