Grupo de Combate Islâmico Líbio

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O Grupo de Combate Islâmico Líbio (GCIL), também conhecido como Al-Jama’a al-Islamiyyah al-Muqatilah bi-Libya (em árabe: الجماعة الإسلامية المقاتلة بليبيا) foi um grupo radical islâmico, fundado em 1990, que travou uma insurgência armada contra o Regime de Gaddafi que teve seu auge entre 1995 e 1998[1] , grande parte de sua liderança veio de soldados que lutaram contra as forças soviéticas no Afeganistão[2] .

No passado o GCIL afirmava que seu objetivo final era o de instalar um Estado Islâmico dentro da Líbia, no entanto, na época da Guerra Civil Líbia, acreditava-se que não seria capaz de causar muitos problemas dentro da oposição. Derna era tida como a principal base do CGIL.[3] [4] .

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

A Líbia é um país muçulmano sunita ortodoxo que segue em linhas gerais a Escola Maliki[5] , que é mais difundida no Norte da África.

Parte do apoio ao Rei Idris vinha da Ordem Senusi que tinha orientação sufista.

A Irmandade Muçulmana surgiu na Líbia em 1950, liderada por Ezadine Ibrahim e outros egípcios que buscaram refúgio no país, em uma época de grande perseguição no Egito.

O Rei Idris permitiu a atuação do movimento que atraiu adeptos líbios e era apoiado por professores egípcios que trabalhavam na Líbia.

Quando Gaddafi tomou o poder em 1969, prendeu muitos integrantes do movimento e os enviou de volta para o Egito, em 1973, o movimento anunciou sua dissolução.

Dentre aqueles que fugiram do país em decorrência da perseguição, destaca-se Abdullah Busen, um admirador de Sayid Qutb.

Após um período de ostracismo, a Irmandade:

  1. passou a se denominar como Grupo Islâmico Líbio (Al-Jama'a al-Islamiya al-Libyia);
  2. passou a operar clandestinamente por meio de células interligadas que se espalharam por todo o país, e a ganhar apoio popular por meio de trabalhos de caridade e assistência social;
  3. passou a declarar que pretendia derrubar o Regime de Gaddafi e implantar a Sharia no país por meios pacíficos;
  4. se fortaleceu por meio de estudantes líbios que durante seus estudos no exterior faziam contatos com membros da Irmandade;
  5. tinha maior apoio nas classes médias, ou seja em meio a acadêmicos, estudantes, engenheiros e as pessoas envolvidas no comércio;
  6. sob o aspecto regional, encontrava maior apoio no leste do país, principalmente em torno da cidade de Benghazi.

Também durante a década de 1980, merece destaque a atuação do Emir Awatha Al-Zuwawi que viajou por todo o país pregando a jihad e defendendo a realização de operações militares para derrubar o Regime de Gaddafi, alguns dos adeptos de Al-Zuwawi foram lutar contra os soviéticos no Afeganistão, onde obtiveram treinamento e experiência militar. No entanto o Regime descobriu a existência do grupo e prendeu muitos de seus integrantes por ocasião de seu retorno à Líbia, incluindo Al-Zuwawi [6] .

O Regime de Gaddafi reprimia aqueles que se opunham a sua própria visão do islamismo[7] , tendo por isso:

  1. Torturado até a morte o pregador salafista Muhammad al-Bashti, em 1981;
  2. Executou um dos integrantes da Irmandade Muçulmana em 1983;
  3. Executado seis militantes radicais wahabitas (incluindo três oficiais do exército), que seriam financiados pela Arábia Saudita em 1987, e que teriam assassinado um oficial de alta patente, tal execução teve maior repercussão pois ocorreu em um estádio desportivo em Benghazi e foi transmitida pela televisão[6] .

Nesse contexto, pelo menos 500 militantes islâmicos líbios foram ao Afeganistão lutar contra as forças soviéticas, depois da derrota soviética, alguns voltaram para a Líbia no início da década de 90, outros viajaram para o Sudão, onde Osama bin Laden tinha começado a construir o que viria a ser a Al-Qaeda, ou viajaram para a Grã-Bretanha.

