Dassault Mirage III

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Dassault Mirage III
Descrição
Fabricante Flag of France.svg - Dassault Aviation
Entrada em serviço 1961
Missão Caça Interceptador
Tripulação 1 (A, C, E, R); 2 (B, D)
Dimensões
Comprimento 15,03 m
Envergadura 8,22 m
Altura 4,49 m
Área (asas) 34,85 m²
Peso
Tara 5.922 kg
Peso bruto máximo 11.700 kg
Propulsão
Motores 1 turbofan SNECMA Atar 9C
Força (por motor) 59 kN
Performance
Velocidade máxima 2.112 km/h (Mach 2.0)
Alcance 1.200 km
Teto máximo 17.000 m
Relação de subida 4.999 m/s
Armamento
Metralhadoras 2x DEFA 552 de 30 mm com 250 Obuses
Mísseis/Bombas Matra R550 Magic, Matra R530, Matra JL-100, AM-39 Exocet, AIM-9 Sidewinders
Notas
Radar Thompson-CSF Gryphon II

O Dassault Mirage III é um dos mais bem sucedidos caças supersônicos já construídos. Desenvolvido pela Dassault Aviation da França na década de 1950, foi o primeiro avião de combate europeu capaz de voar a uma velocidade de Mach 2. O Mirage III foi produzido em diversas versões e adquirido pelas forças aéreas de vinte países num total de 1.422 unidades construídas.

Devido a possuir como característica ser um caça simples e confiável e por possuir um bom desempenho, o Mirage foi por muito tempo o principal avião de defesa da Força Aérea Francesa. Também obteve grande sucesso durante a Guerra dos Seis Dias quando a Força Aérea Israelense o utilizaram amplamente com sucesso em combate contra as Forças Aéreas do Egito, Síria e Jordania.

Também foi empregado na guerra do Paquistão em Dezembro de 1971 onde obteve 8 vitórias sobre a Força Aérea Indiana. Em 1982 foram utilizados pela Força Aérea da Argentina nas Guerra das Malvinas contra a Inglaterra.

História[editar | editar código-fonte]

O Protótipo MD 550[editar | editar código-fonte]

Em 1953 a Força Aérea Francesa encomendou um estudo de um caça interceptador leve capaz de subir a um teto de 15.000 metros em 4 minutos e de voar horizontalmente a uma velocidade de Mach 1.3. A Dassault Corporations apresentou o projeto MD 550 Mystère Delta, um caça pequeno e ágil empulsionados por dois turboreatores Armstrong Siddeley MD30R Viper com pós combustão, cada uma com um empuxo de 9.61 kN (2,160 lbf). A aeronave possuía configuração de suas asas em formato delta sem estabilizador horizontal.

Esta configuração em forma de delta apresentava uma série de limitações. A falta de um estabilizador horizontal implicava na ausência de flaps e exigindo pistas longas para decolagem e aterrizagem em alta velocidade. Também limitava a manobrabilidade e dificultava o vôo em baixas altitudes devido a grande área de suas asas com uma baixa carga. Por outro lado, o desenho em delta apresentava uma construção simples, fácil e robusto, capaz de alcançar altas velocidades em linha reta[1] .

O primeiro protótipo do MD 550-01 voou no dia de 25 de Junho de 1955 e fez um vôo 20 minutos com o teto de 3000 pés. Durante os primeiros voos o protótipo não possuía pós-combustão e nem foguetes, atingindo assim a uma velocidade de Mach 0.95 durante os testes. Após um período de 6 meses, o protótipo sofreu algumas modificações no projeto, atingindo a velocidade de Mach 1.3 sem combustão. Após as primeiras séries de testes de voo, foi realizado melhorias nas configurações aerodinâmicas e refinamento do projeto, sendo estas alterações concluídas no início de Maio de 1956. Estas alterações deixaram a aeronave mais pesada, trazendo o seu peso total vazio para 3.610 kg. Com as modificações realizadas, o avião voou novamente no dia 5 de Maio de 1956, utilizando pela primeira vez pós-combustão. O protótipo MD 550-01 foi renomeado Mirage I e o protótipo MD 550-02 de Mirage II[2] .

