Caso Liana Friedenbach e Felipe Caffé

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O Caso Liana Friedenbach e Felipe Caffé foi um crime ocorrido na zona rural de Embu Guaçu, região metropolitana de São Paulo, entre 1 e 5 de novembro de 2003 e que causou profunda indignação na sociedade brasileira, e reacendeu o debate a respeito da maioridade penal no Brasil. O crime consistiu na tortura e assassinato do jovem Felipe Silva Caffé (19 anos) e da menor Liana Bei Friedenbach (16) por Paulo César da Silva Marques, o "Pernambuco", Roberto Aparecido Alves Cardoso, menor infrator conhecido como "Champinha", Antônio Caetano, Antônio Matias e Agnaldo Pires 1 , além do estupro e tortura desta última por ambos os criminosos.

Descrição do crime[editar | editar código-fonte]

No início de novembro daquele ano, Liana e Felipe eram namorados e decidiram passar um final de semana acampando na floresta numa área isolada de Embu-Guaçu, escolheram um local que não conheciam e sem o conhecimento dos pais.

"Champinha" e "Pernambuco" seguiam para pescar na região quando viram o casal e tiveram então a ideia de roubar os estudantes. Foi tarefa fácil localizá-los e como não conseguiram dinheiro, decidiram então sequestrar as vítimas. Com a ajuda de comparsas, mantiveram o casal em cárcere privado em casebres da região. Neste período todos os criminosos abusaram sexualmente da moça em forma de rodízio e de maneira quase ininterrupta. De acordo com o laudo pericial e depoimento do menor, Pernambuco matou Felipe com um tiro na nuca no Domingo, 02 de Novembro e em seguida fugiu para São Paulo. 3 dias depois, na madrugada do dia 5 de novembro, Champinha levou Liana até um matagal, deu um forte golpe com um facão no pescoço da vítima, a esfaqueou várias vezes e tentou degolá-la. Para finalizar golpeou a cabeça da estudante com o lado sem fio do facão, gerando um fatal traumatismo craniano na vítima. Assim como aconteceu com Felipe, o corpo ficou abandonado na mata.

Os corpos foram encontrados no dia 10 de novembro. "Champinha" e seus comparsas – "Pernambuco", Antônio Caetano, Antônio Matias e Agnaldo Pires – foram presos dias depois. "Champinha", por ser menor de idade, foi encaminhado para uma unidade da Fundação CASA, em São Paulo. Ao final das investigações, a polícia concluiu que "Pernambuco" não teve participação direta no assassinato de Liana. Champinha não foi preso porque era um menor de idade, fato este que foi responsável por reacender os debates sobre a maioridade penal no Brasil. Esse é um dos episódios mais emblemáticos sobre o assunto.

Internação na Fundação CASA[editar | editar código-fonte]

"Champinha" foi internado na Fundação CASA e lá permaneceu até dezembro de 2006 pois, ao completar 21 anos, não poderia permanecer em local de internação de menores, segundo a lei brasileira. Enquanto esteve internado, "Champinha" transitou constantemente entre diversas unidades da Fundação CASA. Com a integridade física ameaçada por outros internos, o rodízio teve o propósito de preservar a vida do menor. Sua última internação foi na unidade Raposo Tavares.

Concluíram que apresentava apenas um retardamento mental moderado e que foi coagido a cometer os assassinatos.[carece de fontes?]

Condenado a 110 anos e 18 dias de prisão em regime fechado, Paulo César da Silva Marques, 36, conhecido como Pernambuco, decidiu não recorrer da sentença; foi considerado culpado pelo assassinato e sequestro do casal de namorados.

O laudo do IML[editar | editar código-fonte]

O juiz da Vara da Infância e da Juventude não aceitou o laudo da Fundação CASA e determinou que outro fosse feito por psiquiatras forenses do Instituto Médico Legal. Este laudo chegou a uma conclusão bem diferenciada do primeiro.

De acordo com os especialistas do IML, "Champinha" revelava uma personalidade de grande periculosidade agindo por impulso sendo portanto incapaz de conviver em sociedade. Quando este laudo foi publicado, os psiquiatras da Fundação CASA justificaram o laudo anterior, alegando que ignoravam crimes cometidos por "Champinha" anteriormente ao assassinato de Liana e Filipe, e o fato de ter sido provada inocência de "Pernambuco", antes apontado como a pessoa que havia coagido o menor a praticar os crimes. Ao acatar as conclusões do laudo do IML, o juiz ordenou a internação de "Champinha", por tempo indeterminado, na clínica psiquiátrica do Hospital de Tratamento e Custódia, na cidade de São Paulo.

