Devil May Cry (jogo eletrónico)

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Devil May Cry
Desenvolvedora Capcom
(detalhes)
Publicadora(s) Capcom
Diretor Hideki Kamiya
Produtor Hiroyuki Kobayashi
Escritor(es) Hideki Kamiya[1]
Noboru Sugimura[2]
Compositor(es) Masami Ueda
Masato Kohda
Misao Senbongi
Motor Motor DMC1
Plataforma(s) PlayStation 2
PlayStation 3 (HD)
Xbox 360 (HD)
Série Devil May Cry
Data(s) de lançamento PlayStation 2
  • JP 23 de Agosto de 2001[3]
  • AN 17 de Outubro de 2001[3]
  • EU 7 de Dezembro de 2001[3]
  • AU Dezembro de 2001[3]
PlayStation 3 & Xbox 360
  • JP 22 de Março de 2012
  • AN 29 de Março de 2012
  • EU 3 de Abril de 2012
  • AU 5 de Abril de 2012
Gênero(s) Ação-aventura, hack and slash
Modos de jogo Um jogador
Classificação Inadequado para menores de 15 anos i CERO (Japão)
Inadequado para menores de 17 anos i ESRB (América do Norte)
Inadequado para menores de 16 anos i PEGI (Europa)
Mídia Disco óptico

Devil May Cry (デビル メイ クライ, Debiru Mei Kurai?, frequentemente abreviado como DMC), é um videojogo de acção do género hack and slash desenvolvido e publicado pela Capcom em 2001 para PlayStation 2. Enquanto que o jogo se foca principalmente na luta com espadas, o jogador ganha novas armas à medida que vai derrotando os chefes do jogo, resultando numa variedade de combos que pode executar.

Devil May Cry decorre nos tempos modernos na cidade fictícia de Mallet Island, com a história a centrar-se nos personagens Dante e Trish na sua busca para confrontar o demónio lorde Mundus. A história é contada principalmente através de uma mistura de cutscenes, que usam o motor de jogo e vídeos em total movimento em pré-renderização. O jogador controla Dante enquanto luta contra os demónios às ordens de Mundus.

O jogo foi originalmente concebido em 1999 como Resident Evil 4, uma sequela para a série de survival horror da Capcom. Visto que a equipa de produção sentiu que o jogo não iria "caber" na série Resident Evil, a ideia foi abandonada e criado com a sua própria história.

Devil May Cry recebeu uma ampla cobertura mediática na industria dos videojogos devido ao impacto que causou no género dos jogos de acção, às suas pontuações altas feitas por críticos profissionais e por ter vendido mais de dois milhões de cópias.[4] O seu sucesso fez com que a Capcom criasse outros jogos para a série, com uns a decorrerem antes e outros depois dos eventos de Devil May Cry.

Jogabilidade[editar | editar código-fonte]

A jogabilidade de Devil May Cry consiste em vários níveis chamados de "missões", onde os jogadores que controlam Dante, têm de lutar contra vários inimigos, fazer tarefas tipo de plataformas, e ocasionalmente, resolver puzzles ou enigmas para progredir na história. No fim de cada missão o jogador é recompensado com uma letra, conforme o seu desempenho: A, B, C, ou D, e adicionalmente a classe mais alta, o S. As classes de letras são dadas ao jogador com base no tempo gasto para completar a missão, o número de "esferas vermelhas" recolhidas (a moeda em-jogo, obtida dos inimigos derrotados), como foi o combate no que toca ao "estilo", itens usados e danos recebidos.[5]

Dante ataca um inimigo com a espada Alastor. A palavra "Cool!" qualifica o desempenho do jogador em combate.

