Apocalypse Now

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Apocalypse Now
Apocalypse Now (PT/BR)
Poster de divulgação.
 Estados Unidos
1979 • cor • 153[1] min 
Direção Francis Ford Coppola
Produção Francis Ford Coppola
Roteiro John Milius
Francis Ford Coppola
Baseado em Heart of Darkness de Joseph Conrad
Elenco Marlon Brando
Robert Duvall
Martin Sheen
Frederic Forrest
Sam Bottoms
Laurence Fishburne
Albert Hall
Dennis Hopper
Género Guerra
Drama
Música Carmine Coppola
Francis Coppola
Cinematografia Vittorio Storaro
Edição Richard Marks
Walter Murch
Gerald B. Greenberg
Lisa Fruchtman
Estúdio Omni Zoetrope
Distribuição United Artists
Lançamento 10 de maio de 1979 (Cannes)
Estados Unidos 15 de agosto de 1979
Brasil 26 de outubro de 1979
Idioma Inglês
Francês
Vietnamita
Khmer
Orçamento US$ 31 – 31.5 milhões[2]
Receita US$ 83 471 511 – 150 milhões[3] [4]
Página no IMDb (em inglês)

Apocalypse Now é um filme épico de guerra norte-americano dirigido por Francis Ford Coppola e escrito por John Milius, lançado em 1979. Estrelado por Marlon Brando, Robert Duvall e Martin Sheen, o enredo sobre a Guerra do Vietnã segue a história de seu personagem central, o oficial de operações especiais do Exército dos Estados Unidos Capitão Benjamin L. Willard (Sheen), do Comando de Assistência Militar, em uma missão para matar o renegado e presumido insano Coronel Walter E. Kurtz (Brando), das Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos.

O roteiro escrito por Milius e Coppola veio da ideia do roteirista de mudar a história do romance Heart of Darkness de Joseph Conrad, sobre Charles Marlow em sua busca no Estado Livre do Congo pelo desaparecido Sr. Kurtz, para a época da Guerra do Vietnã. Inspiram-se também em Dispatches de Michael Herr,[5] a versão cinematográfica de 1965 da obra Lord Jim de Conrad,[6] que compartilha o mesmo caráter de Marlow com Heart of Darkness, e Aguirre, der Zorn Gottes (1972) de Werner Herzog.[7]

O filme tem sido notado pelos problemas encontrados para fazê-lo. Estes problemas foram narrados no documentário Hearts of Darkness: A Filmmaker's Apocalypse de Eleanor Coppola, que conta a história de Brando que chega no cenário acima do peso e completamente despreparado; cenários caros sendo destruídos pelo mau tempo; e seu ator principal (Sheen) sofrendo um ataque cardíaco enquanto no local. Problemas continuaram após a produção já que o lançamento foi adiado várias vezes enquanto Coppola editava milhares de vezes as sequências das filmagens.

Após seu lançamento, Apocalypse Now ganhou ampla aclamação crítica e seu efeito cultural e temas filosóficos têm sido amplamente discutidos desde então. Hoje é amplamente considerado como um dos maiores filmes de todos os tempos.[8] [9] [10] Honrado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes e nomeado ao Oscar de Melhor Filme e o Globo de Ouro de Melhor Filme - Drama, também foi considerado "culturalmente, historicamente ou esteticamente significante" e foi selecionado para preservação pelo National Film Registry, em 2000. Em 2002, um grupo de críticos de cinema e escritores britânicos do British Film Institute elegeram-no o melhor filme dos últimos 25 anos.[11] Na enquete dos maiores filmes da Sight & Sound, o filme foi classificado na 14ª posição, além de aparecer na lista dos melhores filmes segundo o American Film Institute, em 2007.

Enredo[editar | editar código-fonte]

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Em 1969, durante a Guerra do Vietnã, o Capitão do Exército dos Estados Unidos e veterano de operações especiais Benjamin L. Willard (Martin Sheen) está em um hotel barato em Saigon, aguardando por uma missão, bebendo muito e pensando sozinho sobre sua vida e casamento fracassado. Depois de uma noite particularmente ruim em que fica alucinando sobre suas missões anteriores no país ele é levado à força para uma reunião informal com os oficiais da inteligência militar Tenente-General Corman (G. D. Spradlin), o Coronel Lucas (Harrison Ford) e um civil (provavelmente um agente da C.I.A.) referido apenas como "Jerry". Os três homens avaliam seu passado como membro das operações especiais e lhe oferecem uma missão para seguir o rio Nùng em selva remota, encontrar o trapaceiro Coronel Walter E. Kurtz das Forças Especiais se infiltrando em sua tropa e matá-lo, "encerrando seu comando". Kurtz aparentemente enlouqueceu e agora comanda sua própria tropa de montanheses dentro do neutro Camboja como um semideus.

