Ismail Kadare
Ismail Kadare (Gjirokastër, 28 de Janeiro de 1936) é um escritor albanês. Filho de um funcionário público, presenciou a devastação da Albânia pelas tropas que se digladiaram durante a Segunda Guerra Mundial, experiência que deixou as suas marcas tanto na sua vida como na sua obra.
Estudou História e Filologia na Universidade de Tirana e no Instituto Gorky de Literatura em Moscovo (Moscou).1 Depois de sofrer ameaças do regime comunista albanês, exilou-se em França em Outubro de 1990, antes do regime colapsar, onde vive até hoje. 2
Recebeu muitos prémios literários, e foi nomeado diversas vezes para o Prémio Nobel da Literatura, onde quase sempre aparece na lista de favoritos.1
Recebeu o Prémio Internacional Man Booker em 2005.2
Em 2009 foi galardoado com o Prêmio Príncipe de Astúrias das letras.
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[editar] Dissidência ou conformismo?
As opiniões divergem sobre se Kadaré foi um dissidente ou um conformista durante o período comunista da Albânia. Em diversas ocasiões, Kadare refutou a ideia de ter sido dissidente. Argumentos podem ser esgrimidos em ambos os sentidos. De facto, foi praticamente o único escritor albanês autorizado pelo regime, e foi mesmo deputado do regime de Enver Hoxha, mas algumas das suas obras (como O Palácio dos Sonhos) são profundamente anti-totalitárias e ressaltam o valor da liberdade.
[editar] Lista (incompleta) de obras
As datas referem-se à primeira edição portuguesa e não correspondem à data ou ordem de escrita
- O Dossier H (Dosja H) 1991
- Concerto no fim do inverno (Koncert në fund të dimrit) 1991
- O Palácio dos Sonhos (Pallati i ëndërrave) 1992
- A Pirâmide (Piramida) 1994
- Três Cantos Fúnebres pelo Kosovo 1999
- Abril despedaçado (Prilli i Thyer) 2002 - serviu de argumento para o filme Abril despedaçado
- O General do Exército Morto (Le général de l'armée morte) 2004
Referências
[editar] Ligações externas
- Artigo do New Yorker
- Ismail Kadare -- Photos by Mathieu Bourgois.