TV Cidade (Coroatá)

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TV Cidade
TV Cidade Produções Ltda.
Coroatá, Maranhão
Brasil
Tipo Comercial
Canais 4 VHF analógico e 36 digital
Sede Bandeira de Coroata.jpg Coroatá, MA
Rede RecordTV
Rede(s) anterior(es) CNT (1994-1995)
Rede Record (1995-1996; desde 1999)
Rede Manchete (1996-1999)
TV! (1999)
Fundador(es) Ricardo Murad
Pertence a Família Murad
Proprietário(s) Mathias Murad
Acionista(s) Família Murad
Controlador Família Murad
Fundação 29 de julho de 1994 (25 anos)[1]

A TV Cidade é uma emissora de televisão brasileira com sede em Coroatá, no estado do Maranhão. A emissora é afiliada da RecordTV e é sintonizada no Canal 4 VHF.

A emissora pertence à Familia Murad,[1] liderado por Ricardo Murad, família de político influente em Coroatá e no Maranhão. Familiares mantém a Rádio Rio Jordão AM (1570 kHz), no ar desde anos 80.[2]

História[editar | editar código-fonte]

A TV Cidade entrou no ar no dia 29 de julho de 1994, como afiliada à Central Nacional de Televisão (CNT).[1] Na época, o Maranhão tinha como afiliadas da CNT a TV Mearim de Lago da Pedra e a TV Paraíso de Caxias.

O motivo da afiliação da emissora com a CNT foi por que a cidade tinha retransmissoras das redes Globo, SBT, Bandeirantes, Manchete e Record.

No início, a TV Cidade era uma emissora de TV pirata, pois para Ministério das Comunicações, a emissora não existia oficialmente em Coroatá e nem dos documentos. A situação só foi regularizada em 1995, nos primeiros meses do Governo FHC, quando o ministro das Comunicações, Sérgio Motta concedeu alvará de funcionamento provisório, até a definição da emissora.

Em 1995, passou exibir a programação da Rede Record, mas manteve a CNT. Em novembro do mesmo ano, decidiu retransmitir toda a programação da Record e deixar CNT, umas das primeiras afiliadas da rede no interior do Maranhão.[1]

Em 1996, passou exibir a programação da Rede Manchete, mas manteve a Record. No final do mesmo ano, a emissora foi autorizada por ato assinado em 17 de dezembro e publicado em 26 de fevereiro no ano seguinte.[3]

Em 1997, o ex-deputado federal Ricardo Murad (PSDB-MA), até então apadrinhado a própria família que ganhou como retransmissora de TV (RTV), passa ser administrador e controlador da TV Cidade, pois o sobrinho Rômulo Augusto se tornou prefeito de Coroatá após ser eleito em 1996.[3]

Em março do mesmo ano, a emissora decidiu retransmitir toda a programação da Manchete[3] e deixar Record.[1]

Em agosto, a emissora passou existir oficialmente para o Ministério das Comunicações.[3]

Em 1998, por conta da crise da Manchete, corte de sinal de via satélite para parabólicas e afiliadas entre 23hs até 6hs, a emissora volta a exibir programação da Rede Record gravado no horário bloqueado (23-6hs), que após o início do horário de verão, passa ser das 22h às 5 horas da madrugada.

Em janeiro de 1999, quando a Manchete passa exibir apenas 12 horas da programação (10-22 horas, pelo horário de verão), passa cobrir o espaço para a programação gravada e ao vivo da Record.

Em maio do mesmo ano, com o fim da Manchete (que virou TV!) e substituição de programas da extinta rede pelos infomerciais (isso só aconteceu quase dois meses depois), a emissora passou exibir a programação da Record, enquanto passava TV! na noite (a partir das 20hs50min) até madrugada (2hs).

Em novembro, deixa a recém-criada RedeTV! e passa a retransmitir toda a programação da Record, passando oficialmente a ser a nova afiliada da rede.

Ataque e Invasão em 2005[editar | editar código-fonte]

Na tarde do dia 20 de novembro de 2005, em dia de domingo, um grupo liderado pelo vereador Sebastião Araújo, mais conhecido como "Ciba" (PT-MA), aliado ao prefeito de Coroatá, Luís da Amovelar (PTB), que havia derrotado Família Murad em 2004, após a família e seus aliados ficarem com 12 anos no comando municipal, liderou protesto de rua com cerca de 2 mil pessoas contra Família Murad e a TV Cidade, contrária à administração de Amovelar. Nesse protesto, estavam grupo de pessoas ligadas ao prefeito, inclusive o secretário de Comunicação Social e o Chefe da Casa Civil. O protesto que deveria ser pacífico, terminou em invasão, destruição, agressões e até tiroteios dentro da emissora.[4]

Insuflado pelos manifestos do vereador Ciba, que exigia o grupo que estava nas ruas invadissem a TV Cidade, chegaram à sede da emissora, começaram a depredar portão de entrada que dá acesso o prédio, derrubando-o quase de imediato. Em seguida, após derrubar portão, o grupo invadiu prédio onde fica a emissora, que na invasão, destruíram instalações (vidros das portas internas), equipamentos em escritório (computadores, câmeras de vídeo, arquivos e documentos da empresa), inclusive agressões contra funcionários e repórteres (um dos repórteres foi espancado pelo vereador Ciba).[4]

