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Maria Lamas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Maria Lamas
Maria Lamas
Nome completoMaria da Conceição Vassalo e Silva da Cunha Lamas
Pseudónimo(s)Serrana d'Ayre, Rosa Silvestre, Armia
Nascimento
Morte
6 de dezembro de 1983 (90 anos)

Nacionalidadeportuguesa
CônjugeTeófilo José Pignolet Ribeiro da Fonseca (1911-1920, 2 filhas)
Alfredo da Cunha Lamas (1921-1953, 1 filha)
OcupaçãoEscritora, tradutora, jornalista e activista política.
Magnum opus"As Mulheres do Meu País" (1947-1950)

Maria da Conceição Vassalo e Silva da Cunha Lamas OSEGOL (São Pedro, Torres Novas, 6 de Outubro de 1893Alcântara, Lisboa, 6 de Dezembro de 1983) foi uma escritora, tradutora, jornalista e conhecida ativista política feminista portuguesa.[1]

Biografia

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Maria da Conceição Vassalo e Silva nasceu a 6 de Outubro de 1893 na freguesia de São Pedro, em Torres Novas, distrito de Santarém, e foi batizada nessa freguesia a 22 de outubro de 1893, como filha de Maria da Encarnação Vassalo e Silva, natural de Alcanena (então ainda pertencente ao concelho de Torres Novas), e de Manuel Caetano da Silva, lojista, natural de Mação.[2]

Os pais eram ambos oriundos de famílias burguesas — católicos e devotos do lado materno, republicanos e maçónicos do lado paterno. Era irmã mais velha de Manuel António Vassalo e Silva, que viria a ser o último governador da Índia Portuguesa, e prima das escritoras Maria Lúcia Vassalo Namorado e Alice Vieira.

Primeiros Anos de Vida

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Frequentou a escola primária do Conde Ferreira e completou os seus estudos no Colégio das Teresianas de Jesus Maria José, em Torres Novas, em regime de internato, a pedido de sua mãe.

Poucos anos depois, a 10 de março de 1911, com 17 anos de idade, casou-se com Teófilo José Pignolet Ribeiro da Fonseca, então com 24 anos, natural de Macau, republicano e oficial da Escola Prática de Cavalaria de Torres Novas, filho de António Marciano Ribeiro da Fonseca, general reformado, natural do Porto, e de Antoinette Émilie Pignolet, doméstica, natural de Paris.[3] Este foi o primeiro casamento civil celebrado na localidade. Ainda em 1911, já grávida, Maria não hesitou em acompanhar o marido em missão num presídio militar em Capelango, Angola. Alguns meses depois, nasceu a sua primeira filha, de nome Maria Emília.

Pouco tempo depois, a relação tornou-se atribulada e, em 1913, apesar de se encontrar novamente grávida, Maria decidiu deixar o marido e regressar a Portugal. Disposta a conseguir o divórcio e a lutar pela tutela das filhas, Maria Emília e Maria Manuela (que nasceria ainda nesse mesmo ano), a sua imagem popular foi gravemente abalada, não só por à época o divórcio e a emancipação da mulher serem ainda tema tabu na tradicionalista e conservadora sociedade portuguesa, mas também por Maria ter dirigido, em público, vários ataques verbais insultuosos contra o marido.

Com o avançar da Primeira Guerra Mundial e a partida do marido para a frente de combate na Flandres e depois em França, Maria Lamas foi obrigada a procurar uma forma de sustento para si e as filhas. Começou a trabalhar na Agência Americana de Notícias pela mão da jornalista e amiga Virgínia Quaresma e a escrever para os jornais Correio da Manhã e A Época. Tornou-se assim uma das primeiras mulheres jornalistas profissionais em Portugal.

