Laerte Coutinho

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Laerte
Laerte Coutinho
Laertecoutinho.jpg

Nascimento 10 de junho de 1951 (63 anos)
Local São Paulo (SP)
Nacionalidade brasileira
Área(s) de atuação Quadrinista
Trabalhos de destaque Piratas do Tietê, Manual do Minotauro, Muchacha, Los Três Amigos, Strip Tiras

Laerte Coutinho (São Paulo, 10 de junho de 1951) é um das principais quadrinistas do Brasil.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Estudou comunicações e música na ECA-USP, porém não se formou nestes cursos.

Laerte participou de diversas publicações como a Balão e O Pasquim. Também colaborou com as revistas Veja e Istoé e os jornais Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo. Criou diversos personagens, como os Piratas do Tietê e Overman.

Em conjunto com Angeli e Glauco (e mais tarde Adão Iturrusgarai) desenhou as tiras de Los Três Amigos.

Em 2005, perdeu um de seus três filhos, Diogo, então com 22 anos, num acidente de carro.[1]

Em entrevista à Folha de S.Paulo, em 2010, revelou porque abandonou alguns de seus personagens e optou pela prática pública do crossdressing.[2] Nessa nova fase, participando de vários programas e matérias na mídia imprensa e eletrônica. Já em 2012, tornou-se co-fundador de uma instituição voltada a pessoas com essa nuance de gênero, a ABRAT – Associação Brasileira de Transgêneras.[3]

Em 2012, teve a residência roubada,[4] e muitas de suas obras que estavam digitalizadas também foram levadas.[5] [6]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Em 1968 Laerte concluiu o Curso Livre de Desenho da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1969 começou a cursar jornalismo na Universidade de São Paulo mas não chegou a concluir o curso.

Começou profissionalmente desenhando o personagem Leão para a revista Sibila em 1970. Durante a década de 70, ainda fundou, junto com Luiz Gê a revista Balão enquanto ainda estudava na ECA e trabalhou nas revistas Banas e Placar. Em 1974 faz seu primeiro trabalho para um jornal, a Gazeta Mercantil.

No mesmo ano começou a produzir material de campanha para o MDB durante as eleições. No ano seguinte trabalhou na produção de cartões de solidariedade no movimento de auxílio aos presos políticos.

Em 1974, ganhou o primeiro prêmio no 1º Salão Internacional de Humor de Piracicaba, com a charge "O Rei Estava Vestido"

Em 1978 desenhou histórias do personagem João Ferrador para a publicação do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Mais tarde viria a fundar a Oboré, agência especializada em produzir material de comunicação para os sindicatos. A editora publicou seu livro Ilustração sindical (1986), com mil ilustrações, quadrinhos e caricaturas liberados para utilização por sindicatos e outras entidades[7] .

Laerte fez cobertura jornalística de três copas: a de 78 (para o jornal O Estado de São Paulo), a de 82 (para a Folha de São Paulo) e a de 86 (para O Estado de São Paulo).

No fim da década de 80 publicou tiras e histórias em quadrinhos nas revistas Chiclete com Banana (editada por Angeli), Geraldão (editada por Glauco) e Circo, todas da Circo Editorial, que mais tarde lançaria sua própria revista (Piratas do Tietê). Em 1985 lançou seu primeiro livro, O Tamanho da Coisa, uma coletânea de suas charges.

Em 1991 a Folha de São Paulo começou a publicar as tiras de Piratas do Tietê.

Regularmente a artista lança álbuns com coletâneas de suas tiras, principalmente pela Devir Livraria[8] e L&PM Pocket[9] .

Em 2009, Laerte foi convidada para participar do álbum MSP 50 em homenagem aos 50 anos de carreira de Mauricio de Sousa, Laerte criou uma história protagonizada por Franjinha e seu cachorro Bidu.[10]

Laerte na televisão[editar | editar código-fonte]

Laerte em janeiro de 2014

Laerte também atuou como roteirista, tendo colaborado em diversos programas da Globo. Escreveu scripts para os programas humorísticos TV Pirata e para as primeiras temporadas de Sai de Baixo. Ainda na área de humor escreveu para o quadro Vida ao Vivo que ia ao ar durante o Fantástico, em 1997.

Laerte também escreveu o programa infantil TV Colosso e o script de cinema para Super-Colosso: A Gincana da TV Colosso.

Em 2010, participou do roteiro e storyboard do curta de animação Los tres amigos dirigido por Daniel Messias e ganhador do prêmio HQMIX.

Personagens[editar | editar código-fonte]

Estes são alguns personagens conhecidos de Laerte, sobretudo por suas tiras publicadas em jornais:

  • Overman - um super-herói que talvez tenha a força do Super-Homem mas com certeza não possui a capacidade de dedução de Batman. Por vezes mostra ter moral e hábitos retrógrados. Seu maior inimigo é o próprio ego. Seu visual lembra Space Ghost, que já apareceu como convidado em algumas tiras.
  • Deus - na representação de Laerte, com certeza não é onipotente. Tudo o que para nós é metafísico não passa de mera rotina para Ele. O que não quer dizer, no entanto, que tudo corra as mil maravilhas. Agora que o mundo e a humanidade já estão criados, Ele gasta a maior parte do tempo em afazeres menores, como discutir com o arcanjo Gabriel e jogar cartas com Buda.
  • Piratas do Tietê - esses piratas trocaram o mar pelo não menos perigoso rio que corta a cidade de São Paulo. Hoje em dia a cidade é o alvo de seus saques e matanças.
  • Hugo Baracchini - a visão cômica de Laerte do homem dos tempos modernos. Nele a autora criou uma eterna vítima dos problemas contemporâneos: Hugo já teve problemas em operar seu computador, teve de fugir de paparazzi, ficou complexado com o tamanho de seu pênis e chegou a sentir saudades do Regime Militar.
  • Suriá - personagem de Laerte voltada para o público infantil. Suriá é uma menina de 9 anos, que mora com a família em um circo (onde trabalha como trapezista). É uma das raras personagens negras de histórias em quadrinhos.

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

  • Overman
  • Histórias Repentinas
  • Classificados Vol.1
  • Classificados Vol.2
  • Suriá - A Garota do Circo
  • Suriá - Contra o Dono do Circo
  • Classificados Vol.3
  • Gatos - Bigodes ao Léu
  • Deus
  • Deus 2 - A graça continua
  • Deus 3 - A Missão
  • Hugo para Principiantes
  • Seis Mãos Bobas (em conjunto com Angeli e Glauco)
  • Muchacha (2010, com colaboração de seu filho, Rafael Coutinho)

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Troféu HQ Mix - Melhor roteirista nacional
1988
Sucedido por
Laerte Coutinho
Precedido por
Laerte Coutinho
Troféu HQ Mix - Melhor roteirista nacional
1989
Sucedido por
Laerte Coutinho
Precedido por
Luís Gustavo
Troféu HQ Mix - Melhor desenhista nacional
1990
Sucedido por
Luiz Gê
Precedido por
Laerte Coutinho
Troféu HQ Mix - Melhor roteirista nacional
1990
Sucedido por
Guilherme de Almeida Prado
Precedido por
Newton Foot
Troféu HQ Mix - Melhor roteirista nacional
1996
Sucedido por
Paulo Garfunkel
Precedido por
Lourenço Mutarelli
Troféu HQ Mix - Melhor desenhista nacional
2002
Sucedido por
Samuel Casal