Renard (James Bond)

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Renard
Personagem da série James Bond
007 ja liiga kitsas maailm - pilt4.JPG
Profissão terrorista, anarquista
Categoria vilão
Status morto
Interpretado(a) por Robert Carlyle
Filmes 007 O Mundo não é o Bastante (1999)

Viktor Lavrentievich Zokas aka Renard, o Anarquista, é um personagem e um dos dois principais antagonistas de James Bond no filme 007 O Mundo não é o Bastante, da franquia cinematográfica do espião britânico criado por Ian Fleming.

Características[editar | editar código-fonte]

Treinado pela KGB como assassino mas dispensado por instabilidade mental, com o fim da Guerra Fria e a mudança do clima político, Renard torna-se um terrorista-anarquista com o único propósito de espalhar o caos. Durante uma missão para eliminar Renard na Síria, o agente 009 do MI-6 consegue acertar-lhe um tiro na cabeça, ao qual ele sobrevive, mas a bala fica numa posição em que não pode ser retirada, e lentamente se dirige a seu córtex cerebral. A medida em que se move, faz com que Renard perca aos poucos o sentido do gosto, do cheiro e da dor física.[1]

Porém, mesmo que a bala fatalmente irá matá-lo um dia, ela também faz com que, com a perda de vários sentidos, ele vá adquirindo uma resistência extraordinária, aumentando seus limites acima dos limites humanos normais, porque ele não é capaz de sentir o dano.

Pouco antes do início do filme, Renard rapta Elektra King, a herdeira de um bilionário magnata do petróleo britânico, mantendo-a cativa em Chipre. Quando Sir Robert King, o pai de Elektra, recusa-se a pagar o resgate por influência do MI-6, Elektra revolta-se a seduz Renard, aliando-se a ele e tornando-se sua amante, desenvolvendo a Síndrome de Estocolmo.[1]

Sem conhecimento do MI-6 ou do govêrno britânico, Renard passa a trabalhar junto com Elektra em seu plano de dominação do controle e distribuição do petróleo na área do Mediterrâneo, provocando uma explosão nuclear num submarino afundado no Estreito de Bósforo, que desencadeará um holocausto nuclear com a morte de oito milhões de pessoas - incluindo ele, Renard - em Istambul.

No filme[editar | editar código-fonte]

À medida que a trama do filme se desenrola, Renard é visto como alguém que tem uma expectativa de vida indeterminada, enquanto a bala movimenta-se por sua cabeça. Sua primeira demonstração de capacidade física aparece quando ele pega com as mãos pedaços escaldantes de rochas vulcânicas sem sentir nenhum desconforto.[2]

Junto com Elektra, Renard lança um ataque contra a sede do MI-6 em Londres, em que explosões causam a morte de Sir King e vários agentes e funcionários da agência. Depois, com seus capangas, infiltra-se num antiga base de mísseis soviética no Casaquistão, de onde, após uma luta com Bond, rouba uma arma nuclear, necessária para o atentado que pretende promover, em prol da companhia de petróleo de Elektra.

Depois que 007 mata Elektra King, após ser preso e torturado por ela, os dois tem seu encontro final a bordo do submarino capturado, no Estreito de Bósforo. Com a ajuda da Dra. Christmas Jones, uma cientista e sua aliada na trama, Bond enfrenta Renard e seu homens, e na confusão que se segue, o submarino submerge e toca no fundo do estreito, provocando um vazamento em seu casco. Com a belonave sendo inundada e a ponto de explodir, Bond pega Renard, que está ocupado tentando enfiar a ponta de uma haste de plutônio no reator para fazê-lo explodir e os dois lutam. Apesar de espancado pelo terrorista que não sente dor física, Bond consegue empalá-lo com a vara de plutônio, esmagando-o contra o reator e matando-o, antes de escapar do submarino com Jones pelo tubo de lançamento de torpedos.[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «jamesbond multimedia Robert Carlyle (Renard)» (em inglês). Consultado em 18 de abril de 2011. 
  2. a b «filmsite The World is Not Enough (1999)». Consultado em 18 de abril de 2011.