Ferrogrão

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Ferrogrão
EF EF-170
Área de operação Mato Grosso e Pará
Tempo de operação 2025 (previsto)
Bitola bitola irlandesa
1 600 mm (5,25 ft)
Extensão 933 km (580 mi)
Interconexão Ferroviária Ferronorte e Ferrovia de Integração Oeste-Leste
(se os projetos se concretizarem)
Portos Atendidos Porto de Miritituba

A Ferrogrão, tecnicamente chamada EF-170, é o projeto de uma ferrovia longitudinal brasileira que formará o corredor ferroviário de exportação do Brasil pela Bacia Amazônica, na Região Norte do país. A ferrovia contará com uma extensão de 933 km, conectando a região produtora de grãos do Centro-Oeste ao Porto de Miritituba na margem direita do rio Tapajós, em Itaituba, no estado do Pará.[1]

Características[editar | editar código-fonte]

O projeto da Ferrogrão surgiu devido à expansão da fronteira agrícola brasileira e à demanda por uma infraestrutura integrada de transportes de carga de alta capacidade na região.

A princípio, o ponto de partida da Ferrogrão será o município de Sinop, em Mato Grosso, num dos pontos mais centrais do país e considerado local estratégico para a distribuição de grãos rumo aos portos brasileiros e ao mercado internacional. A região de Sinop concentra os maiores municípios produtores de grãos do país, como Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum. Porém, mais de 70% da safra mato-grossense é escoada pelos portos de Santos (SP), e de Paranaguá (PR), no Sudeste e no Sul respectivamente, a mais de 2 mil quilômetros da origem.

Os altos custos e as dificuldades logísticas enfrentadas na BR-163 para se chegar a esses portos, fizeram com que grandes empresas exportadoras de grãos buscassem novas alternativas de um corredor logístico pelo norte, que aumentasse a competitividade do agronegócio brasileiro. Assim, mostrou-se viável o projeto buscando uma saída eficiente pela Bacia do rio Amazonas, no Porto de Miritituba no Pará, através do rio Tapajós. O trecho ferroviário cumprirá um papel estruturante para o escoamento da produção de milho, soja e farelo de soja, fertilizantes, açúcar e etanol do estado do Mato Grosso, abrindo uma nova rota para a exportação no Brasil.[2]

O trecho da Ferrogrão fazia parte do projeto original da Ferronorte de 1901, que já previa a ligação do Sudeste com Rondônia e com o Pará, passando por Mato Grosso.

Extensão[editar | editar código-fonte]

Há discussões da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja) e do Movimento Pró-Logística junto ao Governo Federal, buscando a ampliação de trecho. A proposta é passar o ponto de início da ferrovia para Lucas do Rio Verde, atravessando Sorriso, o maior produtor nacional de grãos. A distância entre Lucas e Sinop é de cerca de 160 quilômetros ao sul. Se a proposta se confirmar, Lucas do Rio Verde poderá futuramente se transformar em um grande entroncamento ferroviário, com a chegada da Ferrogrão, Ferronorte e FICO (Ferrovia de Integração do Centro-Oeste). Isso significaria poder acessar os portos de Santos (SP), Itaqui (MA) e Miritituba (PA), por ferrovias.[3][4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]