Estes líbio que lutaram no Afeganistão não se associaram à Irmandade Muçulmana ou ao Hizb al-Tahrir, pois não tinham como objetivos a restauração de privilégios clericais, e começaram a organizar um movimento para derrubar o Regime de Gaddafi e estabelecer um Estado Islâmico, em um contexto de crise econômica decorrente de sanções da Organização das Nações Unidas em decorrência da suposta participação do Regime Líbio no Atentado de Lockerbie. A insurgência armada islâmica era uma realidade regional na década de 90, quando também o Egito e a Argélia enfrentavam militantes islâmicos apoiados pelo Sudão[1]

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

O GCIL foi fundado em 1990 por líbios que lutaram contra as forças soviéticas no Afeganistão, que tinha como objetivo estabelecer um Estado Islâmico na Líbia e via o Regime de Gaddafi como opressivo e anti-muçulmano.

Inicialmente Hassan Turabi não permitia que militantes líbios radicados no Sudão iniciassem uma campanha militar contra o Regime de Gaddafi, pois temia represálias contra cerca de um milhão de trabalhadores sudaneses na Líbia, e também porque Kadafi não bloqueava a passagem de militantes argelinos baseados no Sudão na travessia do deserto da Líbia em direção à Argélia, mas depois de uma rebelião militar em outubro 1993 que resultou em centenas de mortos, passou acreditar na derrubada do Regime Líbio e a permitir que militantes líbios radicados no Sudão iniciassem uma campanha contra Kathafi.

Em resposta, Kathafi começou a expulsar milhares de trabalhadores sudaneses da Líbia, como meio para exigir que o governo do Sudão expulsasse os militantes islâmicos líbios baseados naquele país. Sob a pressão do governo sudanês, Bin Laden ordenou a retirada dos militantes islâmicos líbios do Sudão, fornecendo passagens aéreas e 2.400 dólares para cada um, mas a maioria deles se recusou a aceitar a retirada.

Em setembro de 1995, teve início uma violenta luta em Benghazi, que resultou em dezenas de mortos em ambos os lados[1] .

Em fevereiro de 1996, o GCIL realizou um tentativa de assassinato contra Muammar al-Gaddafi em Sirte [8] [9] .

Em março de 1996 houve uma fuga da prisão de Al-Kuwaifiya, próxima à Benghazi, em direção às montanhas do nordeste da Líbia (Montanhas Verdes), tiveram início intensos combates, que resultaram no fechamento da principal rodovia costeira que liga Benghazi à fronteira com o Egito por dias. Nessa época Abdel Hakim Belhadj foi nomeado dirigente do GCIL[10] .

Em junho de 1996, o GCIL matou oito policiais em um centro de treinamento perto da cidade de Derna.

Em julho de 1996, o Regime de Gaddafi fez prisões maciças em todo o país e utilizou aviões para bombardear as bases do GCIL nas montanhas, dizimando as forças do GCIL.

Em novembro de 1996, um militante do GCIL atirou uma granada contra Gaddafi durante sua visita à cidade desértica de Birak, o líder líbio escapou ileso, mas foi hospitalizado.

No período posterior o GCIL continuou a realizar ataques contra postos militares e policiais de forma intermitente, mas impôs lei marcial na região de Derna e fez uma série de represálias, como o corte de eletricidade e abastecimento de água, contra as cidades onde havia suspeita de abrigar militantes do GCIL.

Em outubro de 1997, Salah Fathi bin Salman (também conhecido como Abu Abd al-Rahman Hattab), foi morto em combate com as forças do Regime Líbio.

No verão de 1998, o Regime Líbio lançou um grande ataque contra esconderijos do GCIL e prendeu dezenas de simpatizantes, mais de 150 de seus líderes foram mantidos incomunicáveis ​​por muitos anos, foram condenados em um julgamento em massa em 2002, que resultou em duas penas de morte[11] , e diversas penas de prisão perpétua[6] [12] .

No final da década de 90, as operações do GCIL estavam bastante reduzidas.

Em uma entrevista em 1999, Omar Rashed, na época o porta-voz do GCIL, lamentou que o povo líbio não tinha "passado para além da fase de sentimentos para o estágio de ação", e sugeriu uma mudança de foco, como Bin Laden havia feito, deixando de lado a luta pela mudança de regime em casa e partindo para a jihad internacional[1] [12] .

Após o 11 de setembro[editar | editar código-fonte]

Antes dos Atentados de 11 de Setembro, o GCIL tinha pelo menos dois campos de treinamento no Afeganistão, um deles, localizado a cerca de 19 quilômetros ao norte de Cabul, denominava-se Shahid Cheikh Abu Yahya[13] .