Fuga da Fundação Casa[editar | editar código-fonte]

No dia 2 de maio de 2007, "Champinha" foge da unidade Tietê da Fundação CASA, na Vila Maria, Zona Norte de São Paulo. A fuga ocorreu por volta das 18h, "Champinha" escapando com pelo menos um comparsa. Ambos escalaram o muro de sete metros de altura utilizando-se de uma escada. Ele foi recapturado 11 horas depois 2 , sendo novamente internado numa unidade para doentes mentais infratores.

Hospedaria[editar | editar código-fonte]

No dia 16 de dezembro de 2007, uma emissora de TV 3 filmou Champinha numa casa confortável, decorada em alto padrão, com sofá, TV de 29 polegadas e se alimentando com 5 refeições diárias feitas por nutricionistas. O vídeo gerou grande revolta e críticas ao governo. O então governador José Serra defendeu a situação de Champinha dizendo que ele estaria melhor ali do que nas ruas cometendo delitos. O secretário da Justiça de SP também repudiou a imprensa, dizendo que queriam linchar moralmente o Estado.4 Foi informado que Champinha custa R$ 12.000,00 (doze mil reais) ao Estado estando hospedado no local.5

Ver também[editar | editar código-fonte]

Os que morrem, os que vivem

Champinha, estuprador e assassino, continua preso apesar de ter cumprido sua pena.

por Luiz Henrique Ligabue

Ari Friedenbach passeava de bermuda, tênis e camiseta com Toddy, o labrador da família, numa manhã ensolarada de um sábado de primavera. Ele lembra bem que estava na frente do edifício Louveira, um projeto de Vilanova Artigas no bairro de Higienópolis, em São Paulo, quando olhou as horas. Era cedo, oito da manhã, mas mesmo assim telefonou para a filha, Liana. O advogado, um quarentão calvo, tinha o hábito de ligar para ela, a mulher e o filho diversas vezes ao dia. Não precisava ouvir nada de especial, um “tudo bem” e um “te vejo mais tarde” lhe bastavam.

Liana disse que estava tudo em ordem. Mas o pai estranhou o silêncio em volta dela: afinal, a adolescente de 16 anos estava num ônibus que levava jovens da Congregação Israelita Paulista a Ilhabela. Perguntou por que não havia barulho. “Estão todos meio dormindo”, ela respondeu. Fazia sentido. Despediram-se e Friedenbach continuou o passeio com o cachorro.

A mochila estava pesada. Os quilos extras faziam com que o tênis All Star de Liana, impregnado pelo pó da estrada, deixasse rastros no chão de terra. Magra e de seios grandes, a menina sempre atraía olhares. Não foi diferente naquela manhã, o primeiro sábado de novembro de 2003: o motorista da perua que a levara do centro de Embu-Guaçu até a estrada do Belvedere não esqueceria os olhos azuis, os longos cabelos castanho-claros e a pele muito branca, herança dos antepassados judeus, russos, poloneses e alemães.

O motorista se perguntou o que uma garota como aquela, de pele clara e tênis caro, estaria fazendo ali, na cidade que há cinquenta anos era um pacato vilarejo na roça e hoje é arrabalde da periferia pobre de São Paulo. Ia com ela um rapaz de 19 anos, moreno, alto e forte, de cabelos curtos, cavanhaque e brinco de argola na orelha esquerda. Era Felipe Silva Caffé, seu primeiro namorado. Seguiam para um fim de semana longe dos pais. Estavam alegres.

O casal desceu no ponto final da van e começou a caminhada até o local onde pretendiam acampar, sob um velho caramanchão de um sítio abandonado. No final da manhã, cruzaram com dois homens e trocaram cumprimentos. Um deles era Paulo César da Silva Marques, que morava na Vila Prel, na periferia sul da capital. Semanas antes, andando ao léu pela região, Marques parou em uma pequena loja de consertos, pediu emprego e acabou lixando uma geladeira. Como fez bem o serviço, foi contratado, por 10 reais ao dia, para pintar a casa do dono da loja, que vivia em Embu-Guaçu.

Perto da casa que pintava morava o seu acompanhante naquela manhã de sábado, Roberto Aparecido Alves Cardoso, um adolescente franzino de 16 anos, cujo rosto é marcado pelos lábios grossos e uma protrusão dentária que o deixa bicudo. A mãe de Roberto, Maria, é dona de casa. Seu pai, o caseiro Genésio, aposentou-se por invalidez quando teve um derrame cerebral. Roberto Cardoso, que sempre teve dificuldade de aprendizado, deixou a escola no 4oano do ensino fundamental.

