Pierre Grassou

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Pierre Grassou
Autor (es) Honoré de Balzac
Idioma Francês
País  França
Série Scènes de la vie privée
Editora volume colectivo Babel
Lançamento 1839
Cronologia
Último
Sarrasine
La Cousine Bette
Próximo

Pierre Grassou (às vezes adaptado para o português como Pedro Grassou[1] é uma novela de Honoré de Balzac publicada em 1839, que faz parte das Cenas da vida parisiense da Comédia Humana. O autor propõe nela uma reflexão sobre as relações da burguesia com a arte, mais particularmente a pintura. Ele sente pena da falta de discernimento do público nas exposições e a pretensão de pintores que nunca deram prova de seu talento. Ele cria aqui uma fábula bufona, tipo de farsa em que é preso quem crê prender. Balzac critica assim o nivelamento democrático que engendra um relativismo na arte, notadamente pela ausência de pré-seleção no salão. O obra é então julgada pelo “politicamente correto” do tema, os chouans depois da restauração e o autor, Grassou, maravilhosamente burguês.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Pierre Grassou, sob o nome de Fougères, onde ele nasceu, é um pintor medíocre que vive, de qualquer forma, de sua pintura, pois o velho inescrupuloso Elias Magus lhe pede cópias de grandes pintores: Ticiano, Rafael, e vários artistas reconhecidos que ele faz passar por pinturas autênticas. Elias Magus revende essas pinturas muito caro aos pequeno burgueses incapazes de apreciar a “boa pintura”. Furiosamente aficionado pela arte, monsieur Vervelle, vendedor de garrafas, muito rico, é trazido ao atelier de Pierre Grassou por Magus, que lhe faz crer que está diante de um grande mestre, que também possui economias. M. e Mme. Vervelle ficam encantados por esse jovem que rivaliza (copia) Rembrant, Rubens, e que seria um excelente marido para a filha deles. Pierre Grassou é convidado à Ville-d'Avray na mansão ridiculamente decorada dos burgueses, que contém nada menos que uma imensa coleção, onde o mau pintor reconhece suas próprias cópias, tidas pelo dono como legítimas. Evidentemente, ainda que pouco escrupuloso, Pierre Grassou tem ciência de sua mediocridade. Seus amigos lhe exortaram muito a trabalhar, a sair disso que eles consideram um impasse artístico, e que lhe é de fato, pois, apesar de sua fortuna, de seu bom casamento, das honras e do nível social que ele alcança finalmente, Pierre Grassou continua amargo, humilhado pelo desprezo dos verdadeiros artistas e não conhece a alegria que desejava. Um pintor falho é sempre infeliz, é a moral da fábula.

Referências

  1. Honoré de Balzac. A comédia humana. Org. Paulo Rónai. Porto Alegre: Editora Globo, 1954. Volume IX

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • (fr) Martin Babelon, « Pierre Grassou ou le jeu du faux », L'Année balzacienne, 1989, n° 10, p. 261-274.
  • (fr) Alain-Philippe Durand, « Grassou et Frenhofer : Chef-d’œuvre connu ou inconnu ? », Romance Quarterly, Summer 1997, n° 44 (3), p. 131-42.
  • (fr) Henri Kieffer, « Précisions sur le peintre Drölling », L’Année balzacienne, 1991, n° 12, p. 447-54.
  • (fr) Gérald Rannaud, « Féder et Pierre Grassou, un compagnonnage littéraire ? », Littératures, aut. 2002, n° 47, p. 137-53.
  • (fr) Bertrand Vibert, « Féder ou la 'soutenable légèreté' ? Sur l’incipit », Littératures, print. 2000, n° 42, p. 85-97.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]