Ambivalente sobre a missão, Willard se junta a uma Patrulha de Barcos da Marinha comandada por "Chief" Phillips (Albert Hall) e os tripulantes Lance (Sam Bottoms), "Chef" (Frederic Forrest), e "Clean" (Laurence Fishburne). Eles se encontram com o imprudente Tenente-Coronel Bill Kilgore (Robert Duvall), comandante de um esquadrão de helicópteros de ataque, que inicialmente zomba deles. Kilgore faz amizade com Lance, já que ambos gostam de surfar, e concorda em acompanhá-los até a parte costeira da floresta cheia de Vietcongues no rio Nùng, devido às condições de surfe. Em meio a ataques aéreos de napalm sobre os moradores e o som de Cavalgada das Valquírias tocando sobre os alto-falantes de helicópteros, a praia é tomada e Kilgore ordena os outros a surfarem em meio a fogo aberto. Enquanto comemora nostalgicamente sobre um ataque anterior e o fim da guerra, Willard reúne seus homens à Patrulha de Barcos, transportados via helicóptero, e começam a viagem rio acima. Willard vasculha os arquivos de Kurtz, descobrindo que ele era um exemplo de oficial e possível futuro General Chefe do Estado Maior. Mais tarde a tripulação encontra um tigre e visitam um depósito de suprimentos da United Service Organizations (USO) para um show das coelhinhas da Playboy que dá errado. Depois, a equipe inspeciona uma sampana civil em busca de armas, porém Clean entra em pânico e atira em todos a bordo. Willard friamente atira matando o único sobrevivente gravemente ferido para evitar qualquer atraso adicional em sua missão. A tensão surge entre ele e Phillips já que o Capitão acredita estar no comando da Patrulha de Barco, enquanto Chief prioriza outros objetivos além da missão secreta. Após alcançar o caos de um posto avançado dos Estados Unidos em uma ponte sob ataque, Willard descobre que um comandante perdido, Capitão Colby (Scott Glenn), foi enviado em uma missão anterior para matar o Coronel.

Enquanto isso, Lance e Chef estão continuamente sob o efeito de drogas. Lance em particular tinge o rosto com pinturas de camuflagem e é retido. No dia seguinte, após ler uma carta que foi entregue anteriormente a Patrulha de Barcos, abre uma granada de fumaça para se divertir, mas chama a atenção de inimigos escondidos nas árvores e, como resultado direto, o barco é alvejado, matando Clean e deixando Chief ainda mais hostil com Willard. Emboscados novamente, por guerreiros montanheses, voltam a atacar apesar das objeções do Capitão. Eventualmente, a tripulação cessa o ataque imediatamente quando Chief é empalado com uma lança e tenta puxar Willard para sua ponta antes de morrer. Depois, o Capitão confia nos dois membros sobreviventes da tripulação a missão, que inicialmente enfurece Chef e um breve discurso segue, mas eles relutantemente concordam em continuar rio acima, onde encontram as margens cheias de corpos mutilados. Finalmente chegando ao posto avançado do Coronel, Willard vai para a vila com Lance, deixando Chef para trás com ordens de chamar um bombardeamento aéreo contra a aldeia caso não retornem.

