Trinta e Nove Artigos de Religião

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Os Trinta e Nove Artigos da Religião foram estabelecidos em 1563, e estão definindo a doutrina anglicana, em relação às controvérsias da Reforma Inglesa; especialmente na relação com a doutrina calvinista e católica romana, bem como as práticas da Igreja Anglicana. O nome é comumente abreviado para os Trinta e Nove Artigos ou os XXXIX Artigos.

História[editar | editar código-fonte]

Henrique VIII foi excomungado em 1533, publicando, no ano seguinte, o Ato de Supremacia, que funda a Igreja Anglicana. Em 1536, publica os Dez Artigos, que mostravam algumas semelhanças com o luteranismo, em tentativa de se aproximar de príncipes luteranos alemães.[1] Uma revisão, os Seis Artigos, foi publicada em 1539, afastando-se da Reforma Protestante, e, em 1543, publica o Livro do Rei, que se aproxima muito da fé católica.

Já em 1552, no reino de seu filho Eduardo VI, são redigidos os Quarenta e Dois Artigos sob o Arcebispo Tomás Cranmer, quando os ensinamentos calvinistas da Igreja Anglicana chegam em seu ponto mais alto. Os artigos, no entanto, nunca foram executados, graças à morte de Eduardo VI e da reunião com Roma sob Maria I.

Finalmente, já sob Isabel I, os Trinta e Nove artigos foram elaborados em Concílio realizado em Londres no ano de 1563, a fim de finalmente evitar a diversidade de opiniões quanto a certos aspectos da Igreja Anglicana, estabelecendo o comum acordo no tocante à religião. [2] Finalmente, foram publicados em 1571 na forma mais elaborada.

Artigos[editar | editar código-fonte]

  1. . Da fé na Santíssima Trindade
  2. . Do Verbo ou Filho de Deus, que se fez verdadeiro homem
  3. . Da descida de Cristo ao Hades
  4. . Da ressureição de Cristo
  5. . Do Espírito Santo
  6. . Da suficiência das Sagradas Escrituras para a salvação
  7. . Do Antigo Testamento
  8. . Dos três credos
  9. . Do pecado original
  10. . Do livre arbítrio
  11. . Da justificação dos homens
  12. . Das boas obras
  13. . Das obras antes da justificação
  14. . Das obras de superrogação
  15. . De Cristo, único sem pecado
  16. . Do pecado depois do batismo
  17. . Da predestinação e eleição
  18. . Da obtenção da salvação eterna unicamente sob o nome de Cristo
  19. . Da Igreja
  20. . Da autoridade da Igreja
  21. . Da autoridade dos concílios gerais
  22. . Do Purgatório
  23. . Da ministração da Igreja
  24. . Da língua vernácula no culto
  25. . Dos sacramentos
  26. . Da indignidade dos ministros, a qual não impede o efeito dos sacramentos
  27. . Do batismo
  28. . Da ceia do Senhor
  29. . Dos ímpios, que não comem o corpo de Cristo na ceia do Senhor
  30. . De ambas as espécies
  31. . Da única oblação de Cristo consumada na cruz
  32. . Do casamento dos ministros
  33. . Como devemos evitar as pessoas excomungadas
  34. . Das tradições da Igreja
  35. . Das homilias
  36. . Da sagração de bispos e ministros
  37. . Do poder dos magistrados civis
  38. . De que não são comuns os bens entre os cristãos
  39. . Do juramento de um cristão
Wikisource
O Wikisource contém fontes primárias relacionadas com Trinta e Nove Artigos de Religião

Referências

  1. Chapman, Mark (2006). Anglicanism: A Very Short Introduction (Oxford: Oxford University Press). ISBN 0-19-280693-9. 
  2. (Livro de Oração Comum, publicado em português em 1866, pela Society for Promoting Christian Knowledge. p.432-444).