Dialeto sulista (Brasil)

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Em linguística, particularmente no contexto da dialetologia, o dialeto sulista é uma das classificações dialetais da língua portuguesas no Brasil. De acordo com a divisão dialetal proposta por Antenor Nascentes em 1953, ainda em uso atualmente, o dialeto abrangeria os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, sul de Goiás, partes de Minas Gerais (região sul e Triângulo Mineiro) e do atual Mato Grosso do Sul.[1] [2] [3] .

Em uma definição mais específica, tratada por este artigo, designa um dialeto próprio da Região Sul do Brasil, sendo, nesse caso, o dialeto mais falado no estado do Paraná (inclusive na capital Curitiba e em outras cidades importantes deste estado) e nas partes central e leste do estado de Santa Catarina.

Caracteriza-se pelo fenômenos de redução vocálica e de harmonia vocálica relacionados às vogais médias em posição pretônica. Alguns autores destacam a variação entre as vogais médias fechadas e as médias abertas.[4]

Particularmente em algumas localidades dos estados da região Sul do Brasil, o dialeto é marcado pela

  • Pronunciar as consoantes nasais que estão no final de uma sílaba (com exceção da terminação -am átona, que às vezes é pronunciada como -ão);
  • Pronunciar a vogal "e" ao final de palavras como /e/, diferentemente da maior parte do Brasil, que a pronuncia como /i/.[5] Exemplo: quente é pronunciado /ʹkente/ (em vez de /ʹkẽti/, /ʹkẽʧ/ ou /ʹkẽjʧ/).
  • redução de ditongos decrescentes seguidos por fricativa em coda no litoral catarinense, devido a influência açoriana.[6]

O dialeto sulista também possui um léxico próprio, com palavras como vina (como é chamada a salsicha em algumas regiões do Paraná) ou cancha (utilizada para designar quadra esportiva).

Referências

  1. CARDOSO, Suzana Alice Marcelino. Antenor Nascentes e a divisão dialetal do Brasil, Projeto Atlas Linguí­stico do Brasil - Comitê Nacional, 2010.
  2. TOMANIN, 2003, p. 69.
  3. ALVEZ, 2008, p. 35.
  4. ALVEZ, 2008, p. 37.
  5. BISOL; COLLISCHONN, 2009, p. 51.
  6. BISOL; COLLISCHONN, 2009, p. 34.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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