No campo, os dois soldados são atendidas por um fotojornalista americano (Dennis Hopper), um maníaco que elogia a genialidade de Kurtz. À medida que avançam, Willard e Lance veem cadáveres e cabeças cortadas espalhadas sobre o Templo que serve como alojamento do Coronel e encontram Colby, que esta quase catatônico. Willard é preso e levado perante Kurtz (Marlon Brando), na escuridão do Templo, onde o ridiculariza como um garoto de recados. Enquanto isso, Chef prepara-se para chamar o ataque aéreo, mas é sequestrado. Posteriormente preso, Willard grita impotente, enquanto Kurtz derruba a cabeça decepada de Chef em seu colo. Depois de algum tempo, é liberado e dado em liberdade do composto. Kurtz disserta sobre suas teorias de guerra, humanidade e a civilização ao elogiar a crueldade e dedicação dos Vietcongues. Discute sobre seu filho e pede ao Capitão para lhe falar tudo sobre ele caso morra. Naquela noite, enquanto os moradores cerimonialmente matam um búfalo-asiático, Willard entra na câmara do Coronel que está fazendo uma gravação em fita, e o ataca com um machete. Mortalmente ferido no chão, Kurtz sussurra suas palavras finais antes de morrer. Willard descobre obras datilografadas dos escritos do Coronel e os leva antes de sair. Desce as escadas de sua câmara e deixa sua arma cair. Os aldeões fazem o mesmo e permitem que ele pegue Lance pela mão e o leve para o barco. Os dois vão embora com as palavras finais do Coronel ecoando assustadoramente em suas mentes.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Martin Sheen Cannes.jpg
Baldwin Brando Civil Rights March 1963-2.jpg
Martin Sheen e Marlon Brando estrelaram o filme como os personagens centrais Willard e Kurtz, respectivamente.
Um oficial veterano do exército norte-americano membro das operações especiais, que vem servindo no Vietnã por três anos. O soldado que o acompanha no início do filme relata que Willard é do 505º Batalhão, da elite da 173° Brigada Aérea, atribuído ao Comando de Assistência Militar. Mais tarde é indicado que trabalhou na inteligência/contraespionagem para a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, realizando operações e assassinatos secretos. Ambas as cenas também estabelecem que trabalhou na segurança de comunicações. Uma tentativa de se reintegrar na sociedade aparentemente falhou antes do momento em que o filme se passa (em 1969), e por isso retorna as selvas devastadas pela guerra, onde parece se sentir mais em casa.
Um oficial das Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos altamente condecorado com o 5º Grupo das Forças Especiais que aparentemente enlouqueceu. Dirige sua própria unidade militar fora do Camboja e é temido pelos militares dos Estados Unidos, tanto quanto os norte-vietnamitas e vietcongues.
Membro do 1º Batalhão, comandante do 9° Regimento de Cavalaria Aérea e fanático por surfe. Kilgore é líder de um temperamento forte que ama seus homens, mas tem métodos que aparecem fora de sintonia com o cenário da guerra. Seu personagem é um composto de diversos personagens, incluindo o Coronel John B. Stockton, o General James F. Hollingsworth (destaque em The General Goes Zapping Charlie Cong de Nicholas Tomalin) e George Patton IV, também um oficial da West Point a quem Robert Duvall já conhecia.[13]
Um ex-chefe de cozinha cronicamente tenso de Nova Orleães que está horrorizado com a guerra ao seu redor.
O chefe de um navio que ao decorrer do filme frequentemente confronta Willard e suas ordens. Tem uma relação de pai e filho com Clean.
Um ex-surfista profissional da Califórnia. É conhecido por soltar ácido. Fica encantado com a tribo de vietnamitas, mesmo após participar do ritual de sacrifício.
O tripulante arrogante de dezessete anos de idade do barco de "Chief", nascido em South Bronx, Nova Iorque.
Um discípulo maníaco de Kurtz, que cumprimenta Willard. De acordo com o comentário do DVD de Redux, o personagem é baseado em Sean Flynn, um correspondente de notícias famoso que desapareceu no Camboja em 1970. Seu diálogo segue o do "arlequim" russo na história de Conrad.
Assessor de Corman e um especialista em informações gerais que dá a Willard sua missão. O nome do personagem é uma referência a George Lucas, que estava envolvido no início do desenvolvimento do roteiro com Milius e foi o diretor original destinado a dirigir o filme. Ford também retratou Han Solo na ópera espacial de Lucas Star Wars.
anteriormente foi-lhe atribuído a atual missão de Willard, antes desertou para exército privado de Kurtz e enviar uma mensagem para sua esposa, interceptada pelo exército, dizendo-lhe para vender tudo o que possuíam, inclusive seus filhos.

Adaptação[editar | editar código-fonte]

Embora inspirado em Heart of Darkness de Joseph Conrad, o filme se desvia extensivamente da obra literária de sua origem. O romance, baseado na experiência de Conrad como um capitão de barco a vapor na África, se passa no Estado Livre do Congo durante o século XIX.[14] Kurtz e Marlow (que no filme é nomeado Willard) trabalham em uma empresa de comércio belga que brutalmente explora os seus trabalhadores nativo africanos.[15] Quando Marlow chega no posto avançado de Kurtz, descobre que ele ficou louco e está governando uma pequena tribo como um deus. O romance termina com Kurtz morrendo na viagem de volta e o narrador meditando sobre a escuridão da psique humana: "o coração de uma imensa escuridão". No romance, Marlow é o piloto de um barco no rio enviado para recolher marfim do posto avançado de Kurtz, apenas gradualmente tornando-se apaixonado por ele. Na verdade, quando ele descobre que Kurtz está gravemente doente, faz um esforço para trazê-lo para casa em segurança. No filme, Willard é um assassino enviado para matar Kurtz. No entanto, a representação de Kurtz como um deus liderando uma tribo de nativos e sua febre da malária, sua exclamação por escrito "Exterminar os brutos!" (que aparece no filme como "Bombardeá-los. Exterminar todos eles!") e suas últimas palavras "O horror! O horror!" são retiradas do romance de Conrad.[16]

