Religiões no Ceará

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A religião é muito importante na cultura da maior parte dos cearenses. A Igreja Católica é a religião hegemônica e deixou várias marcas na cultura cearense. Foi a única reconhecida pelo governo até 1883 quando, na capital do estado, foi fundada a Igreja Presbiteriana de Fortaleza. A religiosidade católica cearense adota vários elementos de origem popular e apresenta influências de crenças indígenas.

Durante todo o século XX várias igrejas se instalaram no Estado e no final desse houve um aumento considerável de pessoas de outras religiões. Contudo, o Ceará é ainda o segundo estado brasileiro com maior proporção de católicos, que s��o 84,9% da população segundo dados de 2000[1] . Os evangélicos são 8,2%, os espíritas 0,4%, os membros de outras religiões 0,9%, e os sem religião, 3,8%[2] .

Igreja Católica[editar | editar código-fonte]

O catolicismo tem uma extensa rede de igrejas e organizações religiosas em todo o Ceará. A Província Eclesiástica de Fortaleza, encabeçada pela Arquidiocese de Fortaleza, lidera oito dioceses: Quixadá, Iguatu, Tianguá, Crato, Crateús, Limoeiro do Norte, Sobral e Itapipoca. A Igreja Católica foi uma grande força política no passado, sobretudo até a primeira metade do século XX, época em que organizações católicas influenciaram decisivamente os rumos da política estadual.

Todos os 184 municípios cearenses possuem padroeiros. O padroeiro do Ceará é São José, daí porque o seu dia, no calendário religioso, - 19 de março - é feriado estadual. Segundo a tradição popular cearense e os Profetas da chuva, essa data tem grande significado, pois, se até esse dia houver chuva, o "inverno" (estação chuvosa que na verdade é o verão, devido à latitude) estará garantido. Do contrário, a seca estará inegavelmente caracterizada[3] . Essa data curiosamente coincide com o equinócio.

Dos muitos templos católicos espalhadas por todo o Estado, alguns de destaque são: Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Almofala que passou quase 50 anos soterrada por dunas e é um dos únicos exemplares de arquitetura barroca no Ceará; Igreja de Nossa Senhora do Líbano a única igreja Igreja Greco-Católica Melquita no Nordeste; e o Seminário da Prainha, mais antigo seminário do Ceará.

A fé sertaneja, muitas vezes associada ao messianismo e marcada por profunda relação com os santos, rituais e datas religiosas, foi e continua sendo bastante influente na história cearense e nos costumes e festejos cearenses. A cidade de Juazeiro do Norte surgiu de um assentamento que, sob orientação do Padre Cícero, considerado pela fé popular um santo, tornou-se um local de peregrinação religiosa e, nos últimos anos, atrai milhares de crentes de vários locais do Nordeste. Outro local de grande peregrinação religiosa no Ceará é a cidade de Canindé que abriga um santuário importante é o de Canidé, em devoção a São Francisco, considerado o maior das Américas[4] . O Santuário Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão, em Quixadá, tem se tornado outro centro de peregrinação católica.

Na década de 1920 o beato José Lourenço, protegido de Padre Cícero, foi o líder messiânico do Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, dissolvido por forças policiais em 1937. Outro líder messiânico de origem cearense foi Antônio Conselheiro que liderou o arraial de Canudos e foi morto durante a Guerra de Canudos.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «As Religiões no Brasil Segundo o Censo de 2000» (PDF). PUC São Paulo. 2003. Consultado em 29 de janeiro de 2009. 
  2. «Proporção da população residente, por religião, segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação 1960/2000» (PDF). IBGE. Consultado em 29 de janeiro de 2009. 
  3. «Devotos rendem homenagens ao santo padroeiro». Diário do Nordeste. 8 de março de 2005. Consultado em 29 de janeiro de 2009. 
  4. «Canindé é o maior santuário franciscano da América. Veja!». GP1. 3 de outubro de 2008. Consultado em 29 de janeiro de 2009. 
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