Apesar da presença dos dois vigias (ou seguranças, segundo outras informações), os invasores dirigiam aos estúdios de TV (um dos vigias foi ferido com único corte na perna) pra espancarem eles. O vereador Ciba sacou revólver contra os vigias e ainda disparou dois tiros contra um deles, mas não o atingiu.[4]

Os invasores e os vândalos só foram impedidos destruir totalmente a emissora, quando a tropa de intervenção do comandante da Companhia da Polícia Militar do Estado, sediada no município, tenente Joanilson, invadiu a emissora, reprimiu e prendeu diversos vândalos.[4]

Os atos de vandalismo contra emissora foram motivados dias antes, quando o desembargador Antonio Bayma Araújo concedeu medida liminar a doze ex-funcionários da prefeitura e suspendeu a realização do concurso público na administração municipal. Apesar da decisão do desembargador, o prefeito Amovelar manteve a realização do concurso e demitiu 1.800 funcionários (muitos com estabilidade) e abriu o certame público.[4]

O juiz Alexandre Lopes de Abreu mandou fechar os locais onde seriam realizadas as provas, gerando protestos da população, que culpou o prefeito por ter insistido na realização do concurso mesmo sabendo da decisão judicial, o que levou grupo ligado à prefeito culpar à Familia Murad por influir na decisão e ir na sede da emissora.[4]

Reações[editar | editar código-fonte]

No dia 21 de novembro, quando a notícia repercutiu em todo Maranhão, para surpresa de todos, o tenente Joanilson foi afastado do comando da cidade e transferido pelo governador José Reinaldo Tavares para o município de Codó. O motivo foi ter se recusado acatar ordem para que os atos de vandalismos contra emissora e funcionários fosse levado adiante.[5][6]

No dia 22 de novembro, a notícia repercutiu na Assembléia Legislativa do Maranhão, com discursos de Helena Heluy (PT), Teresa Murad (PMDB), Rubens Pereira (PDT) e Pavão Filho.[7][8]

O caso foi comunicado ao secretário de segurança, Raimundo Cutrim, que Violência e designou um delegado especial para investigar o envolvimento do vereador e do prefeito no caso.[4]

Desde 2011[editar | editar código-fonte]

Em 29 de julho de 2011, em razão do mês de aniversário de 17 anos da TV Cidade, a emissora colocou em funcionamento a nova torre de 60 metros (substituído a antiga desde a época da fundação), as antenas do tipo painel com 9 dB (decibéis) de ganho para amplificar o sinal pelo novo gerador adquirido fora do Estado (garantindo melhor recepção) e adequação da estrutura física.[1]

Programas[editar | editar código-fonte]

  • Tribuna Livre
  • Balança Cidade( 2009- presente)

Equipe[editar | editar código-fonte]

Membros Atuais[editar | editar código-fonte]

  • Júnior Buhatem ( Ancora titular)
  • Hidalgo Lacerda- Radialista, blogueiro e apresentador, apresenta eventualmente o programa Balança Cidade.
  • Suez Evangelista- Radialista e apresentador substituto do programa.
  • Marcílio Souza- Locutor e Radialista e apresentador do programa " Coroatá é Notícia" e por vez também cobre a ausência do apresentador titular do Balança Cidade.
  • Nelsinho Rodrigues- Radialista e blogueiro que também cobre a ausência do apresentador titular.
  • Cléa Araujo( Repórter)-

Membros Antigos[editar | editar código-fonte]

  • Dida Jansen
  • Pacheco Filho
  • Ailson Silva
  • Clédson Almeida
  • Dany Paiva


Referências

  1. a b c d e f Carlos Filho (23 de julho de 2011). «TV Cidade comemora restauração de sinal com coquetel». Diário do Poder. Consultado em 3 de novembro de 2012 
  2. «Serviço: 205 (Radiodifusão Sonora em Onda Média) MARANHÃO» (PDF). TRE-MA JUS. 2006. Consultado em 8 de maio de 2013 
  3. a b c d «Dossiê das concessões de TV» (PDF). Correio Braziliense. 1997. Consultado em 3 de novembro de 2012. Arquivado do original (PDF) em 5 de dezembro de 2013 
  4. a b c d e f g «Violência e Liberdade de Imprensa no Brasil (Relatório Fenaj 2005)» (PDF). FENAJ. 2006. Consultado em 8 de maio de 2013 
  5. Ricardo Murad (23 de novembro de 2005). «Carta do jornal Veja Agora à ABERT». Jornal Veja Agora. Arquivado do original em 2 de abril de 2008 Web Archive em
  6. «José Reinaldo pune tenente da PM que impediu destruição total da TV Cidade». Jornal Veja Agora. 23 de novembro de 2005. Arquivado do original em 22 de novembro de 2008 Web Archive em
  7. «Deputados criticam vandalismo em Coroatá». Jornal Veja Agora. 23 de novembro de 2005. Arquivado do original em 22 de novembro de 2008 Web Archive em
  8. «Deputados debatem manifestação que acabou em tiroteio em Coroatá». Jornal Pequeno. 23 de novembro de 2005. Consultado em 8 de maio de 2013 

Ver também[editar | editar código-fonte]