Anos 1920

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A 27 de fevereiro de 1920, foi finalmente decretado o divórcio, por mútuo consentimento, de Teófilo José Ribeiro da Fonseca [4].[3][2], o que permitiu a Maria casar-se em segundas núpcias, a 25 de abril de 1921, em Lisboa, com o jornalista e apoiante monárquico Alfredo da Cunha Lamas, que havia conhecido ao trabalhar no jornal A Época. Alfredo da Cunha Lamas, então com 42 anos e também já divorciado de Albertina Pereira da Silva, era natural de Lisboa e filho de António da Cunha Lamas e de Cândida Rita de Carvalho, também naturais de Lisboa.[5] Deste segundo casamento, nasceu uma filha, Maria Cândida. Contudo, devido às diferenças ideológicas e à incompatibilidade de temperamentos, Maria e Alfredo separaram-se pouco depois do nascimento da filha. Na realidade, nunca se divorciaram, o que explica que Maria tenha conservado o apelido Lamas. Alfredo da Cunha Lamas faleceu a 4 de outubro de 1953, na freguesia de Camões (Coração de Jesus), em Lisboa, e Maria Lamas passou ao estado de viúva, com que viria a falecer, porquanto não voltou a casar-se.[5]

Como jornalista, durante esse período, colaborou nos jornais O Século, O Almonda, A Joaninha, A Voz, A Capital e o Diário de Lisboa, assim como publicou poemas ("Os Humildes", 1923), crónicas, novelas, folhetins, romances (Diferença de raças, 1923; "Caminho Luminoso", 1927; "Para Além do Amor", 1935; "Ilha Verde", 1938), textos para crianças, adolescentes e mulheres, estes últimos com um cariz mais interventivo e político sobre a reivindicação dos direitos das mulheres [6].

Em 1928, passou a dirigir o suplemento Modas & Bordados do jornal O Século, a convite do escritor e redator Ferreira de Castro, invertendo o prejuízo da revista em lucro logo nas suas primeiras edições, através da adoção de um discurso «de mulher para mulher» em que se debatiam temas que questionavam os padrões tradicionais e conservadores das mulheres na sociedade. Maria Lamas assumiu a direção deste suplemento em 1930.[7]

Também por esta altura, começou a falar sobre o direito à felicidade, a luta pela dignificação e a emancipação da mulher, associando-se ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (CNMP), presidido pela ativista feminista Adelaide Cabete.

Dois anos depois, começou uma «amitié amoureuse» (amizade amorosa) com o escritor Ferreira de Castro, com o qual trabalhava no periódico O Século. Esta relação ficou intensamente registada em inúmeras cartas, postais e telegramas dando conta do seu quotidiano, viagens, pensamentos, tristezas, sonhos e elogios sobre os seus trabalhos literários, terminando apenas em 1973, data da última carta registada recebida por Maria Lamas. Estes registos encontravam-se no espólio organizado pela filha Maria Cândida e pelo neto José Gabriel Pereira Bastos, contudo, a correspondência amorosa trocada entre 1930 e 1938, que havia sido depositada na Biblioteca Nacional ou na Imprensa Nacional, encontra-se desaparecida até à data.[8]

Anos 1930 e 40

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Por sua iniciativa, também em 1930, criou, em coligação com o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e o jornal O Século, a “Exposição da Obra Feminina, antiga e moderna de carácter literário, artístico e científico", a qual pretendia dar visibilidade ao trabalho das mulheres de norte a sul do país, «desde o trabalho das artesãs até aos trabalhos das intelectuais, desde um tear de Trás-os-Montes até à mesa de trabalho de Carolina Michaelis de Vasconcelos» [9]. Esta iniciativa, que durou dois meses, gerou forte afluência e atenção mediática, possibilitando, não só o abrir de portas dentro da organização feminista, que a elegeu presidente das secções de Educação, em 1937, e de Literatura, em 1939, como também colocando-a sob o olhar atento da esfera política e social da época. A 7 de fevereiro de 1934, foi agraciada com o grau de Oficial da Ordem de Santiago da Espada, pelo seu trabalho em prol dos direitos das mulheres. Com esta organização, realizou vários comícios feministas, muitos deles com percalços e falhanços por não conseguirem agregar muito público. Em 1935, num desses comícios, registou-se um momento caricato, quando um integrante se envolveu em troca acesa de insultos com uma mulher do público, a qual discordava do enfoque dos temas abordados. A notícia saiu nos jornais da região e enfraqueceu a popularidade dos comícios.[10] Algumas mulheres presentes nas reuniões viriam mesmo a considerá-las «nefastas para o movimento feminista político português»[11] e criaram associações feministas separadas, enchendo Maria Lamas de críticas, muito por conta da alta politização do seu discurso, que não favorecia opiniões contrárias às suas.[10]

Em 1937 organizou, nos salões de O Século, a exposição «Tapetes de Arraiolos» executados pelas mulheres presas na Cadeia das Mónicas.