Coppola argumenta que muitas cenas do filme — o ataque de lanças e flechas ao barco, por exemplo — respeitam o espírito da obra literária e em particular sua crítica dos conceitos de civilização e o progresso. Outras cenas adaptadas pelo diretor, a saída (das sensuais mulheres) das coelhinhas da Playboy, as almas perdidas, o "levem-me para casa", a tentativa de alcançar o barco e a tribo de nativos (cara-pálidas) de Kurtz que separam as canoas (os portões do inferno) para Willard, (com Chef e Lance) entrando no campo são comparados a Virgílio e "o Inferno" (Divina Comédia) de Dante. Enquanto Coppola substituiu o colonialismo europeu com o intervencionismo norte-americano, a mensagem do livro de Conrad ainda é clara.[17]

A interpretação de Coppola do personagem Kurtz é frequentemente especulado por ter sido modelado como uma inspiração de Tony Poe, um oficial paramilitar altamente condecorado da Divisão de Atividades Especiais da CIA na época da Guerra do Vietnã.[18] Suas ações no Vietnã e na 'Guerra Secreta' no vizinho Laos, em particular seus métodos altamente não ortodoxos e, muitas vezes, selvagens de travar a guerra, mostram muitas semelhanças com as do personagem do filme; por exemplo, Poe era conhecido por soltar cabeças decepadas em aldeias controladas pelo inimigo como uma forma de guerra psicológica e usar os ouvidos humanos para gravar o número de inimigos que suas tropas indígenas tinham matado. Iria enviar estes ouvidos aos seus superiores como prova da eficácia de suas operações dentro do Laos.[19] [20] Coppola nega que Poe foi uma influência primária e diz que o personagem foi vagamente baseado no coronel das forças especiais Robert B. Rheault, cuja prisão em 1969 pelo assassinato de suspeita de agente duplo pela Thai Khac Chuyen em Nha Trang gerou cobertura jornalística contemporânea substancial.[21]

No filme, pouco antes do Coronel Kurtz morrer, ele recita parte do poema "The Hollow Men", de T. S. Eliot. O poema é precedido em edições impressas pela epígrafe "sinhô Kurtz – ele tá morto", uma citação da obra de Joseph Conrad. Dois livros são vistos abertos na mesa do Coronel no filme, From Ritual to Romance de Jessie Weston e The Golden Bough de Sir James Frazer, os dois livros que Eliot citou como as principais fontes e inspiração para seu poema "The Waste Land". A epígrafe original de "The Waste Land" foi essa passagem de Heart of Darkness, que termina com as palavras finais de Kurtz:[22]

Será que ele vive sua vida de novo em cada detalhe do desejo, da tentação, e entrega durante esse momento supremo do conhecimento completo? Gritou num sussurro, para alguma imagem, alguma visão – gritou duas vezes, um grito que não era mais que uma respiração –
"O horror! O horror!"

Quando Willard é introduzido pela primeira vez ao personagem de Dennis Hopper, o fotojornalista descreve seu próprio valor em relação ao de Kurtz com: "Deveria era ter sido um par de garras andrajosas / Em fuga sobre o chão de mares silenciosos", de "The Love Song of J. Alfred Prufrock".[23]

Produção[editar | editar código-fonte]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Enquanto trabalhava como assistente para Francis Ford Coppola no filme The Rain People, George Lucas e Steven Spielberg encorajaram seu amigo e cineasta John Milius a escrever um filme sobre a Guerra do Vietnã.[24] Millius teve a ideia de adaptar a trama Heart of Darkness de Joseph Conrad para a Guerra. Ele havia lido o romance quando era um adolescente e foi lembrado sobre isso por um de seus professores de faculdade que tinha mencionado as várias tentativas infrutíferas para adaptá-lo em um filme.[25] [nota 1]

Copolla deu à Milius 15 mil dólares para escrever o roteiro com promessa de adicionais 10 mil se fosse realizado.[26] Milius diz que escreveu o roteiro em 1969[25] e que foi originalmente chamado de The Psychedelic Soldier.[27] Ele queria usar a história de Conrad como "uma espécie de alegoria. Teria sido simples demais seguir o livro completamente".[26] Ele baseou os personagens Williard e um pouco de Kurtz em um amigo, Fred Rexer, que havia vivenciado a cena citada pelo personagem de Marlon Brando onde os braços dos habitantes das vilas são decepados pelos Vietcongues. Kurtz foi baseado em Robert B. Rheault, chefe das forças especiais no Vietnã.[28]

Em um ponto, Coppola disse a Milius, "Faça todas as cenas que você sempre quis fazer nesse filme",[25] e ele escreveu dez rascunhos, totalizando mais de mil páginas.[29] Milius mudou o título do filme para Apocalypse Now, após ter sido inspirado por um famoso emblema de botão com hippies na década de 1960 que diziam "Nirvana Now". Também foi influenciado por um artigo escrito de Michael Herr, intitulado "The Battle for Khe Sanh", que se refere a drogas, rock 'n' roll, e pessoas chamando ataques aéreos para si mesmas.[25] Ele também foi inspirado por filmes como Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb (1964), de Stanley Kubrick.

