Campos Elísios (bairro de São Paulo)

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Campos Elísios
Santa cecília.jpg
Bairro de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg
Fundação: 1879
Distrito: Santa Cecília
Subprefeitura:
Região Administrativa: Centro

Os Campos Elísios é um bairro nobre da cidade de São Paulo localizado no distrito de Santa Cecília, na região central. Foi o primeiro bairro nobre da cidade, onde se fixaram vários dos antigos e abastados fazendeiros do café.

Neste bairro está localizada a antiga sede do Governo do Estado de São Paulo, o Palácio dos Campos Elísios, que pertenceu anteriormente ao aristocrata e político Elias Antônio Pacheco e Chaves, localizado na antiga alameda dos Bambus, futura avenida Rio Branco, e que proporcionou a reutilização de suas iniciais entrelaçadas "EC" para "CE", nos portões da mansão, bem como em toda a louça, prataria, etc. do anterior proprietário. A sede do Governo foi transferida posteriormente, após sofrer um incêndio, para o Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi. Veio a abrigar posteriormente a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo. A Sala São Paulo e a Estação Júlio Prestes, que foi reformada para ser a maior sala de concertos da cidade, também se localizam no bairro.

História[editar | editar código-fonte]

O bairro dos Campos Elísios foi idealizado e loteado por empresários suíços no fim do século XIX, em 1878, notadamente pelo suíço Fernando Glete e o alemão Victor Nothmann, que adquiriram antiga chácara e a lotearam.

A localização era privilegiada: próximo da Estação de trem Sorocabana, inaugurada em 1878,(atual estação Estação Júlio Prestes) e da Estação da Luz e, ao mesmo tempo, não muito longe do centro da cidade, os espaçosos terrenos do loteamento eram ideais para abrigar as mansões e residências dos barões do café quando vinham à capital a negócios. O Liceu Coração de Jesus, renomada instituição pedagógica também se instalou na área. E ficava nas cercanias o principal hospital da cidade à época, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Algumas das ruas foram batizadas com os sobrenomes destes empresários ou em homenagem aos seus países de origem, como Alameda Glette, Alameda Nothmann, Alameda Cleveland e Rua Helvetia, que é um outro nome para a Suíça.

No início do século XX, os Campos Elísios eram um bairro bastante elegante, abrigando as mansões e residências dos barões do café e a residência oficial do Presidente do Estado de São Paulo (atual governador do Estado): o Palácio dos Campos Elísios, na Avenida Rio Branco, uma de suas vias mais importantes.

A crise do café e o início da decadência[editar | editar código-fonte]

A partir de década de 1930, os Campos Elísios sofreram com o prejuízo dos barões do café que lá moravam. Com as dificuldades dos cafeicultores, e seus herdeiros que repartiam as heranças, e que optaram por mudarem para novos bairros, muitos casarões e mansões foram demolidos, cedendo espaço a prédios de apartamentos. Outros continuaram de pé, sendo alugados e sublocados, transformando-se em pensões, cortiços e moradias coletivas precárias.

Mas outros fatores também contribuíram para a decadência progressiva do bairro, entre as décadas de 1930 e 1990:

  • a inauguração da antiga estação rodoviária da cidade, atualmente desativada, que se instalou a poucos quarteirões do bairro, próximo à estação de trem Júlio Prestes;
  • o processo de decadência e esvaziamento do centro da cidade, a partir da década de 1970, com a transferência de muitos escritórios para a região da Avenida Paulista;
  • a falta de atratividade do bairro para a classe média, uma vez que a maioria dos prédios de apartamentos lá construídos, das décadas de 1930 e 1940, não tinham garagem, pois na época poucos carros eram utilizados, nem área de lazer, pois não havia clubes locais, (os edifícios passaram a ser ocupados por famílias de renda mais modesta, que não tinham condições de conservar adequadamente os imóveis);
  • o elevado número de cortiços, que inibia a perspectiva de novos empreendimentos imobiliários;

Nem a inauguração de duas estações da linha 3 do Metrô de São Paulo - Estação Santa Cecília e Estação Marechal Deodoro -, durante a década de 1980, reverteu esse processo de esvaziamento.

Década de 2000 - formação dos cortiços nas regiões[editar | editar código-fonte]

Vista da Favela do Moinho.

Nos últimos anos, a iniciativa privada (aproveitando os 21% das 13 imóveis desvalorizados, porém com ótima infraestrutura de acesso) tem ocupado e reformado alguns casarões e edifícios antigos, como é o caso de grandes empresas como a Porto Seguro Seguros e Tejofran. Entretanto, a iniciativa privada foi proibida e as ações ainda tímidas, apesar dos projetos municipais de revitalização do centro da cidade.

Vista da Favela do Moinho com prédios de alto padrão em Campos Elísios.

Ainda é possível encontrar muitos cortiços e habitações precárias. Além disso, o bairro, por estar localizado entre a Barra Funda - onde está a oficina de reciclagem de papel Boracéa - e o centro de São Paulo, acaba por atrair catadores de papel e muitos moradores de rua que vivem desta atividade. Alguns terrenos vazios e desocupados, lindeiros à rede ferroviária da CPTM, foram invadidos por sem-terra, onde foi constituída a Favela do Moinho.

Apenas um núcleo do bairro preservou características das décadas de 1930 e 1940. Trata-se da região próxima à rua Chácara do Carvalho (antiga propriedade do Conselheiro Antônio da Silva Prado, com seu majestoso palacete), onde fica o Colégio Boni Consilii: ali ainda existem alguns poucos casarões e edifícios residenciais de porte, muitos com garagem, ocupados ainda por pessoas de classe média.

Situação Atual 2014[editar | editar código-fonte]

Atualmente o bairro está sofrendo grandes mudanças de perfil e valorização devido a iniciativa privada da empresa Porto Seguro seguros de construir modernos edifícios no bairro. Da prefeitura que instalou ciclovias. E por parte dos empresários. Foi aberta uma unidade moderna do Sesc, situado na Alameda Nothmann. Além do mais o bairro conta com excelente infraestrutura, com bancos, supermercados, farmácias, padarias, restaurantes, metrô, ônibus, segurança, escolas e serviços. O que tem atraído pessoas para o bairro é sua proximidade ao centro, Higienópolis e a Av. Paulista. O bairro ainda conta com delegacia, postos da policia militar, posto de saúde, corpo de bombeiros, o que traz segurança e tranquilidade para os moradores. Investimentos em educação também tem sido feitos, como a Faculdade Sebrae na esquina da Al. Nothmann com a rua Conselheiro Nébias e a abertura da ETEC na rua Guaianazes.

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