Os Atentados de 11 de Setembro criaram uma oportunidade para uma aliança inusitada entre o Regime de Gaddafi e as potências ocidentais na luta contra o GCIL que era visto como uma filial da Al-Qaeda, em 25 de setembro o presidente George W. Bush determinou o bloqueio dos bens do GCIL nos EUA[14] , apenas algumas semanas após os atentados, uma equipe da CIA voou para Londres para se encontrar com Musa Kusa, chefe da inteligência líbia, que supostamente teria planejado o Atentado de Lockerbie, mas que, na ocasião forneceu à CIA e ao M16 os nomes de militantes islâmicos líbios que treinaram ou lutaram no Afeganistão, incluindo aqueles que viviam no Reino Unido.

Embora o GCIL não tivesse uma presença nos Estados Unidos, sua classificação como organização terrorista por aquele país teria seus efeitos, pois, desse modo, qualquer Estado que prestasse assistência ao GCIL poderia ser designado um Estado patrocinador do terrorismo, e qualquer militante do GCIL que vivesse em países não democráticos aliados dos Estados Unidos, como, por exemplo, o Paquistão e o Egito, poderia ser preso e deportado para a Líbia, além disso, a cooperação com a CIA ajudou o Regime Líbio a cortar linhas de apoio financeiro e logístico do GCIL.

Por outro lado, o Reino Unido não designou o GCIL como uma organização terrorista, e vários líderes do GCIL continuaram a viver em Londres e em Manchester, todos eles negavam qualquer relação com a Al-Qaeda e enfatizavam que o GCIL nunca havia realizado um ataque fora da Líbia ou contra civis[1] .

Em outubro de 2001 um Comitê designado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas conclui que havia uma associação do GCIL com a Al-Qaeda[15] .

Também segundo o referido Comitê:

  1. em maio de 2003, em associação com o Grupo Islâmico Marroquino Combatente, participou de uma ação em Casablanca (Marrocos) que resultou em mais de 40 mortes e mais de 100 de feridos, sendo tal conclusão questionada por Gary Gambill, que indica que os suspeitos nesse caso não eram líbios e que o governo dos EUA nunca divulgou as informações que permitiam atribuição de culpa ao GCIL[1] ;
  2. teria colaborado: com a realização dos atentados de 11 de março de 2004 em Madrid (Espanha);
  3. em 3 de novembro de 2007, foi anunciada sua fusão com a Al-Qaeda.

Muitos militantes do CGIL fugiram do Afeganistão quando os EUA invadiram aquele país em 2001. Após a Invasão do Iraque em 2003, o GCIL enviou muitos militantes para combater as tropas norte americanas, de modo que os líbios chegaram a formar o segundo maior grupo de voluntários islâmicos em combate[16] . O CGIL atuava em estreita colaboração com Abu Mussab al-Zarqawi, chefe da Al-Qaeda no Iraque até sua morte em 2006[13] .

Em dezembro de 2004, o GCIL foi classificado como organização terrorista pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos[17] [18] .

Em novembro de 2007, Ayman al-Zawahri anunciou a fusão do GCIL com a Al-Qaeda[19] [20] , mas a informação foi questionada por Noman Benotman[21] .

Em agosto de 2009, o GCIL teria se dissolvido, mas se reagrupou durante a Guerra Civil Líbia sob um novo nome: Al-haraka Al-Islamiya Al Libiya Lit-Tahghir, ou o Movimento Islâmico Líbio pela Mudança[4] .

Ruptura com a Al-Qaeda[editar | editar código-fonte]

Saif al-Islam, encorajado pelo governo britânico e auxiliado pelo Xeique Ali al-Sallabi (líder da Irmandade Muçulmana na Líbia)[10] [22] , dirigiu um processo de "desradicalização" de extremistas islâmicos, semelhante àqueles que estavam sendo feito no Egito e em Londres[23] , que durou mais de dois anos[24] , resultou na elaboração de um documento teológico com 417 páginas denominado "Estudos corretivas no entendimento da Jihad, aplicando a moralidade e o julgamento de pessoas", publicado em setembro de 2009, no qual diversos[25] integrantes do GCIL se retrataram[26] , anunciaram sua ruptura com a Al-Qaeda e declararam que bombardeios indiscriminados e ataques contra civis não estavam de acordo com os seus objetivos. Tal documento possibilitou a libertação mais de 300 integrantes do GCIL[27] , incluindo Abdel Hakim Belhadj, da Prisão de Abu Salim, durante o ano de 2010. Na época, Saif declarou que aqueles homens que tinham sido libertados pois já não eram um perigo para a sociedade [12] [28] [29] [30] [31]

