Anexo:Lista do Património Mundial em Portugal

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Um sítio Património Mundial da UNESCO é um local de importância mundial para a preservação dos patrimónios históricos e naturais de diversos países, tal como descrito na Convenção da UNESCO para o Património Mundial, estabelecida em 1972. Portugal adoptou a convenção em 30 de Setembro de 1980, fazendo os seus sítios históricos disponíveis para inclusão na lista.[1] Os primeiros sítios incluídos na lista saíram da 7ª Sessão do Comité do Património Mundial, que aconteceu em Florença, Itália, em 1983. Foram adicionados à lista quatro locais: "Centro Histórico de Angra do Heroísmo" nos Açores, o "Mosteiro da Batalha" em Batalha, o "Convento de Cristo" em Tomar, e a inscrição conjunta do "Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém" em Lisboa.[2]

Portugal tem 15 sítios inscritos na lista, 14 culturais e um natural, de acordo com os critérios de selecção. Três estão localizados nos arquipélagos dos Açores e Madeira, e um outro partilhado com Espanha.[1] A mais recente inscrição foi a "Universidade de Coimbra - Alta e Sofia", em Coimbra, em Junho de 2013 durante a 37ª Sessão em Phnom Penh.[3]

Lista de locais[editar | editar código-fonte]

  • Nome: como listado pelo Comité do Património Mundial
  • Local: cidade ou província do sitio; coordenadas
  • Período: período de tempo de significância, tipicamente da construção
  • Dados UNESCO: o numero de referencia do sitio; ano em que o sitio foi inscrito na lista; critérios da razão pela inscrição do sitio (a coluna ordena o ano da inscrição);[nb 1] área (em ha) do sitio (além de zona tampão)
  • Descrição: breve descrição do sitio (da UNESCO)

Sítios inscritos[editar | editar código-fonte]

