O Exorcista

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The Exorcist
O Exorcista (PT/BR)
The Exorcist 1973.jpg
 Estados Unidos
1973 •  cor •  132 min 
Direção William Friedkin
Produção William Peter Blatty
Noel Marshall
Roteiro William Peter Blatty
Elenco Jason Miller
Max von Sydow
Ellen Burstyn
Linda Blair
Lee J. Cobb
William O'Malley
Género Terror
Música Jack Nitzsche
Mike Oldfield (tema)
Direção de fotografia Owen Roizman
Edição Norman Gay
Distribuição Warner Bros. Pictures
Lançamento Estados Unidos 26 de dezembro de 1973
Portugal 1 de novembro de 1974
Brasil 11 de novembro de 1974[1] [2]
Idioma Inglês
Orçamento US$ 12.000.000
Receita US$ 441.306.145
Cronologia
Último
Exorcist II: The Heretic (1977)
Próximo
Página no IMDb (em inglês)

O Exorcista (no original em inglês: The Exorcist) é um filme estadunidense de 1973, do gênero terror, realizado por William Friedkin. O roteiro é de William Peter Blatty, baseado em livro homônimo de sua autoria. O filme aborda a possessão demoníaca de uma garota de 12 anos pelo demônio Pazuzu. O livro de Blatty teve inspiração em um exorcismo de um garoto de 14 anos de idade documentado em 1949.

O filme tornou-se um dos mais lucrativos filmes de terror de todos os tempos, arrecadando o equivalente a U$ 441.306.145,00 em todo o mundo. O Exorcista estreou dia 26 de dezembro de 1973 nos Estados Unidos e foi distribuído pela Warner Bros.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Num sítio arqueológico em Hatra, próximo a Nínive, no Iraque, o arqueólogo e padre Lankester Merrin (Max von Sydow) visita uma escavação onde foi encontrada uma pequena escultura de pedra de uma criatura bestial e horrível. Merrin depois encontra uma estranha estátua de Pazuzu, que tem uma cabeça similar àquela anteriormente encontrada.

Enquanto isso, Damien Karras (Jason Miller), um jovem padre da Universidade de Georgetown, começa a duvidar de sua fé ao lidar com a doença terminal de sua mãe.

Chris MacNeil (Ellen Burstyn), uma atriz que está filmando em Georgetown, percebe dramáticas e perigosas mudanças de comportamento em sua filha de 12 anos, Regan MacNeil (Linda Blair). A menina tem uma convulsão e demonstra poderes sobrenaturais como levitação e grande força. Regan fala palavrões e blasfêmias com uma voz demoníaca masculina. Inicialmente, Chris pensa que as mudanças de Regan estão relacionadas à sua entrada na puberdade, mas os médicos suspeitam de uma lesão em seu cérebro. Regan é submetida a uma série de exames médicos desagradáveis que não acusam nada de anormal, e o médico recomenda Regan a um psiquiatra, a quem Reagan ataca violentamente. Ocorrências paranormais continuam a ocorrer, incluindo a cama sacudindo, barulhos estranhos e movimentos inexplicáveis.

Esgotados os recursos médicos, um dos médicos recomenda um exorcismo, sugerindo que os sintomas de Regan são resultado de uma possessão demoníaca, devendo ser resolvida por um padre. Em desespero, Chris consulta o padre Karras, uma vez que ele, além de padre, é psiquiatra. Durante o período em que Karras observa Regan, ela constantemente refere-se a si própria como o Demônio. Karras inicialmente acredita que a menina sofre de psicose, até que ele lembra dela falando em um idioma estranho, que é de fato inglês de trás para frente. Apesar de suas dúvidas, Karras decide pedir permissão à Igreja para conduzir um exorcismo.

