Les comédiens sans le savoir

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Les comédiens sans le savoir
Autor(es) Honoré de Balzac
Idioma Francês
País  França
Série Scènes de la vie Parisienne
Editora Furne
Lançamento 1846
Cronologia
Les Employés ou La Femme supérieure
Les Petits Bourgeois

Les comédiens sans le savoir (em português Os comediantes sem o saberem) é um romance de Honoré de Balzac surgido em pré-publicação no Courier français em 1846, editado em volume no mesmo ano nas Cenas da vida parisiense da Comédia Humana da edição Furne. Foi editada novamente sob o título O provinciano em Paris em 1848 por Roux et Castanet.

O romance apresenta uma espécie de "inspeção de grupo ou ensaio geral" do conjunto de tipos sociais, silhuetas e personagens da Comédie humana vistos ao vivo, em ação, no lugar geográfico mais recorrente na obra: Paris.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Sylvestre Palafox-Castel-Gazonnal, dito Gazonnal, vai a Paris para tratar de um processo que lhe opôs o prefeito de seu departamento, os Pirineus Orientais, e que fora transferido ao Conselho de Estado. As aventuras de sua personagem principal são pretexto para a apresentação de uma galeria de retratos balzaquianos que vão da lorette (o rato de Ópera Ninette), ao diretor de jornal (Théodore Gaillard), do conselheiro Revenouillet à vendedora de toilette Madame Nourrison.

Travando relações com seu primo Léon Didas y Nora, pintor faceiro conhecido sob o nome de Mistigris (enviado ao castelo de Presles em Un début dans la vie), discípulo do barão Hippolyte Schinner (o pintor famoso de La Bourse), que se tornará um célebre paisagista e homem da moda, Gazonal descobre também a Paris dos elegantes no "Café de Paris". E graças à ajuda de Mistigris e de seus amigos (dentre eles a sedutora Jenny Cadine), Gazonal ganha seu processo.

Em primeiro plano, encontram-se naturalmente as personagens indispensáveis ao universo da Comédia Humana: Eugênio de Rastignac, Joseph Bridau, o poeta Melchior de Canalis, o pintor Dubordieu, Carabine, os tratantes Cérizet e Ferdinand du Tillet, Malaga, o barão de Nucingen, Maxime de Trailles e outros, como se o prório Balzac tivesse desejo de se demorar em seu mundo e fazer um inventário.

Trata-se mais de um mise-en-scène (bastante cenográfico) de uma compilação de esboços e retratos. Gazonal se apresenta um pouco como a testemunha da Comédia Humana, sendo a verdadeira protagonista do romance Paris e a vida parisiense, todos os bairros confundidos. "Há duas Paris: aquela dos salões, das atmosferas suaves, dos tecidos sedosos, dos bairros elegantes, e aquela mais infernal, das orgias, das ruelas sombrias (Ferragus), das mansardas miseráveis"[1]

Referências

  1. Jeanine Guichardet . Université de Paris III. Balzac, archéologue de Paris. Paris SEDES 1986. p. 374-384

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • (fr) Anthony R. Pugh, « Un Chapitre retrouvé des Comédiens sans le savoir: la Comédie gratis », L'Année balzacienne, Paris, Garnier Frères, 1967, p. 215-221
  • (pt) Honoré de Balzac. "A comédia humana". Org. Paulo Rónai. Porto Alegre: Editora Globo, 1954. Volume XI.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]