Nacional-bolchevismo

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O nacional-bolchevismo é um movimento político que reivindica combinar elementos do nacionalismo e do bolchevismo1 . Centra-se na defesa da nação, atendendo a critérios históricos e raciais para definir as nações. A ideologia reivindica uma ligação direta a Hegel, que se apresenta como o pai do idealismo. Além disso, é ferozmente anticapitalista e admite determinadas formas de comunismo e socialismo, defendendo o stalinismo. É também altamente tradicionalista no molde de Julius Evola.

Economicamente os nacional-bolcheviques procuram casar a política econômica nova de Vladimir Lenin ao corporativismo de Benito Mussolini. Esta união da economia misturada fascista com as parcelas “macias” da economia de mercado da teoria de Lenin fêz com que muitos comunistas rejeitem-no como um ideologia fascista (embora esta não é a única causa para fazer comunistas a rejeitar como o fascista, sendo o mais importante o nacionalismo que o nacional-bolchevismo defende). Fortemente influenciados pela geopolítica, os movimentos nacionais bolchevistas russos procuram actulmente uma união entre a Rússia e o resto da Europa, que teria o nome de Eurasia.

Na ficção, um movimento nacional aparentemente bem sucedido de bolshevistas é caracterizado no livro 1984 de George Orwell como, “Eurasia”, um dos dois rivais de Oceania, que "Nazbols" - do Partido Nacional-Bolchevista russo - descreve como “Atlantica.

Antecedentes históricos[editar | editar código-fonte]

O movimento nacional-bolchevista tem raízes na Primeira Guerra mundial, na Alemanha, onde escritores nacionalistas como Ernst Niekische e Ernst Jünger se mostraram tolerantes ao comunismo desde este que adotasse uma postura nacionalista e se abandonasse a sua "missão" de propagação mundial.

O nacional-bolchevismo atualmente[editar | editar código-fonte]

Hoje em dia, a Rússia é considerada o centro do nacional-bolchevismo e quase todos os partidos e organizações nacional-bolchevistas do mundo estão de alguma forma relacionadas com este país. Entre os líderes e teóricos destacam-se Aleksandr Dugin e Eduard Limonov, que lidera o Partido Nacional-Bolshevique na Russia. Entre outras influências apontadas estão os nomes de Georges Sorel e Otto Strasser.

Os militantes do Partido Nacional-Bolshevique participaram em manifestações contra o G8 em São Petersburgo. Outros grupos, como o "Franco-Belgian Parti Communautaire National-Européen" partilham igualmente do desejo da criação de uma Europa unida (assim como partilham muitos dos seus ideiais económicos).

Existem grupos nacional-bolchevistas em Israel (Partido Nacional-Bolshevista de Israel) e em toda a antiga União Soviética, mas estes encontram-se ligados ao Partido Nacional-Bolshevique russo.

Referências

  1. Von Klemperer, Klemens (1951). "Towards a Fourth Reich? The History of National Bolshevism in Germany". Review of Politics 13 (2): 191–210.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]