Devido ao seu tamanho pequeno, a quantidade de armamento se restringia a mísseis ar-ar, e por causa de sua limitação quanto ao carregamento de material bélico, o projeto Mirage foi descontinuado.

A Dassault resolveu assim alterar o projeto, construindo um novo protótipo 30% mais pesados e equipados com novos reatores turbojet de pós-combustão SNECMA Atar 101G1 com empuxo de 43.2 kN (9,700 lbf). Este novo projeto foi chamado de Mirage III. O primeiro vôo do protótipo Mirage III aconteceu em 17 de Novembro de 1956. Em 19 de setembro de 1957 o protótipo atingiu a velocidade de Mach 1.8 [2] .

O Mirage III[editar | editar código-fonte]

O Mirage IIIA conservado no Museu de Bourget

Com o êxito do protótipo, a Dassault recebeu a encomenda de produzir 10 Mirage IIIA, possuindo algumas melhorias e refinamentos no projeto. Estes aviões eram um pouco maiores, a fim de acomodar todos os equipamentos necessários: a fuselagem foi alongado para 1,40 metros e a envergadura aumentou 0,64 metros.

O primeiro vôo do Mirage IIIA ocorreu no dia 12 de Maio de 1958 conseguindo alcançar a velocidade de Mach 2.2, se tornando o primeiro caça europeu a ultrapassar a Marca de Mach 2.

A produção em série foi divida em quatro grandes séries:

A fuselagem foi alongada em 58 cm para instalar um segundo lugar, mas não possuia armas ou radar. Após o aparecimento da Mirage IIIE, esta versão foi substituída pelo Mirage IIIB equipados com radar e navegação por radar. Era reconhecido pelo seu nariz afinalado.

Versão equipada com um radar Cyrano e reator SNECMA Atar 9B de 6.000 kg/p. As entregas começaram em Julho de 1961 e o primeiro esquadrão foi declarado operacional em Janeiro de 1962. Estes aviões, no entanto, apresentavam algumas dificuldades iniciais, como o trem de pouso um pouco frágil, levando a alguns cancelamenteos de voo. Dois pontos adicionais carga foram adicionada sob as asas.

  • Mirage IIIE (Ataque ao solo em qualquer tempo, primeiro vôo em 5 de Abril de 1961)

A fuselagem foi alongada em 30 cm para aumentar o tamanho do compartimento para novos aviônicas e aumento de capacidade de combustível. A navegação por radar foi instalado na cabine do piloto, juntamente com um receptor de navegação por inércia e TACAN. O radar é do tipo Cyrano II com modos ar-terra acomodados em um novo bico. O reator é um SNECMA Atar 9C que gerava 6.400 kg/p.

Mirage IIIR

Esta versão possuia a fuselagem do Mirage IIIE alongada, mas não possuía navegação por radar. No nariz possuía 5 câmeras ópticas do tipo OMERA, podendo ser utilizado em voos diurnos e noturnos. Seus canhões normalmente não eram montados, mas poderiam ser instalado quando fossem necessário.

Uma nova versão de reconhecimento chamado Mirage IIIRD apareceu na segunda metade da década de 1960. Estes Mirage IIIRD possuíam uma câmera panorâmica extra posicionado na parte mais avançada do nariz, e eram equipados com radar Doppler e outros aviônicos que equipavam o Mirage IIIE.

A Força Aérea Francesa obteve 50 aeronaves Mirages IIIR, sem incluir dois protótipos. Estes Mirage IIIR vieram entrar em operação logo após o Mirage IIIE. Mais tarde a Força Aérea Francesa chegou a encomendar mais 20 caças Mirages IIIRD para reconhecimento.

Emprego na Força Aérea Brasileira[editar | editar código-fonte]

Em maio de 1970 o Brasil encomendou 17 caças, sendo 13 do modelo Mirage IIIEBR e 4 do modelo IIIDBR que foram entregues para a Força Aérea Brasileira entre Outubro de 1972 a Maio de 1973, recebendo a denominação de F-103. Os caças Mirage III pertenciam ao 1o. Grupo de Defesa Aérea (1o. GDA), localizados na base de Anápolis em Goiás.

