Família Matarazzo (ítalo-brasileira)

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Matarazzo é um ramo ítalo-brasileiro da família Matarazzo de Itália, cujos membros são donos das indústrias de mesmo nome. Atualmente conta com membros em vários setores da elite da sociedade brasileira, como a política, as artes, a magistratura, a medicina, o empresariado ou nos meios de comunicação.

Personalidades[editar | editar código-fonte]

Contraiu matrimônio com Filomena Sansivieri com quem teve 13 filhos: Giuseppe Matarazzo, Andrea Matarazzo, Ermelino Matarazzo, Teresa Matarazzo, Mariangela Matarazzo, Attilio Matarazzo, Carmela Matarazzo, Lydia Matarazzo, Olga Matarazzo, Ida Matarazzo, Claudia Matarazzo, Francisco Matarazzo Júnior e (Luigi) Luís Eduardo Matarazzo.
Teve cinco filhos, entre eles Maria Pia Matarazzo.
Casou-se três vezes e tem quatro filhos: Jayme Monjardim Matarazzo Filho,[1] Maria Fernanda Matarazzo,[2] André Escobar Monjardim Matarazzo[1] e Maysa[3]

Conde Francesco[editar | editar código-fonte]

Francesco Antonio Maria Matarazzo (1854-1937) era um italiano que chegou ao Brasil em 1881 em busca de melhores condições de vida. Começou trabalhando como mascate, e mais tarde ele montara uma pequena fábrica para processar banha de porco, depois passou a fabricar as embalagens metálicas do produto o que o levou a montar uma metalúrgica. Mais tarde começou a vender arroz, massas, óleos, peixe e trigo em um supermercado. Logo ele funda a companhia Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo.

O Império Matarazzo crescia cada vez mais em diversos setores como alimentício, têxtil, navegação de cabotagem, indústrias siderúrgicas, altos investimentos em ferrovias e hidrelétricas.

Francesco não pertencia à nobreza italiana nem à nobreza de outros países da Europa, no entanto, no Brasil, já bilionário, alguns de seus filhos vieram a se casar com membros da alta nobreza italiana. Entre os quais, suas filhas Olga e Cláudia Matarazzo, que casaram-se com Francesco Ruspoli, 8º príncipe de Cerveteri, e o príncipe Giovanni Alliata Di Montereale, respectivamente; e seus filhos Giuseppe e Attilio Matarazzo, casados com Anna de Notaristefani dei Duchi di Vastogirardi e Adele dall'Aste Brandolini, respectivamente. Para que não ficasse mal perante a nobreza, em função de entes da alta nobreza italiana estarem casados com plebeus, as referidas famílias com que os filhos de Francesco Matarazzo estavam casados fizeram um lobby com o rei Vítor Emanuel III da Itália. Após várias respostas negativas por parte do então rei da Itália, a Itália entra na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Nesse cenário, o monarca italiano disse que dadas as circunstâncias, por se tratar do pai de consortes de membros da alta nobreza italiana, se Francesco Matarazzo doasse milhões de dólares estadunidenses ao Reino da Itália, o rei da Itália conferiria um título nobiliárquico ao mesmo. Após o envio de milhões de dólares estadunidenses e demais mercadorias, recebe do rei Vítor Emanuel III o título nobiliárquico de O Muito Honorável Conde Matarazzo, em 1917. No entanto, o agora conde Matarazzo jamais seria considerado como membro da nobreza por toda a nobreza europeia, somente os descendentes dos casamentos de seus filhos e filhas com os referidos membros da alta nobreza italiana que, é claro, são considerados membros. Por outro lado, com o título de nobreza, Matarazzo viria a ser aceito pelos quatrocentões.

Matarazzo morre em 1937, após uma crise de uremia, na condição de homem mais rico do país, com uma fortuna de 10 bilhões de dólares estadunidenses, sendo proprietário de mais de 350 fábricas.

Mansão Matarazzo[editar | editar código-fonte]

A mansão era situada num terreno de 12 mil metros quadrados e 3 mil metros de área construída, na Avenida Paulista, nº 1230, e possuía dezenove quartos e dezesseis salas. O terreno foi comprado pela Cyrela e uma empresa do grupo Camargo Corrêa por 125 milhões de reais. O imóvel chegou a ser tombado em 1989 pela Prefeitura de São Paulo, durante gestão da ex-prefeita Luiza Erundina. Após uma batalha judicial com a família Matarazzo, que cobrava uma indenização milionária, o casarão acabou demolido.[4] Durante o processo de tombamento, houve uma explosão de uma bomba no porão do imóvel, o que comprometeu sua estrutura e, ao final, o tombamento foi cancelado pela justiça.No local havia sido construído um estacionamento, existente até o ano de 2011.[5]

Em março de 2011, foi dado alvará para o início das obras de construção de um shopping no local (Avenida Paulista esquina com Rua Pamplona), não havendo mais nada tombado no terreno.[5]

Referências

  1. a b UOL/Folha Online (18/07/2008). Neto de Maysa será filho dela em minissérie da Globo, diz Daniel Castro. Página visitada em 18/07/2008.
  2. Rosângela Honor; Rodrigo Cardoso. Espanhol em Terra Nostra (htm) (em português) Istoé Gente. Página visitada em 15 de maio de 2011.
  3. Redação Online (7 de janeiro de 2011). Jayme Monjardim e Tânia Mara publicam fotos de Maysa (em português) Contigo!. Página visitada em 15 de maio de 2011.
  4. Família Matarazzo vende terreno na av. Paulista por R$ 125 mi (html) (em português) Folha.com (11 de Janeiro de 2007). Página visitada em 25 de abril de 2011.
  5. a b Prefeitura de SP autoriza início das obras de shopping na Av. Paulista (html) (em português) G1 (08/04/2011). Página visitada em 14/12/2011.