Líderes[32] [editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g THE LIBYAN ISLAMIC FIGHTING GROUP (LIFG), em inglês, acesso em 12 de outubro de 2012
  2. Anote-se que esse era o principal, mas não o único grupo armado islâmico que lutava contra Gaddafi, cabendo citar também o Movimento Islâmico do Mártires (al-Shuhada'a Harakat al-Islamiyah), liderado por Al-Hami, o Movimento Jihad Islâmica da Líbia, o Movimento para a Mudança e o Ansar Allah (Os defensores de Alá) (LIBYA AND AL-QAEDA: A COMPLEX RELATIONSHIP, em inglês, acesso em 13 de outubro de 2012) (POLITICAL ISLAM IN LIBYA, em inglês, acesso em 13 de outubro de 2012)
  3. Does the Transitional Council Really Represent Libyan Democracy and Opposition to Gaddafi?, em inglês, acessado em 9 de dezembro de 2011
  4. a b c d Shifting loyalties among Libya’s Islamists, em inglês, acessado em 09 de dezembro de 2011
  5. Em 2012, estimava-se que 95% dos líbios eram seguidores do Rito Maliki(Libya’s rebel leader with a past, em inglês, acesso em 10 de zembro de 2012)
  6. a b c d e POLITICAL ISLAM IN LIBYA, em inglês, acesso em 13 de outubro de 2012
  7. A Líbia sob o Regime de Gaddafi tinha um calendário islâmico próprio, no qual o marco zero não era a Hégira, mas o nascimento de Maomé, além disso todo o corpo de hadiths foi descartado, segundo THE LIBYAN ISLAMIC FIGHTING GROUP (LIFG), em inglês, acesso em 12 de outubro de 2012
  8. PROSCRIBED TERRORIST ORGANISATIONS), acesso em 12 de outubro de 2012
  9. Segundo David Shayler, o Serviço Secreto Britânico financiou essa tentativa (vide: BBC screens Shayler interview, em inglês, acesso em 12 de outubro de 2012), por outro lado, Gary C. Gambill (ainda que admita permissividade com angariação de fundos pelo GCIL em território britânico) classifica essa teoria como controversa, e aponta Osama Bin Laden como principal financiador do GCIL (vide THE LIBYAN ISLAMIC FIGHTING GROUP (LIFG), em inglês, acesso em 12 de outubro de 2012
  10. a b c d e Libya’s rebel leader with a past, em inglês, acesso em 10 de dezembro de 2012
  11. Dentre os condenados à morte pode-se citar Abdel Hakim Belhadj, que acabou não sendo executado e libertado pelo Regime Líbio em março de 2010 (Ex-Guantánamo prisoner freed in Libya after three years’ detention – and information about “ghost prisoners”, em inglês, acesso em 21 de outubro de 2012)
  12. a b c d e f g The Libyan Islamic Fighting Group – from al-Qaida to the Arab spring, em inglês, acesso em 16 de outubro de 2012
  13. a b c TOP LIBYAN REBEL LEADER HAS DEEP AL QAEDA TIES, em inglês, acesso em 10 de dezembro de 2012
  14. a b LIBYA AND AL-QAEDA: A COMPLEX RELATIONSHIP, em inglês, acesso em 13 de outubro de 2012
  15. a b c QE.L.11.01. LIBYAN ISLAMIC FIGHTING GROUP, em inglês, acesso em 12 de outubro de 2012
  16. O número de voluntários líbios não superava o número de voluntários sauditas, que era um país que fazia fronteira com o Iraque e que tinha uma população bem maior do que a da Líbia
  17. Foreign Terrorist Organizations, em inglês, acesso em 12 de outubro de 2012, acrescente-se que o governo britânico também classificava o GCIL como uma organização terrorista inspirada na Al-Qaeda (vide: PROSCRIBED TERRORIST ORGANISATIONS), acesso em 12 de outubro de 2012
  18. Foreign Terrorist Organizations, em inglês, acesso em 12 de outubro de 2012,
  19. a b Libyan Islamists 'join al-Qaeda', em inglês, acesso em 19 de outubro de 2012
  20. Outra evidencia da forte ligação do GCIL com a Al-Qaeda provém de documentos capturados pelas forças dos EUA no Iraque em 2006, que mostram que a Líbia deu a maior participação per capita dentre os árabes que lutavam junto com a Al-Qaeda no Iraque (New jihad code threatens al Qaeda, acesso em 19 de outubro de 2012)
  21. a b c New jihad code threatens al Qaeda, em inglês, acesso em 19 de outubro de 2012
