Cabeceiras de Basto

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Cabeceiras de Basto
Brasão de Cabeceiras de Basto Bandeira de Cabeceiras de Basto
Brasão Bandeira
Localização de Cabeceiras de Basto
Gentílico Cabeceirense
Área 241,82 km2
População 16 710 hab. (2011)
Densidade populacional 69,1 hab./km2
N.º de freguesias 12
Presidente da
Câmara Municipal
Francisco Alves (PS)
Fundação do município
(ou foral)
1514
Região (NUTS II) Norte
Sub-região (NUTS III) Ave
Distrito Braga
Antiga província Minho
Orago São Miguel[1]
Feriado municipal 29 de setembro (S. Miguel)
Código postal 4860
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Cabeceiras de Basto é uma vila portuguesa no Distrito de Braga, região Norte e sub-região do Ave, com cerca de 4 600 habitantes.

É sede de um município com 241,82 km² de área[2] e 16 710 habitantes (2011[3] ), subdividido em 12 freguesias.[4] O município é limitado a norte pelo município de Montalegre, a nordeste por Boticas, a leste por Ribeira de Pena, a sueste por Mondim de Basto, a sul por Celorico de Basto, a oeste por Fafe e a noroeste por Vieira do Minho.

População do concelho de Cabeceiras de Basto (1801 – 2013)
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2011 2012 2013
8224 14087 16284 17273 21141 18997 16368 17846 16710 16520 16364
                             Evolução da População Entre 1864 e  2011  

Evolução da  População  1864 / 2011; Variação da População  1864 / 2011; Comparando 2011 com 1864;

          Evolução dos Grupos Etários (de 1981 a 2011)

Nº de habitantes por grupos etários – de  1981 a 2011; Nº de habitantes por grupos etários – de  1981 a 2011;

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho de Cabeceiras de Basto.

O concelho de Cabeceiras de Basto está dividido em 12 freguesias:

A Lenda do Basto[editar | editar código-fonte]

O Basto - estátua de um guerreiro galaico-lusitano do século I a.C.

A estátua de um guerreiro lusitano a quem os seus habitantes lhe chamam "O Basto" personifica a "raça" das gentes da região, a sua alma e as suas tradições. Nela, os habitantes de Cabeceiras revêem a sua coragem e a sua honradez. Daí o nascimento de uma lenda que, na actualidade, lhe está indelevelmente ligada e com a qual o povo "explica" o nome da região.[5]

O Império Visigodo não resistiu aos ataques dos Mouros comandados por Tarik. Espalhando o terror, estes avançaram “ávidos de glória”, através da Galiza. Os ecos dos seus ataques chegaram ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos, mas não mereceram crédito.

Bracara Augusta caiu também nas suas mãos. Então acreditaram e preparam-se para a defesa com uma centúria de servos e homens de armas, comandados por D. Gelmiro, o venerando abade do Mosteiro. Hermígio Romarigues, parente do fundador do Mosteiro, era o guerreiro-monje que mais se destacava pelo seu porte avantajado de grandes e possantes membros e com o rosto retalhado por mil golpes das escaramuças passadas.

Postado junto à ponte que dava acesso ao Mosteiro, ao aproximar das tropas de Tarik estendeu a mão possante, assegurando: "Até ali, por S. Miguel, até ali, basto eu!"

E bastou! Três vezes arremeteram os mouros contra as débeis defesas do Mosteiro. Mas por três vezes foram repelidos pela espada de Hermígio Romarigues. A ponte sobre a ribeira ficou atulhada de corpos e os chefes infiéis tiveram de tratar com D. Gelmiro de igual para igual, gorando-se, deste modo, a suposta intenção de arrasarem o Mosteiro e decapitarem os monges.

Posteriormente o monge-guerreiro ter-se-á integrado no reduto cristão situado nas Astúrias, de onde irradiava já a Reconquista a partir de Covadonga, sob o comando de Pelágio.

Hermígio Romarigues “O Basto” foi imortalizado através da estátua que erigiram em sua homenagem, como reconhecimento pelos serviços prestados a El-Rei Pelágio.

Património[editar | editar código-fonte]

Geminações[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://www.cabeceirasdebasto.pt/index.php?oid=3697&op=all
  2. Instituto Geográfico Português, Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013 (ficheiro Excel zipado)
  3. INE (2012) – "Censos 2011 (Dados Definitivos)", "Quadros de apuramento por freguesia" (tabelas anexas ao documento).
  4. Diário da República, Reorganização administrativa do território das freguesias, Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, Anexo I.
  5. Património Cultural cabeceirasdebasto.pt. Visitado em 2015-07-24.
  6. http://www.anmp.pt/anmp/pro/mun1/gem101l0.php?cod_ent=M4860
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