Depois inscreveu-se na Associação Feminina para a Paz, recém-constituída no Porto, da qual assumiu a presidência em 1938, a convite de Cândida Ventura, e passou a assinar as suas obras como Maria Lamas. Até então, utilizava diversos pseudónimos, como «Serrana d'Ayre», «Rosa Silvestre», «Vagna Ina» e «Armia», este último essencialmente nos textos da revista Alma Feminina, o meio oficial de comunicação e divulgação do CNMP (Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas).[12][13][14]

Entre 1941 e 1942, traduziu O General Dourakine, da Condessa de Ségur, e O Pequeno Lord, de Frances H. Burnett, e adaptou David Copperfield, de Charles Dickens. Publicou a novela infantil O Vale dos Encantos.

Em julho de 1945, tornou-se presidente da Direcção do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, com a promessa de promover campanhas de alfabetização por todo o país. Contudo, não teve tempo para executar o mandato. Alguns meses após a sua eleição, devido ao clima político em que o país se encontrava, já em pleno Estado Novo, foi obrigada pelo diretor do jornal O Século, João Pereira da Rosa, a escolher entre continuar na direção da revista Modas & Bordados ou à frente da organização feminista.[13] Maria Lamas não hesitou e demitiu-se do cargo da revista, criando uma distribuidora, a Actualis, Lda, e dando início a uma das suas mais importantes obras literárias: As Mulheres do Meu País (1947-1950), a primeira reportagem sobre as condições de vida das mulheres portuguesas.[13] À época, a obra foi, no entanto, considerada sensacionalista. Muitas mulheres declaravam não se rever na sua leitura.

Ainda em 1947, após a realização da exposição «Livros Escritos por Mulheres», na Sociedade Nacional de Belas Artes, o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas é ilegalizado pelo Governo Civil de Lisboa e cessou de imediato.[13]

Sobre esta exposição, escreveu o seguinte numa carta endereçada a Eugénio Bento Ferreira, a 6 de março de 1947[13]:

Anos 1950 e 60

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Nos anos seguintes continuou a desenvolver uma intensa ação propagandística e ativista contra o Estado Novo, integrando o Conselho Mundial da Paz e a Oposição Democrática, manifestando o apoio à candidatura de José Norton de Matos e integrando a Comissão Central do Movimento Nacional Democrático. Essas ações, por sua vez, originariam várias perseguições pela PIDE e encarceramentos na prisão de Caxias (1949, 1950-1951, 1953).[15] Participou em congressos, seminários e conferências pelos direitos das mulheres e pela paz mundial, apelando a que os outros países não fechassem os olhos à situação de ditadura que se vivia em Portugal.

Em 1955, autoexilou-se na Madeira, onde permaneceu cerca de ano e meio escrevendo o livro Arquipélago da Madeira - Maravilha Atlântica, publicado no ano seguinte.

Anos mais tarde, em 1962, cansada de viver perseguida pela polícia, viajou para Paris, onde passou a residir como exilada política. Viveu no Grand Hotel Saint-Michel, na rua Cujas, nº 19, do Quartier Latin. Aí, conheceu a escritora Marguerite Yourcenar e começou a desenvolver uma intensa atividade política de apoio aos portugueses refugiados que se opunham ao regime do Estado Novo[16]. Só regressou a Portugal a 3 de dezembro de 1969, com a garantia de não haver nas fronteiras nenhum mandato de captura contra si.

Pós 25 de Abril de 1974

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Finalmente, com a chegada da Revolução dos Cravos, a 25 de abril de 1974, Maria Lamas, com 80 anos de idade, foi agraciada e homenageada diversas vezes: tornou-se dirigente do Comité Português para a Paz e Cooperação; diretora honorária da revista Modas & Bordados (1974); presidente de honra do Movimento Democrático de Mulheres (1975); diretora da publicação Mulheres (1978) [17]; filiou-se oficialmente no Partido Comunista Português; recebeu do Presidente Ramalho Eanes a Ordem da Liberdade (1980); foi homenageada pela Assembleia da República (1982); e recebeu a Medalha Eugénie Cotton, da Fédération démocratique internationale des Femmes (FDIM) (1983).

