Marcio Pochmann

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Marcio Pochmann
Pochmann em 2007
Presidente da Fundação Perseu Abramo
Período 14 de dezembro de 2012[1]
até 3 de abril de 2020[2]
Antecessor Nilmário Miranda[3]
Sucessor Aloizio Mercadante[2]
Presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
Período 14 de agosto de 2007[4]
até 5 de junho de 2012[5]
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Antecessor Luiz Henrique Proença Soares[6]
Sucessor Marcelo Côrtes Neri[6]
Secretário do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da cidade de São Paulo
Período 2001 a 2004[7]
Prefeita Marta Suplicy[7]
Dados pessoais
Nascimento 19 de abril de 1962 (58 anos)[8]
Venâncio Aires, Rio Grande do Sul[8]
Nacionalidade brasileiro[8]
Progenitores Mãe: Lilian Therezinha Pochmann[9]
Pai: Clyde Alfredo Pochmann[9]
Alma mater Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Centro Universitário do Distrito Federal
Universidade Estadual de Campinas[9][10]
Prêmio(s) Prêmio Jabuti[9]
Esposa Daisy[11]
Filhos Dois[9]
Partido PT (2011-presente)
Profissão Economista, pesquisador, político, professor[8][7]

Marcio Pochmann (Venâncio Aires, 19 de abril de 1962) é um economista, pesquisador, professor e político brasileiro. Foi presidente da Fundação Perseu Abramo de 2012 a 2020, bem como presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada entre 2007 e 2012 e secretário municipal de São Paulo de 2001 a 2004.[7][12] Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), não obteve êxito em suas candidaturas aos cargos de prefeito de Campinas em 2012 e 2016 e de deputado federal em 2018.[13][14]

Doutor em Ciências Econômicas, Pochmann é professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desde 1989.[9][10] Também trabalhou em outras instituições de ensino, como pesquisador em universidades europeias e como consultor.[9] Enquanto escritor, foi autor de dezenas de livros sobre economia, desenvolvimento e políticas públicas.[10] Foi agraciado com o Prêmio Jabuti em 2002.[9]

Família e educação[editar | editar código-fonte]

Pochmann nasceu em Venâncio Aires, no Rio Grande do Sul, em 1962,[8] sendo filho de Clyde Pochmann e de Lilian Pochmann.[9] É casado com Daisy,[11] com quem teve dois filhos.[9] Em 1984, graduou-se em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).[15] De 1985 e 1988, cursou pós-graduação em Ciências Políticas no Centro Universitário do Distrito Federal, em Brasília, Distrito Federal.[9]

Em 1993, Pochmann concluiu doutorado em Ciências Econômicas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp),[9][10] defendendo a dissertação intitulada Políticas do Trabalho e de Garantia de Renda no Capitalismo em Mudança.[16]

Carreira acadêmica[editar | editar código-fonte]

Enquanto residia na capital federal, Pochmann trabalhou como supervisor no escritório regional do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e como docente na Universidade Católica de Brasília.[9] Tendo se mudado para São Paulo em 1989, foi pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho. No mesmo ano, passou a exercer a docência no Instituto de Economia da Unicamp.[9][17]

Pochmann foi pesquisador visitante em universidades da França, Itália e Inglaterra. Como consultor, trabalhou no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e em órgãos das Nações Unidas, incluindo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).[9]

Cargos públicos e partidários[editar | editar código-fonte]

Pochmann em 2010

Em 2001, Pochmann foi designado secretário municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da cidade de São Paulo pela prefeita Marta Suplicy. Nesta função, foi responsável pela gestão de programas de inclusão social e geração de empregos.[18]

Em 2007, Pochmann assumiu a presidência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), após receber convite do ministro Mangabeira Unger.[4][18] Na época, o Ipea possuía 500 servidores. A escolha de Pochmann para o cargo foi considerada um fortalecimento da ala desenvolvimentista do governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva.[19]

Em 2012, o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores nomeou Pochmann como presidente da Fundação Perseu Abramo, o think tank do partido.[20][21] Pochmann exerceu a função durante dois mandatos, sendo substituído por Aloizio Mercadante em 2020.[2]

Candidaturas eleitorais[editar | editar código-fonte]

Em 2012, Pochmann deixou a presidência do Ipea para concorrer à prefeitura de Campinas na eleição de outubro.[22] Sua candidatura havia sido incentivada pelo ex-presidente Lula.[23] Dentre as coligações, Pochmann conseguiu os apoios dos partidos, PTC, PRP e PSD, tendo como vice a empresária e presidente da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), Adriana Flosi filiada ao PSD.[24] No primeiro turno, Pochmann recebeu 28,6% dos votos, ante 47,6% de Jonas Donizette,[25] que foi eleito na segunda votação com 57,7% dos votos válidos.[26]

