Fernando de la Rúa

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Fernando de la Rúa
51º Presidente da Argentina Argentina
Período 10 de dezembro de 1999
a 21 de dezembro de 2001
Vice-presidente Carlos Álvarez
Antecessor(a) Carlos Menem
Sucessor(a) Ramón Puerta (interino)
1º Prefeito de Buenos Aires Bandera de la Ciudad de Buenos Aires.svg
Período 6 de agosto de 1996
a 10 de dezembro de 1999
Antecessor(a) Jorge Domínguez
Sucessor(a) Enrique Olivera
Senador por Buenos Aires Bandera de la Ciudad de Buenos Aires.svg
Período 10 de dezembro de 1993
a 6 de agosto de 1996
Deputado por Buenos Aires Bandera de la Ciudad de Buenos Aires.svg
Período 10 de dezembro de 1991
a 10 de dezembro de 1993
Período 10 de dezembro de 1983
a 10 de dezembro de 1989
Período 25 de maio de 1973
a 24 de março de 1976
Vida
Nascimento 15 de setembro de 1937 (79 anos)
Córdoba, Argentina
Nacionalidade Argentina argentina
Dados pessoais
Cônjuge Inés Pertiné (1970-presente)
Partido União Cívica Radical
Profissão advogado
Assinatura Assinatura de Fernando de la Rúa

Fernando de la Rúa BrunoGColIH • (Córdoba, 15 de setembro de 1937) é um advogado e político argentino da União Cívica Radical.[1] Foi o 51º presidente da Argentina, de 10 de dezembro de 1999 a 21 de dezembro de 2001.

É casado com Inés Pertiné, com quem teve três filhos: Agustina, Antonio e Fernando.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Fernando de la Rúa é filho de Antonio de la Rúa e Eleonor Bruno.[1] Ele frequentou a escola militar de Córdoba antes de ingressar na Universidade Nacional de Córdoba, onde se licenciou em direito.

Ativamente político desde jovem, de La Rua iniciou a sua carreira política em 1973, quando foi eleito senador em representação de Buenos Aires, a capital do país. Poucos meses depois, e apenas com 36 anos, concorreu à vice-presidência da Argentina, integrando a lista do candidato presidencial Ricardo Balbín.

Depois da instauração da democracia na Argentina em 1983, de la Rua foi eleito deputado e em 1989 voltou a concorrer para senador. Apesar de ter conquistado o lugar através do voto popular, acabou por não aceder ao Senado devido à aliança formada pelo partido da Justiça e a UCEDE.

Em 1996, Fernando de La Rua tornou-se no primeiro presidente de câmara de Buenos Aires a ser eleito por voto popular. Manteve-se no cargo até 1998, altura em que decidiu candidatar-se, em representação da Aliança para o Trabalho, Justiça e Educação, às eleições presidências argentinas.

Presidência (1999-2001)[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Crise econômica da Argentina
Presidente de la Rúa discursando em cadeia nacional.

De La Rua era membro do Partido Radical, que até então andara afastado do poder, e surgiu como uma alternativa a Carlos Menem, o então presidente, associado a diversos casos de corrupção envolvendo o neoliberal ministro da fazenda Domingo Cavallo.[2]

O fato de também não ter ligações às forças armadas argentinas, responsáveis por um período de grande repressão no país, favoreceu-o e acabou por ganhar a eleição com quase metade dos votos.

De La Rua tomou posse como presidente a 10 de dezembro de 1999, substituindo Carlos Menem. Manteve-se no cargo apenas durante dois anos, até 21 de dezembro de 2001. Fernando de la Rua viu-se obrigado a renunciar ao cargo após a realização de uma série de manifestações de desagrado por parte da população e de terem ocorrido numerosos motins que resultaram em seu impeachment.

O descontentamento popular foi motivado por uma terrível crise financeira que afetou a Argentina nessa época. De La Rua acabou por ser substituído por Ramón Puerta.

Honrarias[editar | editar código-fonte]

A 14 de novembro de 2001, foi agraciado com o Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal.[3]

Referências

  1. a b «Biografia y vida de Fernando de la Rúa» (em espanhol). Consultado em 14 de maio de 2012. 
  2. Foucault, a Argentina e os abutres
  3. «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Fernando de la Rúa". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 2016-04-11. 
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