O padre Merrin, um exorcista experiente, é chamado a Washington às pressas para ajudar. Merrin e Karras tentam espantar o espírito maligno de Regan. O demônio ameaça e agride ambos os padres, verbal e fisicamente, inclusive usando a voz da mãe de Karras para perturbá-lo, e Merrin tem um infarto. Karras tenta socorrer Merrin, mas ele morre. Karras então agarra o pescoço da menina e desafia o demônio a deixar Regan e entrar nele. O demônio o faz, e Karras comete suicídio se jogando pela janela. Lá embaixo, devastado, o padre Dyer (William O'Malley) administra a extrema unção a Karras.

Regan, sem a presença do demônio, tem sua saúde recuperada e não lembra de nada que aconteceu, e vai embora de Georgetown com sua mãe[3] .

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

Base fatual para o filme[editar | editar código-fonte]

Os aspectos do livro foram inspirados por um exorcismo realizado em uma jovem de Cottage City, Maryland, em 1949 pelo padre jesuíta, Pe William S. Bowdern, que anteriormente tinha ensinado em ambas Universidade de St. Louis e St. Louis University High School. A família católica da Hunkeler estava convencida de que o comportamento agressivo da criança era atribuível a possessão demoníaca, e chamou os serviços do Padre Walter Halloran para realizar o ritual de exorcismo.[4]

Embora Friedkin admite que é muito relutante em falar sobre os aspectos fatuais do filme, ele fez o filme com a intenção de imortalizar os acontecimentos que tiveram lugar no Cottage City, Maryland em 1949, e apesar das mudanças relativamente pequenas que foram feitas, a película descreve tudo o que pode ser verificado por aqueles que estão envolvidos. Foi um dos três exorcismos sancionados pela Igreja Católica nos Estados Unidos naquela época. A fim de fazer o filme, foi permitido para Friedkin o acesso aos diários dos padres envolvidos, bem como os médicos e enfermeiros; Ele também discutiu os eventos com a tia do menino em grande detalhes. Friedkin não acredita que a "cabeça rodando" realmente tenha ocorrido, mas isso foi contestado. Friedkin não é cristão de qualquer denominação.[5]

Embora inspirado em fatos reais, o livro de ficção de William Peter Blatty mudou vários detalhes, como transformar o sexo da vítima supostamente possuída de menino em uma menina, bem como alterar a idade da suposta vítima.[4] [6] Uma análise posterior por céticos paranormais do caso original de 'Roland Doe' (ou 'Robbie Mannheim') acreditam que era provável que o caso fosse um adolescente doente mental atuando. Os eventos reais que possam ter ocorrido (como palavras sendo esculpidas na pele) poderiam ser simplesmente falsas, embora o caso tenha atraído uma grande quantidade de notoriedade.[6]

Edição de som[editar | editar código-fonte]

Para produzir o grunhido do demônio no filme, foram captados sons de porcos e vacas sendo levados para o abate em uma fazenda.[7] A ligação entre porcos e demônios também foram relatadas pelos invetigadores paranormais Ed e Lorraine Warren no mesmo local onde ocorreu o caso de Amityville. A filha da família Lutz dizia brincar com um amigo imaginário que ela descreveu como um porco de olhos vermelhos chamado Jodie, que poderia transformar não só a forma, mas o tamanho, por vezes sendo maior do que a casa.[8] O uso de porcos também foi relatado nos evangelhos, em Jesus exorcizando o geraseno. No qual uma legião (conjunto) de demônios é transferida para 2 mil porcos.

