José Nobre Guimarães

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José Nobre Guimarães
Deputado federal pelo  Ceará
Período 1 de fevereiro de 2007
até atualidade
(4 mandatos consecutivos)
Dados pessoais
Nascimento 13 de fevereiro de 1959 (62 anos)
Quixeramobim, Ceará
Partido PT (1985-presente)
Profissão Advogado
linkWP:PPO#Brasil

José Nobre Guimarães (Quixeramobim, 13 de fevereiro de 1959) é um advogado e político brasileiro, deputado federal pelo Ceará eleito pelo Partido dos Trabalhadores.

Atuação política[editar | editar código-fonte]

Irmão de José Genoino (ex-presidente do Partido dos Trabalhadores - PT), deputado federal.[1] No Ceará, exerceu dois mandatos de deputado estadual, tendo sido, na maior parte desse período, líder do PT. Antes, presidiu o partido no estado durante oito anos. Foi eleito deputado federal em 2006, alcançando o maior número de votos pelo PT do Ceará [2] e reeleito em 2010 como o primeiro do PT e o segundo mais votado do Ceará.

Filho de agricultores de Quixeramobim, no sertão central cearense, José Nobre Guimarães começou sua militância política no movimento sindical e no Comitê Brasileiro pela Anistia. Filiou-se ao PT em 1985 e coordenou a campanha do PT que elegeu Maria Luiza Fontenele prefeita de Fortaleza. Em 1988 concluiu o curso de Direito na Universidade Federal do Ceará. Em 1989 coordenou no Ceará a campanha de Lula para a Presidência da República.

Eleito para a Câmara Federal pela primeira vez em 2006, com a maior votação do Ceará, Guimarães ganhou poder na Câmara. Tornou-se vice-líder do governo e passou a ser amplamente reconhecido como o homem que indicava a diretoria no Banco do Nordeste. No disputado campo de batalha da política nordestina, o BNB foi apontado em 2012 como território de José Guimarães.[3] Gress e Alencar são indicações de Guimarães na alta gestão do BNB.[4]

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José Adalberto Vieira da Silva, assessor de José Nobre Guimarães, foi flagrado com R$ 209.000 numa maleta de mão e US$ 100.000 em espécie, em sua cueca.[5] O assessor parlamentar foi detido pela Polícia Federal, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Guimarães solicitou a Kennedy Moura, assessor especial da presidência do Banco do Nordeste (BNB), e ex-assessor e tesoureiro de José Guimarães, que assumisse ser dono da quantia e não indicasse sua origem.[6] As investigações indicaram na ocasião que o dinheiro era propina recebida por Moura para acelerar empréstimos no banco.[7] Moura, indicado de Guimarães, já tinha envolvido o nome do político cearense no caso de uma licitação fraudulenta para contratação dos serviços da Cobra Tecnologia, subsidiária do Banco do Brasil. Outros oito parlamentares ou assessores foram denunciados por envolvimento naquele escândalo.[8]

Foi reeleito deputado federal em 2014, para a 55.ª legislatura (2015-2019). Votou contra o Processo de impeachment de Dilma Rousseff.[9] Posteriormente, votou contra a PEC do Teto dos Gastos Públicos[9] e contra a Reforma Trabalhista.[9][10] Em agosto de 2017 votou a favor do processo em que se pedia abertura de investigação do então Presidente Michel Temer.[9][11]

Foi reeleito deputado federal em 2018 conquistando a quarta maior votação no estado do Ceará com 173.039 votos. [12]

Referências

  1. Terra Networks (3 de janeiro de 2013). «Condenado no julgamento do mensalão, José Genoino toma posse como deputado». Consultado em 23 de Junho de 2013 
  2. «Folha Online - Especial - 2006 - Eleições - Apuração - Ceará - Deputado Federal». eleicoes.folha.uol.com.br. Consultado em 11 de outubro de 2019 
  3. Revista Época (8 de Junho de 2012). «Polícia Federal apura o desvio de mais de R$ 100 milhões do Banco do Nordeste». Consultado em 24 de Junho de 2013 
  4. Link vermelho
  5. Andrea Vianna (28 de junho de 2012). «Justiça livra José Guimarães de investigação dos dólares na cueca». Estadão. Consultado em 21 de agosto de 2015 
  6. Isabela Martin. «Fui chamado por uma razão de Estado». Fazenda.GOV. Consultado em 24 de Junho de 2013 
  7. Folha de S. Paulo (9 de Julho de 2005). «Petista preso diz ter obtido dinheiro com verduras». Consultado em 24 de Junho de 2013 
  8. Terra Networks (5 de Dezembro de 2005). «Oito são denunciados no caso dinheiro na cueca». Consultado em 24 de Junho de 2013 
  9. a b c d G1 (2 de agosto de 2017). «Veja como deputados votaram no impeachment de Dilma, na PEC 241, na reforma trabalhista e na denúncia contra Temer». Consultado em 11 de outubro de 2017 
  10. Redação (27 de abril de 2017). «Reforma trabalhista: como votaram os deputados». Consultado em 18 de setembro de 2017 
  11. Deutsche Welle; Carta Capital (3 de agosto de 2017). «Como votou cada deputado sobre a denúncia contra Temer». Consultado em 18 de setembro de 2017 
  12. «Resultado da apuração das Eleições 2018 - Ceará para governador, senador, deputado federal e deputado estadual». G1. Consultado em 11 de outubro de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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