A Doce Vida
| A Doce Vida | |
|---|---|
| La dolce vita (italiano) لا دولشي فيتا (árabe) La Dolce Vita (Catalão) Das süße Leben (Alemão) Γλυκιά ζωή (grego) The Sweet Life / The Good Life (inglês) Tatlı Hayat (turco) A Doce Vida (PT/BR) |
|
| Cartaz do filme. | |
1960 • p&b • 174 min |
|
| Produção | |
| Direção | Federico Fellini |
| Produção | Giuseppe Amato / Angelo Rizzoli |
| Roteiro | Federico Fellini / Ennio Flaiano / Tullio Pinelli / Brunello Rondi / Pier Paolo Pasolini |
| Elenco original | Marcello Mastroianni Anita Ekberg Anouk Aimée Yvonne Furneaux Magali Noël |
| Género | drama |
| Idioma original | italiano / inglês / francês / alemão |
| Música | Nino Rota |
| Cinematografia | Otello Martelli |
| Edição | Leo Cattozzo |
| Estúdio | Pathé Consortium Cinéma |
| Distribuição | Koch Lorber Films |
| Lançamento | 3 de fevereiro de 1960 19 de abril de 1961 |
| Orçamento | $19,516,000 |
IMDb: (inglês) (português) |
|
| Projeto Cinema • Portal Cinema | |
A Doce Vida (em italiano: La dolce vita / AFI: [la ˈdoltʃe ˈviːta]) é um filme franco-italiano de 1960, do gênero drama dirigido pelo cineasta Federico Fellini, e normalmente citado como marco da transição de seus estilos, do neo-realismo para simbolismo, mantendo mais influência sobre a nouvelle vague do que com o neorrealismo italiano. Outra característica é a imagem em preto-e-branco, realçando um laço com o cinema noir e com o expressionismo alemão, mostrando sempre um cenário antipático e carnavalesco com altos contrastes de luz e sombra.
É considerado um clássico do cinema, e a obra-prima de Federico Fellini, juntamente com 8½ e Amarcord, e considerado pela crítica especializada e por alguns cinéfilos como um dos melhores filmes de todos os tempos, igualado a Cidadão Kane, outro clássico do cinema sobre o jornalismo sensacionalista.
Assim como A Regra do Jogo, 2001: Uma Odisséia no Espaço, Metrópolis, Intolerância e Aurora, A Doce Vida, representa a decadência moral e a falsa moral perigosa, se preocupando com o rumo que a sociedade levará dentre este vazio existencial e político, cultural e sociológico.
O filme trata da temática decadência/influência descrita por Nietzsche.
Foi considerado um dos 1000 melhores filmes de todos os tempos pelo The New York Times1 e o 19º melhor filme de todos os tempos pelo site Melhores Filmes2 . O crítico de cinema norte-americano Roger Ebert, considerou A Doce Vida um dos seus dez filmes favoritos e o melhor filme de Federico Fellini3 .
Índice |
Sinopse [editar]
O filme passa-se em Roma e conta a história de Marcello Rubini, um jornalista especializado em histórias sensacionalistas sobre estrelas de cinema, visões religiosas e a aristocracia decadente, que passa a cobrir a visita da atriz hollywoodiana Sylvia Rank, por quem fica fascinado.
Através dos olhos deste personagem, Fellini mostra uma Roma moderna, sofisticada, mas decadente, com os sinais da influência estadunidense. O repórter é um homem sem compromisso, que se relaciona com várias mulheres: a amante ciumenta, a mulher sofisticada em busca de aventura, e a atriz de Hollywood, com a qual passeia por Roma, culminando no ponto alto do filme, a famosa sequência da Fontana di Trevi.
Outra sequência famosa do filme é a da abertura, na qual o jornalista, num helicóptero que transporta uma estátua de Jesus até o Vaticano, encontra uma mulher tomando sol numa cobertura e pergunta pelo seu número de telefone. O barulho dos motores impede que ambos possam se entender. A temática da falta de comunicação se repete ao longo de todo o filme.
