Terceira lei da termodinâmica
| Leis da termodinâmica |
|---|
| 0. Lei zero da termodinâmica |
| 1. Primeira lei da termodinâmica |
| 2. Segunda lei da termodinâmica |
| 3. Terceira lei da termodinâmica |
Índice |
Breve Introdução [editar]
A terceira lei da termodinâmica foi desenvolvida por Walther Nernst entre 1906 e 1912, e diz que, quando um sistema se aproxima da temperatura do zero absoluto, todos os processos cessam, e a entropia tem como um valor mínimo. A lei, portanto, fornece um ponto de referência para a determinação do valor da entropia. A equação proposta por Nernst é
onde
é a variação de entropia e
é a temperatura.
História [editar]
A terceira lei foi desenvolvida pelo químico Walther Nernst durante os anos 1906-1912, e por isso é muitas vezes referida como o teorema de Nernst ou Nernst postulado. A terceira lei da termodinâmica afirma que a entropia de um sistema no zero absoluto é uma constante bem definida. Isto é porque o sistema à temperatura de zero existe no seu estado fundamental, para que a entropia é determinada apenas pela degenerescência do estado fundamental. Em 1912 Nernst declarou a lei assim:. "É impossível para qualquer procedimento, levar a temperatura à T = 0 em um número finito de operação". Uma versão alternativa da terceira lei da termodinâmica como afirma Gilbert N. Lewis e Merle Randall em 1923: Se a entropia de cada elemento em algum estado cristalino (perfeito ) ser tomado como zero no zero absoluto de temperatura, cada substância tem uma entropia finita positiva, mas, ao zero absoluto de temperatura a entropia pode se tornar zero, no caso de substâncias cristalinas perfeitas. Esta versão prevê não só que ΔS irá chegar a zero a 0 K, mas S em si também chegara a zero, desde que o cristal tem um estado fundamental com apenas uma configuração. Alguns cristais formam defeitos que provocam uma entropia residual. Esta entropia residual desaparece quando as barreiras cinéticas para a transição para um estado fundamental são superadas. Com o desenvolvimento da mecânica estatística, a terceira lei da termodinâmica (como as outras leis) passou de uma lei fundamental (justificado por experiências) a uma lei derivada (derivado de leis mais básicas). A lei básica da qual é derivada principalmente é a definição estatístico-mecânica de entropia de um sistema de grande porte:
em que S é a entropia, kB é a constante de Boltzmann, e
é o número de microestados consistentes com a configuração macroscópica. A contagem de estados é a partir do estado de referência do zero absoluto, o que corresponde a entropia de S0.
Explicação [editar]
De forma simples, a terceira lei afirma que a entropia de um cristal perfeito se aproxima de zero conforme a temperatura (em escala absoluta) também se aproxima de zero. Essa lei providencia um ponto de referência absoluto para a determinação de entropia. A entropia, a partir deste ponto, é entropia absoluta. Matematicamente, a entropia absoluta de um sistema qualquer em seu zero absoluto é o logaritmo natural do numero de estados fundamentais vezes a constante de boltzmann kB.
A entropia de uma rede perfeita de cristais, como definido pelo teorema de Nernst, é zero se, e somente se, o seu estado fundamental é único, porque ln(1)=0.
Consequência da terceira lei [editar]
A terceira lei é equivalente à declaração:
-
-
- "É impossível através de qualquer procedimento, não importa o quão idealizado, reduzir a temperatura de qualquer sistema à temperatura zero em um finito número de finitas operações"
-
O motivo pelo qual T=0 não pode ser alcançado de acordo com a terceira lei é explicado pelo que segue: Suponha que a temperatura de uma substância pode ser reduzida em um processo isentrópico mudando-se o parâmetro X de X2 para X1. Pode-se pensar numa configuração de desmagnetização nuclear de múltiplos estágios aonde o campo magnético é ligado e desligado de forma controlada. Se houvesse uma diferença na entropia no zero absoluto T=0 poderia ser alcançado em um número finito de operações. Contudo, durante T=0 não há diferença na entropia, então um número infinito de operações seria necessário.
Energia de Helmholtz, A, energia de Gibbs, G [editar]
Energia de helmholtz [editar]
Aquecimento a volume constante: onde trabalho de expansão é
ficando a equação: 
Então dá-se por estas equações:



Numa variação a temperatura constante: 
Critério para uma transformação espontânea: 
Energia de Gibbs [editar]
Aquecimento a pressão constante, e apenas existe trabalho de expansão: 



Numa variação a temperatura constante: 
Critério para uma transformação espontânea: 
Referências [editar]
- ↑ Guggenheim, E.A. (1967). Thermodynamics. An Advanced Treatment for Chemists and Physicists, fifth revised edition, North-Holland Publishing Company, Amsterdam, page 157.