Marcio Pochmann e Adriana Flosi em discurso final na campanha de 2012

Em 2016, Pochmann concorreu novamente a prefeitura campineira, dessa vez sem coligação candidatou-se em chapa pura com a pedagoga Vera Faria não conseguindo fazer coligações, o que deve-se a um momento negativo do PT em 2016, e obteve 15% dos votos, ocupando o terceiro lugar da disputa, sendo superado por Donizette e Artur Orsi (PSD).[27][28][29] Nas eleições estaduais de 2018, concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados. Não obteve votação suficiente para ser eleito, alcançando 53.261 mil votos, ou 0,25% dos votos válidos.[14]

Desempenho eleitoral[editar | editar código-fonte]

Ano Cargo Votos Resultado Ref.
2012 Prefeito de Campinas 231.420 Não Eleito [30]
2016 Prefeito de Campinas 74.434 Não Eleito [31]
2018 Deputado federal por São Paulo 53.261 Não Eleito [32]

Publicações[editar | editar código-fonte]

Pochmann publicou até 2015 cinquenta livros sobre economia, desenvolvimento e políticas públicas.[12] Em 2002, foi agraciado com o Prêmio Jabuti na categoria "Economia, Administração, Negócios e Direito" com seu livro A Década dos Mitos.[33] Pochmann também recebeu o mesmo prêmio com outros escritores: como colaborador de Latinoamericana – Enciclopédia contemporânea da América Latina e Caribe em 2007[34] e de Crescimento Econômico e Distribuição de Renda em 2008.[35] Entre seus livros publicados, a Boitempo Editorial destacou: O emprego na globalização (2001), O emprego no desenvolvimento da nação (2008), Margem Esquerda n°15 (2010), Nova classe média? O trabalho na base da pirâmide social brasileira (2012), Margem Esquerda 23: Dossiê: Brasil, que desenvolvimento? (2014), O mito da grande classe média (2014) e Margem Esquerda 29 (2017).[7]

Distinções[editar | editar código-fonte]

Pochmann discursando na tribuna do Senado Federal, em 2015

Pochmann foi agraciado com as seguintes distinções:

2010 - Comendador da Ordem de Rio Branco, pela Presidência da República;[36]

2008 - Prêmio Jabuti (50.º Prêmio Jabuti), área de Economia, Administração e Negócios, pelo livro Crescimento Econômico e Distribuição de Renda (em conjunto);[7]

2007 - Prêmio Jabuti (49.º Prêmio Jabuti), área Ciências Sociais, pela Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe (em conjunto);[34]

2007 - Personalidade Econômica do Ano, do Conselho Federal de Economia;[37]

2003 - Comendador da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, do Tribunal Superior do Trabalho;[38]

2002 - Prêmio Jabuti (44.º Prêmio Jabuti), área de Economia, Administração e Negócios, pelo livro A Década dos Mitos.[39]