Nome Imagem Local Período Dados UNESCO Descrição Ref.
Região Vinhateira do Alto Douro Altodourovinhateiro.JPG Região do Douro
41° 6′ N 7° 47′ W
- 1046; 2001; iii, iv, v; 24,600 ha (225,400 ha)
O vinho tem sido produzido pelos donos da terras no Douro há mais de 2,000 anos. Desde o séc. XVIII, o seu principal produto, o Vinho do Porto, é mundialmente famoso devido à sua qualidade. Esta longa tradição de vinicultura produziu uma paisagem cultural de uma beleza estonteante, que reflecte a sua evolução económica, tecnológica e social.
[4]
Zona Central da cidade de Angra do Heroísmo nos Açores Baía dAngra (1708846731).jpg Ilha Terceira, Açores
38° 39′ N 27° 13′ W
séc. XV 206; 1983; iv, vi
Situada numa das ilhas do arquipélago dos Açores, era um porto obrigatório desde o séc. XV até ao surgimento do barco a vapor no séc. XIX. As fortificações São Sebastião e São João Baptista, com 400 anos, são exemplos únicos de arquitectura militar. Danificada por um terremoto em 1980, Angra está ser restaurada.
[5]
Convento de Cristo em Tomar Convento Cristo December 2008-8.jpg Tomar
39° 36′ N 8° 25′ W
séc. XII ao séc. XV 265; 1983; i, vi
Desenhado originalmente para ser um monumento para simbolizar a Reconquista, o Convento dos Cavaleiros Templários de Tomar (transferido em 1344 para os Cavaleiros da Ordem de Cristo), simboliza o oposto do período Manuelino – a abertura de Portugal a outras civilizações.
[6]
Paisagem Cultural de Sintra Sintra vila 1.JPG Sintra
38° 47′ N 9° 25′ W
séc. XIX 723; 1995; ii, iv, v; 946 ha (3,641 ha)
No séc. XIX, Sintra tornou-se o primeiro centro da Arquitectura Romântica Europeia. Fernando II, transformou um mosteiro em ruínas num castelo, em que esta nova sensibilidade deixa-se ver pelo uso de elementos do estilo Gótico, Egípcio, Mourisco e do Renascimento, e a criação de um parque que mistura espécies exóticas com as locais. Outras habitações luxuosas, foram construídas pela mesma linha ao longo da serra, criando uma combinação única de jardins e parques que acabaram por influenciar a arquitectura paisagística por toda a Europa.
[7]
Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e as suas Fortificações Elvas
38° 52′ N 7° 9′ W
séc. XVII ao séc. XIX 1367; 2012; iv; 179 ha (608 ha)
O sitio, extensivamente fortificado entre o séc. XVII e o séc. XIX, e representa o maior sistema de fortificações abaluartadas do mundo. No interior das muralhas, a cidade inclui grandes casernas e outras construções militares bem como igrejas e mosteiros. Enquanto Elvas conserva vestígios que remontam ao século X, as suas fortificações datam da época da restauração da independência de Portugal em 1640. Várias das fortificações, desenhadas pelo padre jesuíta Cosmander, representam o mais bem conservado exemplo de fortificações do mundo com origem na escola militar holandesa. O sitio também inclui o Aqueduto da Amoreira, construído para permitir que a fortaleza conseguisse resistir a longos cercos.
[8]
Centro Histórico de Évora Évora
38° 34′ N 7° 54′ W
séc. I ao séc. XVIII 361; 1986; ii, iv
Esta cidade-museu, cujas raízes vão até aos tempos do Império Romano, alcançou a sua época dourada durante o séc. XV, quando se tornou a residência dos Reis de Portugal. Sua qualidade única deriva desde as casas caiadas de branco decoradas com azulejos às varandas em ferro forjado datadas desde o séc. XVI ao séc. XVIII. Os seus monumentos tiveram uma profunda influencia na arquitectura portuguesa no Brasil.
[9]
Centro Histórico de Guimarães Guimarães
41° 26′ N 8° 17′ W
séc. XII ao séc. XIX 1031; 2001; ii, iii, iv; 16 ha (45 ha)
A cidade histórica de Guimarães está associada à emergente identidade nacional de Portugal no séc. XII. Excepcionalmente bem preservada e um belo exemplo da evolução de uma colónia medieval para uma cidade moderna, a sua rica tipologia edificada exemplifica o desenvolvimento específico da arquitectura portuguesa do séc. XV ao séc. XIX, através do uso consistente de materiais de construção e técnicas tradicionais.
[10]
Centro Histórico do Porto Porto
41° 8′ N 8° 37′ W
séc. VIII ao séc. XIX 755; 1996; iv
