Transnordestina

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Ferrovia Nova Transnordestina
Mapa Transnordestina Jan.2017.png
Malha da Ferrovia Nova Transnordestina.
EF EF-232 e EF-116
Abreviações FNT
Área de operação Nordeste do Brasil
Bitola bitola mista (1,00 m e 1,60 m)
bitola larga (1,60 m)
Extensão 1.753 km
Interconexão Ferroviária EF-151, FTL
Portos Atendidos Porto de Pecém, Porto de Suape
Operadora Transnordestina Logística S.A.
Sede BrasilFortaleza, Ceará

A Ferrovia Nova Transnordestina (EF-232 e EF-116) é uma ferrovia brasileira, em bitola mista, projetada para ligar o Porto de Pecém, no Ceará, ao Porto de Suape, em Pernambuco, além do cerrado do Piauí, no município de Eliseu Martins, com extensão total de 1.753 km. No futuro se conectará com a ferrovia Norte-Sul em Porto Franco (MA).[1]

A ferrovia pertence à Transnordestina Logística S.A., uma subsidiária da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).[2] Embora seja privada, a obra recebeu majoritariamente recursos públicos.[3]

Características[editar | editar código-fonte]

O projeto desta ferrovia intenciona elevar a competitividade da produção agrícola e mineral da região Nordeste, com uma logística eficiente que une uma ferrovia moderna de alto desempenho e portos de calado profundo que podem receber navios de grande porte. A bitola mista permite a união da alta capacidade da bitola larga e a ligação com as outras ferrovias regionais com a bitola métrica.

  • Ferrovia: Conectará Eliseu Martins ao Porto de Suape e ao Porto de Pecém.

Bitola larga e mista Rampas: sentido exportação: 1,0% Rampas: sentido importação: 1,5% Curvas com raio mínimo de 400 metros. Projetada para garantir serviços logísticos: alta qualidade X baixo custo.

  • Terminais: 2 Terminais portuários - exportação de granéis sólidos

Localizações Estratégica: principais mercados consumidores e em portos aptos a operar navios “cape size”.

Uma conexão entre a Nova Transnordestina e a Ferrovia Norte-Sul encontra-se em projeto e será construída entre as cidades de Eliseu Martins (PI) e Estreito (MA) num total de 400 km.[4]

Orçamento e Financiamento[editar | editar código-fonte]

Ex-presidente Dilma Rousseff acompanhando as obras da TLSA.

O custo total da obra estimado em R$ 5,42 bilhões deverá ser excedido em 25% e totalizará cerca de R$ 6,72 bilhões. O aumento de custo foi justificado por maiores custos com mão de obra e equipamentos. Do orçamento atual, R$ 3,1 bilhões serão financiados, sendo R$ 2,7 bilhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), R$ 225 milhões do BNDES e 180 milhões do Banco do Nordeste. Dos R$ 2,3 bilhões restantes, R$ 1,3 bilhão sai do caixa da CSN, R$ 823 milhões do Fundo de Investimento do Nordeste (Finor) e R$ 164 milhões da estatal Valec. Por tratar-se de um empreendimento de controle privado, o custo da Transnordestina é de responsabilidade da TLSA (Transnordestina Logística S.A.), controladora do projeto.[5] Em dezembro de 2016, a obra estava 52% concluída, apesar de ter usado R$ 6,27 bilhões. Serão necessários mais R$ 5 bilhões para conclusão total da obra [6].

Cronologia[editar | editar código-fonte]

  • 1997: Leilão da Malha Ferroviária Nordeste
  • 1998: Início de exploração e desenvolvimento do transporte de cargas com a criação da CFN
  • 2002: Estudos para a implantação de novo traçado – projeto TRANSNORDESTINA
  • 2006: Início de implantação da FERROVIA TRANSNORDESTINA
  • 2008: CFN passa a se chamar TRANSNORDESTINA LOGÍSTICA S.A.
  • 2013: Previsão de início de operação da FERROVIA TRANSNORDESTINA
  • 2016: Obra 52% concluída, usados R$ 6,27 bilhões, necessários mais R$ 5 bilhões para conclusão total da obra

A Ferrovia Transnordestina estava com a conclusão prevista para o ano de 2016, mas ainda não foi acabada a construção no respectivo ano.

Referências

  1. «Obras da Transnordestina são vistoriadas por Dilma Rousseff e Cid Gomes». Governo do Estado do Ceará. Consultado em 22 de fevereiro de 2017. 
  2. Camarotto, Murillo (28 de fevereiro de 2015). «TCU diz que governo 'perdeu controle' de Transnordestina e pode anular concessão». Senado Federal. Consultado em 15 de dezembro de 2016. 
  3. «Transnordestina, após 10 anos, ainda está pela metade - Economia - Estadão». Estadão 
  4. «Seminário Internacional sobre Hidrovias Brasil-Holanda» (PDF). Agência Nacional de Transportes Aquaviários. 4 de março de 2009. Consultado em 21 de fevereiro de 2017. 
  5. «Novo reajuste para Transnordestina — Portal ClippingMP». 14 de janeiro de 2012. Consultado em 22 de fevereiro de 2017. 
  6. «Bilhões de reais e 10 anos depois, Transnordestina leva a lugar nenhum - Notícias - UOL Economia». UOL Economia