O combate "Estiloso" é definido quando o jogador faz uma série de ataques sem receber danos, com o desempenho do jogador a ser mostrado através de uma "barra de estilo" no ecrã. Quanto mais danos o jogador consegue fazer, mais completa fica a barra. A barra começa com "Dull"; e vai progredindo através de "Cool", "Bravo" e "Awesome"; com o ponto máximo em "Stylish". Os termos usados na barra são similares às classes atribuídas no fim das missões. Quando o personagem recebe danos, o nível de estilo desce de novo até "Dull". Os jogadores conseguem também manter a sua classe de estilo se gozarem com os inimigos que estejam perto do personagem. O jogador também pode equipar um grande número de armas e de pistolas, adaptadas a diferentes estilos de luta.[5]

O jogador pode transformar temporariamente o personagem numa forma demoníaca, mais poderosa, ao usar a habilidade "Devil Trigger". Ao fazê-lo o personagem recebe poderes conforme a arma que está a usar no momento, assim como muda a sua aparência. A transformação aumenta a força e a defesa, restaura energia lentamente e disponibiliza ataques especiais. É controlado pela barra Devil Trigger, que se gasta quando a habilidade é usada. A barra enche-se quando o jogador ataca e goza com os inimigos na forma normal.[5]

Devil May Cry contém puzzles e outros desafios para além do combate. A historia por vezes requer que se encontre itens chave para que o jogador possa avançar, de certa maneira similar aos enigmas dos jogos Resident Evil, assim como zonas opcionais de plataformas e tarefas de exploração para encontrar um numero grande de "esferas". As missões secundárias, com o nome "Missões Secretas", estão localizadas e escondidas em zonas fora dos locais de acção. Apesar de não serem obrigatórias, dão como recompensa power-up's permanentes. Normalmente as "Missões Secretas" desafiam o jogador a eliminar um certo numero de inimigos de uma maneira especial ou dentro de um tempo limite. As recompensas para todos os enigmas e desafios opcionais vêem em diferentes tipos de "esferas", que dão vários bónus, como vidas extra.[6]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Série Devil May Cry
(Cronologia Fictícia)

Série original:
Devil May Cry 3
Devil May Cry
Devil May Cry 4
Devil May Cry 2


Reinicio:
DmC

Devil May Cry começa com Dante a ser atacado no seu escritório por uma mulher misteriosa, Trish. Ele impressiona-a ao desviar-se com facilidade do seu ataque, e diz-lhe que ele caça demónios na busca daqueles que mataram a sua mãe e o seu irmão.[7] Ela diz-lhe que o seu ataque foi apenas um teste, e que o demónio imperador Mundus, a quem Dante responsabiliza pela morte da sua família, está a planear regressar.[8] A cena salta depois para a chegada de ambos a um imenso castelo, sobre o qual Trish salta abruptamente e desaparece por cima de um muro alto.[9]

Dante começa a explorar o castelo e encontra os vários inimigos comuns do jogo, as marionetas demoníacas. Também encontra uma nova espada, a Alastor, e batalha contra o seu primeiro chefe, uma enorme aranha/escorpião, a Phantom. Dante vence a batalha, mas naquilo que se torna num tema recorrente, o monstro derrotado reaparece pouco tempo depois num corredor, obrigando Dante a escolher uma fuga apressada ou ter que lutar num local apertado. Depois de mais alguma exploração e combates, Dante defronta um demónio, Nelo Angelo, que impressiona Dante com a sua confiança.[10] O demónio vence, mas de repente foge ao aperceber-se que Dante usa um amuleto partido ao meio, com a fotografia da sua mãe. O demónio volta a atacar por duas vezes, e, eventualmente, é revelado que ele é o irmão gémeo de Dante, Vergil. Depois da morte de Angelo/Vergil, o seu amuleto une-se com o amuleto de Dante e a "Force Edge", a espada por defeito do jogo, que tinha pertencido ao pai dos gémeos, transforma-se na sua forma verdadeira, a espada Sparda.[9]

De seguida, Dante encontra Trish, ela atraiçoa-o e revela-lhe que também ela está a trabalhar para Mundus, mas quando a sua vida começa a correr perigo, Dante decide salvá-la, alegando que apenas fez isso só por causa que ela é muito parecida com a sua mãe, avisando-a para se manter afastada dele.[11] No entanto, quando ele finalmente confronta Mundus, que está quase a matar Trish, Dante mais uma vez decide salvá-la mas fica lesionado no processo. Mundus tenta acabar com ele, mas Trish coloca-se em frente e recebe o ataque do demónio. Este episódio acaba por libertar todo o poder de Dante, permitindo assim que ele assuma a forma de Sparda.[12] Dante e Mundus então defrontam-se noutro plano da existência.[9]

