Fatima Blush

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Fatima Blush
Personagem da série James Bond
Image11.jpg
Organização SPECTRE
Profissão espiã
Categoria bond girl
capanga do vilão
Status morta
Interpretado(a) por Barbara Carrera
Filmes 007 - Nunca Mais Outra Vez (1983)

Fatima Blush é uma personagem do filme 007 - Nunca Mais Outra Vez, de 1983, filme não-oficial (realizado por outros produtores que não a EON Productions) da série, com Sean Connery no papel do espiãoJames Bond, doze anos depois de ter abandonado o papel em 007 Os Diamantes São Eternos.

Uma refilmagem adaptada de 007 contra a Chantagem Atômica (Thunderball), de 1965, o nome da personagem – vivida nas telas por Barbara Carrera – foi criado por Ian Fleming, num memorando em 1959,[1] mas não foi usado no primeiro filme, sendo substituída por sua equivalente na trama da época, Fiona Volpe.[2]

Características[editar | editar código-fonte]

Agente nº12 da SPECTRE, a organização terrorista internacional comandada por Ernst Stavro Blofeld, Blush é uma mulher morena, sedutora mas letal, uma femme fatale [3] que procura dominar e controlar todos os homens com quem se relaciona, e que cai nos braços de 007 mas depois morre em combate contra ele. Sua missão inicial é seduzir Jack Petachi, irmão da amante de Maximillian Largo, seu chefe e nº1 da SPECTRE, para que ele traia a Força Aérea dos Estados Unidos, de onde é piloto, permitindo à organização roubar ogivas nucleares para fazer uma chantagem atômica mundial.

Filme[editar | editar código-fonte]

Enviada por Largo para a clínica onde Petachi está recolhido, ela se disfarça deenfermeira e através de doses controladas deheroína, treina a vontade do piloto para que ele realize sua traição. Depois que Petachi tem alta do hospital e quebra os códigos de segurança das bombas que permitirão à SPECTRE roubá-las, ele é assassinado por Blush, que coloca uma serpente venenosa em seu carro, causando um acidente.[4]

Fatima faz sexo com 007 pouco depois de encontrá-lo pela primeira vez e em seguida tenta matá-lo, quando estão mergulhando, grudando um transmissor que atrai tubarões em seu cilindro de oxigênio. Falhando, depois ela coloca uma bomba no quarto de Bond, que só sobrevive porque preferiu passar a noite no quarto de outra mulher a quem seduziu.

Durante seu mortal encontro final, ela força Bond - obrigando-o a abrir as pernas, amarrado, e mirar no meio delas - a escrever um bilhete dizendo ser ela a maior amante que já existiu, o que Bond faz, acrescentando que Blush parece ter 'ódio aos homens'. Ele consegue distraí-la, falando de outras amantes, o que a deixa irada, e finalmente consegue matá-la com uma bala explosiva escondida em uma caneta, um dos inventos de Q, que a atinge no abdomen e a vaporiza.[4]

Morte[editar | editar código-fonte]

Blush tem a distinção de ser a primeira mulher morta frente a frente por Bond em toda a série; somente em O Mundo Não é o Bastante (1999), dezesseis anos mais tarde, e na pele de Pierce Brosnan, ele faria o mesmo comElektra King, a quem mata com um tiro. [5]

Atriz[editar | editar código-fonte]

A nicaraguense Barbara Carrera, única bond girl nascida na América Central, que interpreta Blush de maneira altamente passional, é a única atriz a ter sido indicada para o Golden Globe por um papel de bond girl. Carrera abriu mão de trabalhar em 007 contra Octopussy, o filme da franquia oficial da EON com Roger Moore, filmado e lançado no mesmo ano, no papel principal da contrabandista Octopussy – que acabou sendo da sueca Maud Adams – para trabalhar com Sean Connery neste filme não-oficial, pela admiração que tinha pelo Bond original.[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Sellers, Robert. Tomahawk press, ed. The Battle for Bond. [S.l.: s.n.] 264 páginas. ISBN 0-953-1926-36 
  2. «Kosmix/Fiona Volpe». Consultado em 3 de abril de 2011 [ligação inativa]
  3. filmsite Greatest Bond Girls in James Bond Films
  4. a b «filmsite Never Say Never Again (1983)». Consultado em 3 de abril de 2011 
  5. «filmsite The World is Not Enough (1999)». Consultado em 3 de abril de 2011 
  6. Bosman, Julie. «A 'Bond Girl' With Oomph». The New York Times. Consultado em 12 de fevereiro de 2016