A renda da família Cardoso era completada pelo irmão mais velho, que trabalhava em uma fábrica de instrumentos musicais, e pela irmã, balconista em uma loja de bolsas. E também por Roberto Cardoso, que trabalhava como ajudante de caseiro. Ganhava 150 reais por mês e mais algumas diárias de serviços rurais. Gostava de andar no mato, caçar, fumar, frequentar bares e, vez ou outra, dançar forró. Era tido como encrenqueiro. Em 2001, se envolveu no assassinato de Liberato de Andrade. Numa rixa, deu-lhe duas facadas. Todos o chamavam pelo apelido, Champinha.

Paulo Marques e Champinha aproveitavam o sábado de sol para caçar tatu na mata. Estavam com uma espingarda velha e um facão. Ao cruzar com o casal de jovens, o mais velho perguntou a Champinha: “Quem é a gostosa?” Pelas mochilas, o mais novo concluiu: vão acampar.

Os dois amigos seguiram em frente. Foram tomar pinga na casa de um conhecido, Antônio Caetano Silva, um caseiro já com 50 anos. À tarde, veio-lhes a ideia de assaltar os forasteiros bem-vestidos. Não tiveram dificuldade em encontrá-los. À noite, entraram em ação. Com um golpe de facão, Champinha rasgou a lona da barraca. Marques entrou gritando: “Acorda! Acorda!” Cutucando o casal com o cano da espingarda, perguntou: “Quem aqui é filhinho de papai?” A moça respondeu que sua família tinha dinheiro e o rapaz disse que trabalhava. Os assaltantes terminaram a garrafa de vinho aberta pelo casal.

Com os rostos cobertos pelas toalhas que levavam, Liana Friedenbach e Felipe Caffé foram conduzidos por cerca de 2 quilômetros até o casebre de Antônio Caetano Silva. Ao lhes retirarem as vendas, se viram numa saleta com uma cadeira velha, um banquinho mal-ajambrado, duas mesas pequenas e um fogão a lenha cuja fumaça impregnava as paredes e encardia o teto. Jogados, três machados, uma enxada, duas foices e um facão davam ao lugar a aparência de depósito agrícola. Num cômodo havia uma cama de casal com várias camadas de colchões rasgados, com a espuma à vista, caixas de papelão e lixo. No outro, além da cama havia armários decrépitos.

Felipe Caffé foi levado para um dos quartos por Paulo Marques. Champinha arrastou Liana para o outro e avisou: “Abaixa a calça que eu vou te comer.” A menina, que era virgem, tremia. Foi estuprada seis vezes pela dupla durante a noite.

Às seis da manhã de domingo, os amigos saíram com o casal, andaram uma hora e entraram numa trilha fechada. Marques ia à frente com Felipe. Atrás, Champinha e Liana. O adolescente ordenou que Liana parasse. Marques, 100 metros à frente, aproximou-se de Felipe Caffé, levantou a espingarda 28 e deu-lhe um tiro na nuca. A morte foi instantânea: o cartucho havia sido carregado artesanalmente com rolimã e bucha de cera.

Paulo Marques foi embora. Champinha e Liana voltaram para a mesma casa de onde haviam saído horas antes. Passaram o domingo ali. Ele voltou a currá-la.

Ao desligar o telefone, depois de falar com Liana, Ari Friedenbach teve um sábado sossegado. À noite, não conseguiu falar com a filha: o telefone estava fora de área. Não comentou nada com a mulher, mas ficou apreensivo. No final do domingo, como o celular continuava mudo, foi para o ponto na rua Minas Gerais onde o grupo de jovens da Congregação Israelita deveria desembarcar. Não havia ninguém. O advogado ligou para a melhor amiga da filha e pediu explicações. A garota contou que Liana tinha ido acampar com o namorado.

Bateu o desespero, taquicardia. Fuçou a agenda de Liana e encontrou o endereço que procurava, o de Felipe Caffé. Foi à casa dele, na Vila da Saúde, e descobriu que o rapaz saíra dizendo que iria acampar com amigos em Embu-Guaçu. “Eles perderam o último ônibus para voltar”, pensou o pai, aliviado. “Isso já aconteceu comigo, são jovens.” Na companhia de um amigo, seguiu direto para Embu. Rodou pela cidade até as três da manhã. Nem sinal da filha.

Voltou para São Paulo e registrou um Boletim de Ocorrência por desaparecimento no 4o Distrito Policial, o da Consolação. O clima em sua casa pesou. Ilan, de 12 anos, chorou ao saber que a irmã desaparecera: ela lhe contara em segredo que viajaria com o namorado, e prometera ligar avisando que estava tudo bem. Mas o celular do garoto nunca tocou. “Relaxa, filho, eu teria feito a mesma coisa”, consolou-o Friedenbach. “Tive irmão mais velho e tudo o que você quer na sua idade é ser cúmplice dele.”

