Praça da Liberdade (Porto)

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PORTO
Praça da Liberdade
Pr Liberdade (Porto).JPG
Praça da Liberdade
Freguesia(s): Santo Ildefonso;
Lugar, bairro: Baixa do Porto
Ruas afluentes: Avenida dos Aliados; Praça de Almeida Garrett; e ruas dos Clérigos, do Dr. Artur Magalhães Basto e de Sampaio Bruno
Área: 9.086 m2
Abertura: Século XVII
Designação anterior: Campo da Arca das Hortas ou Largo das Hortas; Praça Nova; Rua da Natividade; Porta dos Carros; Praça da Constituição; Praça de D. Pedro IV
Dom Pedro IV Pç Liberdade Porto.jpg
Estátua equestre de D. Pedro IV, no centro da Praça
Toponímia do Porto

A Praça da Liberdade é, por muitos, considerada o coração da cidade do Porto, em Portugal. Localiza-se na Baixa da cidade, na freguesia de Santo Ildefonso.

Origem do nome[editar | editar código-fonte]

Anteriormente, a atual Praça da Liberdade designou-se por Casal ou Lugar de Paio de Novais e Sítio ou Fonte da Arca (durante o século XV); Lugar ou Praça da Natividade (depois de 1682, devido à fonte lá construída nesse ano); Quinta, Campo ou Sítio das Hortas (até 1711); Praça Nova das Hortas (depois de 1711); Praça da Constituição (1820); Praça de D. Pedro IV (1833) e, ainda que por poucos dias, Praça da República (13 de outubro de 1910). A designação presente — Praça da Liberdade — foi adotada em 27 de outubro de 1910.[1] O nome é uma alusão ao sistema republicano de governo.

História[editar | editar código-fonte]

Propriedade do Cabido da Sé do Porto, esta área, localizada no exterior das Muralhas Fernandinas que cercavam a cidade — entre a Porta de Carros e a de Santo Elói —, teve projetos de criação de uma praça pública em 1691 e em 1709 que não se chegaram a concretizar.

Em 1718, novo projeto foi lançado, tendo o Cabido da Sé cedido os terrenos necessários à abertura da praça. Novas ruas foram então também rasgadas, entre as quais a Rua do Laranjal das Hortas (hoje desaparecida) e a Rua da Cruz (atual Rua da Fábrica).

Da concretização deste projeto resultaria a Praça Nova, limitada a norte por dois palacetes onde, entre 1819 e 1915, funcionaram os Paços do Concelho; a oriente pelo Convento dos Congregados; a sul por um tramo da Muralha Fernandina, destruído em 1788 para dar lugar ao Convento de Santo Elói — só terminado no século XIX e atualmente chamado Palácio das Cardosas —; e o lado poente, só mais tarde edificado.

A instalação do edifício da câmara municipal no local em 1819, a inauguração da Ponte de D. Luís em 1887, a extensão da via férrea até ao local em 1896, com a construção da Estação de São Bento, foram fatores decisivos para tornar a, agora chamada, Praça de D. Pedro IV, no centro político, económico e social da cidade do Porto. Em meados do século XIX, a Praça era já o "ponto predileto de reunião dos homens graves da política e do jornalismo, da alta mercância tripeira e dos brasileiros".[2] Aqui predominavam os botequins — "Guichard", "Porto Clube", "Camacho", "Suíço", "Europa", "Antiga Cascata", "Internacional", etc. — progressivamente desaparecidos para dar lugar a entidades bancárias, companhias seguradoras e escritórios.

Em 1916 foi demolido o edifício que serviu de Paços do Concelho, a norte da Praça da Liberdade, bem como diversos arruamentos vizinhos — ruas do Laranjal, de D. Pedro, etc. —, iniciando-se as obras de construção da ampla Avenida dos Aliados, ao cimo da qual foram construídos os modernos Paços do Concelho do Porto, amplo edifício em granito e mármore, projeto de 1920 do arquiteto Correia da Silva. A Praça da Liberdade ficou, assim, ligada à nova Avenida dos Aliados e à Praça do General Humberto Delgado, num conjunto urbano de grande monumentalidade e de particular interesse histórico e artístico.

Pontos de interesse[editar | editar código-fonte]

Acessos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. FERREIRA, Maria José Moutinho (Abril de 2009). Espaço Público e Estatuária: Diagnóstico de Vivências e Composição Urbanística tese de mestrado defendida na Universidade do Minho. Braga, 2009. 84-93 pp. Universidade do Minho.
  2. Conjunto da Praça da Liberdade, Avenida dos Aliados e Praça do General Humberto Delgado Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico. ""Brasileiro" era a forma como eram designados os emigrantes portugueses retornados do Brasil, por regra com grande desafogo financeiro"

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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