Apocalypse Now

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Apocalypse Now
Apocalypse Now (PT/BR)
Poster de divulgação.
 Estados Unidos
1979 • cor • 153 min 
Direção Francis Ford Coppola
Produção Francis Ford Coppola
Roteiro John Milius
Francis Ford Coppola
Baseado em Joseph Conrad
Elenco Marlon Brando
Robert Duvall
Martin Sheen
Frederic Forrest
Sam Bottoms
Laurence Fishburne
Albert Hall
Dennis Hopper
Género Guerra
Drama
Idioma Inglês
Francês
Vietnamita
Khmer
Lançamento Estados Unidos 15 de agosto de 1979
Brasil 26 de outubro de 1979
Orçamento US$ 31 milhões [1]
Receita US$ 83.471.511 [1]
Página no IMDb (em inglês)

Apocalypse Now é um filme americano de 1979, dirigido por Francis Ford Coppola[2] , baseado no livro Heart of Darkness de Joseph Conrad e estrelado por Marlon Brando, Robert Duvall e Martin Sheen. Apocalypse Now foi indicado para sete Oscars, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor (Francis Ford Coppola) e Melhor Ator Coadjuvante (Robert Duvall) e foi premiado nas categorias Melhor Fotografia e Melhor Som.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Em plena Guerra do Vietnam, por volta de 1969, um alto comando do exército americano designa o Capitão Benjamin L. Willard (Martin Sheen) para procurar e matar o Coronel Walter E. Kurtz (Marlon Brando), que havia supostamente enlouquecido e estava lutando a guerra à sua própria maneira com um grupo de combatentes nas selvas do Camboja.

Subindo o rio num barco de patrulha e escoltado por quatro soldados, Willard depara-se com situações inacreditáveis e absurdas geradas pela guerra. À medida que se aproxima do destino e examina os documentos a respeito do coronel, seus pensamentos acerca deste e de sua missão vão se tornando cada vez mais confusos.

O filme tem duas versões. A segunda, feita em 2001, chama-se "Apocalypse Now Redux" e tem 210 minutos, 60 minutos a mais de cenas adicionais. Esta versão foi reeditada pelo próprio Francis Ford Coppola.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Enquanto trabalhava como assistente para Francis Ford Coppola no filme The Rain People, George Lucas encorajou seu amigo e cineasta John Milius a escrever um filme sobre a Guerra do Vietnã.[3] Millius teve a ideia de adaptar a trama Heart of Darkness de Joseph Conrad para a Guerra. Ele queria dirigir o o filme e sentiu que George Lucas era a pessoa certa para o trabalho. No entanto, o também cineasta Carroll Ballard diz que Apocalypse Now foi sua idéia em 1967 antes de Milius escrever o roteiro. Ballard tinha um acordo com o produtor Joel Landon e eles tentaram conseguir direitos do livro de Conrad mas não obtiveram sucesso. Lucas adquiriu os direitos mas falhou em dizer à Ballard e Landon.

Roteiro[editar | editar código-fonte]

Copolla deu à Milius 15 mil dólares para escrever o roteiro com promessa de adicionais 10 mil se fosse realizado.[4] Milius diz que escreveu o roteiro em 1969 e que foi originalmente chamado de "The Psychedelic Soldier".[5] Ele queria usar a história de Conrad como "uma espécie de alegoria. Teria sido simples demais para ter seguido o livro completamente". Ele baseou as personagens Williard e um pouco de Kurtz em um amigo, Fred Rexer, que havia vivenciado a cena citada pela personagem de Marlon Brando onde os braços dos habitantes das vilas são decepados pelos Vietcongues. Milius mudou o título do filme para Apocalypse Now inspirado em um button popular entre os hippies na década de 1960 que dizia, "Nirvana Now".

O filme é baseado na obra Heart of Darkness, de Joseph Conrad. Nesse livro, o alter-ego de Conrad, Marlow, curioso das terras inexploradas ou quase inexploradas da África, resolve empregar-se numa companhia belga de extração de marfim. Uma vez no Congo, decepciona-se com o tratamento desumano dispensado aos nativos pelos colonizadores, e com o estado de abandono da colônia. É designado, então, para acompanhar o grupo que partirá em busca de Kurtz, um homem cheio de ideais humanitários, dotado de excepcionais qualidades intelectuais e artísticas, que há meses não manda notícias de si (nem do marfim). Tanto no filme quanto no livro, Kurtz parece ser o retrato da falência do humanitarismo sob interesses ambiciosos e egoístas.