Milius disse que a frase clássica "Charlie não surfa" foi inspirada por um comentário que Ariel Sharon fez durante a Guerra dos Seis Dias, quando ele foi fazer mergulho livre depois de capturar o território inimigo e anunciar "Estamos comendo seu peixe". Ele diz que a frase "Adoro o cheiro de napalm de manhã" só veio a ele.[30]

Milius não tinha vontade de dirigir o próprio filme e acreditava que Lucas era a pessoa certa para o trabalho.[25] Ele trabalhou com Milius por quatro anos no desenvolvimento do filme, ao lado de seu trabalho em outras produções, incluindo a versão de seu roteiro em Star Wars.[31] Originalmente abordou Apocalypse Now como uma comédia de humor negro,[32] e estava destinado a fazê-lo depois de produzir THX 1138, com as filmagens começando em 1971.[26] O amigo e produtor de Lucas Gary Kurtz viajou para as Filipinas, observando locais adequados. Eles pretendiam filmar o filme em ambos os campos de arroz entre Stockton e Sacramento, Califórnia e em locações no Vietnã, com um orçamento de 2 milhões de dólares e estilo cinéma vérité, usando câmeras 16 mm, e soldados reais, enquanto a guerra ainda estava acontecendo.[25] [31] [33] No entanto, por questões de segurança dos estúdios e o envolvimento do possível diretor com American Graffiti e Star Wars, Lucas decidiu arquivar o projeto para o futuro.[26] [31]

Pré-produção[editar | editar código-fonte]

Francis Ford Coppola dirigiu e produziu o filme.

Coppola foi atraído para o roteiro de Milius, que ele descreveu como "uma comédia e uma história de horror psicológico aterrorizante".[34] Na primavera de 1974, o cineasta discutiu com seus amigos e colegas co-produtores Fred Roos e Gray Frederickson a ideia de produzir o filme.[35] Perguntou a Lucas e depois Milius se gostariam de dirigir o filme, mas os dois estavam envolvidos com outros projetos;[35] no caso de Lucas, ele recebeu o sinal verde para fazer Star Wars, e recusou a oferta para dirigir Apocalypse Now.[25] Coppola estava determinado a fazer o filme e prosseguiu com ele mesmo. Ele imaginou o filme como uma declaração definitiva sobre a natureza da guerra moderna, a diferença entre o bem e o mal, e o impacto da sociedade norte-americana sobre o resto do mundo. Disse que queria levar o público "a uma experiência sem precedentes de guerra e tê-los reagindo, tanto quanto aqueles que tinham ido pela guerra".[34]

Em 1975, ao promover The Godfather: Part II, na Austrália, Coppola e seus produtores olharam possíveis locais para Apocalypse Now em Cairns, no norte de Queensland, que tinha selvas que lembravam o Vietnã.[36] Ele decidiu fazer seu filme nas Filipinas para poder ter seu acesso a equipamentos americanos e mão de obra barata. O coordenador de produção Fred Roos já tinha feito dois filmes de baixo orçamento lá para Monte Hellman, e tinha amigos e contatos no país.[34] O cineasta passou os últimos meses de 1975 revisando o roteiro de Milius e negociando com a United Artists para assegurar o financiamento da produção. De acordo com Frederickson, o orçamento foi estimado entre 12 e 14 milhões de dólares.[37] Seu estúdio American Zoetrope conseguiu 8 milhões de dólares de distribuidores fora dos Estados Unidos e 7,5 milhões de dólares da United Artists, que assumiu que o filme iria estrelar Marlon Brando, Steve McQueen, e Gene Hackman.[34] Frederickson foi para as Filipinas e jantou com o presidente Ferdinando Marcos para formalizar o apoio à produção e permitir-lhes usar alguns dos equipamentos militares do país.[38]

Escolha do elenco[editar | editar código-fonte]

Steve McQueen foi a primeira escolha de Coppola para atuar Willard, mas o ator não aceitou porque não queria deixar a América por 17 semanas. O papel também foi oferecido a Al Pacino, mas ele também não queria estar longe por tanto tempo e estava com medo de adoecer na selva, como aconteceu na República Dominicana durante as filmagens de The Godfather: Part II.[34] Jack Nicholson, Robert Redford e James Caan foram abordados para atuar tanto como Kurtz ou Willard.[33]