Dante é vitorioso, e deixa o seu amuleto e sua espada junto ao corpo imóvel de Trish antes de partir.[13] Mundus regressa e encurrala Dante, que agora está de novo na sua força normal, impedindo-o de fugir da ilha; Trish também regressa a dá a Dante o seu poder. Dante derrota Mundus, que promete voltar e governar o mundo humano.[14] Quando Trish tenta pedir desculpa começa a chorar, e Dante diz-lhe que ela está a tornar-se mais humana e não apenas um demónio, porque "os demónios nunca choram".[15] Dante e Trish escapam num avião ao mesmo tempo que a ilha colapsa. Após os créditos, é revelado que Dante e Trish estão trabalhando juntos como parceiros, e deram um novo nome à loja: "Devil Never Cry".[9]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Sugerido em Dezembro de 1999,[16] Devil May Cry começou por ser a primeira encarnação de Resident Evil 4.[17] Produzido inicialmente para PlayStation 2, o jogo foi realizado por Hideki Kamiya depois do produtor Shinji Mikami pedir-lhe para criar um novo capitulo para a série Resident Evil.[18] Na altura do ano novo,[1] Noboru Sugimura, escritor da série,[2] criou o cenário para o titulo, baseado na ideia de Kamiya de criar um jogo de acção com muito estilo.[19] A história tinha como base desvendar o mistério do corpo do protagonista "Tony",[20] um homem invencível, com perícia e intelecto que excedia das pessoas normais e cujas habilidades super-humanas eram explicadas pela biotecnologia.[1] Kamiya sentiu que o personagem visto de um ângulo fixo, não parecia suficiente bravo e heróico nas batalhas, e assim decidiu abandonar o sistema de câmara fixa dos jogos anteriores da franquia Resident Evil, optando por um sistema de câmaras dinâmico.[18] Com esta nova opção a equipa teve de se deslocar à Europa, onde ficaram onze dias no Reino Unido e em Espanha, a fotografar coisas como estátuas, tijolos e pavimentos góticos para serem usados nas texturas.[21] [22]

Apesar dos produtores tentaram fazer com que o tema "muito estilo" entrasse no mundo de Resident Evil, Mikami sentiu que o jogo já estava a fugir muito às raízes do género survival horror e gradualmente convenceu os membros da equipa a fazer um jogo independente da série.[23]

Kamiya acabou eventualmente por reescrever a história para esta se situar num mundo povoado por demónios e mudando também o nome do herói para "Dante",[1] inspirado em Dante Alighieri, um famoso poeta italiano do séc. XIII que escreveu o poema Divina Commedia, um épico sobre uma viagem através do inferno.[4] [24] [25] A personalidade de Dante foi inspirada no personagem principal da série manga Cobra. O elenco de personagens permaneceu em grande maioria idêntico ao cenário idealizado por Sugimura,[26] apesar das aparições dos pais do herói terem sido escritas fora da história principal.[27] [28] O novo título do jogo, Devil May Cry, foi revelado em Novembro de 2000.[29] O jogo foi produzido pelo Team Little Devils, um grupo de alguns membros da equipa do estúdio Capcom Production Studio 4.[30] [31]

Muitos dos elementos da jogabilidade foram parcialmente inspirados no jogo Onimusha: Warlords. Durante um jogo-teste, Kamiya descobriu que alguns inimigos permaneciam no ar se fossem atacados repetidamente, o que levou à inclusão em Devil May Cry de malabarismos com armas de fogo e ataques de espada.[32] De acordo com o director, desde o inicio que Devil May Cry foi desenhado a partir das acrobacias e das habilidades de combate de Dante.[33] A decisão foi tomada já numa fase tardia da produção, para que o jogo mudasse assim para uma espécie de avanço por missões, em vez de uma estrutura em mundo aberto dos jogos Resident Evil.[34] De acordo com Kamiya, a dificuldade de Devil May Cry foi intencional, ao qual chamou o seu "desafio para aqueles que jogam jogos ligeiros, casuais."[35]