Principais prêmios e nomeações[editar | editar código-fonte]

Oscar 1980 (EUA)

Festival de Cannes 1979 (França)

Globo de Ouro 1980 (EUA)

  • Ganhou nas categorias de Melhor realizador/diretor (Francis Ford Coppola), Melhor actor coadjuvante/secundário (Robert Duvall), Melhor argumento original (Carmine Coppola e Francis Ford Coppola)

Academia Japonesa de Cinema 1981 (Japão)

  • Indicado na categoria de "Melhor filme estrangeiro".

BAFTA 1980 (Reino Unido)

  • Venceu nas categorias de "Melhor direção" e "Melhor ator coadjuvante/secundário" (Robert Duvall).
  • Indicado nas categorias de "Melhor ator" (Martin Sheen), "Melhor fotografia", "Melhor edição", "Melhor filme", "Melhor desenho de produção" e "Melhor trilha sonora".
  • Indicado ao "Prêmio Anthony Asquith" para "Música de filme".

Grande Prêmio BR do Cinema Brasileiro 2002 (Brasil)

  • Indicado na categoria de "Melhor filme estrangeiro".

Prêmio César 1980 (França)

  • Indicado na categoria de "Melhor filme estrangeiro".

Prêmio David di Donatello 1980 (Itália)

  • Venceu na categoria de "Melhor diretor - filme estrangeiro".

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Joseph Conrad esteve no interior do Congo Belga, trabalhando para uma empresa de exploração de marfim. Mas não é certo que tenha encontrado o Sr. Kurtz.
  • As filmagens de Apocalipse Now! deram origem ao filme O Apocalipse de um cineasta (1991), a que cabe a célebre frase de Kurtz: "O horror! O horror!"
  • "Mistah Kurtz, he dead" é a notícia dada por um nativo, no livro de Conrad. Essa mesma frase serve de epígrafe ao poema The Waste Land, de T. S. Eliot.
  • O poema que o Coronel Kurtz lê, na presença de Willard, é The Hollow Men, de T.S. Eliot.
  • Uma tomada de câmera revela que The Golden Bough era um dos livros preferidos do Coronel Kurtz.
  • A canção do início do filme, com cenas de um incêndio na floresta, provocado por um ataque estadunidense de bombas napalm, sendo repetida numa versão diferente no final do filme, é The End, um dos maiores sucessos da banda de rock The Doors.
  • Numa das mais famosas cenas do filme é também utilizada A Cavalgada das Valquírias, de Richard Wagner.
  • Marlon Brando, que aparece somente na parte final do filme, exigiu que seu personagem fosse mostrado somente em tomadas escuras, a fim de disfarçar a sua obesidade, o que acabou dando ao seu personagem, o "Coronel Kurtz", um ar sombrio e enigmático. Há outra versão, que essa opção na verdade teria partido do diretor e não de Brando.
  • O ator Martin Sheen sofreu um enfarte durante as filmagens.
  • Coppola demoraria três anos para finalizar o filme, que foi iniciado em 1976.
  • Copolla ameaçou suicidar-se por várias vezes durante as filmagens, que foram todas feitas nas Filipinas apesar da história se passar no Vietnã.
  • Jim Morrison, vocalista do The Doors, estudou com Coppola na faculdade de cinema da UCLA. Uma homenagem do diretor foi inserir a música dos Doors, 'The End', na trilha de Apocalypse Now. Além de encaixar-se no contexto do filme, a música fez a banda ser conhecida pela nova geração de fãs.
  • Laurence Fishburne mentiu a idade para participar do filme. Ele tinha então apenas 14 anos.
  • Coppola faz uma aparição no momento em que Willard (Martin Sheen) desembarca na praia para encontrar Kilgore (Robert Duvall). Ele é o diretor da filmagem em que pede para que os soldados finjam lutar e não olhem para a câmera.
  • O filme ganhou uma versão ao estilo parodia, na serie de desenho animado Eek! The Cat, no episódio "Eekpocalypse Now" .
  • Um furacão atingiu o set de filmagens e prejudicou toda a execução do filme. [6]

Referências

  1. a b Box Office Mojo (em inglês). Página visitada em 8 de novembro de 2013.
  2. "Apocalipse Now eleito o melhor filme dos ultimos 25 anos". Uol. Página visitada em 07 de março de 2014.
  3. Cowie 2001, p. 2.
  4. Cowie 2001, p. 5.
  5. Cowie 2001, p. 3.
  6. Acidentes em gravações.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Cowie, Peter (2001). The Apocalypse Now Book. Nova York: Da Capo Press.ISBN 10-03068-104-68

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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