Maria Silvia Bastos Marques

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Maria Silvia Bastos Marques
Maria Silvia Bastos Marques em sua posse como presidente do BNDES
34ª Presidente do BNDES
Período 1º de junho de 2016
até 26 de maio de 2017
Presidente Michel Temer
Antecessor Luciano Coutinho
Sucessor Paulo Rabello de Castro
Dados pessoais
Nascimento 27 de dezembro de 1956 (63 anos)
Bom Jesus do Itabapoana, Rio de Janeiro
Nacionalidade brasileira
Alma mater Fundação Getúlio Vargas
Profissão Administradora

Maria Silvia Bastos Marques (Bom Jesus do Itabapoana, 27 de dezembro de 1956) é uma administradora e executiva brasileira, com mestrado e doutorado em Economia.

Foi presidente[1] do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de 2016 até 2017.[2] Até hoje, é uma das poucas mulheres que ocupou um cargo de diretoria nesse banco de investimento estatal.

Foi Secretária Municipal de Fazenda da cidade do Rio de Janeiro, de 1993 a 1996, durante a gestão do prefeito César Maia. Ficou conhecida como a "Mulher de 1 Bilhão de Dólares", referência ao valor do caixa do município deixado após sua saída, um fato inédito.

Entre 1996 e 2002, ocupou a presidência da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN)[3][4][5], empresa privada que é a maior siderúrgica integrada da América Latina. Por tal fato, ganhou a alcunha de "Dama de Aço". Em fevereiro de 1997, foi incluída em lista da Revista Time como única mulher entre os doze executivos mais poderosos do mundo[6]. Foi incluída pela Revista Fortune, no ano de 2001, entre as 50 mulheres mais poderosas no mundo dos negócios fora dos Estados Unidos. Antes de entrar para essa empresa, havia rejeitado convite do então presidente da república, Fernando Henrique Cardoso, para conduzir a Petrobras.

É viúva do jornalista Rodolfo Fernandes, que foi chefe de redação do jornal O Globo de 2001 a 2011.

Formação e atuação acadêmicas[editar | editar código-fonte]

Graduada em Administração Pública, com mestrado e doutorado em Ciências Econômicas, todos pela Fundação Getúlio Vargas.

Foi pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV) e professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), de 1982 a 1990.

Carreira profissional[editar | editar código-fonte]

Assumiu em janeiro de 2007 a presidência da Icatu Hartford, grupo líder em seguros de vida, previdência e capitalização, no ranking de empresas não ligadas a bancos de varejo.

Foi presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS). Na administração pública, foi coordenadora da área externa da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, assessora especial para assuntos de desestatização do BNDES e, também, da área financeira e internacional do BNDES.

Foi convidada a comandar a CSN, a quinta maior empresa nacional. Mais do que para comandar, para reestruturar a companhia, privatizada 3 anos antes. Sua missão era preparar a CSN para enfrentar a competição numa economia cada vez mais globalizada. Ela se dedicou à reengenharia e à participação da CSN na privatização da Light, com base em sua experiência em desestatização da época em que trabalhava no BNDES.

Até dirigir a CSN, Maria Silvia era a secretária de Fazenda da prefeitura do Rio de Janeiro. Lá, ficou conhecida como "a mulher de 1 bilhão de dólares", montante que conseguiu amealhar para os cofres da cidade em seus últimos meses no cargo. Agora, essa quantia dobrou: está no topo de uma empresa com um faturamento anual de dois bilhões de dólares.

Fez parte também dos conselhos de administração de empresas como Souza Cruz, Pão de Açúcar e Arce e Marsh&McLennan Companies.[7]

Referências

  1. «Presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos pede demissão ao presidente Michel Temer». G1 
  2. «Temer escolhe Maria Silvia Bastos Marques para presidência do BNDES». G1. 16 de maio de 2016. Consultado em 16 de maio de 2016 
  3. http://www.bmfbovespa.com.br/InstSites/RevistaBovespa/99/Mulheres.shtml
  4. «CSN SEM MARIA SILVIA». ISTOÉ DINHEIRO. 8 de maio de 2002. Consultado em 16 de julho de 2020 
  5. MARQUES, Maria (2008). «Maria Silvia Bastos Marques I (depoimento, 1999)» (PDF). CPDOC/FUNDAÇÃO CSN. Consultado em 16 de julho de 2020 
  6. http://www.eira.com.br/wow/3,1,36,6845.htm
  7. Marsh & Mclennan Companies (2015). «Board of Directors MMC». Marsh & Mclennan Companies. Consultado em 20 de março de 2015. Arquivado do original em 15 de março de 2015