A cidade do Porto, construída sobre as colinas com vista para o rio Douro, é uma ilustre paisagem urbana com mais de 2,000 anos de história. O seu continuo crescimento, ligado ao mar (os Romanos chamavam-lhe Portus, ou porto), pode ser visto nos muitos e variados monumentos, desde a catedral com o seu coro Romanesco, ao Neo-Clássico Palácio da Bolsa até ao estilo manuelino tipicamente português da Igreja de Santa Clara.
[11]
Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico Ilha do Pico, Açores
38° 30′ N 28° 32′ W
séc. XV 1117; 2004; iii, v; 190 ha (2,445 ha)
O sitio de 987 ha na ilha vulcânica do Pico, a segunda maior do arquipélago dos Açores, compreende uma rede espectacular de largos muros de pedra, amplamente espaçados e paralelos com a orla oceânica, que vão desde a costa ao interior da ilha. Os muros foram construídos para proteger os pequenos e contíguos currais do vento e da água do mar. Evidencias desta vinicultura, cujas origens remontam ao séc. XV, manifesta-se no conjunto extraordinário de campos, casas e mansões do início do séc. XIX, adegas, igrejas e portos. Trabalhada pelo homem, esta paisagem de extraordinária beleza é o melhor vestígio subsistente de uma prática agrícola muito comum noutros tempos.
[12]
Laurissilva da Madeira Madeira
32° 46′ N 17° 0′ W
- 934; 1999; ix, x; 15,000 ha
A Laurissilva da Madeira é uma extraordinária relíquia de um tipo de floresta laurissilva anteriormente muito difundida. É a maior área de floresta laurissilva sobrevivente e acredita-se que 90% seja floresta primária. Contém um conjunto exclusivo de plantas e animais, incluindo muitas espécies endémicas, como o pombo trocaz da Madeira.
[13]
Mosteiro de Alcobaça Alcobaça
39° 33′ N 8° 58′ W
séc. XII ao séc. XVIII 505; 1989; i, iv
O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, a norte de Lisboa, foi fundado no séc. XII pelo Rei Afonso I. Seu tamanho, a pureza do seu estilo arquitectónico, a beleza dos materiais e o cuidado com que foi construído tornam esta uma obra-prima da arte gótica cisterciense.
[14]
Mosteiro da Batalha Batalha
39° 39′ N 8° 49′ W
séc. XIV 264; 1983; i, ii; 0.98 ha (86 ha)
O Mosteiro dos Dominicanos da Batalha, foi construído para comemorar a vitória portuguesa sobre Castela na batalha de Aljubarrota em 1385. Era para ser o principal projecto de construção da monarquia Portuguesa para os próximos dois séculos. Aqui um estilo Gótico nacional e muito original evoluiu, profundamente influenciado pela arte Manuelina, como demonstrado na sua obra-prima, o Claustro Real.
[15]
Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém em Lisboa
Lisboa
38° 41′ N 9° 12′ W
séc. XVI ao séc. XVII 263; 1983, 2008 (estendido);[nb 2] iii, iv; 2.66 ha (103 ha)
Junto à entrada do porto de Lisboa, o Mosteiro dos Jerónimos – começou a ser construído em 1502 – exemplifica a arte portuguesa no seu melhor. A vizinha Torre de Belém, construída para comemorar a expedição de Vasco da Gama, é um lembrança das grandes descobertas marítimas que lançaram as bases do mundo moderno.
[16]
Sítios de Arte Rupestre do Vale do Côa e Siega Verde Região do Douro (partilhado com Espanha)
40° 41′ N 6° 39′ W
Paleolítico 866; 1998, 2010 (estendido);[nb 3] i, iii
Os dois sítios pré-históricos de arte rupestre no Vale do Côa (Portugal) e Siega Verde (Espanha) estão localizados nas margens dos rios Águeda e Côa, afluentes do rio Douro, documentam a ocupação humana contínua a partir do final do Paleolítico. Centenas de painéis com milhares de figuras de animais (5,000 em Foz Côa e cerca de 440 em Siega Verde) foram esculpidos ao longo de vários milénios, representando o mais notável conjunto ao ar livre de arte paleolítica da Península Ibérica.
[17]
Universidade de Coimbra – Alta e Sofia Coimbra
40° 12′ N 8° 25′ W
séc. XII ao séc. XX 1387; 2013; ii, iii, iv, vi; 36 ha (82 ha)
Situada numa colina com vista para a cidade, a Universidade de Coimbra e as suas Faculdades, crescerem e evoluiram durante mais de sete séculos dentro da cidade velha. (...) Os edifícios da Universidade tornaram-se referencia no desenvolvimento de outras instituições de ensino superior no mundo lusófono, exercendo uma grande influência sobre a aprendizagem e a literatura. Coimbra oferece um excelente exemplo de uma cidade universitária integrada com uma tipologia urbana específica, bem como as suas próprias tradições cerimoniais e culturais que foram mantidas vivas através dos tempos.
[18]

