The Spy Who Loved Me

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The Spy Who Loved Me
007 - O Agente Irresistível (PT)
007 - O Espião que me Amava (BR)
Pôster promocional
 Reino Unido
1977 • cor • 125 min 
Direção Lewis Gilbert
Produção Albert R. Broccoli
Roteiro Christopher Wood
Richard Maibaum
Baseado em Ian Fleming (personagens)
Elenco Roger Moore
Barbara Bach
Curd Jurgens
Gênero Ação
Idioma Inglês
Música Marvin Hamlisch
Direção de arte Ken Adam
Direção de fotografia Claude Renoir
Figurino Rosemary Burrows
Edição John Glen
Estúdio EON Productions
Distribuição Metro-Goldwyn-Mayer
United Artists
Lançamento 7 de julho de 1977
Orçamento US$ 14 milhões
Receita US$ 185.4 milhões
Cronologia
Último
Último
The Man with the Golden Gun
Moonraker
Próximo
Próximo
Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

The Spy Who Loved Me é um filme britânico de 1977 de acção, espionagem e aventura, o décimo da série James Bond e o terceiro com Roger Moore no papel do agente secreto 007. Conhecido em Portugal por 007 - O Agente Irresistível, e no Brasil como 007 - O Espião que me Amava, o filme tem o título homónimo do romance de Ian Fleming, mas a pedido do autor só foi utilizado o título. O filme teve de ser re-escrito por completo pelos argumentistas Christopher Wood e Richard Maibaum. Este filme é também o primeiro após a ruptura da colaboração entre Harry Saltzman e Albert R. Broccolli, sendo que o último, a partir deste filme até GoldenEye, passa a produzir sozinho os filmes Bond.

O filme, com grande sucesso quer a nível crítico (nomeado para três Óscares) quer a nível de bilheteira, retrata o agente secreto com a colaboração de uma agente soviética cujo objectivo é boicotar um plano de erradicação da Humanidade por parte de um megalomaníaco chamado Stromberg.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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Submarinos nucleares britânicos e soviéticos estão a ser roubados algures no Mundo. Na Áustria, Bond escapa de uma armadilha feita por soviéticos matando um deles. Esquia pela montanha até saltar de uma ravina e abre um pára-quedas com a bandeira do Reino-Unido. Ao regressar ao país, Bond é informado que alguém está a roubar as rotas secretas dos submarinos. O agente viaja para o Egipto para se encontrar com um vendedor. Encontra-se primeiro com uma agente soviética chamada Anya Amasova que se torna a sua rival. Ambos viajam até Luxor atrás do micro-filme com as rotas dos submarinos. No fim, em Abu Simbel os superiores dos agentes concordam em torná-los parceiros.

Em Itália Bond e Amasova viajam até a Sardenha onde a última é salva pelo agente do parceiro de Stromber, Jaws.Agradecida a Bond e apaixonada por ele,ambos fazem amor no trem de viagem. Os dois disfarçam-se de casal de biólogos e visitam Stromberg e reparam no seu novo super-petroleiro Liparus. Após a visita, os dois saem de carro mas são perseguidos por uma piloto de helicópteros chamada Naomi. Esta tenta atacar a partir do ar mas em vão. No fim, o carro transforma-se num submarino e mergulha no mar onde Bond lança um míssil contra o helicóptero de Naomi. Mais tarde, o agente afirma que foi ele que matou a amante de Amassova na Áustria. A agente diz que após completar a missão, irá matar o agente como acto de vingança.

Com a ajuda de submarinos norte-americanos, Bond e Amassova analisam uma base de Stromberg chamada Atlantis. Mais tarde, o submarino é capturado pelo Liparus. Lá, Stromberg inicia o seu plano que consiste em lançar duas bombas atómicas a partir de dois submarinos colocados estrategicamente, uma para Nova Iorque e outra para Moscovo de modo a provocar uma guerra nuclear que só pararia se as exigências de Stromberg fossem satisfeitas. Minutos depois, Stromberg pega em Amassova e foje de para a base Atlantis.

Na base, Bond consegue entrar na sala de controlo desencadeando um conflito dentro do super-petroleiro e consegue alterar as coordenadas das bombas que ja foram lançadas entretanto. As rotas são alteradas para os dois submarinos um contra outro. O petroleiro é afundado e Bond quer ir atrás de Stromberg e Amassova mas os submarinos têm ordem para atacar a base. O agente consegue uns tempos de compasso e dirige-se a Atlantis onde mata Stromberg com uma pistola por baixo da mesa e consegue salvar Amassova que estava presa. Mas Jaws apanha o agente e após uma luta, o agente consegue a melhor ao atirar o gigante para um tanque cheio do tubarões. Bond pega na agente soviética e escapa através de uma cápsula. Nela, Amassova aponta um arma a Bond relembrando o que tinha prometido mas em vez de atirar nele, atira na rolha de champagne que o agente segurava. Eles então fazem amor na cápsula.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

Considerado como um dos melhores filmes Bond, The Spy Who Loved Me foi aclamado pela crítica e é o filme favorito de Roger Moore.

