Complexo Penitenciário do Estado de São Paulo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde Fevereiro de 2008).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.
Merge-arrows 2.svg
Foi proposta a fusão deste artigo ou se(c)ção com Casa de Detenção de São Paulo. Por favor crie o espaço de discussão sobre essa fusão e justifique o motivo aqui; não é necessário criar o espaço em ambas as páginas, crie-o somente uma vez. Perceba que para casos antigos é provável que já haja uma discussão acontecendo na página de discussão de um dos artigos. Verifique ambas (1, 2) e não se esqueça de levar toda a discussão quando levar o caso para a central. (desde dezembro de 2010)

O Complexo Penitenciário do Estado de São Paulo começou na década de 1920 com a criação da Penitenciária do Estado, sobre os cuidados do gênio Ramos de Azevedo.[1] [2] [3]

Esta unidade tem capacidade para abrigar mais 2000 presos, e atualmente está em reformas para abrigar sentenciados do sexo feminino e terá o nome modificado para Penitenciária de Santana.

Na década de 1950 com o governador da época Jânio Quadros foi criada a Casa de Detenção Profº. Flamínio Favero, que popularmente foi conhecida como a Casa de detenção do Complexo do Carandirú.

No início foram construídos três pavilhões: 2, 5, 8 todos com capacidade total para 3500 presos provisórios.

Mas a criminalidade naquela época teve um crescimento absurdo, e os Distritos Policias da Capital, o Presídio do Hipódromo (extinto em 1994) e o Presídio Tiradentes estavam superlotados.

A Casa de Detenção de São Paulo, foi entregue à população em 11 de Setembro de 1956 para abrigar todos os presos provisórios da capital paulista. Inaugurada, foi considerada por vários órgãos de Segurança do Brasil e de outros países como o 2º maior presídio do mundo e o mais seguro.

Porém, a realidade foi outra. No meio dos presos provisórios, havia também presos condenados em regime fechado.

E como não havia mais vagas em outros locais para cumprimento de penas, a Casa de Detenção de São Paulo, se transformou em um verdadeiro depósito de presos.

Cada Governador que entrava mandava construir mais um pavilhão e reformar os que estavam se deteriorando. Com a chegada da década de 1960 foram entregues mais quatro pailhões: o 4, o 7 e o 9, sendo este o último entregue e destinado a presos primários entre 18 e 25 anos e de alta periculosidade.

Durante anos a Casa de Detenção de São Paulo, foi alvo de muitas histórias horríveis: rebeliões com mortes, estupros entre os presos, extorsões, mortes entre presos, agressões, fugas espetaculares, etc.

O fato que marcou o Brasil e outros países foi o conhecido Massacre do Carandirú em 2 de Outubro de 1992, resultando em 111 presos mortos. E nesta data havia mais de 9.800 presos em todo o complexo.

Como também a mega-rebelião do Primeiro Comando da Capital (PCC) em 8 de Fevereiro de 2001 que dentro do maior presídio da América Latina, conseguiram sincronizar 30 unidades prisionais ao mesmo tempo para se rebelarem.

A mega-rebelião resultou em 16 presos mortos, além de familiares de presos feridos em circunstâncias um pouco confusas.

A Casa de Detenção fechou suas portas em meados de Setembro de 2002, após 46 anos de funcionamento, e no dia 9 de Dezembro de 2002, os pavilhões 6, 8 e 9 foram implodidos.

Os demais pavilhões, 2, 4, 5 e 7, seriam reformados e transformados em Centro de Estudos Tecnológicos, cultural, entre outros.

Em 2005 o governador Geraldo Alckmin determinou que os pavilhões 02 e 05 fossem implodidos, ficando somente o Pavilhão 4 (enfermaria) e o Pavilhão 7 para o Museu do Computador, AcessaSP-Parque da Juventude e o Centro Paula Souza.


Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre construção civil é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.