Imagem subliminar alegada[editar | editar código-fonte]

O Exorcista esteve também no centro da controvérsia devido ao seu alegado uso de imagens subliminares. Wilson Bryan Key escreveu um capítulo inteiro sobre o filme em seu livro de mídia Sexploitation alegando múltiplos usos de imagens subliminares e semi-subliminares e efeitos sonoros. Key observou o uso da face Pazuzu (em que Key erroneamente assumiu que era Jason Miller que em uma composição de máscara de morte) e afirmou que os suportes verticais dos cantos da cama estavam em forma de sombras fálicas na parede e que a cara de um crânio é sobreposta em uma nuvem da respiração do padre Merrin. Key também escreveu muito sobre o design de som, identificando o uso de guinchos de suínos, por exemplo, e elaborando sobre sua opinião sobre a intenção subliminar de tudo. Um artigo detalhado na edição de vídeo Watchdog de julho/agosto de 1991 analisou o fenômeno, fornecendo ainda molda a identificação de vários usos de subliminares que "piscam" ao longo do filme.[9]

Em uma entrevista da mesma edição, Friedkin explicou, "eu vi cortes subliminares em uma série de filmes antes de eu colocá-los em The Exorcist, e eu pensei que era um dispositivo de contar histórias muito eficaz ... A edição subliminar em The Exorcist foi feita para criar o efeito dramático, alcançar e sustentar uma espécie de estado de sonho".[10] No entanto, estes flashes assustadores rápidos foram rotulados com "[não] realmente subliminares"[11] e "quasi" ou "semi-subliminare". Uma imagem subliminar verdadeira deve ser, por definição, abaixo do limiar de consciência. Em uma entrevista em um livro de 1999 sobre o filme, o autor de The Exorcist Blatty abordou a controvérsia, explicando que, "Não há imagens subliminares. Se você pode vê-las, não é subliminar."[12]

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

  • Ganhou quatro Globos de Ouro nas categorias de melhor filme - drama, melhor diretor, melhor roteiro e melhor actriz coadjuvante (Linda Blair). Recebeu ainda outras três indicações: melhor actriz - drama (Ellen Burstyn), melhor actor coadjuvante (Max von Sydow) e melhor revelação feminina (Linda Blair).a
  • Foi indicado ao BAFTA na categoria de melhor som.
  • Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films - ganhou nas categorias de melhor filme de terror, melhor maquiagem, melhores efeitos especiais e melhor roteiro.
  • Foi o primeiro filme e até hoje o único filme de terror a ser indicado ao Oscar De Melhor Filme.

Sequências[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/noticia/2013/06/confira-15-curiosidades-sobre-o-exorcista-lancado-ha-40-anos-4173709.html
  2. http://www.imdb.com/title/tt0070047/releaseinfo?ref_=tt_ov_inf+
  3. «Filme - O Exorcista (The Exorcist) - CinePOP». Consultado em 29 de novembro de 2013. 
  4. a b «Exorcist Page 1». Strangemag (em inglês). Consultado em 14 de março de 2016. 
  5. «The Diane Rehm Show» (em inglês). Consultado em 14 de março de 2016. 
  6. a b Gary Susman (26 de dezembro de 2013). «'The Exorcist': 25 Things You Didn't Know About the Terrifying Horror Classic». Movie Fone (em inglês). Consultado em 14 de março de 2016. 
  7. «O Exorcista 40 anos: Veja curiosidades da produção». Revista Quem. O Globo. 6 de março de 2013. Consultado em 13 de março de 2016. 
  8. «Amityville» (em inglês). www.warrens.net. Consultado em 13 de março de 2016. 
  9. Lucas, Timand Kermode, Mark. Video Watchdog Magazine, issue No. 6 (Julho/Agosto de 1991), pgs. 20–31, "The Exorcist: From the Subliminal to the Ridiculous"
  10. Friedkin, William. Entrevista na Video Watchdog Magazine, issue No. 6 (Julho/Agosto de 1991), pg. 23, "The Exorcist: From the Subliminal to the Ridiculous"
  11. «Dark Romance – Book of Days – The 'subliminal' demon of The Exorcist». Dark Romance (em inglês). Consultado em 13 de março de 2016. 
  12. McCabe, Bob (1999). The Exorcist (em inglês) London: Omnibus [S.l.] p. 138. ISBN 0-7119-7509-4. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]