Transnordestina Logística S.A.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Transnordestina Logística)
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Transnordestina Logística S/A - TLSA
Logo da Transnordestina Logística S/A
Razão social Transnordestina Logística S/A
Empresa de capital aberto
Cotação BM&F Bovespa:
Atividade Transporte ferroviário, Logística
Gênero Sociedade anônima
Fundação 1998 (21 anos) (como CFN)
2008 (11 anos) (como TLSA)
Sede BrasilFortaleza, Ceará
Área(s) servida(s) Pernambuco, Ceará, Piauí
Locais Nordeste do Brasil
Produtos Transporte e movimentação de carga
Acionistas CSN (controlador)
VALEC
BNDESPar
BNDES
FINAME
Antecessora(s) Companhia Ferroviária do Nordeste

A Transnordestina Logística S/A (TLSA) é uma empresa privada do Grupo CSN, responsável pela construção e operação da Ferrovia Nova Transnordestina (EF-232 e EF-116), projetada para ligar o Porto de Pecém, no Ceará, ao Porto de Suape, em Pernambuco, além do cerrado do Piauí, no município de Eliseu Martins, com extensão total de 1 753 quilômetros[1].

História[editar | editar código-fonte]

Atual malha ferroviária da Transnordestina Logística S/A

A Transnordestina Logística S.A. é uma empresa privada controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), um dos principais grupos privados nacionais. Até o ano de 2008, era denominada Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), responsável pela operação da concessão adquirida da Rede Ferroviária Federal em 1997, composta das seguintes superintendências regionais: SR-1 (Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte), SR-11 (Ceará) e SR-12 (Piauí e Maranhão). Possuía uma malha ferroviária de 4 238 quilômetros, que se estendiam pelos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, até o município de Propriá, em Sergipe.

Operava as linhas da Malha Nordeste da RFFSA, construídas todas em bitola métrica, pelas antigas Rede Ferroviária do Nordeste, Ferrovia São Luís-Teresina, Ferrovia Teresina-Fortaleza e Rede de Viação Cearense[2].

Em 2013,a ANTT autorizou a cisão da concessão para exploração e desenvolvimento do serviço público de transporte ferroviário de carga da Malha Nordeste, e a Cisão Parcial da TLSA. A Cisão nomeia a segregação de ativos e passivos da Malha I e a Malha II.[3]

A Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) incorporou os ativos e passivos da Malha I (bitola métrica); e a TLSA fica com a Malha II (bitola larga e mista em construção como Ferrovia Nova Transnordestina).

A Malha II da TLSA é composta pelos trechos Missão Velha-Salgueiro, Salgueiro-Trindade, Trindade-Eliseu Martins, Salgueiro-Porto de Suape e Missão Velha-Porto de Pecém, passando pelos estados do Piauí, Ceará e Pernambuco. Este trecho compreende a construção da Ferrovia Nova Transnordestina, com extensão total de linhas de 1 753 quilômetros[4].

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Malha que compunha originalmente a Companhia Ferroviária do Nordeste - CFN.
1992
A RFFSA é incluída no Programa Nacional de Desestatização.
1997
Leilão da Malha Ferroviária Nordeste pertencente à Rede Ferroviária Federal SA, concessão é obtida por 30 anos.
1998
Surge a Companhia Ferroviária do Nordeste - CFN, início do transporte de cargas.
2008
Alteração na razão social da Companhia Ferroviária do Nordeste - CFN, passando a se chamar Transnordestina Logística S/A - TLSA.
2011
A VALEC torna-se acionista da TLSA.
2012
Iniciado o processo de Cisão parcial da TLSA, visando segregar a concessão da antiga malha ferroviária da RFFSA da concessão Nova Transnordestina que está em construção. Criação da Ferrovia Transnordestina Logística em 29 de outubro de 2012[5] e aprovada em 22 de fevereiro de 2013, a partir da Resolução nº 4042[6] da ANTT.
2013
Início das operações da Ferrovia Transnordestina Logística (FTL), logo após a aprovação da Cisão pelos acionistas da TLSA.
2017
Por orientação do Tribunal de Contas da União as obras não devem mais serem realizados repasses de dinheiro público, por descompasse entre dos cronogramas de obras e os valores financeiros liberados[7].

Com dez anos de obras foram executados 600 quilômetros de trilhos de uma extensão total prevista de 1 753 quilômetros[8].

Composição acionária[editar | editar código-fonte]

A composição acionária em 30 de Dezembro de 2015 da TLSA é compartilhada entre a CSN e empresas públicas federais[9] conforme o quadro a seguir.