Às sete da manhã de segunda-feira o advogado já estava de volta ao Embu. No terminal de ônibus, descobriu o motorista da perua que havia levado a menina clara e de roupas boas à estrada do Belvedere. Na hora do almoço, encontrou a barraca debaixo do caramanchão, rasgada e revirada. O celular da filha estava lá.

Liana estava a 2 quilômetros dali, no barraco de Antônio Caetano Silva, que voltara há pouco. Sentada em um banquinho, de cabeça baixa, nua, ela chorava. Outro amigo se juntara ao grupo: Agnaldo Pires, um alcoólatra barbudo e desgrenhado que vivia de bicos. Champinha lhe explicou o que se passava: “É sequestro, o cara nós matou e essa eu já comi. Ela é gostosa, pode usar.” Pires, de 41 anos, abaixou a calça e atacou a menina. “Não consegui gozar porque estava bastante bêbado”, disse.

Lá ficaram o dia todo. Liana não falou nada. “Nunca ouvi a voz dela”, disse Agnaldo Pires. Antônio Caetano Silva fez comida, café e serviu a todos. Disse que não violou a menina. Champinha e Pires voltaram a agredi-la sexualmente.

Ari Friedenbach moveu mundos para buscar a filha. Pressionou as polícias Civil e Militar, o governo do estado, emissoras de rádio e televisão. Conseguiu com que helicópteros, veículos policiais e equipes de repórteres varressem Embu-Guaçu. Mais um dia se passou. E nada.

Na terça-feira de manhã, o grupo fez Liana andar 4 quilômetros. Foram para a casa de outro conhecido, Antônio Matias de Barros, dono de uma pequena casa perto de um laguinho. Ao chegar, Champinha apresentou-lhe a menina como “prima” e “namorada”.

À tarde, Gilberto Cardoso chegou ao lugar, procurando pelo irmão, Champinha. Viera avisar que havia chegado uma intimação policial, e o irmão deveria se apresentar no dia seguinte à delegacia. A polícia queria saber de Liana e Felipe Caffé. O irmão foi embora e, no meio da madrugada, Champinha decidiu voltar à casa de Antônio Caetano. Tomaram café e partiram.

Chegaram lá às cinco da manhã. Beberam outro café e Champinha saiu com Liana. Andaram 3 quilômetros e entraram na mata. Liana ia um pouco à frente. Ao passarem por um riacho, Champinha a chamou. Ela se virou, ele ergueu o facão acima da cabeça e gritou: “Agora você vai morrer!”

O golpe de cima para baixo atingiu o lado esquerdo do pescoço da garota. Ela caiu de costas e murmurou qualquer coisa. Com força, Champinha levantou e baixou a peixeira sobre ela diversas vezes. Liana conseguiu se virar e recebeu vários golpes nas costas. Uma pancada chapada, com o lado sem gume do facão, provocou o traumatismo craniano que terminou de matar Liana.

Champinha lavou a peixeira no riacho e seguiu por dentro da mata até a casa da mãe. Pouco antes de chegar, tirou a roupa suja de sangue e com ela enrolou a arma do crime. Amarrou o pacote com um arame e o pendurou dentro de um poço. Entrou em casa e dormiu. Acordou e foi se apresentar na delegacia de Embu-Guaçu, onde prestou depoimento. Satisfeita com as explicações, a polícia o liberou. Ele foi para a casa da tia, em Itapecerica da Serra.

Dias depois, a polícia chegou a Antônio Caetano, que acusou Champinha. Este foi localizado na casa da tia e conduzido à delegacia para um novo interrogatório. Confessou, então, o assassinatoe levou os policiais aos cadáveres.

Ari Friedenbach tem lembranças entrecortadas dos dias de procura da filha. São flashes que lhe vêm à mente. Num deles, recorda que era noite e estava na delegacia de Embu. O amigo que o acompanhava chegou e lhe disse: “Acharam o corpo da Liana.” Ele caiu no chão e chorou compulsivamente. Levou alguns minutos para se levantar e, amparado, pegou o celular e discou para casa: “Márcia...”

Os quatro adultos envolvidos no sequestro, na sevícia e no assassinato de Felipe Caffé e Liana Friedenbach foram julgados e condenados. A pena maior foi de Antônio Caetano Silva: 124 anos de prisão. A menor, de Antônio Matias de Barros: seis anos. Paulo Marques pegou 110 anos, Agnaldo Pires, 47 anos. Roberto Cardoso, o Champinha, que tinha 16 anos de idade, foi encaminhado à Fundação do Bem-Estar do Menor para ser reeducado durante três anos, o prazo máximo permitido pela legislação. Após todo esse tempo, Champinha continua detido, porém em excelentes condições, fato que gera enorme indignação à nossa sociedade.

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Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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