Florinda Meza
| Florinda Meza | |
|---|---|
| Florinda Meza García em 2004. | |
| Nome completo | Florinda Meza García de Gómez |
| Nascimento | 8 de fevereiro de 1948 (63 anos) Juchipila, Zacatecas |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | Atriz, escritora e produtora |
Florinda Meza García Gómez (Juchipila, 8 de fevereiro de 1948) é uma atriz, diretora, produtora, escritora, dançarina e cantora mexicana. Gómez é seu sobrenome de casada.
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[editar] Biografia e carreira artística
Nascida e criada na cidade de Juchipilo, no estado de Zacatecas, México, teve uma infância difícil: Com a separação de seus pais, que não puderam ficar com os filho por serem muito pobres, teve de ser criada junto com os irmãos pelos avós, mas eles eram pouco cuidadosos e faziam ela e os irmãos sofrerem necessidades e humilhações. Isso desencadeou em Florinda uma personalidade forte e determinada a mudar sua situação de vida.[1]
Guarda uma péssima recordação de infância: Antes da separação dos seus pais, morava Florinda com os irmãos, o pai e a mãe, como toda família normal, mas sua mãe passou a apresentar um comportamento diferente e foi constatado que ela sofria de problemas mentais. Florinda contou esse triste história em um programa exibido pela TV Azteca – canal Mexicano - chamado “Historias Engarzadas”: Florinda Meza, que encarnou a personagem Dona Florinda, do humorístico Chaves, esclareceu algo que era um dilema para muitos dos seus fãs: A mudança no desenho do seu nariz. Segundo relatou, a sua mãe sofria de problemas neurológicos e, em uma crise violenta, jogou-lhe um ferro de passar, que quebrou o osso do seu nariz. Na época, ainda criança, Meza teve de ser submetida a uma cirurgia. Já adulta, a atriz teve problemas respiratórios, por sequelas daquele golpe, e passou por diversas intervenções cirúrgicas.[2]
Na adolescência começou a perceber seu grande gosto e talento para artes cênicas. A sua vocação artística aflorou cedo e para concretizar seu sonho, foi a procura de emprego e trabalhou como modelo de comerciais para televisão por um período e depois como secretária em um escritório, para pagar os seus estudos, no caso o curso profissionalizante de artes dramáticas, na ANDA (Asociación Nacional de Actores).[1]
Nessa época seus avós acabam por falecer e ela, sozinha e ainda jovem, passa a ter que sustentar e criar os irmãos ainda crianças. Isso a fez lutar ainda mais por melhorias em sua vida profissional, e estava empenhada, fazendo curso de teatro e trabalhando.
A sua evidente capacidade histriônica, ou seja, uma personalidade muito dramática, viva, forte e intensa, começou a ser percebida em seu curso de teatro. Além de uma capacidade incrível de decorar texto e atuar, ela passou a fazer aula de dança e canto e conseguiu com muita facilidade dançar, cantar e interpretar tudo junto, para grande admiração dos professores.
Ao perceber seu grande talento, professores passaram a mandar o nome dela para grandes empresas no ramo artístico e eis que em 1969 ela conhece o empresário e ator Roberto Gómez Bolaños, que lhe fez um inesperado convite: Integrar-se à sua esquipe de atores. Chespirito, como é conhecido, a convida para trabalhar com ele em programas humorísticos que ele estava escrevendo. Atuar na tv com atores famosos seria um grande avanço na carreira de Florinda.
A Partir de então, torna-se a estrela feminina dos programas, realizando diversas caracterizações. O seu primeiro trabalho com Chespirito foi em um esquete de "Don Juan Tenorio". Depois, interpretou a imortal Dona Florinda e, mais tarde, a sua sobrinha Pópis. Nos episódios de Chapolin Colorado, quase sempre fazia o papel da mocinha.
No elenco de atores, conheceu Carlos Villagrán e em pouco tempo que entrou para a compania de atores passou a namorar com ele. Após alguns meses juntos, se separaram.[3]
Após um tempo, em 1978, ela e Bolanõs assumiram que estavam juntos a alguns anos e que iam morar juntos. O relato foi dito numa viagem que fizeram ao Chile com o elenco de atores para participar de mais uma gravação na tv.
Um fato curioso na vida de Florinda foi o de ela já ter tido um romance com Carlos Villagrán, que interpretava o Quico, antes de se casar com Bolanõs. Dizem que graças a paixão por Florinda, Roberto Gómez Bolaños e Carlos Villagrán deixaram de se falar e não mantiveram nenhum contato por 20 anos, até se encontrarem novamente em uma homenagem feita pela emissora Televisa ao mestre Chespirito. Pode ter sido mero "ti-ti-ti", mas Bolaños e Villagrán realmente não se falaram e nem sequer se viram por duas décadas.
Interpretou, entre muitos personagens, a Dona Florinda e a Pópis da série El Chavo del Ocho (ou Chaves), porém alcançou maior popularidade artística quando no programa Chespirito, interpretou a famosa Chimoltrúfia no quadro do Chaveco.
