Mão invisível

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Este artigo não cita fontes confiáveis e independentes. (desde Março de 2010). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

Mão invisível foi um termo introduzido por Adam Smith em "A Riqueza das nações" para descrever como numa economia de mercado, apesar da inexistência de uma entidade coordenadora do interesse comunal, a interação dos indivíduos parece resultar numa determinada ordem, como se houvesse uma "mão invisível" que os orientasse. A "mão invisível" a qual o filósofo iluminista mencionava fazia menção ao que hoje chamamos de "oferta e procura".

Monopólios[editar | editar código-fonte]

Adam Smith viu na formação de monopólios, ou seja, a concentração de poder do mercado nas mãos de poucos produtores (no extremo apenas um) apoiados por um Estado intervencionista, como um dos perigos ao funcionamento da economia de mercado.

Distorções e o funcionamento da mão invisível[editar | editar código-fonte]

Havendo distorções à plena "liberdade de mercado", como a exemplificada acima, a mão invisível se torna "estática" e já não auxilia o sistema. A "assimetria de informações" - isto é, o fato de alguns saberem mais do que outros - também contribui para prejudicar o funcionamento adequado da "mão invisível". Analisando esse fenômeno em relação ao Google existe um curioso artigo, escrito pelo professor Michael Rothschild da Universidade de Princeton, intitulado Information, The invisible Hand and Google[1] que analisa matematicamente esses efeitos deletérios que paralisam a "mão invisível", impedindo que ela exerça sua função no mundo real, quando ocorrem distorções num sistema ideal, abstratamente concebido.

Eric Maskin., da Universidade de Princeton, Leonid Hurwicz, da Universidade de Minnesota, e Roger Myerson, da Universidade de Chicago, receberam o Prêmio Nobel de Economia por seu trabalho pioneiro sobre uma teoria que determina quando os mercados estão funcionando de forma eficaz.

"Sociedades não devem contar com as forças do mercado para proteger o ambiente ou fornecer um sistema de saúde de qualidade para todos os cidadãos (...) O mercado não funciona muito bem quando se trata de bens públicos (...) "Os mercados trabalham aceitavelmente com bens chamados por economistas de bens privados" (como carros e outros objetos duráveis), afirmou Eric Maskin.[2]

"A clássica metáfora de Adam Smith sobre a 'mão invisível' refere-se a como o mercado, sob condições ideais, garante uma alocação eficiente de recursos escassos. Mas, na prática, as condições normalmente não são ideais. Por exemplo, a competição não é completamente livre, os consumidores não são perfeitamente informados e a produção e o consumo desejáveis privadamente podem gerar custos e benefícios sociais", explicou a nota da Real Academia Sueca de Ciências por ocasião da outorga do Prémio de Ciências Económicas 2007[3]

"As teorias que eu, e outros, desenvolvemos explicaram porque os mercados livres frequentemente não só não conduzem à justiça social, mas também nem sequer produzem resultados eficientes. É interessante notar que não tenha havido um debate intelectual à (minha) refutação da mão invisível de Adam Smith: indivíduos e empresas, na busca de seu auto-interesse, não são necessariamente, ou em geral, conduzidos por uma mão invisível rumo à eficiência econômica."[4]

John Nash, a teoria dos jogos e a mão invisível[editar | editar código-fonte]

O trabalho de Nash deu à economia novos meios analíticos para estudar o comportamento humano. Já pela metade do século XX, os economistas de há muito estavam insatisfeitos com conceitos como a mão invisível, proposto por Adam Smith, como forma de explicar o alinhamento entre oferta e procura e a fixação de preços.

Havia grande número de transações econômicas nas quais as hipóteses que embasavam a mão invisível eram violadas[5]

Em muitos mercados, umas poucas empresas dominam, o comércio internacional é afetado por barreiras implícitas e explícitas; os governos precisam encontrar mecanismos para estipular os preços de determinados bens, como o direito de explorar petróleo. A mão invisível, embora possa influenciar a situação de alguma maneira, não está sozinha.[5]

Isso é como um jogo, e daí o nome teoria dos jogos. A contribuição de John Nash foi estender a ideia dos jogos de resultado radical, como o xadrez, nos quais onde a vitória de um jogador é sempre completa, assim como a derrota de seu oponente, para situações estratégicas mais amplas, desenvolvendo seu conceito de equilíbrio. É o desfecho de qualquer problema no qual cada jogador, por compreender as estratégias dos demais, é incapaz de melhorar ainda mais sua posição adotando uma solução alternativa.[5]

Os economistas experimentais usam a teoria dos jogos e o conceito do "equilíbrio de Nash" para descobrirem em que circunstâncias os seres humanos tendem a se comportar irracionalmente. Isso ocorre com muita frequência porque nossas ações são dominadas por normas sociais e ideias de equidade, e não pela racionalidade.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências