Bananal

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Bananal
  Município do Brasil  
Praça Rubião Júnior
Praça Rubião Júnior
Símbolos
Bandeira de Bananal
Bandeira
Brasão de armas de Bananal
Brasão de armas
Hino
Lema Orta Labore
"Surgida do trabalho"
Gentílico bananalense
Localização
Localização de Bananal em São Paulo
Localização de Bananal em São Paulo
Mapa de Bananal
Coordenadas 22° 41' 02" S 44° 19' 22" O
País Brasil
Unidade federativa São Paulo
Região intermediária[1] São José dos Campos
Região imediata[1] Cruzeiro
Região metropolitana Vale do Paraíba e Litoral Norte
Municípios limítrofes Barra Mansa (RJ), Rio Claro (RJ), Angra dos Reis (RJ), São José do Barreiro e Arapeí.
Distância até a capital 316 km[2]
História
Fundação 1783 (238 anos)
Aniversário 10 de julho
Administração
Prefeito(a) William Landim da Silva[3] (Republicanos, 2021 – 2024)
Vereadores 9
Características geográficas
Área total [4] 616,320 km²
População total (estimativa IBGE/2019[5]) 10 945 hab.
Densidade 17,8 hab./km²
Clima tropical de Altitude (Cwa)
Altitude 454 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [6]) 0,758 alto
PIB (IBGE/2008[7]) R$ 77 173,329 mil
PIB per capita (IBGE/2008[7]) R$ 7 194,31
Sítio www.bananal.sp.gov.br (Prefeitura)

Bananal é o município no extremo leste do estado de São Paulo, na microrregião de mesmo nome, no Vale do Paraíba. A população estimada em 2019 era de 10 945 habitantes e a área é de 616,4 km², o que resulta numa densidade demográfica de 16,58 hab/km².[5] O município é formado pela sede e pelo distrito de Rancho Grande.[8][9]

Estância turística[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Estância turística (São Paulo)

Bananal é um dos 29 municípios paulistas considerados estâncias turísticas pelo estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Turística, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

História[editar | editar código-fonte]

O Bananal nasceu da povoação fundada por João Barbosa de Camargo e sua mulher Maria Ribeiro de Jesus, que aí ergueram uma capela dedicada ao Senhor Bom Jesus do Livramento, em sesmaria que lhes foi doada em 1783. O povoado foi elevado à categoria de vila em 1832 e à de município, em 1849, sendo comarca desde 1858.

O município cresceu e enriqueceu-se com as fazendas de café. Com tanta riqueza, Bananal chegou a avalizar para o Império empréstimos feitos em bancos ingleses, chegando a cidade ao luxo de possuir, por algum tempo, moeda própria. Com a decadência do café, as fazendas passaram para a pecuária leiteira. Dos tempos anteriores ficaram muitos e valiosos monumentos:

Solar Valim com fachada restaurada (foto:2012)
  • Solar Manuel de Aguiar Valim, antigo solar do Barão Manuel de Aguiar Valim, um dos mais próspero cafeicultor do Vale do Paraíba no século XIX. Localizado na Praça Rubião Júnior, no centro da cidade, foi construído entre 1854 e 1860. Em 1909 foi entregue pela família ao Estado. Tombado pelo CONDEPHAAT[10] em 1972 e doado ao Município, passando a ser sede da Prefeitura até meados da década de 80. Nos anos seguintes foi abandonado pelo governo municipal, o que acarretou a sua deterioração. Desde 2006 é sede da ABATUR - Associação Bananalense de Turismo[11], que tenta, aos poucos, restaurá-lo. Suas características são neoclássicas, suas portas principais são em arco pleno e a escada principal tem lances simétricos. Com um magnífico hall e murais feitos pelo artista catalão José Maria Villaronga, dos quais ainda restam vestígios. No salão de baile, que possuía um coreto para a orquestra, o Barão Manuel de Aguiar Valim realizava festas e recebia altos dignitários do Império, entre outros, o Gastão de Orléans, Conde d'Eu.
  • Pharmácia Popular, antiga Farmácia Imperial, existe desde 1830, fundada por um boticário francês, tendo, depois de sucessivos proprietários, chegado, 1922, às mãos do farmacêutico Ernâni Graça. Com o seu falecimento em 1956, passou a ser administrada pelo seu filho Plínio Graça até o seu falecimento em 2011.[12] Chegou a receber um prêmio da Fundação Roberto Marinho como a mais antiga farmácia em funcionamento no Brasil[13].
  • Chafariz de ferro: Em 1879, por iniciativa de Alfredo Campos da Paz, foi inaugurado no Bananal um chafariz de ferro. Destinado ao atendimento da população que ainda não contava com o serviço de água encanada, o chafariz, hoje restaurado, tem forma de coluna e é ornado com elementos barroco.
  • Estação Ferroviária de Bananal: atual ponto turístico, inaugurada em 24 de dezembro de 1888.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Seus limites são os municípios fluminenses de Barra Mansa a norte, Rio Claro a leste e Angra dos Reis a sul, assim como São José do Barreiro e Arapeí (ambos em São Paulo) a oeste.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2000[editar | editar código-fonte]

População total: 9713

(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Comunicações[editar | editar código-fonte]

Na telefonia fixa, a cidade era atendida pela Companhia de Telecomunicações do Estado de São Paulo (COTESP), que inaugurou a central telefônica automática que é utilizada até os dias atuais. Em 1975 passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP)[14], que em 1998 foi vendida para a Telefônica. Em 2012 a empresa adotou a marca Vivo[15][16][17][18].

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista». Consultado em 31 de janeiro de 2011 
  3. Prefeito e vereadores de Bananal tomam posse Portal G1 - acessado em 2 de janeiro de 2021
  4. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  5. a b «Estimativa populacional 2019 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de agosto de 2019. Consultado em 9 de setembro de 2019 
  6. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  7. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  8. «Municípios e Distritos do Estado de São Paulo» (PDF). IGC - Instituto Geográfico e Cartográfico 
  9. «Divisão Territorial do Brasil». IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
  10. Secretaria de Estado da Cultura - Bem Tombado pelo CONDEPHAAT
  11. ABATUR - Associação Bananalense de Turismo
  12. Plínio Graça (1924-2011)- Preservou uma farmácia de 1830
  13. «Ata da Câmara Municipal, pg 4» (PDF). 18 de agosto de 2011. Consultado em 6 de novembro de 2012 
  14. «Área de atuação da Telesp em São Paulo». Página Oficial da Telesp (arquivada) 
  15. «Telesp vai servir mais 86 cidades do estado». Acervo Folha de S.Paulo 
  16. «Patrimônio da COTESP incorporado pela TELESP» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo 
  17. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  18. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]