Grace Hopper

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Grace Murray Hopper
Flag of the United States.svg
Nascimento 9 de dezembro de 1906
Nova Iorque, Estados Unidos
Morte 1 de janeiro de 1992 (85 anos)
Condado de Arlington, Estados Unidos
Nacionalidade Estados Unidos Estadunidense
Prêmios Prêmio W. Wallace McDowell (1979), Medalha Nacional de Tecnologia e Inovação (1991)
Cargo Analista de Sistemas
Serviço militar
Patente Almirante

Grace Murray Hopper (Nova Iorque, 9 de dezembro de 1906Condado de Arlington, 1 de janeiro de 1992) foi uma analista de sistemas da Marinha dos Estados Unidos nas décadas de 1940 e 1950. Foi ela que criou a linguagem de programação Flow-Matic, hoje extinta. Esta linguagem serviu como base para a criação do COBOL.

Dentre outras realizações da Comodor está a criação do primeiro compilador, de COBOL, sendo a primeira linguagem de programação de computadores a se aproximar da linguagem humana ao invés da linguagem de máquina. Contudo, ela não participou efetivamente na criação da linguagem COBOL mas sim num subcomitê que foi originado de um dos três comitês (o de Curto Prazo) propostos numa reunião no Pentágono em Maio de 1959. Este subcomitê desenvolveu as especificações da linguagem COBOL. Ele era formado por seis pessoas: William Selden e Gertrude Tierney da IBM; Howard Bromberg e Howard Discount da RCA; Vernon Reeves e Jean E. Sammet da Sylvania Electric Products.

A concepção de Hopper de que havia a necessidade de se criar uma linguagem orientada para negócios comuns deu origem ao acrônimo COBOL (COmmon Business Oriented Language).

Tudo foi feito sem definir os comandos para minimizar melindres entre os técnicos das empresas convocadas a participar da criação de um denominador comum entre todos os fabricantes existentes na época. Grace Hopper participou contribuindo com a abertura dos comandos FLOW-MATIC.

É dito que é de autoria de Hopper o termo "bug" usado para designar uma falha num código-fonte.

Surgiu quando Grace tentava achar um problema no seu computador. Quando descobriu o problema, ela percebeu que havia um inseto morto no computador. Desde então o termo bug passou a ser usado.

Mas existem outras versões que contra dizem a origem verdadeira do termo "bug". Uma das versões é de Thomas Edison que casualmente tem muita semelhança com a história da Analista. Um inseto que causou problemas de leitura em seu fonógrafo em 1878

Em 1998, recebeu a honra de ter seu nome em um navio da Marinha. O contratorpedeiro USS Hopper entrou no serviço ativo em 1998.

Infância e Educação[editar | editar código-fonte]

Grace Hopper nasceu em Grace Brewster Murray na cidade de Nova Iorque. Ela era a mais velha de três irmãos e sempre foi uma criança curiosa, um traço que a marcou pela vida. Aos sete anos ela decidiu descobrir como funcionava um despertador. Ela desmontou sete despertadores antes que sua mãe percebesse o que estava fazendo - aí Grace foi autorizada a mexer em apenas um despertador.[1]

Grace Hopper foi à Hartridge School em Plainfield, Nova Jersei. Foi inicialmente rejeitada no processo de admissão no Vassar College aos 16 anos (suas notas em latim eram baixas), sendo admitida no ano seguinte. Ela se graduou em 1928 como bacharel em Matemática e Física e, em 1930, conclui seu mestrado na Yale University. Em 1934, também na Yale University, ela conquistou seu Ph.D. em Matemática sob a orientação de Øystein Ore.[2] [3] A dissertação dela "Novos Critérios de Irredutibilidade" fui publicada no mesmo ano.[4] Ela começou a ensinar Matemática no Vassar em 1931 e foi promovida a professora associada em 1941.

Ela foi casada com um professor da Universidade de Nova Iorque, Vincent Foster Hopper (1906–1976[5] ) de 1930 a 1945, quando se divorciou dele.[2] Ela nunca se casou novamente, mas manteve o sobrenome Hopper.

Segunda Guerra Mundial e a Marinha dos Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Em 1943, Grace tirou uma licença de Vassar e foi empossada na Marinha dos Estados Unidos. Foi uma das várias mulheres a se voluntariarem no WAVES. Ela precisou de uma autorização excepcional para alistar-se, pois estava 6,8kg abaixo do peso mínimo exigido pela Marinha (54kg). Apresentou-se em Dezembro, e treinou na Escola Naval Reserve Midshipmen's do Smith College em Northampton, Massachusetts. Formou-se em 1944 como a primeira da turma e foi designada para a Bureau of Ships Computation Project da Harvard University como tenente júnior.

Ela serviu na equipa de programação Mark I computer dirigida por Howard H. Aiken. Hopper e Aiken escreveram três artigos sobre o Mark I, também conhecido como a Calculadora Automática Controlada por Sequência. O pedido de transferência de Hopper para a Marinha regular no final da guerra foi recusado devido à sua idade (38 anos). Ela continuou a servir na Reserva da Marinha e permaneceu no Laboratório de Computação de Harvard até 1949, recusando uma cátedra em Vassar para trabalhar como pesquisadora num contrato da Marinha na Harvard University. [6]

UNIVAC[editar | editar código-fonte]

Em 1949, Grace Hopper tornou-se empregada da corporação Eckert-Mauchly Computer como matemática sénior e compôs a equipa de desenvolvimento UNIVAC I. No começo dos anos 1950 a empresa em que trabalhava foi incorporada pela empresa Remington Rand e foi nesse período que desenvolveu seu compilador, que ficou conhecido como O COMPILADOR e sua primeira versão foi em A-0.

Em 1952 ela teve um compilador operacional. "Ninguém acreditava" disse Grace Hopper - "Eu tinha um compilador rodando e ninguém lhe tocava. Eles me diziam que computadores apenas podiam fazer aritmética"[7]

Em 1954, Hopper foi nomeada a primeira diretora de programação automática, e seu departamento divulgou algumas das primeiras linguagens de programação baseadas em compilador, incluindo ARITH-MATIC, MATH-MATIC e FLOW-MATIC

Referências

  1. Elizabeth. (April 1992) "Looking Back: Grace Murray Hopper's Younger Years". Chips.
  2. a b Green, Judy and Jeanne LaDuke. Pioneering Women in American Mathematics: The Pre-1940 PhD's. Providence, R.I.American Mathematical Society, 2009. ISBN 978-0821843765
  3. Though some books, including Kurt Beyer's Grace Hopper and the Invention of the Information Age, reported that Hopper was the first woman to earn a Yale PhD in mathematics, the first of ten women prior to 1934 was Charlotte Cynthia Barnum (1860-1934). Murray, Margaret A. M.. "The first lady of math?", pp. 5–6.
  4. G. M. Hopper and O. Ore, "New types of irreducibility criteria," Bull. Amer. Math. Soc. 40 (1934) 216
  5. "Prof. Vincent Hopper of N.Y.U., Literature Teacher, Dead at 69", January 21, 1976.
  6. Kathleen Broome. . [S.l.: s.n.], 2001. ISBN 978-1-55750-961-1
  7. The Wit and Wisdom of Grace Hopper.
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