Trabalhou em todos os cinco filmes de Chespirito, assim como a peça de teatro também escrita por ele, "Títere" (1984), onde fazia o boneco Pinóquio. Participou também do programa Chespirito a partir de 1.980 com personagens nos quadros de Los Caquitos (Chômpiras) onde interpretava a Chimoltrúfia; em Los Chifladitos (Chaparron), em que fazia a Vizinha, além de "El Doctor Chapatín" (Dr. Chapatin), onde interpretava a Enfermeira. Chimoltrúfia obteve grande destaque, primeiro por ser tão diferente da Dona Florinda, segunda por revelar mais o seu talento para a comédia. Dado o enorme sucesso dessa personagem, Florinda Meza introduziu no mercado a revista semanal da Chimoltrúfia, que alcançou um grande êxito editorial.
Como produtora, Florinda Meza produziu na Televisa as novelas: "María de nadie" (1985), "Milagro y Magia" (1991, também atuou), "La Dueña" (1995) e "Alguna Vez tendremos alas"(1997). Também atuou por mais de oito anos consecutivos no sucesso teatral "11 y 12" - mais uma vez ao lado do marido. Segundo depoimento da própria Florinda Meza, Chimoltrúfia foi a personagem que ela mais gostou de fazer.
Sempre atuando ao lado do seu marido, Florinda Meza, trabalhou no Programa Chespirito, fazendo papéis de destaque como Chimoltrúfia, a vizinha do Pancada, a enfermeira do doutor Chapatin e várias "mocinhas".
Começou a estudar para ser escritora e diretora de produções artísticas e mais uma vez obteve sucesso.
Com isso, Florinda já dirigiu, produziu e atuou em telenovelas, além de nelas cantar e dançar muito bem. Algumas das novelas que Florinda Meza produziu são: 'La Dueña' (refilmada e exibida no Brasil pelo SBT com o nome de 'Amor e Ódio', em 2001), escreveu e atuou em 'Milagro y Magia' em 1991 e 'Alguna vez tendremos alas' (Alguma vez teremos asas) em 1997.
Após 26 anos morando juntos, casou-se com Bolaños em 19 de novembro de 2004.[4]
Hoje em dia ainda é atriz, cantora, diretora e escritora, porém se dedica mais à sua vida com Bolaños, já que agora o casal por ter mais idade se tornaram mais reservados.
Um fato na vida de Florinda é que seu marido não queria ter mais filhos, pois já tinha seis do seu primeiro casamento com Graciela Fernández, por isso fez uma vasectomia.[5] Florinda, então, por amar muito seu marido e por estar ocupada demais trabalhando, abre mão da maternidade ao se casar com ele, e assim abdicou do sonho de toda mulher, que é ser mãe, mas por Florinda ter uma mente moderna e atualziada, ela vê que há outras prioridades, como sua carreira e a de seu marido, que sempre os ocupou muito para pensar em filhos.
[editar] Dubladora no Brasil
No Brasil, a atriz Marta Volpiani tornou-se a dona da voz nacional de Florinda Meza e a dublou em todos os trabalhos, dando conta de todas as vozes e timbres diferentes usados por Dona Florinda, Pópis e Chimoltrúfia! Foi um trabalho de dublagem muito extenso e importante. Marta foi mais uma escolha acertada de Marcelo Gastaldi, que seguiu se pelas demais dublagens para o elenco da versão Brasileira dos programas de Chespirito.
[editar] Produtora
- Alguna vez tendremos alas (1997)
- La dueña (1995) adaptada no Brasil como "Amor e Ódio" (SBT)
- Milagro y magia (1991)
Outros trabalhos (telenovelas e filmes)
- Musica de viento (1988)
- María de nadie (1985) TV - produziu
- Charrito (1984) - Filha do Xerife
- Don raton y don ratero (1983) - Atadolfa
- El Chanfle (1979) - Tere
- El Chanfle II (1982) - Tere
- La Tierra (1974) TV
[editar] Representando Chimoltrúfia
Florinda Meza interpretou também a personagem Chimoltrúfia em Chômpiras, onde os personagens aparecem como ex-ladrões regenerados. Ela diz que esse foi um de seus papéis preferidos.
O nome completo da Chimoltrúfia é Maria Expropriação Petronilha Laspurian Torquemada de Botijão ou em espanhol María Expropiación Petronilla Lascurain y Torquemada de Botija. Chimoltrúfia é uma mulher de mais ou menos trinta e cinco anos, de classe social baixa, trabalhadora, sustenta a família. É muito honesta, respeitável, exigente e convicta. É sonhadora, idealista e vive feliz sem esperar nada dos outros, só espera ter saúde, um bom emprego que lhe permita viver do seu trabalho e talvez, de repente, tenha a sorte de algum dia ser contratada como cantora, porém canta muito mal e acha que canta muito bem. Ela é otimista, pura, ingênua e com uma marcante ignorância, que às vezes parece criança. Tem também um imenso sentido de justiça e sempre defende as coisas nobres e ajuda os inválidos na medida possível.
Roupas características: vestido simples; de manga curta e decote redondo, marrom de florzinhas azuis e também usa um avental amarelo.Usa meias velhas e coloridas.Os sapatos são brancos, rasteiros.
Frases características: "Por que eu vou dizer que não se é sim?"; "O que está pretendendo tratar de querer insinuar?"; "Olha, você vai me desculpar, mas você sabe que quando eu falo uma coisa, eu falo outra, assim é tudo na vida, tem coisas que eu nem sei! Eu tenho ou não tenho razão?"