Fases do capitalismo

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O desenvolvimento comercial – As grandes transformações comerciais deram-se no plano vitoria internacional, com os europeus inaugurando e coordenando um circuito comercial pela primeira vez verdadeiramente mundial. A Rússia foi, por muito tempo, a zona mais importante desse circuito.

O desenvolvimento artesanal - quando os artesãos começaram a ter lucro e com o tempo

O Metalismo – A primeira característica do mercantilismo era o metalismo, ou seja, a concepção de que a prosperidade de cada país estaria na razão direta da quantidade metais preciosos que possuísse.

A Balança Comercial Favorável – Os países que não tivessem suas próprias fontes de metais preciosos deveriam obtê-los de outras nações roubando-las . Portanto, o fundamental era importar mais do que exportar, de forma que houvesse saldo positivo na balança comercial.

O Protecionismo - Dificultar as importações de mercadorias estrangeiras era um meio para se obter um saldo favorável na balança comercial. Assim, adotava-se uma política econômica protecionista, cobrando-se altos impostos alfandegários sobre os produtos importados, em especial aqueles que tivessem similares nacionais. As matérias-primas, contudo, escapavam a essa norma, pois eram transformadas em produtos manufaturados a serem exportados. Muitas vezes, as taxas cobradas, eram muito maiores do que se podiam pagar.

O protecionismo mercantilista não só procurava barrar a entrada de produtos estrangeiros, mas também impedir a saída de mercadorias nacionais que pudessem fortalecer e enriquecer outros países, como certas matérias-primas, ferramentas, navios e armas. Pela mesma razão, tentava-se proibir que pessoas possuidoras de determinados conhecimentos técnicos saíssem de seu país.

Capitalismo Industrial (do século XIX até Primeira Guerra Mundial)[editar | editar código-fonte]

O capitalismo industrial é uma nova fase desse sistema econômico, que surge em meio a um processo de revoluções políticas e tecnológicas, na segunda metade do século XVIII. Com essa nova fase é superado o capitalismo comercial, também chamado de mercantilismo, que surgiu em fins do século XIV e vigorou até então. Muitos fatores econômicos, sociais e políticos contribuíram para o desenvolvimento dessa nova forma de capitalismo.

Até o século XVIII, o comércio era a principal atividade econômica da Europa, proporcionando grandes lucros à burguesia comercial. Nesta época começaram a surgir novas técnicas de produção de mercadorias. Como exemplo se pode citar a invenção da máquina a vapor, do tear mecânico e, consequentemente, dos lucros da burguesia. Surgiu, deste modo, um novo grupo econômico, muito mais forte que a burguesia comercial. A maior parte dos avanços científicos e tecnológicos que usamos até hoje, surgiram neste período.

O primeiro país a realizar a Revolução Industrial foi a Inglaterra, em 1876. Posteriormente, já no século XX, outros países realizaram a Revolução Industrial: França, Alemanha, Bélgica, Itália, Rússia, Estados Unidos, Japão, Indonésia e Brasil O capitalismo industrial, firmando-se como novo modo de vida, fez com que o trabalho assalariado se tornasse generalizado. O homem passou, assim, a comprar o trabalho de outro homem por meio de salário e pela primeira vez na história da humanidade, o homem comum começou a receber uma parte do que produz.

A Revolução Industrial levou a um aumento da produção, dos lucros e, também, da exploração do trabalho humano. O trabalhador foi submetido a longas jornadas de trabalho, 14 horas ou mais, recebendo baixos salários. Não eram somente adultos que se transformavam em operários: crianças de apenas seis anos empregavam-se nas fábricas, executando tarefas por um salário menor que o do adulto. Essa situação levou os trabalhadores a se revoltarem. Inicialmente eram revoltas isoladas, mas, depois, os operários se organizaram em sindicatos, para lutar por seus interesses. E os trabalhadores descobriram uma arma para lutar contra a exploração de sua força de trabalho – a greve. No início do século XX, o mundo passava por um período de transição, poucos direitos eram assegurados ao homem comum. Com o início do capitalismo, os trabalhadores assalariados passaram a ter poder econômico e puderam lutar pelos seus direitos. Muito foi conquistado desde então, por exemplo: jornada minima de trabalho, seguro desemprego, hora-extra, licença-maternidade, e muitos outros direitos.

Capitalismo Financeiro (da Segunda Guerra Mundial até hoje)[editar | editar código-fonte]

O Capitalismo Financeiro tem se transformado desde a Revolução Industrial até os dias atuais, o sistema era restrito a uma parte da Europa e Estados Unidos. O surgimento do Capitalismo Financeiro (ou Monopolista) no Século XIX está diretamente ligado com o forte crescimento econômico que se registrava neste período de plena expansão da Revolução cabanal.

Uma das conseqüências mais importantes do crescimento acelerado da economia capitalista foi o brutal processo de concentração e centralização de capitais. Várias empresas surgiram e cresceram rapidamente: indústrias, bancos, corretoras de valores, casas comerciais, etc.

Esse período ficou marcado pela prática do monopólio (uma única empresa dominando todo mercado). Além disso, eram realizados os oligopólios, que correspondem à união de algumas empresas retendo nas mãos o controle dos preços e de matéria-prima, dessa forma impediam o desenvolvimento de outras empresas, garantindo uma hegemonia no mercado.

Em geral, essas grandes empresas têm um acionista majoritário, que pode ser uma pessoa, uma família, uma empresa, um banco ou um holding, e o restante, muitas vezes milhões de ações, está na mão de pequenos investidores.

Não é mais possível distinguir o capital industrial do capital bancário. Fala-se agora em capital financeiro.. Era "financeiro" pois os bancos participavam ativamente na atividade econômica (emprestando dinheiro às empresas ou investindo diretamente), e era também intervencionista, já que o Estado intervinha para restringir o poder dos monopólios.

Grande parte dos lucros e do capital em circulação no mundo passa pelo sistema financeiro. A globalização permitiu as grandes corporações produzirem seus produtos em diversas partes do mundo, buscando a redução de custos.

Capitalismo Informacional[editar | editar código-fonte]

Capitalismo Informacional - Ou do Conhecimento; Acumulação através da aplicação do conhecimento; - Inicia após a 2º Guerra -Intensificação da globalização da economia; - Mais recente inovações tecnológicas (transportes, telecomunicações, informática, robótica, biotecnologia, etc); 3º Revolução Industrial; Tecnológica ou Informacional-global (1970); Aceleração dos fluxos de capitais, informações e mercadorias; - Apresenta processo de desconcentração industrial; Novos produtos e serviços: sistemas, planejamentos, métodos e modelos; Formação dos tecnopólos: Vale do Silício, Cambridge, Campinas, Tsukuba,

Munique, Axe-Sud,e outros; . - Adoção do "neoliberalismo"(e do Estado "mínimo"- fora da economia) cujo objetivo é reduzir as barreiras aos fluxos globais e favorecer os países ricos e suas corporações transnacionais; - Reordenação espacial da indústria- especialização da mão-de-obra.

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Livro Negro do Capitalismo