Dentre os momentos mais importantes do filme, está aquele na qual duas meninas atraem uma multidão, ao fingirem ver uma aparição da Virgem Maria nos subúrbios de Roma; e quando o personagem Steiner, um intelectual e colega de Marcello, que vive com a sua família numa aparente harmonia, comete o assassinato dos seus próprios filhos (um casal de crianças) e se suicida em seguida. Após a morte de Steiner, Marcello embarca numa vida de orgias e, numa destas ocasiões, pela manhã, caminha pela praia em busca de um monstro marítimo morto, o final simbólico do filme.
Elenco [editar]
- Marcello Mastroianni .... Marcello Rubini
- Anita Ekberg .... Sylvia Rank
- Anouk Aimée .... Maddalena
- Yvonne Furneaux .... Emma
- Magali Noël .... Fanny
- Alain Cuny .... Steiner
- Lex Barker .... Robert
- Annibale Ninchi .... pai de Marcello
- Walter Santesso .... Paparazzo
- Valeria Ciangottini .... Paola
- Riccardo Garrone .... Riccardo
- Ida Galli .... debutante do ano
- Audrey McDonald .... Sonia
- Alain Dijon .... Frankie Stout
Principais prêmios e indicações [editar]
Oscar 1962 (EUA)
- Venceu na categoria de melhor figurino - preto e branco.
- Indicado nas categorias de melhor diretor, melhor roteiro original e melhor direção de arte - preto e branco.
BAFTA[desambiguação necessária] 1961 (Reino Unido)
- Recebeu uma indicação na categoria de melhor filme.
Festival de Cannes 1960 (França)
- Vencedor da Palma de Ouro.
Prêmio NYFCC 1961 (EUA)
- Venceu na categoria de melhor filme em língua estrangeira.
Sindacato Nazionale Giornalisti Cinematografici Italiani 1961 (Itália)
- Venveu nas categorias de melhor ator (Marcello Mastroianni), melhor história original e melhor cenografia.
Curiosidades [editar]
- O personagem "Paparazzo", fotógrafo interpretado por Walter Santesso, que trabalha com Marcello Rubini, é a origem do termo que descreve os fotógrafos intrusivos, denominados paparazzi, no plural.
- Uma das maiores sequências do filme, sobre o relacionamento de Marcello com uma velha escritora que vivia em uma torre e que seria interpretada pela atriz Luise Rainer, foi cortada do filme após uma série de problemas entre Rainer e Fellini. Ela reagiu furiosamente dizendo que: "havia estragado uma peça de roupa caríssima para vestir uma personagem que nunca existiria!".
- No filme aparece Christa Paffgen, que adotou o pseudônimo de Nico, e fez parte da banda Velvet Underground.
- Na "festa dos nobres" alguns dos garçons eram aristocratas verdadeiros. A modelo e cantora Nico interpreta a si própria nesta cena.
- Na cena do clube romano de estilo antigo, na qual Marcello faz sua primeira investida em "Sylvia" (Anita Ekberg), aparece Adriano Celentano, que anos mais tarde se tornou famoso na Itália como cantor e ator.
Ver também [editar]
Referências
- ↑ The Best 1,000 Movies Ever Made. The New York Times. Página visitada em 28/11/2012.
- ↑ Lista do site Melhores Filmes. Melhores Filmes. Página visitada em 28/11/2012.
- ↑ "What's your favorite movie?". Britrish Film Institute. Página visitada em 28/11/12.
Ligações externas [editar]
- Cartaz do filme La dolce vita (em formato JPG)
- Fotos da Via Veneto e Roma, locações do filme
- A Doce Vida (em inglês) no Internet Movie Database
- A Doce Vida
- Filmes de Federico Fellini
- Filmes da Itália
- Filmes da França
- Filmes de 1960
- Vencedores do Oscar de melhor figurino
- Filmes premiados no Festival de Cannes
- Filmes de drama
- Filmes em preto e branco
- Filmes gravados em Roma
- Filmes sobre jornalismo
- Filmes em língua italiana
- Filmes em língua inglesa
- Filmes em língua francesa
- Filmes em língua alemã