Referências

  1. «Márcio Pochmann será presidente da Fundação Perseu Abramo». Sul21. 10 de dezembro de 2012. Consultado em 26 de julho de 2020 
  2. a b c «Conselho Curador da FPA aprova nova diretoria». Fundação Perseu Abramo. 3 de abril de 2020. Consultado em 26 de julho de 2020 
  3. «Sobre a posse da nova diretoria e do novo Conselho Curador da FPA». Fundação Perseu Abramo. 8 de dezembro de 2008. Consultado em 26 de julho de 2020 
  4. a b «Marcio Pochmann assume presidência do Ipea». Agência FAPESP. 15 de agosto de 2007. Consultado em 26 de julho de 2020 
  5. «Marcio Pochmann deixa a presidência do Ipea». G1. 4 de junho de 2012. Consultado em 26 de julho de 2020 
  6. a b «Quem somos - Galeria de Presidentes». Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. 2019. Consultado em 26 de julho de 2020 
  7. a b c d e f «Marcio Pochmann». Boitempo Editorial. 2017. Consultado em 26 de julho de 2020 
  8. a b c d e «Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais: MARCIO POCHMANN». Tribunal Superior Eleitoral. 2012. Consultado em 26 de julho de 2020 
  9. a b c d e f g h i j k l m n o «Marcio Pochmann». Anita Garibaldi. 2010. Consultado em 26 de julho de 2020 
  10. a b c d «MARCIO POCHMANN: currículo». CNseg. 2020. Consultado em 26 de julho de 2020 
  11. a b «Marcio Pochmann veste as cores do partido na hora do voto em Campinas». G1. 28 de outubro de 2012. Consultado em 26 de julho de 2020 
  12. a b Cláudia Regina (25 de setembro de 2015). «Marcio Pochmann». Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. Consultado em 26 de julho de 2020 
  13. «PT confirma candidatura de Marcio Pochmann à Prefeitura de Campinas». G1. 30 de julho de 2016. Consultado em 26 de julho de 2020 
  14. a b «Marcio Pochmann 1318». Gazeta do Povo. 2018. Consultado em 26 de julho de 2020 
  15. «Marcio Pochmann». Biblioteca Virtual da FAPESP. 2020. Consultado em 26 de julho de 2020 
  16. «"Há uma transformação no mundo do trabalho, que veio para ficar"». Revista do Instituto Humanista Unisinos. 23 de abril de 2017. Consultado em 26 de julho de 2020 
  17. Márcio Pochmann (Novembro de 2000). «O desafio de uma nova geração». Unicamp. Consultado em 26 de julho de 2020 
  18. a b «Pochmann aceita convite de Mangabeira para o Ipea». Folha de S. Paulo. 11 de agosto de 2007. Consultado em 26 de julho de 2020 
  19. Célia Froufe (7 de agosto de 2011). «Pochmann é escolhido para presidir Ipea». O Estado de S. Paulo. Consultado em 26 de julho de 2020 
  20. «Márcio Pochmann é o novo presidente da Fundação Perseu Abramo». Democracia Socialista. 11 de dezembro de 2012. Consultado em 26 de julho de 2020 
  21. «Think tank do PT – Dilma é convidada para presidir Fundação Perseu Abramo». Sindicato dos Policiais Civis do Ex-território de Rondônia. Consultado em 26 de julho de 2020 
  22. «Pochmann deixa Ipea para ser candidato do PT em Campinas». Terra. 4 de junho de 2012. Consultado em 26 de julho de 2020 
  23. «Lula quer candidato 'anticorrupção' em Campinas, diz jornal». Terra. 4 de setembro de 2011. Consultado em 26 de julho de 2020 
  24. «Candidatos, partidos e coligações» (PDF). MPF 
  25. «Jonas Donizette e Marcio Pochmann vão para o 2º turno em Campinas, SP». G1. 7 de outubro de 2012. Consultado em 26 de julho de 2020 
  26. Fernando Pacífico e Leandro Filippi (28 de outubro de 2012). «'Não nos sentimos derrotados', diz Marcio Pochmann em Campinas». G1. Consultado em 26 de julho de 2020 
  27. «Jonas Donizette, do PSB, é reeleito prefeito de Campinas, SP». G1. 2 de outubro de 2016. Consultado em 26 de julho de 2020 
  28. «'Política não é carreira', diz Marcio Pochmann». Blog da Rose. 29 de agosto de 2016. Consultado em 30 de julho de 2020 
  29. «Vera Faria 13 PT (Vice-Prefeita) Campinas - Guia Eleições 2016». Guia dos Candidatos. Consultado em 30 de julho de 2020 
  30. «Apuração das Eleições 2012 em Campinas | Campinas e Região». G1. Consultado em 30 de julho de 2020 
  31. «UOL Eleições 2016 Campinas/SP: Apuração de votos, resultado, prefeito e vereadores eleitos». UOL Eleições. Consultado em 30 de julho de 2020 
  32. «Senadores e deputados federais/estaduais eleitos: Apuração e resultado das Eleições 2018 SP». UOL Eleições 2018. Consultado em 30 de julho de 2020 
  33. «Infantil e didático são eleitos melhores livros de 2001 e ganham o Jabuti». Folha de S. Paulo. 2002. Consultado em 26 de julho de 2020 
  34. a b «Enciclopédia sobre a história da América Latina ganha Prêmio Jabuti». Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. 5 de novembro de 2007. Consultado em 26 de julho de 2020 
  35. «Valorização da pesquisa e da reflexão». Universidade de São Paulo. 6–12 de outubro de 2008. Consultado em 26 de julho de 2020 
  36. «DECRETO S/Nº, DE 15/04/2010 - DOU 16/04/2010». Palácio do Planalto. Síntese. 15 de abril de 2010. Consultado em 26 de julho de 2020 
  37. «Personalidade Econômica». Conselho Federal de Economia. 2017. Consultado em 26 de julho de 2020 
  38. «MÁRCIO POCHMANN: TRABALHO RURAL ESTÁ FADADO À EXTINÇÃO». Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região. Jus Brasil. 2007. Consultado em 26 de julho de 2020 
  39. «PREMIADOS 2002 - ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO, NEGÓCIOS E DIREITO». Prêmio Jabuti. 2002. Consultado em 26 de julho de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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