Shaman (banda)

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Shaman
Informação geral
Origem São Paulo,  São Paulo
País  Brasil
Gênero(s) Power metal, heavy metal, folk metal
Período em atividade 2000 - 2014

2018 - presente

Gravadora(s) Deckdisc
Universal Music
Thurbo Music
Voice Music
Integrantes Luis Mariutti
Andre Matos
Hugo Mariutti
Ricardo Confessori
Fabio Ribeiro
Ex-integrantes Tiago Bianchi
Leo Mancini
Fernando Quesada
Página oficial www.ShamanOfficial.com.br

Shaman é uma banda brasileira de power metal progressivo formada em 2000 pelos ex-membros do Angra: Andre Matos, Luis Mariutti e Ricardo Confessori. Tempo depois, o guitarrista Hugo Mariutti, irmão de Luis, se uniu ao grupo e completou a formação que durou até 2006.

Ainda no fim do mesmo ano, Ricardo Confessori anunciava a volta da banda com uma nova formação contando com Thiago Bianchi, Fernando Quesada e Léo Mancini. Em 2013, Ricardo Confessori deixa a banda. Não querendo continuar sem o último membro original, os três novos integrantes montam a banda Noturnall, ocasionando o fim do Shaman, que manteve Confessori como líder e único membro original à pertencer à ambas as formações e à tocar em todos os álbuns.

A banda retornou em 2018 para uma mini-turnê com sua formação original.

História[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

A banda foi formada no segundo semestre de 2000, quando os músicos Andre Matos (vocal e teclado, ex-Viper ), Luis Mariutti (baixo, ex-Firebox ) e Ricardo Confessori (bateria, ex-Korzus) deixaram a banda Angra. Na mesma época, os três resolveram montar um novo projeto. Este ainda não contava com um guitarrista, sendo assim, Hugo Mariutti (Henceforth), irmão de Luis, foi chamado pelo recém formado grupo, inicialmente apenas para auxiliar nas composições.

O grupo tentou trazer o nome Angra como nome de seu grupo, porém o nome pertencia a empresários ligados a antiga banda de Andre, Luis e Ricardo. Então, tiveram de escolher outro nome para o grupo. O nome escolhido para a nova banda, Shaman (sugerido por Luis Mariutti inspirado no título da música The Shaman, composta por Andre Matos para o Holy Land, álbum do Angra de 1996) significa "aquele que enxerga no escuro", e é representado de maneira geral pelos sacerdotes que curam através dos elementos da natureza. De origem siberiana, os shamans ganharam o mundo e se disseminaram em praticamente todas as culturas. No Brasil, os shamans (também grafado como xamãs) são representados principalmente pelos pajés indígenas.

O Shaman logo começou trabalhando arduamente para se tornar conhecido e firmar seu nome dentro do cenário heavy-metal. Iniciou com uma turnê de estreia no primeiro semestre de 2001, que passou pela Europa e América Latina, obtendo grande receptividade da crítica e do público, o primeiro show da banda foi realizado dia 10 de fevereiro de 2001 na cidade de Recife.

O fato curioso é que para essa primeira turnê mundial não tinha nenhum álbum lançado até então, o set list era composto por poucas músicas novas, muitas músicas do Angra, além de covers de Viper, Metallica, Iron Maiden, Deep Purple, Black Sabbath, Motorhead, Judas Priest e Avantasia. Vale destacar que a música Be Free foi tocada na turnê, mas posteriormente não entrou no album.

Para executar os teclados ao vivo a banda pode contar com o amigo e ex-parceiro de Angra, Fábio Ribeiro.

Ritual[editar | editar código-fonte]

Mesclando heavy metal, música clássica e world music, a banda deu início às gravações de seu primeiro álbum, intitulado Ritual, em janeiro de 2002. O disco foi inteiramente gravado na Alemanha, com exceção das percussões e instrumentos étnicos, totalmente captados e produzidos no Brasil. A produção ficou a cargo do renomado produtor Sascha Paeth (Angra, Edguy, Avantasia, Rhapsody, Virgo, Epica).

Ritual foi bem recebido no Brasil e em todo mundo, sendo lançado em mais de 15 países. A turnê World Ritual Tour durou um ano e meio, passando por diversos lugares do Brasil, Ásia, América Latina e Europa. Foram mais de 130 shows neste período, alguns reincidentes.