Estes caças foram submetidos ao primeiro programa de modernização no final da década de 80 e novamente em 1997. Permaneceram em operação até Dezembro de 2005, quando já contavam com mais de 67.000 horas de voo e 33 anos de operação, sendo estes substituídos pelos caças Mirage 2000 [3] [4] .

Utilização em Combate[editar | editar código-fonte]

Caça Mirage IIIC retirado de serviço no museu da aéronautica em Israel. Na fuselagem do avião - as marcas de 13 caças inimigos derrubados em batalha.
  • Guerra dos Seis Dias: O Mirage III foi utilizado em combate pela primeira vez pela Força Aérea Israelense durante a Guerra dos Seis Dias, em Junho de 1967. Os Mirages israelenses obtiveram mais de doze alvos em um dia. Devido a superioridade dos caças Mirages em relação aos outros caças, os exércitos da Jordânia, Egito e da Síria acreditavam que estes aviões foram secretamente desenvolvidos e produzidos pelos Estados Unidos e Reino Unido.
  • Guerra Indo-Paquistanesa: O Paquistão utilizou seus Mirage III na terceira Guerra Indo-Paquistão, em 1971, obtendo, pelo menos, 3 vitórias ar.
  • Guerra do Yom Kipur: Durante a guerra de Yom Kipur (1973) verificou-se uma batalha de Mirages entre israelitas e árabes, o que levou os israelitas a pintar rapidamente de laranja os triângulos sobre as asas de seus aviões para permitir uma imediata identificação e evitar confusões trágicas durante as batalhas aéreas.
  • Guerra das Fronteiras: Entre o período de 1978 a 1982, a África do Sul utilizou seus Mirage III durante a Guerra das Fronteiras com a Angola. Os Mirages efetuaram missões de ataque, com superioridade aérea e de reconhecimento[5] .
  • Guerra das Malvinas: A Argentina utilizou seus Mirage III EA & Dagger's durante a Guerra das Malvinas (1982), para missões de ataque anti-navio e combate aéreo.

Versões[editar | editar código-fonte]