Faleceu a 6 de dezembro de 1983, com 90 anos de idade, vítima de acidente vascular cerebral, na freguesia de Alcântara, em Lisboa. Deixou preparada uma nota para a família: «Com o coração cheio de amor eu queria apenas dizer que vos amo muito e agradecer-vos tudo quanto vos devo» [18].[19] Encontra-se sepultada no Cemitério de Benfica, em Lisboa.[20]

Intervenção política

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  • Em 1945 assina as listas de apoio à formação do Movimento Unitário Democrático Juvenil (MUDJ) e começa a trabalhar no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (CNMP)
  • Em 1946 foi presidente da direcção do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.
  • Em 1946 participou no congresso que daria origem à Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM).
  • Fez parte da direcção do Movimento de Unidade Democrática (MUD) onde combateu o regime fascista de Salazar.
  • A 7 de dezembro de 1949, Maria Lamas e outros membros do Movimento Nacional Democrático (MND) foram presos no Forte-prisão de Caxias, tendo sido libertados sob caução no dia 24 de dezembro.[21]
  • A 18 de Julho de 1950 é presa pela segunda vez, tendo saído da prisão seis meses depois, após sentença em Tribunal.[22]
  • Em 1953 é eleita membro do Conselho Mundial da Paz, em Budapeste; a seguir visita a União Soviética e no regresso a Portugal, a 20 de dezembro, é presa e levada para a Prisão de Caxias, de onde foi libertada a 8 de janeiro de 1954.[23]
  • Em 1957 participa na Conferência Mundial Para a Paz, em Colombo, Sri Lanka; visita a República Popular da China, sendo recebida pelo primiro ministro Zhou Enlai; viaja pelo Japão, visita Hiroshima, e participa na III Conferência Mundial contra as Bombas A e H.
  • Em 1958 participou em Copenhaga no Congresso Internacional de Mulheres.
  • Participou diversas vezes nos Congressos Mundiais da Paz.
  • Entre 1962 e 1969, esteve exilada em Paris.
  • Em Julho de 1962 preside à delegação portuguesa à Conferência Para a Paz e Desarmamento, em Moscovo.
  • Em 1968 vive de perto os acontecimento de Maio de 68 em Paris.
  • Em 1969 regressa a Portugal recebendo inúmeras provas de apreço dos amigos e da sociedade civil.
  • Filiação no Partido Comunista Português após o 25 de Abril de 1974.
  • Em 1975 participou em Berlim no VII Congresso da FDIM.

Obras publicadas

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  • Humildes (poesia) (1923).
  • Diferença de Raças (romance) (1924).
  • O Caminho Luminoso (romance) (1928).
  • Maria Cotovia (livro infantil) (1929).
  • As Aventuras de Cinco Irmãozinhos (livro infantil) (1931).
  • A Montanha Maravilhosa (livro infantil) (1933).
  • A Estrela do Norte (livro infantil) (1934).
  • Brincos de Cereja (livro infantil) (1935).
  • Para Além do Amor (romance) (1935).
  • A Ilha Verde (livro infantil) (1938).
  • A Lenda da Borboleta (texto para projecto ilustrado de Roberto Araújo) (1940).[24]
  • O Vale dos Encantos (livro infantil) (1942).
  • O Caminho Luminoso (1942).
  • As Mulheres do Meu País (1948).
  • A Mulher no Mundo (1952).
  • O Mundo dos Deuses e dos Heróis, Mitologia Geral (1961).
  • Arquipélago da Madeira (1956).

Traduções

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Prémios e homenagens

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Orlando da Costa dedicou a Maria Lamas a Ode Sexta, do seu livro Sete Odes do Canto Comum, apreendido pela PIDE em 1955 na tipografia.[26][27]

A 10 de maio de 1976, o Movimento Unitário de Trabalhadores Intelectuais para a defesa da Revolução (MUTI) promoveu uma homenagem a Maria Lamas no Teatro Vasco Santana, em Lisboa.[28]

Em Torres Novas, em Outubro de 1987, Maria Lamas foi homenageada com a atribuição do seu nome a uma praceta na localidade, e em 1989, foi dado o nome da escritora à Escola Industrial de Torres Novas, na comemoração dos 50 anos da sua existência, passando a designar-se por "Escola Secundária Maria Lamas".