Na primavera de 1975, Harry Saltzman e Albert R. Broccoli iniciam a pré-produção do filme. Escolhem Guy Hamilton para a direcção e os argumentistas são chamados. Mas ocorre um problema: os outros investimentos de Saltzman estão a entrar em ruptura e arranja um grave crise financeira com o Banco Suiço. Além dos problemas fincanceiros, a sua esposa está com um cancro da mama. Saltzman vê-se forçado a abandonar a franchise não só para manter vivo Bond mas também para pagar parte das suas dívidas. Albert R. Broccoli passa a controlar o destino de Bond. Além desses problemas, os argumentistas não podiam pegar em nenhuma parte do romance de Ian Fleming a não ser o título obrigando a criação de um argumento inteiramente novo. Os atrasos na apresentação do novo argumento força Hamilton a deixar a direcção para Lewis Gilbert. O novo argumento parte da ideia de que um super-petroleiro estaria a roubar submarinos. Apesar de temerem plágio do filme You Only Live Twice, o produtor decide avançar com o argumento. Lewis Gilbert reparou que no filme anterior os produtores estavam a fazer Bond regressar ao estilo de Sean Connery. Porém, mais tarde, Kevin McClory volta a atacar com mais um escândalo de plágio mas perde em tribunal.

Para a sequência inicial, antes dos títulos, Rick Sylvester - que dizia num jornal que já saltou numa ravina mas na realidade nunca o fizera - foi contactado para executar o salto num precipício. Mas dado o risco que representava, os custos relevaram-se muito caros e as condições atmosféricas não ajudavam. Aquando do salto, a câmara principal que estava num helicóptero não chegou a filmar o salto levando a usar uma outra câmara que, com um take, filmou tudo.

Depois da sequência, o produtor parte à procura de actores. Curt Jurguens recebe o papel de Stromberg. O vilão Jewels com dentes de metal que substitui o Horror de braço de ferro presente no livro é interpretado pelo actor de 2 metros e 18, Richard Kiel. Valerie Leon é escolhida para fazer a recepcionista do hotel. Caroline Munro que tinha posado num poster anteriormente é escolhida para o papel de Naomi e Barbara Bach faz o papel da agente soviética Anya.

Ainda durante a pré-produção, o super-petroleiro teve de ser minituriazado pois não existia nenhuma companhia que disponibilizasse a não ser uma que pedia um seguro de 50 mil libras por dia. Para criar o interior de Atlantis, Cubby chama o veterano Ken Adam em que o desenhista inova com linhas mais curvas.

As filmagens iniciam-se na Terça-feira, dia 31 de Agosto de 1976 com a cena do General Gogol a recber um telefonema acerca da morte de um agente soviético. A 15 de Setembro filmam as cenas com Richard Kiel e a maior parte delas requerem horas de preparação. Entretanto a segunda unidade filma em Sardenha e uma das cenas é uma das mais famosas do cinema: o Lotus branco a sair do mar. Na realidade foi usado um cabo para puxar o carro. Tirar um carro é mais fácil do que pô-lo na água e foram usados 7 em que cada um deles tiveram diferentes ângulos para a sequência do lançamento do Lotus para a água. A segunda unidade filma também o aparecimento do Atlantis que também foi minituriazado bem como os submarinos e o gigantesto minituriazado super-petroleiro. A primeira unidade viaja até o Egipto em que as pirâmides também foram miniturizados dado a impossibilidade de iluminar em verdadeira escala. Para filmar o interior do tanque, Broccoli decide criar um dos maiores estúdios do cinema: o estúdio 007. Ken Adam não queria voltar a fazer o mesmo em You Only Live Twice e pede a várias pessoas para iluminar o cenário. A 5 de Dezembro de 1976 o cenário é inaugurado.

A 7 de Julho de 1977, o filme é estreado e torna-se um sucesso e um importante marco para Albert Broccoli.[1]

Local das filmagens[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Toda a secção Produção foi baseada no documentário Inside You Only Live Twice - An Original Documentary do DVD de Edição Especial 007 - O Agente Irresistível de n.º de registo 289/2000 da Inspecção-Geral das Actividades - Portugal.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]