Angeli

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Angeli
Arnaldo Angeli Filho
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Nascimento 31 de Agosto de 1956 (58 anos)
Local São Paulo, Brasil
Nacionalidade Brasileiro
Área(s) de atuação cartunista, escritor, ilustrador, chargista
Site oficial www2.uol.com.br/angeli

Arnaldo Angeli Filho, mais conhecido com Angeli, (São Paulo, 31 de agosto de 1956) é um dos mais conhecidos chargistas brasileiros.

Começou a trabalhar aos catorze anos na revista Senhor, além de colaborar em fanzines. Em 1973 foi contratado pelo jornal Folha de São Paulo, onde continua até hoje. Desde os anos 80, Angeli vêm desenvolvendo uma galeria de personagens famosos por seu humor anárquico e urbano; entre eles se destacam o esquerdista anacrônico Meia Oito e Nanico, o seu parceiro homossexual enrustido (mas não muito); Rê Bordosa, conhecida como a junkie mais "porralouca" dos anos 1980; Luke e Tantra, as adolescentes que só pensam em perder a virgindade; Wood & Stock, dois velhos hippies que deixaram seus neurônios na década de 1960; os Skrotinhos, a versão underground dos Sobrinhos do Capitão; as Skrotinhas, a versão "xoxotinha" dos Skrotinhos; Mara Tara, a ninfomaníaca mais pervertida dos quadrinhos; Rhalah Rikota, o guru espiritual comedor de discípulas; Edi Campana, um voyeur e fetichista de plantão à procura do melhor ângulo feminino; o jornalista Benevides Paixão, correspondente de um jornal brasileiro no Paraguai e o único a ter conseguido entrevistar Rê Bordosa; Ritchi Pareide, o roqueiro do Leblão; Rampal, o paranormal; o machão machista Bibelô; o egocêntrico Walter Ego (também conhecido como "o mais Walter dos Walters"); Osgarmo, o sujeitinho vapt-vupt; Rigapov, o imbecil do Apocalipse; Hippo-Glós, o hipocondríaco (inspirado em Cacá Rosset); Vudu; Los Três Amigos e Bob Cuspe, o anárquico punk que cuspiu nas piores criaturas de nossas gerações. Ele próprio também se tornou um personagem, estrelando de início as tiras "Angeli em crise". Outra versão caricata sua é o personagem Angel Villa de Los Três Amigos.

Lançou pela Circo Editorial em 1983 a revista "Chiclete com Banana", um sucesso editorial (de uma tiragem inicial de 20,000 exemplares chegou a atingir 110,000), altamente influente e que contava com a colaboração de nomes como Luiz Gê, Glauco, Roberto Paiva, Glauco Mattoso e Laerte Coutinho. A Chiclete com Banana é considerada até hoje como uma das mais importantes publicações de quadrinhos adultos já editadas no Brasil.

Angeli já teve suas tiras publicadas na Alemanha, França, Itália, Espanha e Argentina, mas foi no mercado de Portugal que obteve mais destaque, tendo uma compilação de seu trabalho lançada pela editora Devir em 2000, ano em que também viu a estréia de uma série de animação com seus personagens numa coprodução da TV Cultura com a produtora portuguesa Animanostra.

Trabalhou na Rede Globo, como redator do programa infantil TV Colosso (1993-1996). Na mesma rede, entre 1995 e 2005, fez desenhos de 5 segundos, quando dava intervalos dos filmes da emissora.

Em 2006, produziu e lançou um longa de animação chamado Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock'n'Roll, com o diretor Otto Guerra.

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

  • República Vou Ver (1983)
  • Bob Cuspe e Outros Inúteis (1984)
  • Rê Bordosa (1984)
  • Rê Bordosa, a Morte da Porraloca (1987)
  • Mara Tara e Oliveira Junkie (1990)
  • FHC, Biografia Não Autorizada (1995)
  • Os Skrotinhos - A Fome e a Vontade de Comer, Sobras Completas

Co-autoria com Laerte e Glauco dos álbuns:

  • Los 3 Amigos 1 (1992)
  • Los 3 Amigos 2 (1994)

Coletâneas publicadas pela Editora Devir

  • Wood & Stock - Psicodelia e Colesterol
  • Sexo é Uma Coisa Suja
  • Luke e Tantra
  • Os Skrotinhos
  • Os Skrotinhos 2
  • Rê Bordosa

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Flávio Colin
Troféu HQ Mix - Melhor desenhista
1995
Sucedido por
Mike Deodato