Lista indicativa[editar | editar código-fonte]

Em adição aos sítios inscritos na Lista de Património Mundial, os estados membros pode manter uma lista de sítios indicativos que considerem para nomeação. As nomeações para a Lista de Património Mundial são apenas aceites se o local já esteve na lista indicativa.[19] Em 2013, Portugal tinha 11 locais na sua lista.[1]

Nome Imagem Local Período Dados UNESCO Descrição Ref.
Centro Histórico de Santarém Santarém
39° 14′ N 8° 41′ W
- 562; 1996; misto
(...) A área considerada antiga, o centro urbano de Santarém, contém um conjunto de características morfológicas e históricas. Note-se, em conclusão, a situação geo-histórica em termos de relações com o Tejo; o contraste entre o planalto e a planície; ligação entre seus distritos (o planalto e os seus residentes); a permanência da estrutura urbana que era originalmente feita de núcleos; a monumentalidade dos seus edifícios mais notáveis, com diferentes estilos arquitectónicos; a singularidade dos seus edifícios individuais que foram construídos sobre si mesmos em épocas diferentes e a combinação dos seus espaços são prova do seu modo de vida.
[20]
Algar do Carvão Ilha Terceira, Açores
38° 43′ N 27° 11′ W
- 565; 1996; natural
Algar do Corvao [sic] está situado num vulcão estromboliana com dois cones (um principal e outro acidental) e tem a altura de 629m. Tem uma chaminé vertical de 45m e torna-se obliqua perto do fim, com três tectos em arco. Termina em 90m numa lagoa de água potável que tem uma superfície em média de 400m2. A sua zona mais profunda tem 15m. As paredes da lagoa permitem que a água se infiltre dando origem a estalactites e estalagmites de sílica. É também importante referir a existência de uma obsidiana negra de "esmalte vítreo vulcânico" (vidro). As comunidades de plantas da chaminé vulcânica têm uma grande diversidade de espécies, na sua maioria endémicas, algumas são raras e ameaçadas e estão incluídas no Apêndice I da Convenção de Berna. Outras incluídas na Lista Vermelha de Bryophyta da IUCN.
[21]
Furna do Enxofre Ilha Graciosa, Açores
38° 43′ N 27° 11′ W
- 566; 1996; natural
É uma enorme caverna situada na única caldeira da ilha, cuja origem está relacionada com a fase de colapso e de drenagem de um lago de lava no interior da caldeira. É formado por uma única e enorme cúpula que mostra a existência de prismas basálticos. A sua altitude máxima é de 100m e tem uma diâmetro de 150m. No fundo da caverna pode-se ver uma enorme lagoa. Existe uma actividade permanente de fumarola que exala os gases CO², H²S, H². Existem dois buracos na caverna que permitem a entrada da luz solar.
[22]
Vila de Marvão e a montanha escarpada onde está localizada Marvão
39° 23′ N 7° 22′ W
- 1428; 2000; (iv), (v)
O activo que se candidata a Património da Humanidade é uma simbiose única de características culturais e naturais. Não é um centro histórico, por outras palavras, não é uma fundação urbana antiga, rodeada entretanto pelo desenvolvimento urbano. Pelo contrário, toda a vila é histórica, com a sua arquitectura arcaica incomum de características urbanas, e que, permeada pelas suas gigantescas fortificações rochosas, nunca se espalhou para fora, excepto durante o séc. XV, que viu a construção do Convento de Nossa Senhora da Estrela, também incluído no pedido. Em adição à vila, o aplicativo também tem por necessidade de incluir a montanha escarpada em que está localizada, a uma altitude média de 600 m (...)
[23]
Ilhas Selvagens Funchal, Madeira
30° 5′ N 15° 56′ W
- 1742; 2002; (x)
As Selvagens, que compreende a Selvagem Grande, Selvagem Pequena e o Ilhéu de Fora foram descobertas pelos portugueses no séc. XV (1438) e manteve-se praticamente ilesas mesmo depois de todas as tentativas de colonizá-las, permanecendo inóspitas e desabitadas até aos dias de hoje. (...)
[24]
Costa Sudoeste Alentejo e Algarve
37° 27′ N 8° 46′ W
- 1979; 2004; (viii), (ix), (x)
