Maria Ana Josefa de Áustria

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Maria Ana Josefa
Arquiduquesa da Áustria
Retrato de Maria Ana Josefa da Áustria
Princesa herdeira do Palatinado
 
Cônjuge João Guilherme, Eleitor Palatino
Casa Habsburgo (por nascimento)
Wittelsbach-ramo Palatino (por casamento)
Nascimento 30 de dezembro de 1654
  Ratisbona, Eleitorado da Baviera
Morte 14 de abril de 1689 (34 anos)
  Viena, Arquiducado da Áustria
Pai Fernando III, Sacro Imperador Romano-Germânico
Mãe Leonor de Gonzaga-Nevers

Maria Ana Josefa de Áustria (em alemão: Maria Anna Josepha von Habsburg; Ratisbona, 30 de dezembro de 1654Viena, 14 de abril de 1689), era uma arquiduquesa da Áustria, e princesa real da Hungria e Boêmia que, por casamento, se tornou princesa eleitoral do Palatinado.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Maria Ana Josefa era a filha mais nova do terceiro casamento do Fernando III de Habsburgo, Sacro Imperador Romano-Germânico, com Leonor de Gonzaga-Nevers, princesa de Mântua.

O imperador Fernando III de Habsburgo

Do seu primeiro casamento, Fernando III de Habsburgo tivera diversos filhos dos quais se destacam: Fernando Francisco (1633-1654), que reinará na Hungrie e Boêmia como Fernando IV, mas que morre prematuramente apenas com 21 anos, três anos antes do pai; o arquiduque Leopoldo (1640-1705), que se torna Imperador em 1657, como Leopoldo I; e Maria Ana (1635-1696), que vem a ser rainha de Espanha e mãe do último Habsburgo espanhol, Carlos II (1661-1700).

Do seu segundo casamento o imperador teve um filho, Carlos José (1649-1664), que veio a ser Grão-Mestre da Ordem Teutónica.

É do terceiro casamento que nasce Maria Ana Josefa. Os seus pais já anteriormente tinham tido duas filhas: Teresa Maria Josefa (1652-1653), e Leonor Maria Josefa (1653-1697). Esta segunda filha, próxima de Maria Ana Josefa, viria a tornar-se pelo primeiro casamento rainha da Polónia e, pelo segundo casamento, duquesa da Lorena.

Após Maria Ana Josefa, a mãe dera ainda à luz um filho, Fernando José Alois (1657-1658), nascido no ano da morte do pai, e que viria a falecer no ano seguinte.

Maria Ana Josefa tinha apenas três anos quando seu pai faleceu, e guardava poucas recordações do homem sombrio e neurótico, marcado pela desastrosa Guerra dos Trinta Anos, que devastara toda a Alemanha. Assim, ela cresce durante o reinado do seu meio irmão mais velho, Leopoldo I, educada por sua mãe, senhora bondosa, piedosa e muito culta. Poetisa de talento, ela foi, durante toda a sua vida, a alma e o dinamismo da vida cultural de Viena.

Em 1670, Maria Ana Josefa teve a grande tristeza de ver a sua querida irmã, Leonor, partir para Varsóvia, para casar com o rei da Polónia, Miguel I Wiśniowiecki (1640-1673), reconhecidamente alcoólico e impotente. Para felicidade das duas irmãs, Leonor fica rapidamente viúva, regressando para junto da família. Mas, cinco anos mais tarde, volta a casar desta vez por amor, com Carlos V, duque da Lorena e de Bar (1643-1690).

Casamento e descendência[editar | editar código-fonte]

Busto de João Guilherme de Wittelsbach, por Jan Van Delen, 1703

Também nesse ano, Maria Ana Josefa viria a casar. O matrimónio ocorreu a 25 de outubro de 1678 en Wiener Neustadt, com João Guilherme, principe herdeiro do Eleitorado do Palatinado (1658-1716), e irmão da Sacra-Imperatriz Leonor Madalena.

Para celebrar o matrimónio con a filha do imperador, o Eleitor Palatino cedeu, em 1679, ao noivo (seu filho e herdeiro) o título de duque de Jülich e Berg. A cerimónia foi celebrada pelo Arcebispo Leopoldo Carlos von Kollonitsch e, para comemorar o acontecimento, sua cunhada, a imperatriz Leonor mandou erigir uma coluna mariana na praça principal de Wiener Neustadt. Após o casamento , os noivos foram viver para Dusseldórfia, onde tinham uma luxuosa corte.

O ramo do Palatinado-Neuburgo era reputado pela sua enorme fecundidade e, para além da imperatriz, Maria Ana Josefa contava ainda como cunhadas a rainha de Portugal, a rainha de Espanha, a Duquesa de Parma e a Princesa Sobieski.

Mas apesar disso, Maria Ana Josefa não teve a mesma sorte e as suas duas gravidezes originam bebés mortos:

Profundamente afetada, ela morre de tuberculose em 1689, com apenas 35 anos.

Ascendência[editar | editar código-fonte]

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carlos II de Áustria
 
 
 
 
 
 
 
Fernando II, Sacro Imperador Romano-Germânico
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maria Ana de Baviera
 
 
 
 
 
 
 
Fernando III, Sacro Imperador Romano-Germânico
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Guilherme V da Baviera
 
 
 
 
 
 
 
Maria Ana de Baviera
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Renata de Lorena
 
 
 
 
 
 
 
Maria Ana Josefa
Arquiduquesa da Áustria
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carlos I de Mântua
 
 
 
 
 
 
 
Carlos II Gonzaga
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Catarina de Mayenne
 
 
 
 
 
 
 
Leonor de Gonzaga-Nevers
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Francisco IV Gonzaga
 
 
 
 
 
 
 
Maria de Mântua
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Margarida de Saboia
 
 
 
 
 
 


Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • (em alemão) Constantin Wurzbach, Biographisches Lexikon des Kaisertums Österreich (Dicionário Biográfico do Império da Áustria), Viena, 1861, Vol. VII, p. 29 (versão online)
  • (em alemão) Harm Klueting, Wolfgang Schmale: Das Reich und seine Territorialstaaten im 17. und 18. Jahrhundert”, Vol. 10, LIT Verlag, Münster, 2004, Pag. 69

Referências[editar | editar código-fonte]