Móveis Coloniais de Acaju

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Móveis Coloniais de Acaju
Integrantes da banda em uma apresentação.
Informação geral
Origem Brasília, Distrito Federal
País Brasil
Gênero(s)
Período em atividade 1998–2016
Gravadora(s) Trama (2005-2012)
Som Livre (2013-presente)
Integrantes André Gonzales
Fernando Jatobá
Beto Mejía
Eduardo Borém
Esdras Nogueira
Fabio Pedroza
Paulo Rogério
Anderson Nigro
Fabrício Ofuji
Ex-integrantes Leonardo Bursztyn
Renato Rojas
BC
Gabriel Coaracy
Alexandre Bursztyn
Página oficial Site Oficial

Móveis Coloniais de Acaju foi uma banda brasileira de pop rock e art rock, com influências do indie rock, pós-punk, garage rock, ska e música típica brasileira.

Surgida em 1998 em Brasília, originalmente conhecida pelo público brasiliense pela sigla MCA[1], a banda possui três álbuns lançados: Idem (2005), C mpl te (2009)[2] e De Lá até Aqui (2013).[3]

A origem do nome da banda, entre outras versões, é baseada em um evento histórico fictício, a Revolta do Acaju - um suposto conflito unindo índios e portugueses contra os ingleses na Ilha do Bananal.[4][5]

Em 26 de setembro de 2016, após 18 anos de estrada, a banda informou que fará uma pausa com tempo indeterminado em suas atividades.[6]

História[editar | editar código-fonte]

A Revolta do Acaju[editar | editar código-fonte]

O nome da banda é uma homenageiam a um episódio fictício da história brasileira, a Revolta do Acaju. Segundo Fabrício Ofuji[7], a Revolta teria acontecido por volta do Séc. XVIII, ao fim do Período Colonial, quando os ingleses, após serem derrotados diversas vezes tentando invadir o país, teriam decidido invadi-lo pelas vias fluviais da Região Norte.

Os ingleses então teriam invadido e se instalado na Ilha do Bananal sem o conhecimento de Portugal. Os invasores teriam começado a produzir móveis da madeira local, um cedro de tom avermelhado (chamado popularmente de “Acaju”). Ao descobrirem sobre a invasão, os portugueses teriam juntado colonizadores, índios e escravos para expulsarem os ingleses da Ilha. Os portugueses saem da Revolta vitoriosos e resolvem queimar os móveis produzidos pelos ingleses (ou “móveis coloniais”), como uma forma de celebração.[4]

Formação da banda[editar | editar código-fonte]

Formada em 1998, iniciou shows memoráveis na Tenda Comunitária da Universidade de Brasília.[1] Dois anos depois já despontava no cenário nacional. A participação no Porão do Rock de 2000 garantiu à banda uma série de participações em festivais do Brasil e aparições em veículos de imprensa nacionais.[6]

Em "termos gastronômicos", o som de Móveis Coloniais de Acaju já foi denominado pelos próprios membros de "feijoada búlgara". É possível perceber o rock e ska com a influência de ritmos do leste europeu e música brasileira.[8]

Seu primeiro disco, Idem, lançado em 2005, produzido por Rafael Ramos, com tiragem inicial de 3 mil cópias.[1] O álbum teve boa aceitação e atingiu a marca de duas mil cópias vendidas nos dez primeiros dias.[1]

Sem Palavras, o single lançado em 2007 pela banda, ficou em 21ª posição na lista das 50 melhores músicas do ano na revista Rolling Stone.[9][10]

Em 2008, a banda realizou turnê pela Europa.[6]

Em 2009, a banda lançou o single Falso Retrato (U-HU) e preparou novas músicas em parcerias com os poetas brasileiros, formando o álbum C mpl te, considerado o quinto melhor disco do ano pela revista Rolling Stone.[6]

Em 2014, a banda criou "Móveis Axé 90", evento de carnaval que tinha no repertório sucessos dos anos 90[11] e se apresentou em palcos de todo o Brasil.[6]

Grandes Apresentações[editar | editar código-fonte]

A banda tem passagem em eventos como o Brasília Music Festival (2003), Curitiba Rock Festival (2005), Bananada (2003 e 2004), Porão do Rock (2000, 2005, 2007 e 2008), no Festival de MPB da UNESP de Ilha Solteira (2008), FMB (Feira Música Brasil) em Recife em 2009, João Rock, em 2015[12], e, o principal, no Rock In Rio 2011.[13]

Entre shows e festivais, o grupo esteve ao lado de bandas americanas como Weezer, Live, Alanis Morissette, Simply Red, Slackers e Voodoo Glow Skulls; a venezuelana Desorden Público; e as conhecidas brasileiras Charlie Brown Jr., Ultraje a Rigor, Ira!, Pato Fu, Barão Vermelho, Dead Fish e Los Hermanos.

Participaram também do Festival Indie Rock, em 2007, se apresentando ao lado de bandas nacionais e estrangeiras de indie rock, entre elas The Magic Numbers, The Rakes, e as brasileiras Moptop e Nação Zumbi.[14]

Festival Móveis Convida[editar | editar código-fonte]

O contato com as bandas, o aprendizado da estrada e o carinho por Brasília contribuíram para que a banda criasse seu próprio festival, o Móveis Convida. Da primeira edição, ainda em experiência (no fim de 2005[6]) à última (em abril de 2009, que marcou a estreia das novas músicas) passaram mais de 20 bandas (de atrações renomadas como Pato Fu, Los Hermanos e Black Drawing Chalks) e um público médio de quatro mil pessoas por edição. O festival, no entanto, deixa de ser da banda em 2014; sendo organizado somente pelo seu baixista e pelo seu produtor.