Empresa Percentual
Companhia Siderúrgica Nacional 56,92
BNDESPar 4,17
BNDES 5,62
FINAME 1,33
VALEC 31,96
Fundo de Investimento do Nordeste 0,00

Frota[editar | editar código-fonte]

A frota de locomotivas da Transnordestina Logística S/A (TLSA) ao fim de 2015 era composta por locomotivas EMD dos modelos G12 e SD40-2, possuindo um total de 14 locomotivas[10], destas quatro classificadas como inativas.

Fabricante Modelo Potência Ativas Total Nota
EMD G12 1425 HP 5 5
EMD SD40-2 3000 HP 5 9 BNSF n.º 7251, 7256, 7268, 7291, 8100 e 8115
RFFSA/MRS n.º 5212, 5237 e 5241.

Foram importadas em 2011 seis locomotivas[11] usadas do EUA ex-BNSF Railway. Era previsto inicialmente a importação de um total de 11 locomotivas do modelo EMD SD40-2, entretanto somente foram entregues seis unidades.

Em 2013 foi realizada a mutação patrimonial de 03 (três) locomotivas EMD SD40-2 da concessionaria MRS Logística para a Ferrovia Transnordestina Logística, o processo foi finalizado com o Aditivo publicado em 13 de janeiro de 2015,[12] entretanto essas locomotivas estavam operando na Transnordestina Logística S/A (TLSA)[10] em 2015, nas obras de construção da ferrovia.

Equipamentos de manutenção de via[editar | editar código-fonte]

Equipamento[10] Fabricante Ano Origem Quantidade
Reguladora de lastro Knox KBR 925 Kershaw 2007 1
Reguladora de lastro PBR 400 Plasser & Theurer 2010 2
Socadora de linha 08-16 SPLIT HEAD Plasser & Theurer 2010 3
Pórtico hidráulico PTH 500 Geismar 2010 4
Auto de linha de manutenção AL Via Permanente 2015 1
Auto de linha de inspeção VLT 1722 Empretec 2006 1
Caminhão rodoferroviário 1519 Empretec 2013 1
Máquina de soldar elétrica Holland H650 Holland 2010 1
TOTAL 14

Referências

  1. «Transnordestina Logística aprova cisão parcial da companhia». ANTT. 27 de dezembro de 2017. Consultado em 7 de janeiro de 2017 
  2. Setti, João Bosco, (2008). Ferrovias no Brasil. um século e meio de evolução. Rio de Janeiro: Memória do Trem. ISBN 978-85-86094-09-5 
  3. «Transnordestina Logística aprova cisão parcial da companhia». Valor Econômico. Consultado em 12 de novembro de 2015 
  4. «TLSA». TLSA. 4 de Novembro de 2016. Consultado em 12 de janeiro de 2017 
  5. ANTT (31 de janeiro de 2014). «FTL - Ferrovia Transnordestina Logística - Demonstrações Financeiras». Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes. Consultado em 7 de janeiro de 2017 
  6. «Resolução nº 4042, de 22 de fevereiro de 2013 - Autoriza a operação de cisão da Concessão para exploração e desenvolvimento do serviço público de transporte ferroviário de carga na Malha Nordeste.». ANTT. 22 de fevereiro de 2013. Consultado em 7 de Janeiro de 2017 
  7. «TCU suspende repasses de recursos para obras da ferrovia Transnordestina». Laís Lis. 25 de janeiro de 2017. Consultado em 19 de fevereiro de 2017 
  8. Wagner Sarmento (18 de Fevereiro de 2017). «Paradas, obras da ferrovia Transnordestina são retrato do descaso». Consultado em 19 de fevereiro de 2017 
  9. «Audiência pública realizada em 16/03/2016, com a participação da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. para tratar das obras da ferrovia Nova Transnordestina.». Camara Federal -CONSULTOR: ROSE MIRIAN HOFMANN. 3 de maio de 2006. Consultado em 9 de Janeiro de 2017 
  10. a b c RF. «3.289 locomotivas em operação». Dezembro/Janeiro 2015. Consultado em 1 de janeiro de 2016 
  11. «Locomotivas desembarcam no Ceará». WebTranspo. 27 de setembro de 2011. Consultado em 12 de Janeiro de 2017 
  12. «Termo Aditivo nº 003 ao Contrato de Arrendamento nº 071/97». ANTT. 2015. Consultado em 8 de janeiro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma empresa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.