Ricardo Jafet

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Ricardo Nami Jafet (São Paulo, 26 de novembro de 1907Cleveland, 18 de março de 1958) foi um advogado, banqueiro e industrial brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho do empresário libanês Nami Jafet (1860-1923)[1] e de Afife Jafet, fez seus estudos no Mackenzie College e formou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1930.

Em 1936 fundou a empresa Mineração Geral do Brasil, que explorou jazidas de ferro, manganês, cromo, carvão e ouro. Mais tarde fundaria também a Usina Siderúrgica de Mogi das Cruzes e a Empresa Internacional de Transportes.

No governo[editar | editar código-fonte]

Jafet ajudou a financiar a campanha vitoriosa de Getúlio Vargas para a presidência da República em 1950, e foi cogitado para ocupar o Ministério da Fazenda. O cargo acabou ficando com Horácio Lafer, mas já no início do novo governo foi nomeado presidente do Banco do Brasil e tomou posse em janeiro de 1951. Jafet defendia uma política de expansão do crédito, e logo incompatibilizou-se com Lafer, que defendia uma política antiinflacionária.

A partir de 1952 a oposição a Vargas passou a denunciar um suposto favoritismo porparte do Banco do Brasil na concessão de créditos ao jornal A Última Hora, de propriedade de Samuel Wainer. O jornal havia sido criado com o objetivo de apoiar Vargas uma vez que a maioria dos grandes diários se opunha a seu governo. O chamado "escândalo da Última Hora" acabou por transformar-se num dos fatores de agravamento da crise do governo Vargas.

O desgaste e os atritos dentro do governo, levaram-no a pedir demissão em janeiro de 1953. Em abril constituiu-se uma comissão parlamentar de inquérito para investigar as relações entre o Banco do Brasil e a Última Hora. Em 1954 Jafet voltou a ser duramente atacado pela Tribuna da Imprensa, de Carlos Lacerda.

Ricardo Jafet foi casado com Nelly Maluf Jafet, irmã do político Paulo Maluf.[2]

Foi ligado ao Jóquei Clube Brasileiro, ao Clube Atlético Monte Líbano (São Paulo) e ao Clube Atlético Ypiranga, ao qual, em 1956, a família Jafet doou o terreno onde foi construído o primeiro ginásio esportivo do Clube.[3]

Seu corpo foi enterrado no Cemitério da Consolação, em São Paulo.[4]

Referências