  22. a b Who is Abdul Hakim Belhadj, the leader of the Libyan rebels?, em inglês, acesso em 11 de dezembro de 2012
  23. Al-Qaeda: the cracks begin to show, em inglês, acesso em 20 de outubro de 2012
  24. Um artigo publicado em março de 2005 já falava em rumores de conversações entre Saif al-Islam e os integrantes do GCIL presos em Abu Salim(POLITICAL ISLAM IN LIBYA, em inglês, acesso em 20 de outubro de 2012)
  25. Principalmente aqueles que estavam presos em Abu Salim e cerca de 30 integrantes radicados no Reino Unido(New jihad code threatens al Qaeda, em inglês, acesso em 19 de outubro de 2012).
  26. Chegaram a declarar que a luta armada que travaram contra o Regime Líbio não era de acordo com a Sharia(New jihad code threatens al Qaeda, em inglês, acesso em 19 de outubro de 2012).
  27. De acordo com o Regime Líbio, 705 prisioneiros teriam sido libertados durante o processo de reconciliação dirigido por Saif al-Islam, até setembro de 2010, dentre os integrantes do GCIL, 214 libertações teriam ocorrido em março de 2010 e 37 em 31 de agosto de 2010, mais de 300 militantes islâmicos continuariam presos(Ex-Guantánamo prisoner freed in Libya after three years’ detention – and information about “ghost prisoners”, em inglês, acesso em 20 de outubro de 2012), além disso devem ser contados os 110 prisioneiros libertados em 16 de fevereiro de 2011 (Libya’s rebel leader with a past, em inglês, acesso em 10 de dezembro de 2012)
  28. a b c Ex-Islamists walk free from Libyan jail, em inglês, acesso em 12 de outubro de 2012
  29. a b c Extremist group announces split from al-Qaeda, em inglês, acesso em 17 de outubro de 2012
  30. Jihad and juice inside Libya's terror jail, em inglês, acesso em 20 de outubro de 2012
  31. Ex-jihadists in the new Libya, em inglês, acesso em 11 de dezembro de 2012
  32. O fato de que muitos nomes nessa lista se encerram com "al-Liby" não indica parentesco, trata-se de nomes adotados por ocasião do ingresso na Al-Qaeda, e nesse contexto "al-Liby" significa, proveniente da Líbia(THE LIBYAN ISLAMIC FIGHTING GROUP (LIFG), em inglês, acesso em 12 de outubro de 2012)
  33. Para onde viajou em 1988 (Ex-Guantánamo prisoner freed in Libya after three years’ detention – and information about “ghost prisoners”, em inglês, acesso em 20 de outubro de 2012)
  34. a b c d e Ex-Guantánamo prisoner freed in Libya after three years’ detention – and information about “ghost prisoners”, em inglês, acesso em 20 de outubro de 2012
  35. MI6 knew I was tortured, says Libyan rebel leader, em inglês, acesso em 11 de dezembro de 2012
  36. Special report: Rendition ordeal that raises new questions about secret trials, em inglês, acesso em 11 de dezembro de 2012
  37. Andy Worthington sustenta que sua ligação com Bin Laden foi relevante apenas quando trabalhou para uma empresa o saudita no Sudão entre 1992 e 1996, numa época em que o líder da Al-Qaeda estava envolvido em trabalhos de construção e outras atividades não relacionadas com o terrorismo(Ex-Guantánamo prisoner freed in Libya after three years’ detention – and information about “ghost prisoners”, em inglês, acesso em 20 de outubro de 2012)
  38. Libya: Scores of prisoners released from jail, em inglês, acesso em 12 de outubro de 2012
  39. Terror raid house owner's Al Qaeda links, em inglês, acesso em 12 de outubro de 2012
  40. http://icliverpool.icnetwork.co.uk/0100news/0100regionalnews/tm_objectid=16732451&method=full&siteid=50061&headline=al-qaida-accused--linked-to-n-plant-terror-threat---name_page.html, em inglês, acesso em 20 de outubro de 2012
  41. Assets frozen over al-Qaeda claim, em inglês, acesso em 12 de outubro de 2012
  42. Wanted Information leading to the location of Anas al-Liby Up to $5 Million Reward, em inglês, acesso em 19 de outubro de 2012
  43. How Muslim extremists are turning on Osama Bin Laden, em inglês, acesso em 20 de outubro de 2012