O Município de Torres Novas instituiu o prémio Maria Lamas para estudos sobre a mulher, género e igualdade.[29]

Espólio documental

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O espólio documental de Maria Lamas encontra-se na Biblioteca Nacional de Portugal[30].

Ver também

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Bibliografia

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  • Ferreira, Eugénio Monteiro (Introdução e notas) (2004). Cartas de Maria Lamas. Correspondência entre Maria Lamas e o escritor angolano Eugénio Ferreira entre 1942 e 1968. Porto: Companhia das Letras. ISBN 972-610-667-2 
  • FIADEIRO, Maria Antónia. Maria Lamas. Site do Camões: Instituto da Cooperação e da Língua.
  • Fiadeiro, Maria Antónia (2003). Maria Lamas: Biografia. Lisboa: Quetzal Editores. ISBN 972-564-551-0 
  • INVERNO, Catarina Raquel Costa. Mulher no País de Maria Lamas: A Questão Sem Nome na Obra Para Além do Amor. Lisboa, 2010. Dissertação de Mestrado em Estudos sobre as Mulheres, "As Mulheres na Sociedade e na Cultura", apresentada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
  • MACHADO, João. Maria Lamas. Site Vidas Lusófonas.
  • Maria Lamas: Vida e obra de Maria Lamas. Atualizar o pensamento. Abalar a indiferença. Almada, Movimento Democrático de Mulheres, 2017. ISBN 978 989 987 37 59
  • Marques, Regina (coord.) (2008). A Memória, a Obra e o Pensamento de Maria Lamas. Lisboa: Edições Colibri; Movimento Democrático de Mulheres. ISBN 9789727727919 
  • MASCARENHAS, João; MARQUES, Regina (coords.) (2005). Maria Lamas Uma Mulher do Nosso Tempo. Lisboa: Museu da República e da Resistência. ISBN 972-8695-26-8 
  • Mucznic, Lúcia Liba (coord) (1993). Maria Lamas: 1893–1983. Lisboa: Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro. ISBN 972-565-144-8 
  • O Grande Livro dos Portugueses. [S.l.]: Círculo de Leitores. 1991. ISBN 9724201430 
  • Literatura Portuguesa no Mundo – Dicionário Ilustrado. [S.l.]: Porto Editora. ISBN 972-0-01247-1 
  • Grande Enciclopédia Universal. [S.l.]: Durclub, S.A. – Correio da Manhã. ISBN 972-747-924-3 
  • A Enciclopédia. [S.l.]: Editorial Verbo – Público. ISBN 972-22-2302-x Verifique |isbn= (ajuda) 