A turnê começou no inicio de 2002 e terminou em dezembro de 2004.

Em agosto de 2002, a música Fairy Tale, sétima faixa do disco, entra na trilha sonora da novela "O Beijo do Vampiro" vira sucesso e faz do Shaman a primeira banda de heavy metal brasileira a ter uma música em uma novela da Rede Globo.

Durante o ano de 2003, o Shaman esteve nos primeiros lugares das votações da mídia especializada, e a grande surpresa foi ter seu único álbum até então lançado eleito como o melhor disco de 2002 e 2004 pelos leitores da Folha de S. Paulo , veículo o qual abrange uma gama extensa de leitores de diferentes perfis. Ainda em 2004, a banda abriu o show do Iron Maiden no estádio do Pacaembu em São Paulo para aproximadamente 45.000 pesssoas.

Destaque para o show realizado no Espaço das Américas (São Paulo) no Festival Rock The Planet, no dia 2 de outubro de 2004, nessa ocasião também tocaram as bandas: Viper, Kotipelto e Edguy, que foi o headliner.

O primeiro DVD: RituAlive[editar | editar código-fonte]

A banda então aproveitou para lançar o show gravado ao vivo em 2003 na casa de shows paulistana Credicard Hall com a participação de vários convidados especiais (Tobias Sammet, Marcus Viana, Andi Deris, Sascha Paeth, George Mouzayek e Michael Weikath). O novo trabalho, saiu em CD e DVD, intitulado RituAlive, recebeu ótimas críticas e vendeu muito bem. Infelizmente muitas músicas foram cortadas, algumas por problemas de captação do audio e outras por serem do Angra.

A mudança de nome e o segundo disco: Reason[editar | editar código-fonte]

Em 2005, com o segundo álbum de estúdio praticamente finalizado e pronto para o lançamento, por motivos até hoje não muito bem explicados, foi anunciada uma alteração em sua marca. A banda (ou pelo menos a maioria dentro dela) decide acrescentar um A em seu nome, passando a se chamar Shaaman, porém este ajuste não afetaria na pronúncia do nome. Em 2008, Ricardo Confessori viria a dizer que nunca houvera problemas jurídicos e que mudança ocorreu após uma consulta com um numerólogo, que orientou o acréscimo de um "A" para que a carreira da banda decolasse de vez.

Nos meses seguintes chega às lojas o álbum Reason. Com uma "pegada mais direta", o novo álbum mostrou uma banda mais madura e segura, sem medo de quebrar rótulos e inovar. O resultado de Reason, que dessa vez foi gravado no Brasil pelo mesmo produtor do primeiro disco, Sascha Paeth, é o resgate de todo o peso, feeling e espírito do heavy-metal dos anos 80, incluindo aí a presença de elementos eletrônicos. Enquanto Ritual privilegiava a inegável virtuose dos músicos. A música ficou mais orgânica, o que ajudou a evidenciar o contraste entre guitarras pesadas, teclados em estilo new age e batidas tribais de world music. Essa mudança entretanto, desagradou uma grande maioria de fãs, levando a banda mais uma vez, a repensar sua carreira.

Mesmo assim, a banda continuava forte no cenário e o single do disco, “Innocence”, chega às rádios e logo divide o ranking entre as mais pedidas do país. O sucesso se repete na TV com a estreia de um videoclipe. Apesar da boa divulgação, problemas de logística afetariam a distribuição do disco. O mesmo se diz do fator internet e ainda um alto nível de rejeição à “nova fase” do som da banda, contribuíra para uma baixa vendagem de discos. Somada ainda a entrada da banda numa gravadora de porte menor, os resultados gerais não estariam à altura do que a banda já havia conquistado. O segundo single e clipe viria a ser "More", uma faixa “cover” da banda inglesa “Sisters of Mercy”.[carece de fontes?]

Destaque para show realizado no Estádio Canindé, no Festival Live N' Louder, no dia 12 de outubro de 2005, nessa ocasião também tocaram as bandas: Tuatha de Danann, The 69 Eyes, Dr. Sin, Rage, Destruction, Nightwish e Scorpions.

