Wellington Roberto

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Wellington Roberto
Wellington Roberto
Deputado federal  Paraíba
Período 1º de fevereiro de 2003 até
Atualidade
Senador  Paraíba
Período 1998-2003
Antecessor(a) Humberto Lucena
Sucessor(a) José Maranhão
Vida
Nascimento 19 de maio de 1959 (58 anos)
São José de Piranhas, PB
Dados pessoais
Partido PR
Profissão Politico e Empresario

José Wellington Roberto (São José de Piranhas, 19 de maio de 1959) é um empresário e político brasileiro com atuação na Paraíba, estado pelo qual já foi senador e atualmente representa como deputado federal.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Epitácio Roberto Dantas e Maria Roberto Sobrinho, ingressou na Universidade Federal da Paraíba em Campina Grande aos vinte anos sem, contudo, concluir o curso de Engenharia Civil. Empresário do ramo sucroalcoleiro e de corretagem de veículos, filiou-se ao PMDB e foi eleito suplente do senador Humberto Lucena em 1994 sendo efetivado após a morte do titular em abril de 1998. Eleito deputado federal em 2002 (pelo PTB) e em 2006 (pelo PL). Atualmente está filiado ao Partido da República.

Em 17 de abril de 2016, Wellington Roberto votou contra a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff.[1]

Em 14 de junho de 2016, apoiou o Deputado Eduardo Cunha votando contra a sua cassação no comitê de ética da Câmara dos Deputados.[2]

Operação Sanguessuga[editar | editar código-fonte]

Wellington Roberto foi acusado pelo empresário Darci Vedoin de envolvimento no que foi chamado de Escândalo dos sanguessugas[3]. Segundo Vedoin, Wellington Roberto teria recebido 10% de comissão de cada emenda de sua autoria que resultasse em licitação ganha em prefeituras ou entidades não governamentais. Ainda pesa contra o político, transcrição de ligação telefônica com o então assessor do Ministério da Saúde Jairo Lanogni de Carvalho[3].

O esquema foi conhecido pela mídia como Operação Sanguessuga, nome da ação deflagrada pela Polícia Federal em parceria com o Ministério Público do Mato Grosso do Sul[4]. O esquema consistia em desviar dinheiro público destinado a compra de ambulâncias e equipamento hospitalar, somando quantia milionária. As fraudes em licitações ocorreram em todos os estados brasileiros, à exceção do Amazonas[4].

Por ter foro privilegiado, a ação contra Wellington Roberto corre em segredo de justiça no Supremo Tribunal Federal[5].

Tropa do Cunha[editar | editar código-fonte]

Wellington Roberto é conhecido por fazer parte da chamada "Tropa de Choque de Cunha", grupo composto por 9 (nove) Deputados Federais que teve como objetivo obstar no Conselho de Ética todas as tentativas de investigação e punição do Presidente da Câmara Eduardo Cunha, o qual tem contas em seu nome na Suíça. Trabalhou ativamente na campanha do colega de partido à presidência da Câmara. No Conselho de Ética, é um dos deputados mais atuantes na defesa de Cunha. O deputado costuma apresentar reiterados questionamentos nas sessões do Conselho de Ética, como uma manobra para adiar ao máximo o andamento do processo.[6] Votou contra a admissibilidade do processo que pede a cassação do mandato do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, juntamente com outros 8 deputados. Teve seu voto vencido, pois outros 11 deputados votaram pela abertura do processo.[7]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Deputados autorizam impeachment de Dilma, saiba quem votou a favor e contra». EBC. 17 de abril de 2016. Consultado em 5 de maio de 2016 
  2. «Por 11 a 9, Conselho de Ética aprova parecer pela cassação de Cunha». Política. 14 de junho de 2016. Consultado em 14 de junho de 2016 
  3. a b Conheça a acusação contra Wellington Roberto e sua defesa
  4. a b Sanguessugas: Conselho de Ética ouve hoje Edir Oliveira
  5. Veja
  6. «'Tropa de choque' de Cunha reúne deputados de cinco partidos». Política. Consultado em 16 de dezembro de 2015 
  7. [1], Conselho de Ética aceita parecer pela abertura de processo contra Cunha, 15 de dezembro de 2015


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Precedido por
Humberto Lucena
Senador da Paraíba
1998 — 2003
Sucedido por
José Maranhão

Ligações externas[editar | editar código-fonte]