Codex Vaticanus

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Manuscritos do Novo Testamento
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Uncial 03
Página do Codex Vaticanus; final de 2Ts e começo de Hebreus

Página do Codex Vaticanus; final de 2Ts e começo de Hebreus
Nome Vaticanus
Sinal B
Texto Antigo e Novo Testamento
Data c. 325-350
Escrito grego
Agora está Biblioteca do Vaticano
Citado C. Vercellonis, J. Cozza, Bibliorum Sacrorum Graecus Codex Vaticanus, Roma 1868.
Tamanho 27 x 27 cm
Tipo Texto-tipo Alexandrino
Categoria I
Nota muito perto do P66, P75, 0162

O Codex Vaticanus, também conhecido como Manuscrito 'B' ou 03 (Gregory-Aland), pertence ao século IV. Foi considerado por Westcott e Hort como o melhor manuscrito grego do Novo Testamento. É um dos manuscritos mais antigos da Bíblia, sendo inclusive ligeiramente mais antigo que o Codex Sinaiticus. Ele é um dos manuscritos unciais, isto é, escritos em letras gregas maiúsculas.

Conteúdo[editar | editar código-fonte]

O Manuscrito Vaticanus originalmente contém uma cópia completa da Septuaginta, com exceção de 1-4 Macabeus e a Prece de Manassés.

A ordem dos livros do Antigo Testamento é como segue: de Gênesis a 2 Crônicas está na ordem normal, depois aparecem 1 e 2 Esdras, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares, , Sabedoria, Eclesiástico, Ester, Judite, Tobias, os profetas menores de Oséias a Malaquias, e os profetas maiores Isaías, Jeremias, Baruc, Lamentações, Jeremias, Ezequiel e Daniel.

O Novo Testamento do Codex Vaticanus contém os Evangelhos, Atos, as Epístolas Gerais, as Epístolas de Paulo e Hebreus (até Heb 9:14, καθα [ριει); assim falta I e II Timóteo, Tito, Filemon e o Apocalipse. Estas páginas faltantes foram substituídas por um manuscrito cursivo do século XV (No. 1957).

O grego é escrito sem espaços entre as palavras, continuamente, e as letras originais foram reescritas mais tarde por um escriba do século XI. A pontuação é rara (os acentos foram adicionados por um escriba num período mais tardio).

O manuscrito contém misteriosos pontos duplos (também chamados de "umlauts") nas margens do Novo Testamento, que parecem marcar lugares onde havia incerteza textual. Há 795 destes pontos duplos no texto e aproximadamente outros 40 que são incertos. A data destas marcações é disputada entre os especialistas.

Proveniência[editar | editar código-fonte]

O manuscrito foi abrigado na Biblioteca do Vaticano (fundada pelo Papa Nicolau V em 1448). Ele aparece em uma lista antiga, um catálogo anterior a 1475 e no catálogo 1481. Seu lugar de origem é incerto, com Roma, Itália e Cesareia Marítima como lugares prováveis. Houve um especulação de que ele esteve na posse do cardeal Bessarion, porque o manuscrito cursivo que o complementa tem um texto similar a um dos manuscritos deste cardeal. T.C. Skeat, um paleógrafo do museu britânico, defende a tese de que o Codex Vaticanus era uma das 50 Bíblias que o Imperador Constantino requisitou para que Eusébio de Cesareia produzisse. A similaridade do texto com os papiros da versão Copta (incluindo a formação de algumas letras), paralelas com as do cânon de Atanásio (de 367) sugere uma origem egípcia ou alexandrina.

Importância[editar | editar código-fonte]

O Codex Vaticanus é um dos manuscritos mais importantes para o criticismo textual e é um membro principal do texto-tipo Alexandrino. Era constantemente usado por Westcott e por Hort em sua edição do Novo Testamento grego (1881).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referencia[editar | editar código-fonte]

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