Devido à sua posição geográfica, à diversidade paisagística e à limitada ocupação humana, a Costa Sudoeste, uma zona interface entre a terra e o mar, desenvolveu as suas próprias características e uma variedade de habitats responsáveis pela riqueza de sua flora e fauna. É um dos últimos e mais importantes trechos de litoral selvagem no Sul da Europa, com enorme extensões que permanecem quase inalteradas pelas actividades humanas e pela construção, beneficiando por uma densidade humana muito baixa, ainda que com o aumento da pressão antrópica, que, por enquanto, é limitada no tempo e no espaço. (...)
[25]
Baixa Pombalina, ou baixa de Lisboa Lisboa
38° 42′ N 9° 8′ W
- 1980; 2004; (i), (ii), (iv), (v), (vi)
(...) Como resultado da destruição de grande parte da cidade, incluindo os centros simbólicos de poder, pelo terramoto de 1755, - o mais violento de que há registo, e uma catástrofe, que na altura, tornou-se objecto de trabalhos de literatura e filosóficos - foi imposto um complexo esquema de reconstrução comandado pela figura do Marquês de Pombal. Confrontado por diferentes alternativas, decidiu-se reconstruir parte da cidade a partir do zero, com base num programa legislativo rigoroso e numa série de princípios e métodos práticos inspirados na experiência de engenharia militar portuguesa e nas experiências urbanas nos territórios coloniais. (...)
[26]
Palácio, Convento e Tapada de Mafra[27] Mafra
38° 56′ N 9° 19′ W
séc.XVIII 1981; 2004; (i), (ii), (iv)
(...) O edifício tem uma presença monumental imponente, fruto do seu projecto arquitectónico excepcional, particularmente a parte central, a Basílica, e uma escolha criteriosa de materiais e de elementos decorativos, que forneceu-lhe um esplendor quase único na Europa do seu dia: mármores policromáticos de diferentes origens; o grupo notável de esculturas no pórtico da Igreja - o maior de seu tipo no mundo, com 58 estátuas de mármore comissionados aos principais escultores romanos de seu tempo; os dois carrilhões, cada um com 48 sinos, de Antuérpia; o agrupamento exclusivo de seis órgãos, com o seu próprio repertório, projectado e construído para o mesmo espaço, entre 1792 e 1807; o Parque de Caça Real,[nb 4] um vasto recinto, amuralhado, com um perímetro de 21 km, em torno de terras agrícolas e florestais, que hoje é uma importante reserva genética ostentando uma diversidade biogenética e variedade de espécies, fruto da considerável quantidade de trabalho que tem sido investido na sua gestão. (...)
[28]
Mata das Carmelitas Descalças, Buçaco Buçaco
40° 21′ N 8° 21′ W
séc. XVII 1984; 2004; misto
Medindo 1450m por 950m, a Floresta Nacional está rodeada por um muro com vários portões espalhados por todo o perímetro, que dão acesso aos bosques frondosos que rodeiam a igreja, parte do Convento das Carmelitas, um palácio monumental, e vários outros edifícios de natureza religiosa. A paisagem cultural do Buçaco antecede este, o único "local selvagem” do seu género em Portugal, que foi criado pela Ordem das Carmelitas Descalças entre 1628 e 1630. (...)
[29]
Arrábida Distrito de Setúbal
35° 30′ N 8° 59′ W
Paleolítico 1985; 2004; (vii), (viii), (ix), (x)
(...) Com vista sobre o Atlântico, as encostas da Serra da Arrábida estão cobertas com a vegetação mais comum daquela região - o maquis do Mediterrâneo – um produto do seu clima particularmente leve, moderado pelo Atlântico, e pelo relevo. É uma das mais belas e fascinantes regiões naturais de influência mediterrânica, e permanece quase intocado no seu equilíbrio natural. (...)
[30]
Icnitos de Dinossauros Ourém e Sesimbra (candidatura partilhada com Espanha)[31] [32] Jurássico Médio e Superior 5255; 2008; (vii), (viii)
Os locais de pegadas de Dinossauros do Jurássico Médio de Galinha e Vale de Meios contém pegadas excepcionalmente bem conservadas, que rendem informação paleobiológica e paleoecologica num momento inicial da sua evolução. (...) A pista de Pedra da Mua mostra-nos as pegadas do sauropode do Jurássico Superior (herbívoro e quadrúpede) assim como o terópoda (carnívoro e bípede). (...)
[33]