Referências

  1. «Maria da Conceição Vassalo e Silva da Cunha Lamas (1893-1983)». O Leme. Consultado em 6 de março de 2026. Arquivado do original em 7 de junho de 2007
  2. 1 2 «Livro de registo de baptismos da Paróquia de São Pedro - Torres Novas (1891-1895)». https://digitarq.adstr.arquivos.pt/. Arquivo Distrital de Santarém. p. a fls. 21 e 21v (ano de 1893), assento 50. Cópia arquivada em 30 de novembro de 2024
  3. 1 2 «Livro de registo de casamentos da Administração do Concelho de Torres Novas (1886 a 1911)». digitarq.adstr.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Santarém. p. assento n.º 2 (ano de 1911). Cópia arquivada em 6 de fevereiro de 2025
  4. Maria Lamas: Vida e obra de Maria Lamas. Atualizar o pensamento. Abalar a indiferença. Almada, Movimento Democrático de Mulheres, 2017. ISBN 978 989 987 37 59
  5. 1 2 «Livro de registo de casamentos da 3.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (01-01-1921 a 09-07-1921)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. 119 e 119v, assento 119. Cópia arquivada em 4 de março de 2024
  6. «Maria Lamas - Século XX - Centro Virtual Camões - Camões IP». cvc.instituto-camoes.pt. Consultado em 20 de dezembro de 2018. Cópia arquivada em 19 de junho de 2025
  7. Portuguesa, Mulher (10 de fevereiro de 2001). «Maria Lamas - Uma Mulher Completa». Mulher Portuguesa. Consultado em 20 de dezembro de 2018. Cópia arquivada em 27 de abril de 2025
  8. «Vida Extra | Maria Lamas e Ferreira de Castro: uma relação longa e profunda». Vida Extra. Consultado em 11 de março de 2019. Cópia arquivada em 22 de junho de 2020
  9. Lusa, RTP, Rádio e Televisão de Portugal-. «Maria Lamas, a escritora-jornalista, que lutava pelos direitos das mulheres». www.rtp.pt. Consultado em 20 de dezembro de 2018
  10. 1 2 Rostov, Adriana. «O feminismo político do século XX – Blog da Boitempo». Passei Direto. Consultado em 7 de outubro de 2020
  11. Menezes, Marcia Helena Moreira. «Análise perceptivo-auditiva e acústica da voz relacionada ao tempo de execução do exercício de vibração sonorizada de língua em mulheres com nódulos vocais». Consultado em 7 de outubro de 2020
  12. Esteves, João (29 de dezembro de 2013). «Silêncios e Memórias: [0422.] MARIA LAMAS [I]». Silêncios e Memórias. Consultado em 20 de dezembro de 2018. Cópia arquivada em 5 de março de 2026
  13. 1 2 3 4 5 FERREIRA, Eugénio Monteiro (2004). Cartas de Maria Lamas. Porto: Campo das Letras. ISBN 972-610-667-2
  14. «Maria Lamas: uma Mulher do seu País». A Voz do Operário. 6 de dezembro de 2023. Consultado em 3 de maio de 2026. Cópia arquivada em 19 de janeiro de 2026
  15. Esteves, João (29 de dezembro de 2013). «Silêncios e Memórias: [0422.] MARIA LAMAS [I]». Silêncios e Memórias. Consultado em 20 de dezembro de 2018. Cópia arquivada em 5 de março de 2026
  16. «O Leme - Biografia de Maria Lamas». www.leme.pt. Consultado em 20 de dezembro de 2018. Cópia arquivada em 20 de janeiro de 2022
  17. FIADEIRO, Maria Antónia. Maria Lamas (1893-1983), Comprovadamente jornalista. Tacitamente feminista.[ligação inativa]
  18. Liba Mucznik, Lúcia (1993). Maria Lamas, 1893-1983. Lisboa: Biblioteca Nacional Portugal
  19. «Livro de registo de óbitos da 4.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (18-11-1983 a 30-12-1983)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. 638v, assento 1276. Cópia arquivada em 4 de março de 2024
  20. «Diretorio de contactos». informacoeseservicos.lisboa.pt. Consultado em 15 de janeiro de 2021. Cópia arquivada em 12 de novembro de 2025
  21. Saragiotto, Maíra Fernanda dos Santos (2020). «Maria Lamas e As Mulheres do Seu País: Construção de narrativas através de olhar de mulher, jornalista e intelectual» (PDF). Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Consultado em 15 de maio de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 14 de setembro de 2024
  22. «Maria Lamas». Museu do Aljube. 18 de julho de 2024. Consultado em 15 de maio de 2026. Cópia arquivada em 15 de janeiro de 2026
  23. «Digitarq». digitarq.arquivos.pt. Consultado em 15 de maio de 2026
  24. [«A lenda da borboleta», um projeto de inclusão social], Redação de Cidade de Tomar.pt, 30 de Novembro de 2013
  25. 1 2 «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Maria da Conceição Vassalo e Silva da Cunha Lamas". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 1 de junho de 2014. Cópia arquivada em 21 de abril de 2026
  26. 1 2 «Concluído monumento que homenageia escritora e antifascista Maria Lamas - O Setubalense». osetubalense.com. 11 de março de 2021. Consultado em 18 de abril de 2025. Cópia arquivada em 12 de fevereiro de 2025
  27. Coimbra, Universidade de. «Sete odes do canto comum». uc.pt. Consultado em 15 de março de 2026
  28. Futuro, Sistemas do. «Museu do Aljube». fundos.museudoaljube.pt. Consultado em 15 de março de 2026
  29. Oliveira, Liliana (8 de maio de 2015). «Prémio Maria Lamas». Câmara Municipal de Torres Novas. Consultado em 18 de abril de 2025
  30. Espólio documental de Maria Lamas na Biblioteca Nacional de Portugal.
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Ligações externas

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