Solitaire (James Bond)

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Solitarie
Personagem da série James Bond
Solitaire007.jpg
Profissão cartomante, vidente
Categoria bond girl
Status ativa
Interpretado(a) por Jane Seymour
Filmes Com 007 Viva e Deixe Morrer (1973)

Solitaire é uma personagem do livro e do filme Com 007 Viva e Deixe Morrer, criada por Ian Fleming. De personalidade doce e sensitiva, ela trabalha como cartomante para a organização de Mr. Big, o vilão da oitava aventura da franquia cinematográfica de James Bond e a primeira com Roger Moore no papel do espião britânico.[1]

Características[editar | editar código-fonte]

No livro original de Fleming, Solitaire tem o nome real de Simone Latrelle, haitiana de ascendência francesa, assim chamada pelos nativos do país pela aparente exclusão que faz dos homens em sua vida, sendo considerada virgem.[2]

Dotada de extra-sensibilidade sensorial, capaz de prever o futuro e descobrir se as pessoas falam a verdade, ela foi iniciada na prática do voodoo e da cartomancia ainda na infância. Dotada de traços suaves e pele bem alva, descrita no livro como uma das mulheres mais lindas já conhecidas por James Bond, depois de um contato inicial frio e distante ela se apaixona pelo espião e foge com ele de Mr. Big.

No filme[editar | editar código-fonte]

Solitarie aparece pela primeira vez descrevendo para Mr. Big/Dr.Kananga, através de suas capacidades sensitivas e de cartas de tarô, a viagem que 007 faz ao encontro de seu chefe - de quem é uma virtual prisioneira [3]- inclusive descrevendo-o fisicamente, prevendo que ele trará morte e violência, antes mesmo que Bond chegue à pequena ilha de San Monique, onde o vilão tem seu quartel-general e a mantém sob seu domínio.[4]

Solitaire e Bond encontram-se pela primeira vez após o espião seguir o traficante de heroína até um restaurante. Após um breve encontro com Big/Kananga, Bond pergunta a Solitaire sobre seu futuro. Instigado a retirar uma carta do baralho de tarô, ele a pergunta se a carta, a dos amantes, significa o futuro deles.[5]

Quando Bond e sua aliada Rosie Carver, uma ex-integrante do bando de Big que se passa para o lado de 007, chegam a ilha na caça ao traficante, o vilão pede novamente a Solitaire que diga o futuro nas cartas. Retirando novamente a carta dos amantes do baralho, pela primeira vez ela mente a seu chefe, dizendo que previa a morte de Bond. Quando Mr. Big e seus capangas falham em eliminar Bond - mas matam Rosie - o erro na previsão provoca a ira de Mr.Big, que a ameaça dizendo que assim como sua mãe, também possuidora do dom e que o perdeu - provavelmente ao perder a virgindade, resultante no nascimento de Solitaire -, ela está se tornando inútil pra ele. Mais tarde, Bond volta clandestinamente à propriedade de Kananga e convencendo Solitaire de que as cartas apontam que o destino deles seja o de amantes, seduz a bond girl que, perdendo a virgindade, perde também seus poderes. Com isso, Bond acredita que ela corre perigo e assim os dois fogem juntos da ilha de Mr. Big/Kananga.[5]

Ao fim do filme, depois de raptada pelos homens de Kananga em Nova Orleans e levada de volta à San Monique, pronta para ser sacrificada numa cermimônia voodoo no interior da ilha, Solitarie é finalmente salva por Bond, que mata Big/Kananga e destrói a plantação de ópio do traficante, com a qual ele pretendia inundar os Estados Unidos de heroína.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Cleopatra Jones:007
  2. Fleming, Ian, Live and Let Die (MacMillan, 1954), ch. 7.
  3. Google Books: Live and Let Die
  4. «MI-6:Solitaire (Jane Seymour)». Consultado em 31 de março de 2011 
  5. a b «filmsite Live and Let Die (1973)». Consultado em 31 de março de 2011