Recepção[editar | editar código-fonte]

 
Resenha crítica
Publicação Nota
Eurogamer 9/10[36]
Famitsu 34/40[37] [38]
Game Informer 9.5/10[39]
GamePro 5/5[40]
GameSpot 9.1/10[41]
GameSpy 4.5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar half.svg[42]
IGN 9.6/10[43]
The Electric Playground 9/10[44]
Official Playstation Magazine 10/10[45]
UOL Jogos 8/10[46]
Pontuação global
Publicação Nota média
GameRankings 92.60%[47]
Metacritic 94/100[45]
MobyGames 90/100[4]

Devil May Cry recebeu uma ampla cobertura por parte da industria dos videojogos devido ao impacto que causou no género dos jogos de acção, às pontuações altas feitas por críticos profissionais e por ter vendido mais de dois milhões de cópias.[4] [48] O jogo recebeu muitas análises positivas, com vários websites da especialidade a elogiarem Devil May Cry tipicamente no que toca às inovações na jogabilidade, acção, visuais, o controlo da câmara e o ambiente gótico.[36] [40] [41] [42] [43] [44] Pelas mesmas razões, o jogo também foi muito elogiado nas análises feitas pela imprensa da especialidade.[47] [45] A Game Informer resumiu a sua análise ao dizer que o jogo "faz com que Resident Evil pareça um 'zombie' lento".[39] A GameSpy elogiou o conceito e as personagens, o desenho dos níveis (incluindo a arquitectura) e o sistema de armas e conclui dizendo que Devil May Cry "é até agora, o maior assalto aos teus sentidos feito no PS2".[42] A IGN disse que Devil May Cry "é obrigatório para o sistema [PS2]" e refere que é "uma obra de arte pura, e que à medida que vai progredindo fica melhor, mais profundo e mais difícil."[43] A Eurogamer diz que apesar de acabar o jogo em cerca de seis horas "o facto é que, tudo neste jogo é ainda melhor da segunda vez que o jogas do que na primeira".[36] A GameSpot também se refere à duração mas que apesar de tudo "vais adorar cada segundo".[41] O UOL Jogos refere que "visualmente, Devil May Cry é certamente um jogo dos mais bonitos [...] repleto de detalhes e a direcção de arte mistura elementos antigos e modernos".[46]

Também é muito frequente encontrar Devil May Cry em listas dos "Melhores Jogos de Sempre". A Empire, por exemplo, colocou Devil May Cry em #57 no seu "Top 100 dos Melhores Jogos de Sempre"[49] e em 2010, a IGN posicionou-o em #42 no "Top 100 de Jogos para PlayStation 2".[50] Em 2010, Devil May Cry foi um dos títulos no livro 1001 Video Games You Must Play Before You Die (pt.:1001 Videojogos Que Tem de Jogar Antes de Morrer).[51] [52]

No entanto, o jogo também foi alvo de critica. A Next Generation questionou se o nível de dificuldade não seria apenas para prolongar o tempo de duração do jogo.[53] A Electric Playground apontou para o esquema de controlos pouco usual e sobre a falta de opções de configuração.[44] A GameSpy citou o comportamento da câmara, a curva de aprendizagem dos controlos, e alguns aspectos gráficos com vacilações e recortes.[42] A GameSpot criticou a conclusão do jogo, porque durante o clímax da história a jogabilidade muda drasticamente, ficando com um aspecto de estilo shooter; também criticou a dificuldade e a história relativamente curta.[41] O UOL Jogos também criticou a curva de aprendizagem muito dificíl e que as missões secundárias e os quebra-cabeças quebram demasiado o ritmo do jogo.[46] Por fim, Mike Doolittle da GameCritics achou que a história é curta e que os personagens estão subdesenvolvidos.[54]