Localização[editar | editar código-fonte]

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

Notas
  1. Critérios i–vi são culturais e critérios vii–x são naturais
  2. Extensão da zona tampão da Torre de Belém em 2008.
  3. Em 2010 foi estendido para incluir 645 gravuras na zona arqueológica de Siega Verde em Espanha.
  4. O Parque de Caça Real também é conhecido por Tapada de Mafra, Tapada Nacional de Mafra ou Real Tapada de Mafra.
  5. Grupo de pequenas ilhas localizadas entre a Madeira e as Ilhas Canárias.
  6. Compreende a costa desde São Torpes, no Alentejo, até Burgau no Algarve.
Referências
  1. a b c d e f Portugal – Properties inscribed on the World Heritage List. UNESCO. Página visitada em 9-7-2012.
  2. Report of the rapporteur (PDF). UNESCO (Janeiro de 1984). Página visitada em 24-6-2013.
  3. Qatar and Fiji get their first World Heritage sites as World Heritage Committee makes six additions to UNESCO List. UNESCO (22-6-2013). Página visitada em 22-6-2013.
  4. Alto Douro Wine Region. UNESCO. Página visitada em 26-6-2010.
  5. Central Zone of the Town of Angra do Heroismo in the Azores. UNESCO. Página visitada em 23-6-2013.
  6. Convent of Christ in Tomar. UNESCO. Página visitada em 23-6-2013.
  7. Cultural Landscape of Sintra. UNESCO. Página visitada em 23-6-2013.
  8. Garrison Border Town of Elvas and its Fortifications. UNESCO. Página visitada em 23-6-2013.
  9. Historic Centre of Évora. UNESCO. Página visitada em 23-6-2013.
  10. Historic Centre of Guimarães. UNESCO. Página visitada em 23-6-2013.
  11. Historic Centre of Oporto. UNESCO. Página visitada em 23-6-2013.
  12. Landscape of the Pico Island Vineyard Culture. UNESCO. Página visitada em 23-6-2013.
  13. Laurisilva of Madeira. UNESCO. Página visitada em 23-6-2013.
  14. Monastery of Alcobaça. UNESCO. Página visitada em 23-6-2013.
  15. Monastery of Batalha. UNESCO. Página visitada em 23-6-2013.
  16. Monastery of the Hieronymites and Tower of Belém in Lisbon. UNESCO. Página visitada em 23-6-2013.
  17. Prehistoric Rock Art Sites in the Côa Valley and Siega Verde. UNESCO. Página visitada em 23-6-2013.
  18. University of Coimbra – Alta and Sofia. UNESCO. Página visitada em 23-6-2013.
  19. World Heritage List Nominations. UNESCO. Página visitada em 24-6-2013.
  20. Historic Centre of Santarém. UNESCO. Página visitada em 25-6-2013.
  21. Algar do Carvão. UNESCO. Página visitada em 25 June 2013.
  22. Furna do Enxofre. UNESCO. Página visitada em 25-6-2013.
  23. Town of Marvão and the craggy mountain on which it is located. UNESCO. Página visitada em 25-6-2013.
  24. Ilhas Selvagens (Selvagens Islands). UNESCO. Página visitada em 26-6-2013.
  25. The Southwest Coast. UNESCO. Página visitada em 26-6-2013.
  26. Pombaline Baixa or Downtown of Lisbon. UNESCO. Página visitada em 26-6-2013.
  27. Proposta de Lista Indicativa de Bens Portugueses a Património Mundial, Cultural e Natural da UNESCO (PDF). Museuarqueologia.pt (2006). Página visitada em 27-5-2014.
  28. Mafra Palace, Convent and Royal Hunting Park. UNESCO. Página visitada em 26-6-2013.
  29. Forest Park of the Discalced Carmelites, Buçaco. UNESCO. Página visitada em 26 June 2013.
  30. Arrábida. UNESCO. Página visitada em 26 June 2013.
  31. PegaDinos: Património Natural. Museu Nacional de História Natural e da Ciência - Universidade de Lisboa. Página visitada em 8-5-2014.
  32. A.M. Galopim de Carvalho (23-11-2009). Uma candidatura incompleta. Diário de Noticias Online. Página visitada em 8-5-2014.
  33. Icnitos de Dinossáurios. UNESCO. Página visitada em 26-6-2013.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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