Mirage III da Força Aérea Australiana.
  • Mirage III 001: protótipo derivado do Mirage I, com reator Atar 101G-1 de 44kN e provisão de um foguete auxiliar SEPR 66. Uma aeronave construida.
  • Mirage IIIA : versão de pré-série, com reator Atar 9B de 59kN e provisão de um foguete auxiliar SEPR 84 de 13.34kN. Equipado com um radar Dassault Super Aida ou Thomson-CSF Cyrano Ibis. Dez aeronaves construidas para a Armée de l'Air.
  • Mirage IIIB: versão biposta, de treinamento , desprovida de radar, aramento e provisão para um foguete auxiliar.
    • Mirage IIIB-1: Aeronave de testes. Cinco aeronaves construidas
    • Mirage IIIB-2 (ou Mirage IIIB-RV): Aeronave de treinamento de reabastencimento em voo para os Mirage IV, equiapdo com um bico reabastecedor inerte. Dez aeronaves construidas
    • Mirage IIIBE: Aeronaves bipostas de treinamento baseadas no Mirage IIIE, similar a o Mirage IIID. 20 unidades construidas para a Armée de l'Air.
    • Mirage IIIBJ: Versão biposta, de treinamento construida para a Força Aérea Israelense. Cinco aeronaves construidas.
    • Mirage IIIBL: Mirage IIIBE vendidos a a Força Aérea Libanesa
    • Mirage IIIBS: Versão biposta para a Força Aérea Suíça. Quatro unidades construidas.
    • Mirage IIIBZ: Versão biposta para a Força Aérea Sul-Africana. Tr~es unidades construidas.
  • Mirage IIIC: versão de série do interceptador (empuxo máximo de 11 800 kg).
    • Mirage IIICJ: versão de exportação destinado a Israel
    • Mirage IIICS: versão de exportação destinado a Suíça
    • Mirage IIICZ: versão de exportação destinado a África do Sul
  • Mirage IIIE: versão de ataque com turboreator Atar 9C-3 de 59 kN (empuxo máximo de 13 700 kg).
    • Mirage IIIEA: versão de exportação destinado a Argentina.
    • Mirage IIIEBR: versão de exportação destinado ao Brasil.
    • Mirage IIIEE: versão de exportação destinado a Espanha.
    • Mirage IIIEL: versão de exportação destinado ao Líbano.
    • Mirage IIIEP: versão de exportação destinado ao Paquistão.
    • Mirage IIIEV: versão de exportação destinado a Venezuela.
    • Mirage IIIEZ: versão de exportação destinado a África do Sul.
    • Mirage IIIS: versão de exportação destinado a Suíça.
    • Mirage IIIO: versão de exportação destinado a Austrália.
  • Mirage IIIBE: versão de treinamento.
  • Mirage IIID: versão de treinamento para exportação.
    • Mirage IIIDA: versão de treinamento destinado a Argentina.
    • Mirage IIIDBR: versão de treinamento destinado ao Brasil.
    • Mirage IIIDE: versão de treinamento destinado a Espanha.
    • Mirage IIIDP: versão de treinamento destinado ao Paquistão.
    • Mirage IIIDS: versão de treinamento destinado a Suíça.
    • Mirage IIIDZ: versão de treinamento destinado a África do Sul.
  • Mirage IIIR: versão de reconhecimento.
    • Mirage IIIRP: versão de reconhecimento destinado ao Paquistão.
    • Mirage IIIRS: versão de reconhecimento destinado a Suíça.
    • Mirage IIIRZ: versão de reconhecimento destinado a África do Sul.
  • Mirage IIIRD: versão melhorada de reconhecimento.
    • Mirage IIIR2Z: versão melhorada de reconhecimento destinado a África do Sul.

Derivados[editar | editar código-fonte]

  • Mirage 5: versão simplificada do Mirage IIIE, com menos aviônica, o que diminuiu seu peso em uma tonelada, ganhando, assim maior capacidade em transportar armamentos, podendo cumprir além da função de caça a função de avião de ataque.
  • Mirage 50: versão mais avançada da série, equipado com motor SNECMA Atar 9K50, além de eletrônica sofisticada, como sistema de navegação Ltton LN-30 e o sistema de apresentação de dados Marconi-Elliot.
  • Atlas Cheetah: versão redesenhada e modificada pela Atlas Aviation para a África do Sul durante a década de 80, era equipado com motor SNECMA Atar 9K50 e possuía aviônica e radar mais avançado.
  • IAI Kfir: versão "melhorada" e modificada sem autorização (pirataria) pela Israel Aircraft Industries (IAI) para Israel, face a recusa dos franceces de lhes atender mais pedidos diante da pressão dos países árabes, equipado estes com reator americano General Eletric J79 e aviônica e radar mais avançado.

Protótipos[editar | editar código-fonte]

Mirage IIIV / Balzac[editar | editar código-fonte]

O Mirage IIIV no Museu do Ar e do Espaço em Bourget

O Mirage IIIV era uma versão protótipo derivado do Mirage III, concebido para experiências no campo da decolagem e aterrisagem vertical (VSTOL), possuía uma fuselagem mais larga para poder acomodar os oito reatores de empuxo vertical Rolls Royce RB-108 de 1000 kg de empuxo, além do ORPHEUS 3 de propulsão horizontal de 2.300 kg de empuxo. Na parte central da fuselagem, entre os oito reatores verticais, ficavam alojado os trens de pouso. Estes trens de pouso eram mais robustos em virtude do aparelho precisar decolar a aterrisar verticalmente.

As asas do Mirage IIIV eram em formato delta e eram iguais às do Mirage III básico.