Foram realizadas 17 edições nos 11 anos de atividade.[6]

Shows de Despedida[editar | editar código-fonte]

Após 18 anos de estrada, a banda anunciou uma pausa em suas atividades sem tempo determinado, porém, em respeito e consideração a sua legião de fãs, realizaram diversos shows de "Adeus" ou quem sabe "até breve":

Remobília[editar | editar código-fonte]

Em 30 de março de 2020, os ex-integrantes André Gonzales, Beto Mejía, Esdras Nogueira, Fernando Jatobá e Gustavo Dreher retomam parceria no projeto Remobília.[15][16][17]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Última Formação[editar | editar código-fonte]

Ex-integrantes[editar | editar código-fonte]

  • Renato Rojas (bateria) – 1998 - 2008
  • Leonardo Bursztyn (guitarra) – 1998 - 2008
  • BC (guitarra) – 2005 - 2013
  • Xande Bursztyn (trombone) - 1998 - 2014
  • Gabriel Coaracy (bateria) - 2009 - 2015

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

EP's[editar | editar código-fonte]

Singles[editar | editar código-fonte]

A banda lançou seis singles:[18]

DVD's[editar | editar código-fonte]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Premiação Categoria Indicação Resultado Ref
2010 Prêmio Multishow 2010 Experimente Móveis Coloniais de Acaju Venceu [20]
2011 MTV Video Music Brasil Videoclipe do ano O Tempo Indicado [21]
2011 MTV Video Music Brasil Webclipe Dois Sorrisos Indicado [21]

Referências

  1. a b c d e «Móveis Coloniais de Acaju: o triunfo da independência - CartaCapital». www.cartacapital.com.br. Consultado em 16 de abril de 2022 
  2. Twintrevista: Faça sua pergunta para Móveis Coloniais de Acaju
  3. «7 bandas nacionais das quais sentimos falta». Tenho Mais Discos Que Amigos!. 8 de julho de 2021. Consultado em 16 de abril de 2022 
  4. a b «Mente Aberta - NOTÍCIAS - A Revolta do Acaju nunca aconteceu». revistaepoca.globo.com. Consultado em 16 de abril de 2022 
  5. [1]
  6. a b c d e f g Alexandre BastosDo G1 DF (26 de setembro de 2016). «Móveis Coloniais de Acaju anuncia pausa 'por tempo indeterminado'». Distrito Federal. Consultado em 16 de abril de 2022 
  7. Mafra, Gustavo (27 de junho de 2017). «A Revolta do Acaju e Outras Histórias». "Gugacast". Consultado em 30 de abril de 2019 
  8. Móveis Coloniais de Acaju se define como "feijoada búlgara" Terra
  9. «50 Melhores Músicas do Ano (2007)». Consultado em 16 de fevereiro de 2008. Arquivado do original em 26 de fevereiro de 2008 
  10. Melhores Músicas de 2007 - Rolling Stone[ligação inativa]
  11. DF, Do G1 (30 de julho de 2014). «Com hits de axé dos anos 90, Móveis Coloniais de Acaju faz show no DF». Distrito Federal. Consultado em 16 de abril de 2022 
  12. Franca, Do G1 Ribeirão e (13 de junho de 2015). «João Rock 2015 espera 40 mil fãs neste sábado em Ribeirão Preto, SP». João Rock 2015. Consultado em 16 de abril de 2022 
  13. «E agora, mercado?». Poppycorn. Consultado em 4 de março de 2011. Arquivado do original em 21 de dezembro de 2007 
  14. Eduardo Viveiros (28 de julho de 2007). «Móveis Coloniais de Acaju anima Festival Indie Rock». Terra. Consultado em 4 de março de 2011 
  15. Izel', 'Adriana (27 de junho de 306). «Remobília: Conheça projeto composto por parte do Móveis Coloniais de Acaju». Acervo. Consultado em 16 de abril de 2022  Verifique data em: |data= (ajuda)
  16. Moia, Marina (6 de abril de 2020). «Remobília: Integrantes de Móveis Coloniais de Acaju formam nova banda». Nação da Música. Consultado em 16 de abril de 2022 
  17. Amigos, Tenho Mais Discos Que (23 de setembro de 2020). «Remobília irradia calor e amor com o novo clipe de "Sol no Rosto"». Tenho Mais Discos Que Amigos!. Consultado em 16 de abril de 2022 
  18. «No Mormaço da música brasileira». Tribuna do Norte. 9 de julho de 2010. Consultado em 4 de março de 2011 
  19. «Dois sorrisos - novo single em parceria com Móveis Coloniais de Acaju». 14 de junho de 2011. Consultado em 7 de julho de 2011. Arquivado do original em 6 de julho de 2011 
  20. «EXPERIMENTE: Móveis Coloniais de Acaju». Multishow. Globo.com. Consultado em 8 de agosto de 2013 
  21. a b «MTV Video Music Brasil 2011». Wikipédia, a enciclopédia livre. 1 de fevereiro de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Móveis Coloniais de Acaju