Coppola e Roos tinham ficado impressionados com o teste de Martin Sheen para o papel de Michael Corleone em The Godfather e ele se tornou sua melhor escolha para atuar Willard, mas o ator já havia aceitado outro projeto e Harvey Keitel foi escalado para o papel com base em seu trabalho em Mean Streets, de Martin Scorsese.[39] A filmagem começou três semanas depois. Dentro de alguns dias, Coppola estava descontente com as tomadas de Harvey Keitel no papel do Capitão, dizendo que o ator "achou difícil interpretá-lo como um espectador passivo".[33] Depois de ver as primeiras cenas, o diretor tomou um avião de volta para Los Angeles e substituiu Keitel por Sheen. No início de 1976, Coppola tinha persuadido Marlon Brando a atuar Kurtz por um enorme pagamento de 3,5 milhões de dólares pelo trabalho de um mês no local, em setembro de 1976. Dennis Hopper foi introduzido como uma espécie de companheiro das Forças Especiais do Exército para Kurtz e quando Coppola o ouviu falar sem parar no local, ele se lembrou de colocar "as câmeras e camisa Montagnard nele, e nós filmamos a cena em que ele os recebe no barco".[33] James Caan foi a primeira escolha para atuar o Coronel Lucas. Caan queria muito dinheiro para o que era considerado um papel menor no filme. Harrison Ford foi finalmente introduzido no papel do personagem.[40]

Filmagens[editar | editar código-fonte]

Em 1º de março de 1976, Coppola e sua família viajaram para Manila e lá alugaram uma casa grande para a filmagem de cinco meses.[33] Equipamentos de som e fotografia tinham vindo da Califórnia desde o final de 1975. O tufão Olga destruiu os conjuntos em Iba e em 26 de maio de 1976, a produção foi encerrada.[41] Dean Tavoularis lembra que "começou a chover cada vez mais e mais até que finalmente tudo ficou literalmente branco, e todas as árvores foram torcidas em quarenta e cinco graus".[41] Uma parte do grupo ficou presa em um hotel e os outros ficaram em pequenas casas que estavam imobilizados pela tempestade. O cenário das Coelhinhas da Playboy tinha sido destruído, arruinando filmagens de um mês que tinham sido programadas. A maior parte do elenco e equipe voltou para os Estados Unidos por seis a oito semanas. Tavoularis e sua equipe ficaram para explorar novos locais e reconstruir o cenário das Coelhinhas em um lugar diferente. Além disso, a produção teve seguranças vigiando constantemente durante a noite e um dia toda a folha de pagamento tinha sido roubada. De acordo com a esposa de Coppola, Eleanor, o filme tinha seis semanas de atraso e 2 milhões de dólares acima do orçamento.[41]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Festival de Cannes de 1979[editar | editar código-fonte]

Palma de Ouro atribuída a Apocalypse Now, no Festival de Cannes de 1979.

Uma versão de três horas de Apocalypse Now foi exibida como um "trabalho em progresso" no Festival de Cannes de 1979 e reuniu-se com aplausos prolongados.[42] O filme ainda estava inacabado e em uma competição internacional, o diretor estava lutando para decidir o fim que ele queria dar para a produção, mas ainda estava determinado em mostrá-lo.[43] Na conferência de imprensa posterior, Coppola criticou a mídia por atacá-lo junto a produção durante seus problemas de filmagem nas Filipinas e a pronunciou sua famosa frase, "Tivemos acesso a muito dinheiro, muito equipamento, e pouco a pouco ficamos insanos", e "Meu filme não é sobre o Vietnã, é o Vietnã".[42] Também o defendeu como o "primeiro filme surrealista de 30 milhões de dólares" já feito, enquanto aludindo às dificuldades agora famosas associadas com sua produção.[43] O cineasta perturbou o crítico do jornal Rex Reed que supostamente saiu da conferência. Apocalypse Now ganhou a Palma de Ouro de melhor filme juntamente com Die Blechtrommel de Volker Schlöndorff — uma decisão que teria sido recebida com "algumas vaias e zombarias do público".[44]

Bilheteria[editar | editar código-fonte]

