Surto de febre amarela em 2017 no Brasil

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Editado pela última vez em 21 de fevereiro de 2017.
Surto de febre amarela em 2017 no Brasil
YellowFeverVirus.jpg
Micrografia MET do vírus da febre amarela (ampliado 234000x).
Local Coronel Fabriciano
Governador Valadares, na Região Leste
Manhumirim, na Zona da Mata
Teófilo Otoni, no Vale do Jequitinhonha
Mucuri, em Minas Gerais, Ibatiba no Espírito Santo,[1] além dos estados de São Paulo, Bahia e Tocantins[2]
Doença Vírus da febre amarela
Casos 1170 casos suspeitos[2]
230 casos confirmados[2]
Mortes 79 mortes confirmadas em pessoas por febre amarela,[2] e 400 mortes suspeitas em macacos.[3]

O surto de febre amarela em 2017 no Brasil iniciou em janeiro de 2017 no estado de Minas Gerais e confirmaram-se 79 mortes ligadas ao vírus.[2] Até fevereiro de 2017, o número de casos suspeitos do surto chegou a 1.170 em todo o Brasil, sendo o maior índice no estado de Minas.[2] Outros casos de mortes confirmadas pelo vírus foram no Espírito Santo e São Paulo.[2] Os estados da Bahia e Tocantins receberam notificações de suspeita da doença, e estão sob investigação.[2] Esse é o maior número de casos desde que começaram os registros há 37 anos, informou o Ministério da Saúde.[4]

Após o início do surto, em 13 de janeiro de 2017, o governo de Minas Gerais decretou situação de emergência em saúde pública por 180 dias nas áreas do estado onde há surto da doença. O decreto contempla 152 cidades no entorno de Coronel Fabriciano, Governador Valadares, na Região Leste, Manhumirim, na Zona da Mata, e Teófilo Otoni, no Vale do Jequitinhonha e Mucuri.[5] No mesmo dia, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel anunciou o repasse de 26 milhões de reais para ações de enfrentamento à febre amarela no estado.[6]

No Espírito Santo, 54 macacos apareceram mortos, com suspeita de febre amarela.[7] Este número posteriormente subiu para 80 mortes, nas regiões Sul e Noroeste do estado,[8] em seguida chegou a 400 mortes suspeitas pelo vírus.[3] Em Minas já são 144 municípios com algum tipo de notificação de morte de primatas. Em 70 deles há suspeita; em 22 há investigação em curso, e em 52 dessas cidades a morte dos macacos foi confirmada por febre amarela.[9]

Ciclos da doença[editar | editar código-fonte]

Segundo Débora Moura, responsável técnica pela área de imunizações e imunopreveníveis da SMS de Aracaju, existem dois tipos de febre amarela: a urbana e a silvestre. A urbana desde 1942 não ocorre no Brasil, enquanto silvestre é encontrado através do vírus amarílico nos macacos que vivem nas matas, quando o mosquito Aedes haemagogus, que só vive na floresta, pica o macaco e depois pica o homem que está na mata, este homem vem para a cidade e é picado pelo Aedes aegypti que se infecta e passa a transmitir às pessoas. “É este o ciclo que deve estar ocorrendo em Minas Gerais, as pessoas entraram na mata sem se vacinar”, supôs a técnica.[10]

Referências

  1. «Dois capixabas de Ibatiba e Pancas morreram vítimas da febre amarela». Folha Vitória. 31 de janeiro de 2017. Consultado em 1 de fevereiro de 2017 
  2. a b c d e f g h «Febre amarela: país chega a 230 casos confirmados, com 79 mortes». G1. Globo.com. 10 de fevereiro de 2017. Consultado em 12 de fevereiro de 2017 
  3. a b «Macacos morrem na floresta do ES: suspeita de febre amarela». Fantástico. Globo.com. 29 de janeiro de 2017. Consultado em 1 de fevereiro de 2017 
  4. Karina Wenzell (8 de fevereiro de 2017). «Febre amarela: o que você precisa saber sobre a doença». clicrbs. Consultado em 9 de fevereiro de 2017 
  5. «Governo de Minas decreta situação de emergência em áreas com surto de febre amarela». G1. Globo.com. Consultado em 14 de janeiro de 2017 
  6. Léo Rodrigues. «Governo de Minas anuncia R$ 26 milhões para combate à febre amarela». Uol. Consultado em 14 de janeiro de 2017 
  7. Manoela Albuquerque. «ES tem 54 macacos mortos com suspeita de febre amarela». G1. Globo.com. Consultado em 14 de janeiro de 2016 
  8. Beatriz Caliman, Brunela Alves e Katilaine Chagas. «Febre amarela é investigada em morte de 80 macacos no ES». G1. Globo.com. Consultado em 14 de janeiro de 2017 
  9. Valquiria Lopes. «Morte de macacos com suspeita de febre amarela espalha alerta no mapa de Minas». Estado de Minas. Consultado em 9 de fevereiro de 2017 
  10. «Unidades de saúde ofertam vacina contra febre amarela na capital». G1. Globo.com. Consultado em 9 de fevereiro de 2017