Estação Ferroviária de Sernada do Vouga

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a estação na Linha do Vouga. Se procura a estação na Linha da Beira Baixa, veja Estação Ferroviária de Sarnadas.


Sernada do Vouga
Edifício de passageiros da Estação de Sernada do Vouga, em 2010.
Inauguração 8 de Setembro de 1911
Linha(s) L.ª do Vouga (PK 61,650)
Coordenadas 40° 40′ N 8° 27′ W
Concelho Águeda
Serviços Ferroviários Regional
Serviços Lavabos Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Caixas de correio Serviço de táxis Telefones públicos

A Estação Ferroviária de Sernada do Vouga é uma gare da Linha do Vouga, que funciona como interface com o Ramal de Aveiro, e que serve a localidade de Sernada do Vouga, no Distrito de Aveiro, em Portugal. O troço da Linha do Vouga de Estação de Albergaria-a-Velha a Sernada do Vouga foi inaugurado em 8 de Setembro de 1911, junto com o Ramal de Aveiro, tendo a Linha do Vouga sido concluída em 5 de Fevereiro de 1914.[1] A secção de Sernada do Vouga a Viseu foi encerrada em 1990, tendo permanecido em funcionamento os troços de Espinho a Aveiro.[2]

Caracterização[editar | editar código-fonte]

Esta interface tem acesso pela Rua Professora Alda Marques Castilho, na localidade de Sernada do Vouga.[3]

Rede Complementar ao Norte do Mondego, decretada em 15 de Fevereiro de 1900. Estava já planeada a linha de Espinho a Viseu, mas o ramal para Aveiro devia iniciar-se no Carvoeiro em vez de Sernada.

História[editar | editar código-fonte]

Planeamento e inauguração[editar | editar código-fonte]

Em 11 de Julho de 1889, um alvará autorizou Francisco Palha a construir um caminho de ferro entre Espinho, na Linha do Norte, até Torredeita, na linha de Santa Comba Dão a Viseu, com um ramal de Sever do Vouga até Aveiro.[4] Em 1900, o ponto de entroncamento para Aveiro já tinha sido modificado para o Carvoeiro[5], e em 1903 o Ministro das Obras Públicas, o Conde de Paçô Vieira, aprovou o projecto, com uma segunda alteração no local de entroncamento, que foi fixado em Sernada do Vouga.[4]

Em 8 de Setembro de 1911, foi inaugurado o troço de Albergaria-a-Velha a Aveiro, incluindo desde logo a estação de Sernada do Vouga.[1]

Automotoras em Sernada do Vouga, na Década de 1940.

Continuação da Linha do Vouga[editar | editar código-fonte]

O troço seguinte da Linha do Vouga, de Sernada a Foz do Rio Mau, entrou ao serviço em 5 de Maio de 1913.[1]

Em 5 de Setembro de 1913, entrou ao serviço o troço entre Bodiosa e Viseu; a Linha do Vouga só foi, no entanto, concluída com a abertura do troço entre Vouzela e Bodiosa, em 5 de Fevereiro de 1914.[6] Este caminho de ferro foi construído pela Compagnie Française pour la Construction et Exploitation des Chemins de Fer à l'Étranger.[6]

Em 9 de Maio de 1917, os ferroviários da rede do Vouga entraram em greve, tendo concentrado o material circulante em Sernada do Vouga.[7]

Em 1936, entraram ao serviço 4 novas carruagens, que foram construídas a partir de carruagens antigas, nas oficinas de Sernada do Vouga.[8] Na Década de 1940, a Companhia do Vouga construiu várias automotoras nas oficinas de Sernada.[9]

Antigo vagão do Lena em Sernada.

Transição para a CP[editar | editar código-fonte]

Em 1 de Janeiro de 1947, a exploração da rede ferroviária do Vouga passou a ser feita pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.[10]

Estação de Sernada, em 1993.

Declínio e encerramento do troço de Sernada a Viseu[editar | editar código-fonte]

Já em 31 de Julho de 1969, o Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses tinha deliberado o encerramento de vários caminhos de ferro que apresentavam um reduzido movimento, como a Linha do Vouga.[11]

O troço entre Sernada do Vouga e Viseu foi encerrado no dia 1 de Janeiro de 1990, ficando esta estação apenas como parte do troço entre Espinho e Aveiro.[2] Posteriormente foi encerrado o troço entre Sernada e Oliveira de Azemeis, devido ao tráfego muito reduzido.

Vista geral da estação, em 2006

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. pp. 528–530. Consultado em 28 de Março de 2015. 
  2. a b SILVA e RIBEIRO, p. 69
  3. «Sernada do Vouga - Linha do Vouga». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 21 de Dezembro de 2015. 
  4. a b SOUSA, José (16 de Dezembro de 1933). «As Linhas do Vale do Vouga e o seu Congresso Ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1104). pp. 643–646. Consultado em 28 de Março de 2015. 
  5. CORDEIRO, Xavier (6 de Janeiro de 1950). «Há 50 anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 62 (1489). 743 páginas. Consultado em 6 de Abril de 2016. 
  6. a b TORRES, Carlos (16 de Março de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 71 (1686). pp. 133–140. Consultado em 21 de Dezembro de 2015. 
  7. SOUSA, José (16 de Março de 1935). «Greves e caminhos de ferro 1910-1926» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1134). pp. 119–120. Consultado em 28 de Março de 2015. 
  8. «Linhas Portuguesas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1164). 16 de Junho de 1936. pp. 326–327. Consultado em 28 de Março de 2015. 
  9. REIS et al, p. 93
  10. AGUILAR, Busquets de (1 de Junho de 1949). «A Evolução História dos Transportes Terrestres em Portugal» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 62 (1475). pp. 383–393. Consultado em 28 de Março de 2015. 
  11. MARTINS et al, p. 272

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado. O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
  • SILVA, José; RIBEIRO, Manuel (2007). Os Comboios em Portugal. III 1.ª ed. Lisboa: Terramar - Editores, Distribuidores e Livreiros, Lda. 203 páginas. ISBN 978-972-710-408-6 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]



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