Apocalypse Now teve um bom desempenho nas bilheterias quando foi lançado em agosto de 1979.[42] O filme foi aberto inicialmente em um teatro em Nova Iorque, Toronto, e Hollywood, arrecadando 322 489 dólares americanos nos primeiros cinco dias. Foi rodado exclusivamente nestes três locais durante quatro semanas antes da abertura em um adicional de 12 salas de cinemas em 3 de outubro de 1979 e, em seguida, várias centenas de semanas seguintes.[45] O filme arrecadou mais de 78 milhões dólares americanos no mercado interno, com um total mundial de 83 471 511 dólares, embora hajam fontes que citam uma bilheteria de cerca de 150 milhões de dólares.[3] [46] Foi relançado em 28 de agosto de 1987, em seis cidades para capitalizar o sucesso de Platoon de Stone, Full Metal Jacket de Kubrick, e outros filmes sobre a guerra do Vietnã.[47] Novas cópias de 70 milímetros foram rodadas em Los Angeles, São Francisco, San Jose, Seattle, St. Louis, e Cincinnati — cidades onde o filme foi bem sucedido financeiramente, em 1979. Foi lhe dado o mesmo tipo de lançamento, como a contratação exclusiva em 1979 sem logotipo ou créditos e as audiências receberam um programa impresso.[47]

Resposta crítica[editar | editar código-fonte]

Após o seu lançamento, Apocalypse Now obteve aclamação crítica quase universal. Em sua análise original, Roger Ebert escreveu: "Apocalypse Now atinge a grandeza não analisanda de nossa 'experiência no Vietnã', mas sim recriando, em caracteres e imagens, algo dessa experiência."[48] Ebert ainda adicionado o filme de Coppola à sua lista de Grandes Filmes, afirmando: "Apocalypse Now é o melhor filme do Vietnã, um dos maiores de todos os filmes, porque ele nós move além dos outros, aos lugares escuros da alma. Não se trata de guerra tanto quanto como a guerra nos mostra verdades que seria melhor nunca descobrir."[49] Em sua revisão para o Los Angeles Times, Charles Champlin escreveu, "em um uso nobre do meio e como uma expressão incansável de angústia nacional, que se eleva sobre tudo o que foi tentado por um cineasta norte-americano em um tempo muito longo".[45] Outros comentários, entretanto, foram menos positivos; Frank Rich da Time disse: "Embora grande parte da filmagem é de tirar o fôlego, Apocalypse Now é emocionalmente obtuso e intelectualmente vazio".[50]

Vários analistas têm debatido se Apocalypse Now é um filme anti-guerra ou pró-guerra. Evidências da mensagem anti-guerra do filme de alguns comentaristas incluem a brutalidade sem propósito da guerra, a ausência de liderança militar, e as imagens de máquinas destruindo a natureza.[51] Os defensores de sua postura pró-guerra, no entanto, veem esses mesmos elementos como uma glorificação da guerra e da afirmação da supremacia americana. De acordo com Frank Tomasulo, "os Estados Unidos impingem a sua cultura no Vietnã", incluindo a destruição de uma vila para que soldados posam surfar, afirmam a mensagem pró-guerra do filme.[51] Além disso, um fuzileiro naval chamado Anthony Swofford contou como seu pelotão assistia Apocalypse Now antes de ser enviado ao Iraque em 1990, a fim de ficar animado para a guerra.[52] De acordo com Coppola, o filme pode ser considerado anti-guerra, mas é ainda mais anti-mentira: "... o fato de que a cultura pode mentir sobre o que está realmente acontecendo na guerra, que as pessoas estão sendo brutalizadas, torturadas, mutiladas, e mortas, e de alguma forma apresentar isso como moral é o que me horroriza, e perpetua a possibilidade da guerra".[53]

Em maio de 2011, uma cópia digital recentemente restaurada de Apocalypse Now foi lançada nas salas de cinemas do Reino Unido, distribuído pela Optimum Releasing. A revista Total Film deu ao filme uma avaliação de cinco estrelas, afirmando: "Esta é a montagem original e não a do ‘Redux’ de 2001 (com o chocante interlúdio da fazenda francesa, desaparecido), digitalmente restaurada a tal patamar que você pode, de fato, ficar com o nariz cheio de napalm".[54] O site agregador de resenhas Rotten Tomatoes classificou o filme com 99 por cento de aprovação da crítica de cinema, com uma pontuação média de 8,9/10 comentários, e o consenso afirmou que a "assustadora e alucinatória guerra épica do Vietnã, de Francis Ford Coppola, é o cinema no seu mais audacioso e visionário".[55]

Legado[editar | editar código-fonte]