Milan[editar | editar código-fonte]

O projeto Milan começou a ser desenvolvido em 1968 pela Dassault em cooperação com a RUAG, da Suiça com o objetivo de melhorar o controle da aeronave em baixa velocidade e em decolagem sem com isso ocasionar em perda de desempenho. A principal característica do Milan era possuir um par de canards no nariz da aeronave, mais tarde apelidadas de "bigodes". Os três primeiros protótipos foram convertidos a partir de caças Mirages e não possuiam os canards "bigodes" retráteis.

Um novo protótipo foi totalmente reconstruído a partir de um Mirage IIIR voou pela primeira vez em Maio de 1970, e era equipado pelo novo motor SNECMA Atar 09K-50, que gerava 70,6 kN (15.900 lbf) de empuxo. O Milan também teve aviônicas atualizados, incluindo mira a laser em seu nariz. Um segundo protótipo totalmente equipado foi produzido pela Swiss e recebeu o nome de Milan S.

O resultado demonstravam que os canards "bigodes" acabaram gerando resultados significativos mas também traziam inconvenientes problemas. Eles bloqueavam a visão do piloto em certos pontos e também geravam turbulências no motor fazendo aumentar o seu consumo. O projeto Milan foi abandonada em 1972, mas o estudo e o desenvolvimento quanto ao uso de canards continuaram, sendo futuramente utilizado nos novos caças.

Mirage III NG[editar | editar código-fonte]

Mirage III com canards da Força Aérea da Suiça

O Mirage III NG (Nouvelle Génération - próxima geração) era um avião experimental equipado com aletas canards e, como foi com o Mirage 50, este avião era uma evolução dos outros Mirages e era equipado com o motor SNECMA Atar 09K-50. O protótipo foi montado a partir de um Mirage IIIR e realizou o seu primeiro vôo em Dezembro de 1982.

O 3NG possuía uma nova asa em delta com algumas modificações e também um par de canards fixos montados acima, logo após a entrada de ar para os motores transformando num avião mais manobrável que seus antecessores. Também foi completamente modernizado com novas Aviônicas, ficando em nível de tecnologia empregada muito próximo com dos novos caças Mirage 2000. O Mirage 3NG utilizava sistema fly-by-wire que permitia ao piloto um melhor controle da aeronave, principalmente durante as instabilidades. Foi incluído também avanços no sistema de navegação e ataque; um novo radar e um sistema de mira a laser. Com novas tecnologias, motor e uma aerodinâmica atualizada fez com que o novo Mirage 3NG apresentasse um impressionante desempenho durante os testes. Mas apesar dos resultados obtidos, este avião nunca entrou em produção. As novas tecnologias apresentadas no novo 3NG acabou servindo para demonstrar as diversas tecnologias que poderiam ser empregadas nas modernizações dos Mirage IIIs e Mirage Vs existentes.

Após o ano de 1989, as melhorias que foram obtidas a partir do 3NG acabaram sendo incorporadas nos Mirages IIIE brasileiros, como também em quatro Mirage IIIEs que pertenciam a Força Aérea Francesa (Armée de l'Air) e que foram transferidos para o Brasil no ano de 1988. Em 1989, a Dassault ofereceu uma atualização semelhante no reequipamento dos Mirages IIIE da ADA (Armée de l'Air) sob a designação de Mirage IIIEX, com canards, implementação de uma sonda para reabastecimento em vôo, um novo nariz e novas aviônica.

Operadores[editar | editar código-fonte]

Relação de países onde o Mirage III está ou já esteve em em operação:

Paises onde o Mirage já esteve em operação

Operadores Militares Atuais[editar | editar código-fonte]

  •  Argentina: 43 aeronaves (17 Mirage IIIEA + 19 Mirage IIICJ (monopostos) e 4 Mirage IIIDA + 3 Mirage IIIBJ (bipostos), ex-Força Aérea Israelense). Atualmente, 12 aeronaves se mantem em serviço, estes, modernizados sistemas avionicos (HUD e Computador de Missão), sistemas de detecção (sistemas de alerta radar e atualização do radar Cyrano) e sistemas de defesa e armamento (sistemas de contramedidas eletrônicas e a capacidade de portar misseis americanos AIM-9 Sidewinder).
  • Paquistão: 86 aeronaves (18 Mirage IIIEP + 43 Mirage IIIO (monopostos), 5 Mirage IIIDP + 7 Mirage IIID (bipostos) e 13 Mirage IIIRP (reconhecimento)). 33 aeronaves Mirage IIIO(F)/D, ex-Força Aérea Australiana foram modernizados no projeto ROSE, passando para o padrão ROSE I.