A turnê começou em março de 2005 em terminou em maio de 2006, o ultimo show com a formação original foi no Bar Opinião em Porto Alegre.

Férias, separação e segunda formação[editar | editar código-fonte]

A banda fez uma boa turnê com o Reason, mas problemas entre os integrantes começaram a ocorrer, e a banda resolveu tirar férias do palco. Depois de seis meses parados o baterista Ricardo Confessori anunciou uma pausa nas atividades do Shaman no dia 10 de outubro de 2006 através de um comunicado ao fã clube oficial For Tomorrow[carece de fontes?]. Os demais se pronunciaram numa carta aos fãs, alegando “perda da unidade dentro da banda” e por fim, se diziam fora do SHAMAN.[carece de fontes?] Ricardo Confessori em entrevista a revista especializada sobre bateria e percussão ("BATERA" - dezembro/2006) confirma que a banda iria regressar as atividades com uma nova formação. Após muitos boatos a banda finalmente retorna com seu nome original (SHAMAN com esta grafia), contando com um time de peso de renomados músicos e novos talentos do metal nacional. Shaman assim voltaria com: Thiago Bianchi assumindo os vocais, Fernando Quesada no baixo e Léo Mancini, antigo membro do Tempestt, na guitarra. Com essa reestruturação o passo seguinte foi o lançamento do álbum Immortal.

Immortal[editar | editar código-fonte]

A escolha do nome para o álbum que marcaria o retorno, foi Immortal, que segundo Confessori, representava bem o momento em que a banda estava vivenciando. Com elementos atmosféricos e étnicos que nos remete ao primeiro álbum do Shaman, o Ritual (2002). Permaneceu durante alguns meses entre os discos mais vendidos do mercado japonês na categoria Rock, posto antes nunca atingido pelo grupo.

O primeiro single do cd foi “In the Dark”, uma canção que também ganharia registro em vídeoclipe, dirigido por “Marcel Marluco”. A “balada” teve sua estreia em canais de música como MTV e VH1. A turnê “Immor tour”, contou com datas marcadas por américa Latina e Europa.

O album saiu em setembro de 2007.

A turnê começou em setembro de 2007 e passou pelas capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Manaus, Belém, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Caxias; Guatemala, Venezuela, Republica Tcheca, além de cidades do interior do Brasil. A tour terminou em meados de 2009.

Destaque para o show de abertura para o Deep Purple em fevereiro de 2008, infelizmente esse concerto foi prejudicado pois a banda teve que reduzir seu set list por causa do horário, a banda inglesa queria começar o seu show pontualmente as 22h.

Destaque também para o show no Festival Roça n' Roll em Varginha em BH, realizado em junho de 2008, tocaram no festival o Dr Sin, Samael, Carro Bomba, Maestrick, Nervosa, Dominus Praelli, entre outras.

Anime Alive[editar | editar código-fonte]

Após o lançamento do álbum Immortal, a banda grava em agosto de 2008, em um famoso evento de “anime” na cidade de São Paulo o álbum Anime Alive. Contando com um público de aproximadamente 20 mil pessoas. O vídeo mostra passagens de som, clipes e informações sobre o grupo. O DVD ainda conta com cenas inesperadas que revelam até outras facetas dos músicos do SHAMAN, como a cena do guitarrista Léo Mancini, manuseando um Nunchaku durante o solo de bateria.

No mesmo ano ainda seria lançado um versão dupla do álbum Immortal com 5 faixas bônus mais o áudio do Anime Alive 2008.

A banda também tocaria no Anime Friends em 2009, mas devido a falhas de negociação teve apenas tarde de autógrafos.

Origins[editar | editar código-fonte]

Em Setembro de 2010 é lançado o disco de estúdio Origins . Um álbum conceitual que traz a história de Amagat, um guerreiro nascido em uma tribo na longínqua Sibéria, lar dos primeiros Xamãs.

O CD foi masterizado em New York, no Universal Mastering Studios, por Mark Santangelo.

Juntamente com o CD foi incluído o DVD "Shaman & Orchestra Live At Masters Of Rock Of Prague", no qual acompanhados pela “Bouslav Prague Orchestra” e conduzidos pelo maestro Turco “Musa Goçman”, a banda apresenta um concertos realizado na República Tcheca em 2009 durante o Festival Masters of Rock, para um publico de mais de 35.000 pessoas.