Legado[editar | editar código-fonte]

Devil May Cry gerou uma sequela, Devil May Cry 2 e outro jogo com acontecimentos anteriores, Devil May Cry 3: Dante's Awakening; cada um a vender mais de um milhão de cópias. Um quarto jogo, Devil May Cry 4, foi lançado em Fevereiro de 2008 para PlayStation 3, Xbox 360 e PC. Em Fevereiro de 2009, todos os jogos contabilizavam no total cerca de 2,48 milhões de copias vendidas.[55] Em Janeiro de 2013 foi dado um novo recomeço à série com o lançamento do jogo DmC: Devil May Cry produzido pela Ninja Theory.[56]

A partir de Devil May Cry também se criou dois romances gráficos escritos por Shinya Goikeda,[57] [58] e uma série de animação.[59] Em Outubro de 2004, três anos depois do lançamento, a banda sonora com o musica do jogo foi editada, juntamente com a banda sonora de Devil May Cry 2. Surgiram planos para um titulo para a PlayStation Portable,[60] com o nome Devil May Cry Series, bem como também foi anunciada uma adaptação cinematográfica.[61] No entanto, em 2009, foi confirmado que a versão para PlayStation Portable de Devil May Cry tinha sido cancelada.[62]

Devil May Cry é muitas vezes citado por ter começado um sub-género dentro dos jogos de acção, o "Combate Extremo", que se foca em heróis poderosos a lutar contra vagas de inimigos, sempre com estilo na acção.[63] O jogo também é descrito por ter sido o primeiro a capturar com "sucesso, o estilo implacável de jogabilidade fluída, que existe em muitos dos jogos de acção clássicos em 2D".[41] A série também se tornou padrão, contra o qual outros jogos de acção em 3D são equiparados. Tais comparações incluem criticas a jogos como God of War,[64] [65] Bayonetta,[66] Chaos Legion,[67] Blood Will Tell[68] e Darksiders.[69]

Referências

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  7. Cquote1.png Dante: Well the way I figure it, in this business a lot of your kind come along, and if I kill each one that comes, eventually I should hit the jackpot sooner or later. Cquote2.png // 'Devil May Cry'. Capcom. PlayStation 2. (2001)
  8. Cquote1.png Trish: Yes, his powers were sealed by Sparda, he's attempting to take control of the human world again. He has been preparing to open the gate on... Mallet Island. Cquote2.png // 'Devil May Cry'. Capcom. PlayStation 2. (2001)
  9. a b c d Devil May Cry Plot. DevilMayCry.org. Página visitada em 22-8-2013.
  10. Cquote1.png Dante: This stinking hole was the last place that I thought I'd find anyone with some guts. Cquote2.png // 'Devil May Cry'. Capcom. PlayStation 2. (2001)
  11. Cquote1.png Trish: Uh ... Dante! Dante why did you save my life? Dante: Because you look like my mother ... Now get out of my sight! The next time we meet it won't be like this. Trish: Dante! Dante: Don't come any closer you Devil! You may look like my mother but you're nowhere close to her. You have no soul! You have the face but you'll never have her fire! Cquote2.png // 'Devil May Cry'. Capcom. PlayStation 2. (2001)
  12. Cquote1.png Dante: How much longer are you going to keep zapping? Come out and show yourself, Mundus! Cquote2.png // 'Devil May Cry'. Capcom. PlayStation 2. (2001)
  13. Cquote1.png Dante: This was my mother's. Now I'm giving it to you. My father's also here now. Rest ... in Peace. Cquote2.png // 'Devil May Cry'. Capcom. PlayStation 2. (2001)
  14. Cquote1.png Trish: Dante, use my power! Dante: Trish! Okay! Cquote2.png // 'Devil May Cry'. Capcom. PlayStation 2. (2001)
  15. Cquote1.png Dante: Trish...devils never cry ... These tears, tears are a gift only humans have. Cquote2.png // 'Devil May Cry'. Capcom. PlayStation 2. (2001)
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Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]