Operadores Militares Passados[editar | editar código-fonte]

  • África do Sul: 58 aeronaves (16 Mirage IIICZ + 17 Mirage IIIEZ (monopostos), 3 Mirage IIIBZ + 3 Mirage IIIDZ + 11 Mirage IIID2Z (bipostos) e 4 Mirage IIIRZ + 4 Mirage IIIR2Z (reconhecimento)). Muitos foram atualizados para o padrão Cheetah. Foram 16 passados para o padrão Cheetah E (Monopostos. Todas estas aeronaves foram vendidas para a Força Aérea Chilena como peças de reposição para seus ENAER Mirage 50FC/DC Pantera e ENAER Mirage 5MA/MD Elkan), 38 modernizadas para o padrão Cheetah C (monopostos, destas 38, 10 foram vendidas para a Força Aérea Equatoriana, 16 modernizadas para o padrão Cheetah D (bipostas, 2 aeronaves vendidas a Força Aérea Equatoriana) e uma aeronaves passada para o padrão Cheetah R (exemplar usado para testes de eletrônica e armamento). Todas as unidades retiradas de serviço (vide Atlas Cheetah).
  •  Austrália: 116 aeronaves (49 Mirage IIIO(F) + 51 Mirage IIIO(A) (monopostos) e 16 Mirage IIID (bipostos)). Muitas unidades fabricadas localmente. Retirados de serviço e vendidos a o Paquistão.
  •  Brasil: 32 aeronaves (16 Mirage IIIEBR + 6 Mirage IIIEBR-2 (monopostos) e 4 Mirage IIIDBR + 6 Mirage IIIDBR-2 (bipostos)). Todos as aeronaves Mirage IIIEBR-2/DBR-2 eram usadas da Armée de l'Air. Algumas unidades foram modernizadas em 1997, com a adição de canards. Foram retirados de serviço em 2005 e foram estocados em Anapolis.
  •  Espanha: 30 aeronaves. (24 Mirage IIIEE e 6 Mirage IIIEE). Retirados de serviço em 1992. Vendidos a o Paquistão.
  •  França: 410 aeronaves (95 Mirage IIIC + 183 Mirage IIIE (monopostos), 27 Mirage IIIB + 5 Mirage IIIB1 + 10 Mirage IIIB2(RV) + 20 Mirage IIIBE (bipostos) e 50 Mirage IIIR e 20 Mirage IIIRD (reconhecimento)). Todas as aeronaves retiradas de serviço. Muitas delas, vendidos a outros países.
  •  Israel: 79 aeronaves (72 Mirage IIICJ (monopostos), 5 Mirage IIIBJ (bipostos) e 2 Mirage IIIRJ (reconhecimento)). Retirados de serviço. 22 aeronaves repassadas para a Argentina de 1979 a 1983.
  • Líbano: 12 aeronaves (10 Mirage IIIEL (monopostos) e 2 Mirage IIIDL (bipostos)). Retirados de serviço em 2000 e vendidos a o Paquistão.
  • Suíça: 61 aeronaves (1 Mirage IIICS + 36 Mirage IIIS (monopostos), 4 Mirage IIIBS + 2 Mirage IIIDS (bipostos) e 18 Mirage IIIRS (reconhecimento)). Muitas unidades fabricadas localmente. Retirados de serviço em 2003.
  •  Venezuela: 10 aeronaves (7 Mirage IIIEV (monopostos) e 3 Mirage IIIDV (bipostos)). Retirados de serviço após vários acidentes.

Operadores Civis[editar | editar código-fonte]

Aviões Similares[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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