O álbum foi lançado no japão com a faixa bônus Kurenai cover da banda X Japan.

O clipe da música “Finnaly Home” é lançado.em março de 2011. Foi dirigido por Alex Batista.

O clipe da música Ego é lançado em outubro de 2011. Foi dirigido por Alex Batista.

A turnê do Origins começou em meados de 2010 e terminou no fim de 2012.

Novo projeto: Noturnall[editar | editar código-fonte]

Em meados do ano de 2013, a banda se preparava para lançar um novo álbum de estúdio. Esse álbum estava previsto para ser lançado no segundo semestre do ano citado.[1] Inclusive, vídeos com sessões de gravação do disco, o título e até a capa do álbum já haviam sido divulgadas. Um videoclipe com a produção e participação de Russell Allen, vocalista da banda estadunidense de metal progressivo Symphony X, havia sido gravado em Los Angeles.

Porém, no dia 18 de setembro de 2013, sites especializados em heavy metal noticiaram o surgimento de um novo projeto chamado Noturnall, que conta com todos os integrantes do Shaman (exceto Confessori) mais o baterista Aquiles Priester, do Hangar e ex-Angra.[carece de fontes?] O Noturnall abriu um canal no YouTube e postou alguns vídeos explicando sobre o surgimento do projeto e como ele se dará, prometendo lançar um álbum no começo de 2014. Nesses vídeos constam trechos de sessões da gravação de uma música e do videoclipe produzido por Russell Allen e que originalmente seriam lançados pelo Shaman. Inclusive, o nome da banda, Noturnall, foi inspirado no título do que seria o novo álbum do Shaman, Nocturnal.

Fim de mais uma fase[editar | editar código-fonte]

Em entrevista ao jornalista Ronnald Casemiro, do blog Ceará & Rock,[2] Fernando Quesada confirmou o fim da segunda formação da banda: "O Shaman foi um momento importante em nossa história, nós vivemos muitas coisas boas juntos, mas já é uma página virada em nossas vidas. Não voltaremos ao Shaman", afirmou o baixista.

Retorno[editar | editar código-fonte]

No dia 25 de maio de 2018, Shaman anuncia sua volta para um show especial com a formação clássica em São Paulo, na casa de show Audio. Essa volta se deu após milhares de pedidos e até uma campanha com a hashtag #voltashaman, após uma árdua batalha dos fãs contra a rigidez que a formação original demonstrava em voltar com as atividades da banda, os integrantes atenderam o chamado dos fãs que foram surpreendidos com a inesperada notícia. Após algumas semanas, foram anunciados shows para Brasília, Belo Horizonte, Rio Janeiro, Manaus junto de Arch Enemy e Kreator, Fortaleza e Recife.

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Atualmente

  • Ricardo Confessori - bateria (2000-2014; 2018-presente)
  • Andre Matos - vocal, teclado (2000-2006; 2018-presente)
  • Hugo Mariutti - guitarra (2000-2006; 2018-presente)
  • Luís Mariutti - baixo (2000-2006; 2018-presente)
  • Fábio Ribeiro - teclado (2001-2006;2018-presente) (músico convidado)

Ex-Integrantes[editar | editar código-fonte]

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio
Demos
Álbuns ao vivo
Singles

Videografia[editar | editar código-fonte]

DVDs
Videoclipes
Ano Título Diretor
2003 "Fairy Tale" Drico Mello
2004 "For Tomorrow"
2005 "Innocence" Maurício Eça, Sérgio Mastrocola e Pablo Nobel
"More" Andrew Eldritch e Jim Steinman
2007 "In The Dark" Marluco Izidoro
2010 "Finally Home" Alex Batista
2011 "Ego"

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • O nome do projeto, "Shaman", significa "aquele que enxerga no escuro". Sua maior representação é geralmente através de sacerdotes que curam através dos elementos da natureza. De origem siberiana, os “xamãs” ganharam o mundo e se disseminaram em praticamente todas as culturas. No Brasil, os ‘shamans’ (também grafado como ‘xamãs’) são representados principalmente pelos pajés indígenas.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências e Notas