Hoje, o filme é considerado por muitos como uma obra-prima da era Nova Hollywood, e é frequentemente citado como um dos maiores filmes de todos os tempos.[9] [10] [8] Roger Ebert considerou ser o melhor filme sobre a guerra do Vietnã e o incluiu em sua lista na pesquisa da Sight & Sound, em 2002, dos maiores filmes de todos os tempos.[56] Na lista dos 100 melhores filmes norte-americanos segundo o American Film Institute (AFI) foi classificado na 28ª posição, mas caiu duas posições, para o 30º lugar na edição do 10º aniversário da lista. A citação de Kilgore, "Adoro o cheiro de napalm de manhã", escrita por Milius, foi classificada como a 12ª maior frase do cinema pela lista 100 Years...100 Movie Quotes da AFI, e também foi eleito o melhor monólogo da história do cinema por um grupo de fãs em uma pesquisa publicada pela BBC, em 2004. A votação foi realizada pela Blockbuster, na Grã-Bretanha, entre 6.5 mil candidatos.[57] [58] Está listado na 7ª posição na lista dos 500 melhores filmes de todos os tempos da revista Empire, publicada em 2008. O Entertainment Weekly classificou Apocalypse Now como tendo uma das "10 Melhores Cenas de Surfe" do cinema.

Principais prêmios e nomeações[editar | editar código-fonte]

Oscar 1980 (EUA)

Festival de Cannes 1979 (França)

Globo de Ouro 1980 (EUA)

  • Ganhou nas categorias de Melhor realizador/diretor (Francis Ford Coppola), Melhor actor coadjuvante/secundário (Robert Duvall), Melhor argumento original (Carmine Coppola e Francis Ford Coppola)

Academia Japonesa de Cinema 1981 (Japão)

  • Indicado na categoria de "Melhor filme estrangeiro".

BAFTA 1980 (Reino Unido)

  • Venceu nas categorias de "Melhor direção" e "Melhor ator coadjuvante/secundário" (Robert Duvall).
  • Indicado nas categorias de "Melhor ator" (Martin Sheen), "Melhor fotografia", "Melhor edição", "Melhor filme", "Melhor desenho de produção" e "Melhor trilha sonora".
  • Indicado ao "Prêmio Anthony Asquith" para "Música de filme".

Grande Prêmio BR do Cinema Brasileiro 2002 (Brasil)

  • Indicado na categoria de "Melhor filme estrangeiro".

Prêmio César 1980 (França)

  • Indicado na categoria de "Melhor filme estrangeiro".

Prêmio David di Donatello 1980 (Itália)

  • Venceu na categoria de "Melhor diretor - filme estrangeiro".

Notas

  1. No entanto, o cineasta Carroll Ballard afirma que Apocalypse Now foi ideia dele, em 1967, antes de Milius ter escrito o seu roteiro. Ballard tinha um acordo com o produtor Joel Landon e eles tentaram obter os direitos sobre o livro de Conrad, mas não tiveram sucesso. Lucas adquiriu os direitos, mas não conseguiu dizer a Ballard e Landon.[25]

Referências

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  8. a b Apocalypse Now (Redux) (1979) (2001) (em inglês). Visitado em 09 de novembro de 2014. Cópia arquivada em 04 de novembro de 2010.
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Ballard, Kim. Interpreting Texts (em inglês). Londres: Routledge, 2013. ISBN 1134313926
  • Cowie, Peter. Coppola (em inglês). Nova Iorque: Charles Scribner's Sons, 1990. ISBN 0-684-19193-8
  • Cowie, Peter. The Apocalypse Now Book (em inglês). Nova Iorque: Da Capo Press, 2001. ISBN 10-03068-104-68
  • Davidson, Harriet. In: David Moody, Anthony. The Cambridge companion to T. S. Eliot. Cambridge: Cambridge University Press, 1995. Capítulo: Improper desire: reading 'The Waste Land'. ,
  • Firchow, Peter Edgerly. Envisioning Africa: Racism and Imperialism in Conrad's Heart of Darkness (em inglês). Lexington, KY: University Press of Kentucky, 2015. ISBN 0813149754
  • French, Karl. Apocalypse Now (em inglês). Londres: Bloomsbury, 1998. ISBN 978-0-7475-3804-2
  • Hearn, Marcus. The Cinema of George Lucas (em inglês). Nova Iorque: Harry N. Abrams, Inc., 2005. ISBN 0-8109-4968-7
  • Hillstrom, Kevin; Hillstrom, Laurie Collier. The Vietnam Experience: A Concise Encyclopedia of American Literature, Songs, and Films (em inglês). Santa Bárbara, CA: Greenwood Publishing Group, 1998. ISBN 0313301832
  • Melbye, David. Landscape Allegory in Cinema: From Wilderness to Wasteland (em inglês). Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2010. ISBN 0230109799
  • O'Connor, Mimi. Houghton Mifflin Harcourt (em inglês). Boston, MA: Houghton Mifflin Harcourt, 2012. ISBN 193697617X
  • West, Beverly; Peske, Nancy. Cinematherapy for the Soul: The Girl's Guide to Finding Inspiration One Movie at a Time (em inglês). Nova Iorque: Random House Publishing Group, 2004. ISBN 0385337043

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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